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Jornal das três, com edição do André Maia. E começamos com André Ventura, que quer um referendo sobre a imigração no início de 2025 como moeda de troca para a aprovação do orçamento, mas realça que é apenas uma das condições para um voto a favor do Chega.

Ventura vai entregar hoje no Parlamento a proposta de referendo para a imigração. André Ventura assegura que a questão da imigração é fundamental para que o partido aprove o orçamento do Estado para 2025 e, por isso, para além do referendo, o Chega quer mais duas propostas relativas à imigração aprovadas pelo Executivo.

O reforço financeiro para o controle de fronteiras, a revisão imediata dos programas de apoio e dos subsídios atribuídos a imigrantes e a refugiados, e a definição de duas perguntas de referendo a realizar no início do próximo ano em matéria de política migratória. Se assim for, teremos caminho para andar. Se assim não for, fica cada vez mais difícil entender que um governo de centro-direita, ou que se diz de centro-direita, tenha a mesma política migratória que o Partido Socialista teve durante oito anos.

Declarações de André Ventura esta manhã na sede do Chega em Lisboa. O líder do partido disse ainda que não considera que Marcelo Rebelo de Sousa vá ser um obstáculo ao referendo.

Eu não vejo que argumento teria o presidente da República para dizer: "O Parlamento aprovou, o Governo aprovou, mas eu vou impedir os portugueses de se pronunciarem." Portanto, penso que o presidente da República não será essa força de obstáculo neste referendo.

Para André Ventura, o referendo para a imigração deve ter duas questões: uma, se deve existir um limite anual de imigrantes no país. Duas, se os portugueses concordam ou não com cotas previamente enquadradas por áreas de especialização e necessidades da economia para a entrada de imigrantes em Portugal. André Ventura falou também sobre o incêndio na Madeira. O líder do Chega acusa Miguel Albuquerque de negligência ao não ter aceitado imediatamente os apoios do governo do continente. Ventura diz que o Chega Madeira quer responsabilizar Albuquerque e deixa em aberto a possibilidade do partido apresentar uma moção de censura no Parlamento regional.

E a ministra da Administração Interna rejeita que tenha havido qualquer tipo de atraso no envio de operacionais para o incêndio na Madeira.

A ministra foi questionada sobre o envio de um segundo meio aéreo para a Madeira. Margarida Blasco garantiu que o governo central está a avaliar todas as questões para ajudar no combate às chamas, incluindo o envio de um novo helicóptero.

O governo, neste momento, e nós no Ministério da Administração Interna, vai avaliar todas essas questões. Acho que tudo que seja para melhorar as condições dos madeirenses, nós podemos fazê-lo. É uma ilha lindíssima, as pessoas são muito boas e efetivamente, tudo aquilo que o governo regional entenda que necessita do governo central, nós vamos sentar e vamos estudar o melhor para as populações.

Declarações aos jornalistas da Ministra da Administração Interna, depois da tomada de posse do comandante da Unidade Especial de Polícia, superintendente Pedro Teles. A ministra deixou ainda uma mensagem de solidariedade e apoio aos madeirenses.

Por lá, precisamente na Madeira, o fogo continua com cinco frentes ativas.

O presidente do Serviço Regional de Proteção Civil indicou à Agência Lusa que todas as frentes do incêndio estão em áreas de difícil acesso. António Nunes esclareceu que a intensidade do incêndio está mais reduzida. Revela, no entanto, que há especial preocupação com os conselhos de Ribeira Brava, Ponta do Sol e Câmara de Lobos, onde está concentrada a maioria dos meios. Até agora, 220 pessoas foram retiradas das habitações.

E André, a dimensão da área ardida na Madeira já é visível do céu.

O serviço satélite da União Europeia, o Copernicus, disponibilizou uma imagem da mancha de floresta consumida pelo incêndio. São mais de 8 mil hectares de terreno destruído nos últimos seis dias.

E o governo vai atrás da Direção Geral da Saúde e defende uma linguagem neutra na comunicação à população.

A ministra Margarida Balseiro Lopes, que tem a pasta de igualdade, defende uma linguagem neutra do ponto de vista do gênero. Uma resposta do Ministério da Juventude e Modernização enviada à Assembleia da República e avançada pelo jornal Público. Há três semanas, o Ministério da Saúde tinha se distanciado da polêmica. Ora, agora o governo reagiu e vem dar suporte à DGS. Nadine Soares.

"Pessoas que menstruam" foi a expressão utilizada pela Direção Geral da Saúde numa campanha que causou polêmica há mais de um mês. Agora o governo apoia a DGS e defende que deve ser utilizada uma linguagem neutra. O governo diz que reconhece a saúde menstrual como uma questão de saúde e direitos humanos. A ministra Margarida Balseiro Lopes defende que o governo dá prioridade à promoção de igualdade e pretende combater todas as formas de discriminação, o que inclui as pessoas transgênero e não binárias nas mensagens transmitidas à população. É a primeira vez que o governo assume uma posição em relação a esta polêmica. Antes, tinha remetido explicações para a DGS. Uma posição que adotou em resposta ao PSD, que exigiu ao Executivo explicações pelo uso do termo "pessoas que menstruam", em vez de mulheres. Em causa estava um questionário da DGS nas redes sociais sobre menstruação. Podia ser preenchido com essa expressão por todas as pessoas que menstruam. Tinha como objetivo fazer o diagnóstico de situação da saúde menstrual no país. O questionário já não se encontra disponível.

