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Edição do Miguel Cordeiro.
Jornal das duas na Rádio Observador com Miguel Cordeiro. Miguel, apesar de continuar ainda a recuperar de uma cirurgia recente, Marcelo Rebelo de Sousa foi mesmo ao Barreiro cumprir a tradição de beber uma ginjinha de Natal.
Diz que não conseguia passar esta quadra sem cumprir a tradição.
Não me fiz questão de vir aqui, porque é uma tradição. Foram 10 anos consecutivos e passou a ser uma tradição na minha vida. Para o ano cá estarei. Eu prometi ao presidente, cá está ele, está ótimo. No meio disto tudo, o presidente também esteve doente e depois recuperou. Como está o seu estado de saúde, presidente? O meu estado de saúde está bom, recupero, mas sabe que quando se mexe no intestino, corta aqui, corta acolá, causa aqui, causa acolá, isso demora tempo para recuperar. Tem que ser um regime alimentar próprio, não se pode comer tudo, não se pode beber álcool. Há sim coisas que têm que se fazer. Mas eu bebi um bocadinho de ginjinha, não devia ter bebido, mas bebi.
Presidente da República a dizer que não podia beber álcool devido à recuperação que está a fazer, mas que bebeu e garante que o fez sob aconselhamento médico.
Eu recebi a ginjinha lá, olhei para a ginjinha e eu fiquei com uma tristeza. Eu tenho que lá ir. Então telefonei ao médico e disse: "Acha que não há problema?" Ele disse: "Mas então vai cedo. Coma qualquer coisa, almoce. Não fique lá com centenas de pessoas, porque aí vai ser apertado, vai ser puxado, vai não sei quanto. Depois diz que não há ginjinhas, trazem ginjinhas de casa, acaba por beber não uma ginjinha, mas 10 ginjinhas. Quer dizer, sai desfeito. Anda a tratar aí a sua hérnia e depois estraga tudo no Barreiro". Assim não estraguei.
E para não estragar, para evitar também multidões, que se espera uma grande multidão, certamente no Barreiro a partir desta tarde para a tradicional ginja no Barreiro, a partir das 16h. Para evitar tudo isso, Marcelo Rebelo de Sousa foi beber um copo de ginjinha na véspera de Natal, como faz tradicionalmente ao Barreiro, mas mais cedo, em período de hora de almoço. E está agora a deixar o local, acompanhado pelo presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Frederico Rosa, e por alguns curiosos que se dirigiram a esse local.
O diretor-executivo do SNS garante que não vai haver mais atividade nos dias com tolerância de ponto. Aliás, que vai haver mais atividade nos dias com tolerância de ponto, para assim poder responder às urgências.
Isto numa comparação direta ao que normalmente acontece aos fins de semana. Diz o diretor-executivo do SNS que há mais atividade nos dias com tolerância de ponto do que ao fim de semana. Foram concedidas tolerância de ponto no Natal e na passagem de ano, mas Álvaro Santos Almeida assegura que as unidades locais de saúde vão continuar a dar resposta.
Nós temos várias unidades do SNS que, sobretudo no dia 26, sexta-feira, estão a trabalhar a 50% e, portanto, não estão totalmente em tolerância de ponto. Há metade dos profissionais que fazem tolerância no dia 26 e a outra metade no outro dia. E dessa forma asseguram alguma atividade normal, alguma atividade de consultas, cirurgias mais prioritárias, consultas agudas e, portanto, temos uma atividade hoje e sobretudo no dia 26, que não é a atividade do fim de semana, é mais do que aquilo que habitualmente se faz aos fins de semana.
Diretor-executivo do SNS a falar aos jornalistas numa visita ao Hospital de Vila Nova de Gaia. Foi também confrontado o diretor-executivo do SNS sobre os tempos de espera em hospitais como o Amadora-Sintra, onde os doentes urgentes têm de enfrentar esperas de cerca de sete horas até serem atendidos. Estes são os mais recentes dados do portal do SNS. O diretor-executivo responde que o Hospital Amadora-Sintra enfrenta problemas sérios e que não consegue dar resposta adequada às urgências e que é um caso diferente do que outros hospitais do SNS, onde o tempo médio de espera é de duas horas.
João Cotrim de Figueiredo considera absolutamente lamentável que haja urgências fechadas durante esta época festiva.
Aos jornalistas, depois de uma visita ao Mercado de Benfica, o candidato presidencial não só lamenta as urgências estarem fechadas, como lamenta o cancelamento de cirurgias.
Absolutamente lamentável, especialmente numa altura de festas, estejamos não só perante esse cenário de urgências encerradas, mas perante um cenário de cancelamento das cirurgias programadas não urgentes. Portanto, já temos a indicação que em boa parte do Serviço Nacional de Saúde só serão intervencionados cirurgicamente aqueles doentes que estejam em estado considerado grave. E, portanto, todas as outras aflições e patologias que possam necessitar de intervenção médica ou de intervenção cirúrgica mais precoce ficarão para trás.
João Cotrim de Figueiredo defende também que os hospitais já deviam ter adotado planos de contingência há mais semanas e foi questionado sobre a polêmica sobre os negócios de Luís Marques Mendes. Diz que é esperado o escrutínio da vida passada de cada um dos candidatos às eleições presidenciais.
A Ucrânia admite pela primeira vez que seja criada uma zona desmilitarizada em Donetsk.
