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Alda Uma. Está a começar o Jornal da Uma, com a edição do Miguel Vilela. Miguel, o PCP propõe uma comissão parlamentar de inquérito ao uso pelos Estados Unidos da Base das Lajes, no âmbito da intervenção militar no Irão.

Foi isso que anunciou o partido no final da sessão plenária desta manhã. O PCP entende que há explicações a dar depois do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ter revelado, em entrevista à Fox News, que o Governo português autorizou a utilização da base da Ilha Terceira antes mesmo de saber qual a natureza do pedido, ou seja, sem que soubesse que seria usada no âmbito da ofensiva militar conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irão. O Governo já vem negar. Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros refere que o pedido a Portugal para a utilização das Lajes só foi feito depois do ataque ao Irão. A verdade é que, Miguel Vítor Dias, agora aqui em direto do Parlamento, depois do PS, também o PCP entende que o Governo deve uma explicação.

Sim, e o PCP quer mesmo forçar essa explicação mais ao detalhe, ao propor uma comissão parlamentar de inquérito. O anúncio foi feito inicialmente pelo líder parlamentar durante o debate. Depois, Paulo Raimundo especificou melhor o porquê desse instrumento parlamentar que aqui existe e que permite chamar um conjunto de responsáveis sobre a forma como o Governo português tem estado a lidar com este conflito no Médio Oriente e como a Base das Lajes tem sido um pivô importante também para esse conflito. Ora, Paulo Raimundo diz que esta comissão de inquérito é útil até para o próprio Governo.

As afirmações ontem do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, deixam evidente que é preciso mesmo clarificar. Foi neste sentido, não só denunciamos este apoio do Governo e dos partidos que o apoiam nesta matéria, este apoio à guerra, e não só denunciamos o arrastar do país para esta situação a partir da Base das Lajes, como avançamos com uma proposta de comissão de inquérito para se esclarecer tudo sobre esta matéria. E é uma comissão de inquérito que estamos convencidos que vai mesmo para frente, porque, pelos vistos, todos os outros partidos querem ver esclarecida a situação e o Governo também terá interesse em ter um espaço privilegiado para dar os esclarecimentos todos que quer dar.

Ainda assim, o PCP não tem o número de deputados suficiente para forçar a criação da comissão, portanto, terá que ser votada pela Assembleia da República. Minutos depois desta declaração do Partido Comunista, o Bloco de Esquerda, que antes tinha deixado em aberto essa possibilidade, diz que queria utilizar todos os instrumentos ao dispor. Poucos minutos depois deste anúncio, foi também correr anunciar a intenção de propor uma comissão de inquérito semelhante à do Partido Comunista Português. Para já, não se conhecem reações de outros partidos. André Ventura falou antes do PCP, mas sobre a reforma laboral. Ainda assim, questionado pelos jornalistas, não deixou de dizer que para utilizar a Base das Lajes, é preciso cumprir regras.

Para nós, todos os que usam o território português, seja de que forma for, têm que cumprir as nossas regras. Ser aliado não é ter bar aberto para utilização. Portanto, os americanos, como os outros, não podem simplesmente usar e abusar do território português como querem e quando querem. Tem que haver regras para haver esses escrutínios. Se tiver que ser feito no Parlamento, será.

Mas também deixou muitas críticas à gestão socialista no passado e à forma como o PS também autorizou a utilização da Base das Lajes por parte dos aliados da NATO. No entanto, fica para já esta intenção de avançar com a comissão de inquérito. Veremos se o PCP consegue ou não recolher os votos necessários para aprovar esta iniciativa.

Miguel Vítor Dias, com esta proposta do Partido Comunista, quer uma comissão parlamentar de inquérito ao uso da Base das Lajes pelos Estados Unidos no âmbito da intervenção militar no Irão, depois dessa declaração do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que diz que o Governo português autorizou antes mesmo de saber qual seria a finalidade.

E André Ventura está aberto a negociar a lei laboral, mas diz que o ponto de partida é mau.

O presidente do Chega só há pouco reagiu à apresentação da proposta de reforma laboral aprovada ontem em Conselho de Ministros, numa declaração aos jornalistas na Assembleia da República. André Ventura diz isso mesmo, que o ponto de partida é mau e acrescenta que o Chega não é como o PS e está disponível, ainda assim, para cedências em nome de consensos.

Os sinais que foram dados, esta é uma proposta má pelas razões que disse. Esta não é uma proposta suficiente para poder ser aprovada no Parlamento. O Chega não é nem como as centrais sindicais, nem como o Partido Socialista. O Chega, quando entra num processo negocial, estabelece exigências, valores e avalia a aproximação ou não a esses valores e cede também naquilo que tem que fazer para chegar a consenso.

