Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Jornal das três, com Luís Soares. Luís, começamos com o Ministério da Administração Interna recusa que a ministra Margarida Blasco tivesse o telemóvel desligado num momento crítico dos incêndios.

É a reação do ministério à acusação deixada esta manhã pela presidente da Câmara de Arouca, de que tentou contactar Margarida Blasco na primeira noite dos incêndios, mas que a ministra tinha o telemóvel desligado. Em comunicado enviado às redações, o gabinete de Margarida Blasco recusa que a ministra tivesse estado incontatável. Diz mesmo que o ministério tentou o contato direto com a presidente da Câmara de Arouca, quer pelo telemóvel, quer pelos espaços do Conselho, mas sem qualquer sucesso. E por isso, lê-se nesse comunicado que foi com total surpresa que o ministério teve conhecimento da notícia em que se relata que a presidente da Câmara de Arouca terá tentado contactar a ministra da Administração Interna, sem temporalizar o momento concreto em que isso terá acontecido e que não terá conseguido o contacto, é o que se lê nesse comunicado. O ministério sublinha ainda que, ao longo dos dias, vários foram os telefonemas e contactos recebidos pela ministra, não se localizando o sinal da tentativa de contacto referida pela presidente da Câmara de Arouca. Esta é a reação do ministério, depois da autarca de Arouca ter queixado a falta de apoio do governo e de ter acusado a ministra da Administração Interna de ter o telemóvel desligado, uma acusação deixada por Margarida Blasco enquanto fazia um ponto de situação, esta manhã, dos incêndios em Arouca.

Na primeira noite, eu efetivamente senti falta, nomeadamente, de quem lidera estas matérias, a senhora ministra, que tinha efetivamente o telemóvel desligado e não tínhamos a quem recorrer. E, portanto, hoje o cenário é diferente e devo dizer que o senhor secretário de Estado tem efetivamente, desde ontem, acompanhado a situação. Mas é nos momentos críticos, nas grandes dificuldades e que são imputadas sempre aos presidentes de câmara, é importante que nós tenhamos quem lidera, conheça as realidades destes territórios tão específicos.

Declarações de Margarida Blasco, autarca de Arouca, a denunciar essa falta de apoio que sentiu no primeiro dia dos incêndios, declarações registradas pela RTP e que obtiveram essa reação por parte do Ministério da Administração Interna, sublinhando e negando que a ministra Margarida Blasco tenha estado incontatável na primeira noite dos incêndios ou em algum momento mais crítico dos incêndios florestais.

O governo vai decretar para amanhã dia de luto nacional, por causa dos incêndios da última semana.

Informação apurada pelo Observador, um dia de luto nacional amanhã, no final de uma semana desses grandes incêndios que provocaram cinco vítimas mortais diretas. Nesta altura estão dominados os incêndios de Oliveira de Azeméis, Sever do Vouga, Albergaria e Águeda, informação avançada pelo comandante nacional da Proteção Civil. Ele que explica que as autoridades vão continuar a acompanhar estes incêndios para precaver reacendimentos. No ponto de situação feito ao início da tarde, André Fernandes deu conta de nove ocorrências significativas, mas destaca quatro fogos que mais preocupam as autoridades, o de Arouca e três no distrito de Viseu.

São os três que estão na sub-região de Viseu D'Alefões, portanto, dois em Castro Daire e outro em Penava do Castelo, portanto, Miuzela, Penava do Castelo, Sotelões, Castro Daire e Mação em Castro Daire. E depois o de Alvarenga, no município de Arouca, que são aqueles quatro incêndios que nos preocupam.

As condições meteorológicas para o combate aos incêndios estão a melhorar, mas, explica André Fernandes, as próximas 12 horas ainda vão ser muito complexas.

