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Notícias na Rádio Observador.
Jornal das duas, na Rádio Observador, com Luís Soares. Luís, o governo vai decretar para amanhã dia de luto nacional por causa dos incêndios da última semana.
A informação foi apurada pelo Observador. Dia de luto nacional amanhã, no dia de uma semana de grandes incêndios que provocaram cinco vítimas mortais diretas. Há, neste momento, ainda nove incêndios significativos que preocupam a Proteção Civil. Um balanço foi feito esta tarde pelo comandante nacional André Fernandes. Ele faz um relato de que a situação melhorou, está melhor do que nos últimos dias, mas ainda assim apela à cautela da população. Vamos ao encontro da repórter Inês Batista, ela que esteve a acompanhar esta conferência de imprensa da Proteção Civil. Inês, boa tarde. Que detalhes adiantou André Fernandes?
O comandante nacional da Proteção Civil aponta para nove ocorrências significativas a esta hora, três em Viseu/Lafões, na região Norte, um na sub-região do Alto Tâmega, dois no Porto, um no Douro e dois no Tâmega e Sousa. No entanto, há quatro incêndios que mais preocupam as autoridades.
São os três que estão na sub-região de Viseu D'Alafons, dois em Castro Daire e outro entre Nava do Castelo, portanto Miuzela, Nava do Castelo, Sotelões, Castro Daire e Moção em Castro Daire. E depois o de Alvarenga, no município de Arouca, que são aqueles quatro incêndios que nos preocupam.
André Fernandes, que avisa que apesar da melhoria das condições meteorológicas, as próximas 12 horas ainda podem ser complexas para o combate ao incêndio, devido ao vento, por poder mudar rapidamente a direção das frentes de fogo e a partir das oito da noite há previsão de chuva, por vezes forte. O comandante nacional da Proteção Civil avisa que nas áreas ardidas há possibilidade de deslizamentos de terra.
Nas áreas afetadas pelos incêndios rurais que ficaram sem o coberto vegetal ou pela esterilização do solo, ficam mais expostas e vulneráveis a esta precipitação e, portanto, pode haver fenômenos de escorrência de detritos destas áreas ardidas, que podem vir a afetar a via pública e também as áreas habitacionais. E, portanto, devem, obviamente, tomar as medidas preventivas, nomeadamente a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais, verificar se está tudo pronto para a receção desta precipitação e também desobstruir dos inertes que possam ser arrastados ou que criem os obstáculos ao livre escoamento das águas, e também estar atento às informações da meteorologia e às indicações também da Proteção Civil e das Forças e Serviços de Segurança.
Aviso de André Fernandes, comandante nacional da Proteção Civil, que aponta também que estão dominados os complexos de incêndios de Sever do Vouga, Albergaria-a-Velha, Oliveira de Azeméis e Águeda, mas faz a ressalva, é possível que haja reacendimentos e por isso os operacionais continuam no terreno. Sobre as críticas à coordenação da Proteção Civil e à falta de meios, André Fernandes responde que todos os meios disponíveis estavam no terreno a combater incêndios. E diz também que a Proteção Civil foi tendo em conta os apelos dos autarcas das regiões afetadas pelos focos.
A reportagem direto da Inês Batista, ela que esteve a acompanhar o balanço dos incêndios feito esta tarde pela Proteção Civil.
E a autarca de Arouca queixa-se da falta de apoio do governo e acusa a ministra da Administração Interna de ter o telemóvel desligado.
A acusação foi feita quando fazia, Margarida Belém, o ponto de situação do incêndio em Arouca à hora de almoço. Margarida Belém diz que o cenário hoje é diferente, mas sublinha que na primeira noite sentiu a falta de quem lidera.
Na primeira noite, eu efetivamente senti falta, nomeadamente de quem lidera estas matérias, a senhora ministra, que tinha efetivamente o telemóvel desligado e não tínhamos a quem recorrer. E, portanto, hoje o cenário é diferente, e devo dizer que o senhor secretário de Estado tem efetivamente, desde ontem, acompanhado a situação. Mas é nos momentos críticos, nas grandes dificuldades e que são imputadas sempre aos presidentes de câmara, é importante que nós tenhamos quem lidera, conheça as realidades destes territórios tão específicos.