André Ventura insiste que o Governo errou na forma como construiu esta lei e como a apresentou ao país. Lamenta que só agora chegue ao conhecimento dos partidos na Assembleia da República. O presidente do Chega e o primeiro-ministro estiveram reunidos esta semana para falar precisamente sobre esta alteração ao pacote laboral, garantindo a disponibilidade para negociar.

Tolerância zero. A ministra da Justiça diz que não são toleráveis mortes nas prisões.

É a reação de Rita Alarcão Jude à iniciativa de familiares de reclusos que morreram em prisões portuguesas e que anunciaram a entrega de uma carta à ministra, uma carta a entregar esta sexta-feira. Um documento que exige à titular da pasta respostas, responsabilidade e transparência institucional.

As situações que vitimam ou que possam causar a morte num estabelecimento prisional são situações que o Ministério da Justiça acompanha, e que o diretor-geral dos Serviços Prisionais também, e que há tolerância zero para qualquer situação que possa causar situações que não sejam comportáveis. Qualquer situação que aconteça dentro de um serviço prisional é imediatamente analisada, todos os mecanismos são iniciados, quer investigação e comunicação ao Ministério Público, sempre que for justificado e necessário.

Rita Alarcão Jude, em declarações aos jornalistas à margem de uma conferência em Lisboa.

1 hora e 7 minutos, José Mourinho confirma que recebeu por parte do Benfica uma proposta de renovação de contrato.

Acrescenta que só vai tomar uma decisão depois da última jornada do campeonato este fim de semana.

O meu agente teveEsteve reunido com o Sporting e o Benfica e disse-me: "Tenho uma proposta oficial que te vou enviar." Eu disse: "Não quero. Envia-me domingo." Relativamente ao Real Madrid, nunca me disse: "Eu tenho uma proposta que te quero mostrar." Eu também lhe diria, se ele agora me ligasse a dizer: "Tenho uma proposta do Real Madrid", eu diria exatamente o mesmo: "Manda-me no domingo, que no domingo começo a pensar nisso."

O técnico encarnado revela que o agente Jorge Mendes só recebeu esta proposta de renovação do Benfica. Não houve qualquer abordagem oficial do Real Madrid. Declaração feita na conferência de imprensa de antevisão do jogo de amanhã frente ao Estoril, com o segundo lugar de acesso ao playoff de acesso à Liga dos Campeões no horizonte. O Benfica precisa ganhar, embora possa não ser suficiente, está dependendo daquilo que o Sporting vier a fazer.

E Miguel está na estrada a sétima etapa da Volta à Itália em bicicleta, um teste para o português Afonso Selálio.

O corredor português da Bahrain, que lidera a classificação geral, a tirada desta sexta-feira tem 244 km, conta com duas contagens de montanha de segunda categoria, a última a coincidir com a linha de meta, os últimos 13 km são sempre a subir. João, como é que está a correr a tirada ao corredor português?

É o primeiro grande teste nesta edição do Giro d'Itália, não só para o português Afonso Selálio, que segue na frente com a malha rosa, mas também para todo o pelotão, porque hoje vão aparecer as primeiras grandes subidas. Enfim, o que aconteceu até agora? Há uma fuga de cinco corredores a protagonizar esta sétima etapa. O pelotão vem atrás a quatro minutos e meio. A etapa vai a meio, faltam correr 120 km, vai então começar esse verdadeiro sobe e desce com uma subida de segunda categoria. A etapa termina no alto, subida de primeira categoria, são cerca de 10 km sempre a subir, mas sempre a subir. Vai ser preciso ter equipa e, claro, muitas pernas.

Força para o corredor português, que lidera esta Volta à Itália em bicicleta. Afonso Selálio partiu para esta tirada com uma vantagem de dois minutos e 51 segundos para o segundo.

Aguenta, Afonso. Uma hora e 10 minutos. Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade?

Agora é oficial. Rodrigo Salazar vai mesmo ser jogador do Sporting. O clube de Alvalade acaba de comunicar a contratação do atleta do Sporting Clube de Braga. Vai pagar 30 milhões de euros. Rodrigo Salazar, jogador uruguaio, fica com uma cláusula de rescisão de 80 milhões. O contrato é válido para as próximas cinco épocas. O preço dos combustíveis volta a subir na próxima semana. É essa a previsão da Associação Nacional de Revendedores de Combustível. A gasolina deve subir quatro cêntimos, o gasóleo, um.

Miguel Videra e o Jornal da Uma.