A situação do ponto de vista meteorológico, durante o dia de hoje, tende a ter uma melhoria em relação aos incêndios rurais. Contudo, as próximas 12 horas ainda serão complexas. Com esta alteração da meteorologia, é expectável que possa haver algum vento intenso e, acima de tudo, alguma convectividade nas áreas onde haja incêndios. Significa que quem está no terreno, em particular os operacionais que já têm esta informação, mas também a população, para terem atenção àquilo que possam ser as rotações dos ventos e as alterações das frentes de fogo que ainda estão ativas e, portanto, manterem-se em segurança.

E já a partir das oito da noite está prevista chuva, por vezes forte. Por isso mesmo, o comandante nacional da Proteção Civil avisa que nas áreas ardidas há possibilidade de deslizamentos de terras.

Nas áreas afetadas pelos incêndios rurais que ficaram sem o coberto vegetal ou pela esterilização do solo, ficam mais expostas e vulneráveis a esta precipitação e, portanto, pode haver fenômenos de escorrência de detritos destas áreas ardidas, que podem vir a afetar a via pública e também as áreas habitacionais. E, portanto, devem obviamente tomar as medidas preventivas, nomeadamente a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais, verificar se está tudo pronto para a receção desta precipitação e também desobstruir dos inertes que possam ser arrastados ou que criem os obstáculos ao livre escoamento das águas. E também estar atento às informações da meteorologia e às indicações também da Proteção Civil e das Forças e Serviços de Segurança.

Já quanto às críticas à coordenação da Proteção Civil, devido à falta de meios, André Fernandes responde que todos os meios disponíveis estavam no terreno a combater incêndios e que a Proteção Civil foi tendo em conta os apelos dos autarcas.

O PSD quer criar na Assembleia da República uma comissão para avaliar o combate aos incêndios deste ano.

Anúncio feito pelo líder parlamentar do PSD depois da reunião da bancada na Assembleia da República. Hugo Soares considera que deve ser feita uma análise da atuação dos meios da Proteção Civil, pedindo que o jogo partidário fique de fora desta comissão.

Decidimos propor ao Parlamento a criação imediata de uma comissão eventual para a avaliação do sistema de Proteção Civil, de prevenção e de combate aos incêndios de 2024. Creio que é já o momento de podermos, do ponto de vista político e parlamentar, começar já a fazer as diligências que são necessárias, sem o jogo político, sem o jogo partidário, sem o aproveitamento político que estas situações muitas vezes motivam.

O líder parlamentar do PSD, depois de ter reunido a bancada num encontro em que a atual situação política também foi tema, depois do relatório do Conselho de Finanças Públicas ter apontado para o fim do centro orçamental em 2026, devido ao IRS Jovem, Hugo Soares mantém que a previsão do governo é de que é possível manter o saldo do país positivo.

O Conselho de Finanças Públicas aponta excedentes orçamentais no ano de 24 e no ano de 25. E com o IRS Jovem, eu vou repetir, com o IRS Jovem, o Conselho de Finanças Públicas aponta também para excedentes orçamentais no ano de 27 e no ano de 28. Creio que as previsões do governo é que também no ano de 26, ao contrário do que diz o Conselho de Finanças Públicas, possa haver excedentes orçamentais. E devo, em nome do grupo parlamentar do PSD, dizer o seguinte: é absolutamente fundamental que nós possamos baixar a fiscalidade em Portugal.

Hugo Soares, o presidente do grupo parlamentar do PSD, desvaloriza ainda a notícia do Correio da Manhã, que dá conta de que o Presidente da República se prepara para marcar eleições caso o orçamento seja chumbado e mantém também o tom de que o PSD está concentrado em aprovar o orçamento e pouco preocupado com o futuro político.

A reação de Hugo Soares acontece depois dos alertas do Conselho de Finanças Públicas. O fim do PRR vai ter impacto negativo na economia portuguesa, que este ano vai crescer mais do que o previsto.

