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Rádio Observador. Jornal das três com Miguel Vitero Dias. Miguel, a ministra da Administração Interna garante para breve a conclusão do inquérito disciplinar ao agente da PSP.
No encerramento do Congresso da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, Margarida Blasco lembra que determinou a abertura de um inquérito urgente e, por isso, garantiu para breve a conclusão do processo disciplinar aberto ao agente da PSP, que acabou por matar Odayr Muniz.
Relativamente ao inquérito que eu mandei abrir à Inspeção-Geral da Administração Interna, eu pedi um inquérito com urgência para que fossem refletidos todos os pontos, todos os factos, todo o circunstancialismo em que ocorreram. O inquérito é urgente. Penso que brevemente teremos esse inquérito. Este é o inquérito da IGAT, é um processo disciplinar.
Margarida Blasco a vincar que este é o inquérito disciplinar, diferente da investigação que a Polícia Judiciária está a conduzir. A ministra da Administração Interna, que assegurou também que o governo quer investir em tasers e bodycams, mas lembrou que é preciso cumprir a lei e que os concursos públicos são demorados. Para Margarida Blasco, esta é também uma oportunidade para rever o policiamento de proximidade.
A PSP tem um programa, há muitos anos, que tem que ser revisitado, que é a polícia de proximidade. Isso passa por ter mais quadros formados e um diálogo que tem que ser feito com as autarquias, porque a polícia de proximidade assim o exige, com as autarquias, com a Segurança Social, com as associações do bairro. E eu estou crente que esse trabalho vai ser refeito.
A ministra da Administração Interna no encerramento do congresso de um dos mais representativos sindicatos da PSP.
Margarida Blasco, que abriu a porta à discussão do direito à greve na PSP.
A ministra assegura que esse será um dos assuntos em cima da mesa na revisão da carreira dos profissionais de polícia.
Vamos começar no dia 6 de janeiro um conjunto de revisões e é um ponto que pode estar, e estará com certeza, em cima da mesa. Neste momento, não lhe vou dizer se sim ou se não, porque vai ter que ser submetido a um estudo.
O compromisso de Margarida Blasco num ponto que Paulo Santos, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, diz que é uma reivindicação antiga desta força de segurança.
Vamos lutar e continuar a lutar por algo que nós defendemos há muitos anos, que é o direito à greve, que é um direito elementar e um direito constitucional. E mais uma vez confirmado por quem de Direito e por quem conhece a legislação, que nós não temos a greve barrada pela Constituição. Temos, sim, uma interpretação que, na nossa opinião, é errada e vamos naturalmente aproveitar esta ideia que foi lançada para que se possa promover uma discussão e todo o tipo de diligências que permitam, pelo menos à classe política, consagrar um direito para nós é elementar, mas não é de agora, dá muito tempo a esta parte.
Paulo Santos, presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, no encerramento do congresso que decorreu este fim de semana em Lisboa.
Em Valência, vários populares atiraram pedras e objetos contra o carro de Pedro Sánchez.
A visita do rei do primeiro-ministro foi cancelada depois de terem sido recebidos com insultos e tentativas de agressão. Poucos minutos bastaram para se perceber que não estavam reunidas as condições de segurança para que Felipe VI, Letícia e também Pedro Sánchez e ainda o presidente da comunidade valenciana pudessem visitar Paiporta, uma das cidades mais afetadas pela tempestade. Os populares rodearam a família real e o presidente do governo e entre lama e objetos atirados, a polícia teve que improvisar um cordão de segurança. Pedro Sánchez foi retirado do local, mas esse momento foi também vivido com muita tensão, com vários populares a atirarem pedras e paus contra a viatura do presidente do governo. O momento da retirada de Pedro Sánchez debaixo de protestos contra a falta de ajuda e de meios enviados pelo governo central. Entretanto, a Casa Real suspendeu a visita a uma outra cidade na região, enquanto o presidente da comunidade valenciana diz que entende a revolta da população. Nesta altura, o número oficial de vítimas mortais é já de 214.
E Miguel, antes da visita ter sido suspensa, o rei de Espanha agradeceu o empenho dos voluntários portugueses.
Felipe VI cumprimentou os elementos da Associação Portuguesa de Busca e Salvamento, que têm estado em Paiporta. Pedro Batista, o responsável da associação, descreve um cenário dantesco e à Rádio Observador diz que a realidade vivida no terreno é pior do que a que se percebe na televisão.