Quem o diz é Zelensky. A Ucrânia, a partir de agora, está disponível para retirar tropas de zonas no leste do país, mas a Rússia tem de fazer o mesmo. O objetivo é criar essa faixa territorial sem presença de tropas nem de armamento e que fique sob vigilância de observadores internacionais. Zelensky diz isto depois de a Ucrânia chegar a acordo com os Estados Unidos da América para uma nova versão de um plano de cessar-fogo. Tem 20 pontos, este plano, vai seguir para a Rússia e é aqui detalhado pelo jornalista João Costa Campos.
Em primeiro lugar, prevê que a Ucrânia é um Estado soberano. Este documento trata-se, no fundo, de um pacto de não agressão total e incondicional entre a Rússia e a Ucrânia. É esse, aliás, um dos pontos principais deste documento. Está previsto que a Ucrânia deve receber garantias de segurança pelos Estados Unidos e Europa, no âmbito da NATO, com a condição de Kiev não ultrapassar um exército de 800 mil homens e completamente livre de armas nucleares. Já a central nuclear de Zaporizhzhia, essencial para a Ucrânia, fica com gestão tripartida entre os Estados Unidos, Ucrânia e Rússia. Kiev junta-se ainda à União Europeia e recebe um programa especial de desenvolvimento e reconstrução e deve convocar eleições o mais rapidamente possível. Por outro lado, assinado este acordo, a Rússia assina também o compromisso de não agressão em relação À Europa, Moscovo deve aceitar que a atual linha de frente em Donetsk, Lugansk, Zaporizhzhia e Kherson fica congelada. O acordo indica também que todos os civis e reféns, incluindo presos políticos, devem ser imediatamente libertados. O último ponto prevê que o acordo deve entrar em vigor assim que for assinado pelas partes. Para além destes pontos, e embora não esteja previsto neste documento, o presidente ucraniano já fez saber que está aberto à criação de uma zona desmilitarizada sob gestão de uma força internacional.
Plano que agora vai seguir para a Rússia.
A adesão à greve dos guardas prisionais ronda os 80%. Vários estabelecimentos prisionais vão funcionar apenas com serviços mínimos, quer no Natal, quer na passagem de ano.
Esta é uma greve de 10 dias, dura todo este período festivo. Em causa está a reivindicação de mais investimento nas carreiras, na valorização dos profissionais. A Associação Sindical do Corpo da Guarda Prisional recebeu com desagrado as palavras da Ministra da Justiça, Rita Júdice, que garante que está a existir um investimento muito grande na revisão das carreiras destes profissionais. Jorge Alves, presidente da Associação Sindical, confessa ao Observador que não houve grande capacidade de negociação com o ministério e diz que o governo se limitou a aplicar o mesmo subsídio de risco que atribuiu à GNR e à PSP. O dirigente sindical julga que o maior problema é a enorme escassez de recursos humanos e considera que são necessários cerca de mil guardas prisionais em todo o país.
Nós estamos a arredondar para os mil para não pensarem que estamos a exagerar, porque aquilo que o diretor-geral inscreveu no mapa de pessoal para 2026, e com o orçamento de Estado 2026, vai a cerca de 1300 profissionais nas diversas categorias. Sendo certo que faltam profissionais da guarda prisional em todas as categorias, o que está a deixar os estabelecimentos prisionais sem chefias para chefiar, para garantir a segurança dos estabelecimentos prisionais, mas depois também na base para garantir todas as tarefas.
Jorge Alves garante que os serviços mínimos estão a ser cumpridos, mas admite que a greve tem impacto no dia a dia dos reclusos, que têm tido as horas de recreio reduzidas e as visitas de familiares com menor frequência.
Por causa da nossa greve, passam a ter uma visita na semana, reduzindo efetivamente a uma hora de visita, que é metade do que poderiam ter se não fosse a greve que se está a desenrolar. Portanto, foi isso que foi acordado nos serviços mínimos para não impossibilitar o contato dos cidadãos privados de liberdade com a família, mas também para não haver aqui uma violação grosseira do direito à greve do Corpo da Guarda Prisional.
Greve dos guardas prisionais em período festivo.
Vamos ainda a outras notícias em destaque nesta tarde.
Os empresários dos Açores querem uma intervenção urgente por parte do governo regional para se normalizar o fluxo de mercadorias. Mercadorias, neste caso, que fazem o transporte por via marítima. É um pedido da Câmara de Comércio de Indústria de Ponta Delgada, com avisos para os constrangimentos que se verificam no terminal de contentores no Porto de Leixões, por causa da implementação do novo sistema nacional de gestão da alfândega. Para fechar, Nelson, voltamos a falar de um osso de uma baleia que foi encontrado ontem numa praia da Figueira da Foz.
Era um pronio, não era? Um osso.
Não era. Era um grande osso. Para dar contexto, foi encontrado ontem, descoberto na praia ao meio da tarde por Silvia Curado, uma cientista portuguesa que trabalha nos Estados Unidos da América e que estava a passear na praia com a família. O osso tem presumivelmente milhares de anos, pode ter dezenas de milhares de anos. Isto foi o que confirmou também um cientista da Universidade de Coimbra. E só hoje foi retirado da praia de Buarcos pelos bombeiros sapadores da Figueira da Foz.
E é coisa para que tamanho?
Isto é um osso para ter um metro e meio de comprimento e centenas de quilos. E de acordo com a Agência Lusa, trata-se da parte de trás do crânio de uma baleia que circunda o cérebro e não a zona pélvica, como tinha sido ontem inicialmente dito, mas um osso de grandes dimensões que estava no areal da praia de Buarcos e que agora está a ser enviado para o Museu Municipal da Figueira da Foz.
Interessante descoberta na praia da Figueira da Foz, aqui no fecho do jornal das 14h, edição com o Miguel Cordeiro.