O PIB vai este ano crescer 1,8%. O excedente pode chegar aos 0,7. O organismo presidido por Nazaré Costa Cabral atualizou as perspectivas econômicas e orçamentais para 2024, 2028. Em conferência de imprensa, a presidente do Conselho de Finanças Públicas diz que Portugal tem um sério problema com o investimento público e que é preciso acautelar o fim do PRR.

Portugal tem tido nos últimos anos um problema sério com o investimento público. Isso significa que há uma área das políticas públicas, digamos assim, que tem sido sacrificada, que é a área do investimento público. Por outro lado, uma outra coisa que este cenário também nos mostra é que, neste momento, o investimento público está muito ancorado no PRR. O desfazer do PRR, o término do PRR significa uma quebra no próprio comportamento do investimento.

Este não foi o único alerta deixado pelo Conselho de Finanças Públicas. Como já dei conta, medidas como o IRS Jovem podem trazer um impacto orçamental significativo e fazer com que Portugal regresse ao déficit em 2026, como explica Nazaré Costa Cabral.

Há, desde logo, uma deterioração apreciável do saldo orçamental. Portanto, se essa medida fosse concretizada nos seus exatos termos, isso significaria, ao longo do período de projeção, de fato, um impacto do ponto de vista do saldo e da dívida. Por exemplo, em 2026, em vez de termos esse ligeiro excedente de 0,1% do PIB, teríamos mesmo um déficit orçamental.

E numa altura em que estamos a poucas semanas de conhecer a proposta de orçamento de Estado do Governo para o próximo ano, Nazaré Costa Cabral pede que os atores políticos negoceiem com responsabilidade.

Já teve alta a aluna que ficou com ferimentos graves depois de esfaqueada por um colega numa escola na Azambuja.

A criança de 12 anos estava internada no Hospital de Santa Maria desde o ataque na terça-feira. Manteve-se sempre com um quadro clínico estável. A alta clínica foi confirmada pelo hospital, à Agência Lusa. Entretanto, hoje voltaram às aulas dois dos seis alunos esfaqueados. Informação avançada pelo presidente da Câmara, também à Lusa, ele que garante que o ambiente na escola de Azambuja está sereno e calmo.

O Bloco de Esquerda pede ao governo para retirar a bandeira portuguesa do navio que transporta explosivos para Israel.

Um pedido feito depois da confirmação do ministro dos Negócios Estrangeiros de que existe uma embarcação com bandeira portuguesa que transporta explosivos para três países, incluindo Israel. Mariana Mortágua pede ao governo português para que tome uma decisão política sobre o assunto.

Não há qualquer justificação à luz do direito internacional, à luz do respeito pelos direitos humanos, para a não retirada da bandeira. E qualquer desculpa não passa disso mesmo. Não há nenhuma questão técnica que impeça uma decisão soberana do Estado português de dizer: "Eu recorto uma bandeira, significa a extensão do Estado soberano em águas internacionais".

Mariana Mortágua, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, a líder do Bloco diz que a posição portuguesa nesta matéria está em linha com a falta de compromisso de Portugal para com o que está a acontecer no Médio Oriente.

E a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, diz que um dos objetivos do novo mandato da Comissão é baixar os preços da energia de forma estrutural.

A líder do executivo comunitário reconhece que esta é uma desvantagem competitiva da União Europeia face a outras potências mundiais. Por isso mesmo, traça um objetivo: mais independência no setor de energia, com aposta nas energias renováveis.

Nós sabemos que os preços da energia na União Europeia estão mais altos comparando com o resto do mundo. Um objetivo claro do novo mandato da Comissão Europeia é baixar estruturalmente o custo da energia. Claro que a questão também é de como é que o mercado global se vai comportar nos próximos tempos. Estamos muito dependentes desses valores por causa dos combustíveis fósseis que importamos. Mas quanto mais energia renovável produzirmos na Europa, mais independentes somos e os preços da energia acabam por baixar.