Temos muitas pessoas alojadas, muitas pessoas que ficaram com a roupa a secar no corpo, digamos assim, e sem nos bens, sem nada para se alimentar, sem nada. Pessoas a chorar os mortos, seus familiares, sem onde viver, sem onde morar, sem os seus pertences. Isto, como devem perceber, não é fácil para esta população.
O comandante acrescentou também que apesar de não saber quanto mais tempo vai ficar no terreno, a polícia começou hoje a facilitar o trabalho das equipes de busca e salvamento ao abrir corredores de emergência ao longo das estradas.
Na política nacional, Ricardo Leão cancelou reunião com os autarcas do PS Lisboa, que ia discutir as polêmicas declarações sobre os despejos.
A reunião de emergência marcada pela Federação da Área Urbana de Lisboa do PS, a distrital do partido, foi cancelada pelo presidente da estrutura, Ricardo Leão, que é também presidente da Câmara de Loures. As notícias avançadas por jornal público dão conta de que Ricardo Leão considera que a polêmica não existe e que, estando a questão resolvida, a reunião já não é necessária. O autarca acrescenta também que recebeu nas últimas horas vários telefonemas e mensagens de apoio. A indignação dos autarcas socialistas de Lisboa surgiu depois do PS em Loures ter votado a favor de uma recomendação do CHEGA para despejar das casas municipais as pessoas que participaram nos distúrbios na região de Lisboa. Mais tarde, Ricardo Leão esclareceu que isso só acontece depois das pessoas terem sido condenadas pelo tribunal, com a sentença a transitar em julgado. Mas esta postura e as declarações do autarca já foram criticadas pela líder parlamentar do PS, também pelas mulheres socialistas e por deputadas como Cláudia Santos e Isabel Moreira.
No Porto, a distrital do PSD questiona as condições de Eduardo Vitor Rodrigues para continuar à frente da área metropolitana.
O socialista, que é presidente da Câmara de Gaia, foi condenado à perda de mandato por uso indevido de um carro do município. A sentença já foi confirmada pelo Tribunal de Relação do Porto. Em comunicado, o PSD considera que esta situação pode comprometer a confiança pública e a credibilidade das instituições que representa. A distrital social-democrata refere que a gestão da Câmara Municipal de Gaia, de Eduardo Vitor Rodrigues, tem sido marcada por sucessivos problemas judiciais e que levanta sérias dúvidas sobre a capacidade e idoneidade que tem para continuar a liderar a área metropolitana. A Agência Lusa pediu uma reação a Eduardo Vitor Rodrigues, ele que apenas disse que o populismo não é exclusivo do Chega e mais não quis acrescentar.
A esta hora, Miguel, vamos também às notícias de âmbito local.
Os trabalhadores da empresa Nobre, em Rio Maior, vão estar em greve amanhã e na terça-feira. Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação confirmou que vai ser a 16ª paralisação por falta de acordo entre trabalhadores e a administração, que alegadamente recusa negociar. A obra da nova Central de Mobilidade de Leiria começa amanhã. Vai ser junto ao Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa para substituir a atual estação rodoviária localizada no centro da cidade. São mais de 2 mil m² com uma praça táxis, espaço para 15 autocarros e um edifício com sala de espera com capacidade para uma centena de pessoas. Uma startup brasileira criou um osso humano a partir de gesso em Aveiro. A matéria-prima pode ajudar na recuperação ortopédica ou dentária e diz a presidente desta startup que a missão é promover a saúde óssea. A Câmara Municipal da Amadora e a Escola Superior de Teatro e Cinema apresentam a 10ª Mostra de Cinema. Vai decorrer entre os dias 5 e 8 de novembro nos Recreios da Amadora. Uma parceria com o objetivo de promover um espaço de visibilidade e partilha com a comunidade e de entrada livre. Depois de sete anos, a Meia Maratona de Almada está de volta, marcada para o dia 10 de novembro, tem como ponto de partida o Cristo Rei e participam cerca de 2 mil atletas. As inscrições estão abertas até sexta-feira. E a fechar, a comunidade ciclista da Trofa vai organizar um evento de sensibilização e formação de suporte básico de vida. É dia 17 de novembro, vai ser conduzida pelos bombeiros voluntários da Trofa e durante a formação, sobretudo dirigida a ciclistas, terão a oportunidade de aprender e praticar várias técnicas de suporte básico de vida que podem aplicar em situações de emergência.
Notícia de fecho do jornal das 15h. Não temos cinto de notícias às 15h30, mas voltamos a atualizar as informações aqui na Rádio Observador quando forem 16h.