A jornalista Nadine Soares, com a polêmica que estalou no mês passado por causa de um questionário da DGS chamado "Vamos Falar de Menstruação". Uma campanha que provocou uma onda de contestação nas redes sociais, centrada na questão da linguagem de gênero.

Ainda na saúde, os diretores da Unidade de Cuidados Continuados recusam ser responsáveis por utentes sem família.

Queixam-se de que a Justiça obriga as instituições a ficarem responsáveis por utentes sem família ou capacidade cognitiva para decidir, o que, na perspectiva destes diretores, prejudica o trabalho e a vida pessoal. O presidente da Associação Nacional dos Cuidados Continuados conta que há muitas queixas. José Bourdan defende que é preciso o governo legislar esta matéria.

Através do seu governo, delega

Cria legislação específica para esta área e delega nas instituições este tipo de responsabilidade, mas também paga para esse efeito, porque seria a instituição que seria responsável e não a pessoa A ou C. Imagina, a diretora amanhã despede-se, vai trabalhar para outro lado. Quantos meses demora até que a responsabilidade passe para a nova diretora? Então, uma pessoa que já não tem nada a ver com a instituição e agora é responsável por não sei quantas pessoas, não faz sentido nenhum. Ou então, na minha opinião, e acho que isso é que seria mais correto ainda, é o Estado português que fica responsabilizado, seja um departamento a ser criado no Ministério da Justiça, seja através do Ministério Público, seja o que for, tem um juiz por trás, que é a entidade que garante toda a legalidade da situação, e há uma série de funcionários públicos que se dedicam a este trabalho.

Declarações de José Bourdin, o presidente da Associação Nacional dos Cuidados Continuados, à Agência Lusa. Os diretores deste tipo de unidades lembram que prestam cuidados de saúde por tempo determinado, não são unidades de resposta social.

André, marcha atrás no acordo de cessar fogo em Gaza. O Hamas acusa os Estados Unidos de mentirem e de quererem que Israel continue com a guerra.

Em comunicado avançado pela agência AFP, o grupo palestiniano mostra-se contra as declarações de Joe Biden, feitas antes do Congresso Democrata em Chicago. O Hamas fala de uma luz verde americana para o governo extremista de Israel cometer mais crimes contra civis indefesos. As declarações surgem depois de ontem o secretário de Estado norte-americano Antony Blinken ter avançado que Israel aceitava o acordo de cessar fogo em Gaza e que faltava apenas o sim por parte do Hamas. O grupo palestiniano sublinha que o acordo vai contra o planeado em julho, culpa por isso Benjamin Netanyahu, pela falta de progresso. O Hamas apela que os mediadores assumam as responsabilidades e que obrigue Israel a aceitar a proposta original.

Vamos ao desporto. O Vitória Sport Clube recebe amanhã os bósnios do Željezničar Mostar, num jogo a contar para a primeira mão do playoff de acesso à fase de grupos da Liga Conferência.

O jogo vai ter entrada gratuita para todos os sócios do Vitória e por isso espera-se mais um grandemente no Dom Afonso Henriques. O treinador vimaranense Rui Borges destaca a experiência a nível interno e europeu da equipa bósnia.

É uma equipa que nos últimos 10 anos penso que tem cinco campeonatos e ao todo penso que deve ter por volta de 10 ou 8 troféus ao longo destes últimos 10 anos. Por isso demonstra bem a qualidade que tem internamente. É uma equipa que tem, se calhar, neste passado mais próximo, mais experiência do que nós a nível europeu.

Declarações do treinador do Vitória Sport Clube de Guimarães, captadas pelo "Mais Futebol", no dia que antecede o jogo da primeira mão do playoff de acesso à Liga Conferência.

A esta hora, André Maia, vamos a outras notícias. Aliás, vamos atualizar as notícias de âmbito local.

E começamos no Barreiro, onde as urgências de pediatria, obstetrícia e ginecologia continuam encerradas. Em causa está a falta de recursos humanos. Também as urgências do Médio Tejo e de Portimão continuam com constrangimentos. A direção executiva do Serviço Nacional de Saúde apela, por isso, à população para ligar para a linha SOS Grávida antes de se deslocar a um serviço de urgência de ginecologia. Em Sintra, vai ser possível conhecer o património cultural da cidade através de um percurso a pé pela cidade. Acontece no dia 7 de setembro e é de entrada gratuita. Estão a chegar sessões de cinema ao ar livre em Rio Maior. Bob Marley: One Love, Indiana Jones and the Dial of the Destiny e Missão Impossível são alguns dos filmes que vão passar pela tela do Cinema da Praça. As sessões têm lugar esta sexta-feira, são de entrada livre. O município de Espinho está a promover uma oficina artística para os amantes de poesia. Em setembro, com a ajuda do formador Miguel Tepes, os participantes vão poder aprender métodos de reprodução artística em gravura, carimbo e ainda monotípia. A inspiração para todo o trabalho vem do património paisagístico e histórico do conselho. A fechar cinco paredes da aldeia da Torre, no Conselho da Batalha, em Leiria, vão ser pintadas por cinco artistas. É uma ação que integra a iniciativa Aldeia Pintada por Outros e que tem como objetivo presentear os locais com a expressão artística.

André Maia com o jornal das 15h.