Declarações de Ursula von der Leyen, que anunciou também um novo apoio comunitário para o inverno na Ucrânia, na ajuda no valor de 160 milhões de euros em abrigos, aquecedores, obras de reparação e também energias renováveis.

O Sporting apresentou esta manhã o plano estratégico do clube até 2034. Prevê abrir a SAD a um parceiro minoritário.

O projeto foi apresentado hoje no auditório Artur Agostinho, no Estádio José de Alvalade, pelo vice-presidente do clube. Foram muitas as novidades, investimentos, obras no estádio e também novos equipamentos. André Bernardo explicou quais as mudanças que estão previstas.

Nós vamos ter um lounge, nós vamos ter um Lions Corner, onde era um dos ecrãs. Nós vamos ter uma oferta igual ou melhor que os Las Vegas Riders de lodges. Nós vamos ter uma entrada de jogadores melhor ou igual que a que já vimos e nós vamos ter um pitch view estilo NBA, porque vamos fechar o fosso e vamos ter aqui uma oferta em que as pessoas vão viver muito perto dos jogadores e da equipa técnica, a entrada no estádio.

E vão ainda ser adicionados mais 2 mil lugares, mas as novidades não ficam por aqui. André Bernardo anunciou a compra do centro comercial Alvalaxe, local onde o Sporting quer construir o novo museu.

Nós chegamos a um princípio de acordo para a compra do Alvalaxe. O presidente disse há pouco tempo no nosso também, modéstia à parte, fantástico documentário lado a lado, que nós estávamos de volta, we're back. Nós estamos de volta dentro de campo e estamos de volta fora de campo.

Declarações do vice-presidente do Sporting, André Bernardo, na apresentação deste plano estratégico do clube para os próximos 10 anos.

Como habitualmente, o Jornal das Três tem informação de âmbito local.

Em Lisboa, foi detido um homem suspeito de atear um fogo num apartamento em Arroios. O suspeito de 23 anos foi acusado de causar o incêndio na casa do vizinho em contexto de vingança, por quezílias entre moradores. O incêndio urbano aconteceu em agosto e segundo a investigação policial, o homem usou uma substância inflamável. Um vereador da Câmara de Matosinhos perdeu o mandato depois de ser acusado de utilizar recursos da Câmara para benefícios próprios. O tribunal diz que o vereador António Correia Pinto usou uma viatura municipal em benefício próprio várias vezes. Ele foi condenado a três anos e seis meses de prisão, com pena suspensa e perda de mandato pelo crime de peculato. A Câmara de São João da Madeira abriu um concurso público para a reabilitação de antigos prédios da PSP na cidade. Em causa estão quatro edifícios de habitação coletiva localizados na zona da Mourisca, dois pertencem à PSP. A intervenção tem como preço base mais de 1 milhão de euros. O projeto vai ser financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência. O prazo para apresentação de propostas termina a 17 de outubro. A Câmara de Santarém aprovou a atribuição de apoios financeiros para obras a realizar pelas Juntas de Freguesia. A autarquia anunciou que ia disponibilizar, no total, mais de 800 mil euros. No plano, está a recuperação de escolas, passeios públicos e também cemitérios do Conselho. A multinacional espanhola Endesa lançou um plano formativo para Abrantes, com cursos gratuitos focados em energias renováveis no setor primário e também na gestão e tecnologia. Em comunicado, a empresa indica que os cursos da Escola Rural de Energia Sustentável vão realizar-se entre setembro e dezembro, em parceria com várias instituições. A empresa sublinha também que já se formaram mais de 300 alunos desde o lançamento desta escola em março deste ano. As Jornadas Europeias do Património chegam a Almada entre os dias 20 e 22 de setembro. Desde visitas guiadas a música, também há atividades para todas as idades e com entrada gratuita. São espalhadas pela cidade em vários horários. Pode consultar tudo no programa do site da Câmara Municipal de Almada.

Há mais notícias na Rádio Observador às 15h30, já com a equipa da Tarde Política.