Acusação de Margarida Belém, autarca de Arouca, a denunciar a falta de apoio no primeiro dia dos incêndios. Declarações registadas pela RTP3, em que a autarca se queixa de que a ministra da Administração Interna tinha o telemóvel desligado. A presidente da Câmara destaca também que até agora os bombeiros conseguiram atingir o objetivo do município, proteger as pessoas e também a maior parte dos bens.
A Polícia Judiciária deteve um homem suspeito de atear incêndios em Albergaria-a-Velha.
Um deles, o incêndio que começou em Paus no domingo. Em comunicado, a Polícia Judiciária explica que deteve, em colaboração com a GNR, um homem de 67 anos, suspeito de ser o presumível autor de um crime de incêndio florestal no domingo, além de outros três incêndios na mesma região no mês de julho. O modus operandi consistiu no recurso à chama direta para dar início ao incêndio em zonas de extensa mancha florestal, próximas de habitações, instalações industriais e agrícolas. O suspeito terá atuado de forma compulsiva e sem qualquer motivação racional ou explicação plausível. O detido vai ser presente às autoridades judiciárias para interrogatório judicial e também aplicação de medidas de coação.
O PSD quer criar na Assembleia da República uma comissão para avaliar o combate aos incêndios deste ano.
Anúncio feito pelo líder parlamentar do PSD depois da reunião da bancada na Assembleia da República. Hugo Soares considera que deve ser feita uma análise da atuação dos meios de proteção civil, pedindo que o jogo partidário fique de fora desta comissão.
Decidimos propor ao Parlamento A criação imediata de uma comissão eventual para a avaliação do sistema de proteção civil, de prevenção e de combate aos incêndios de 2024. Creio que é já o momento de podermos, do ponto de vista político, do ponto de vista parlamentar, começar já a fazer as diligências que são necessárias, sem o jogo político, sem o jogo partidário, sem o aproveitamento político que estas situações muitas vezes motivam.
Declarações do líder parlamentar do PSD, depois de uma reunião da bancada, num encontro em que a atual situação política também foi tema. Depois do relatório do Conselho de Finanças Públicas ter apontado para o fim do centro orçamental em 2026, por causa do IRS Jovem, Hugo Soares mantém que a previsão do governo é de que é possível manter o saldo do país positivo.
O Conselho de Finanças Públicas aponta excedentes orçamentais no ano de 2024 e no ano de 2025, e com o IRS Jovem, eu vou repetir, com o IRS Jovem, o Conselho de Finanças Públicas aponta também para excedentes orçamentais no ano de 2027 e no ano de 2028. Creio que as previsões do governo é que também no ano de 2026, ao contrário do que diz o Conselho de Finanças Públicas, possa haver excedentes orçamentais. E devo, em nome do grupo parlamentar do PSD, dizer o seguinte: é absolutamente fundamental que nós possamos baixar a fiscalidade em Portugal.
Reação do Hugo Soares depois dos alertas do Conselho de Finanças Públicas. Além do impacto orçamental do IRS Jovem, o fim do PRR vai ter também um impacto negativo na economia portuguesa, que, no entanto, este ano vai crescer mais do que aquilo que estava previsto.
Olhamos ainda para outras notícias em destaque a esta hora.
Cinco funcionários de uma empresa que opera no aeroporto de Lisboa foram detidos por tráfico de droga. No total, sete pessoas foram detidas em flagrante delito depois de desviarem duas malas com mais de 50 quilos de cocaína. Vinte e cinco farmácias aderiram este ano à campanha de vacinação contra a Covid-19 e a gripe. Anúncio feito pela presidente da Associação Nacional de Farmácias, Ana Paulino, explica à Lusa que no total são mais de 2500 os estabelecimentos abrangidos na campanha de vacinação outono-inverno de 2024/2025.
Fica por aqui o jornal das 14h. Atualizamos as notícias com o Luís Soares, às 14h30.