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Vamos às notícias . Jornal das quatro com Miguel Vilar. Miguel, Donald Trump declara que os Estados Unidos vão mesmo assumir o controle do Estreito de Ormuz.

Nas palavras do presidente norte-americano, tornarem-se nos guardiões do estreito. Trump sugere ainda outra designação: Anjo da Guarda do Estreito. Foram declarações à Fox News e numa publicação na rede Truth Social. O presidente dos Estados Unidos sugere um reembolso em troca das garantias de segurança da navegabilidade no Estreito de Ormuz. Estas declarações surgem no mesmo dia em que a Guarda Revolucionária Iraniana vai reclamar precisamente a administração do Estreito de Ormuz.

A retoma dos ataques militares dos Estados Unidos ao Irão continua a contribuir para a subida do preço do barril de Brent, que serve de referência para a Europa.

A cotação já esteve há pouco nos $80, valor mais elevado esta segunda-feira. Baixou entretanto, está a ser negociado a $79, uma subida de perto de 4% face ao fecho da última sessão.

Mudamos de assunto. Por cá, o ministro da Educação pediu desculpa aos professores.

Pela forma como estão a ser afetados pelos problemas da plataforma que gere as avaliações dos exames nacionais. Fernando Alexandre lamenta.

Os professores tiveram muitas dificuldades causadas pelo sistema informático e lamento, peço desculpa aos professores. Houve professores que tiveram que corrigir duas e três vezes a mesma prova, precisamente porque foi identificado um erro. É lamentável, mas é a confirmação de que nós temos mecanismos de controle de qualidade e de garantir o rigor. É isso que estamos a fazer, vamos fazer até ao fim.

Declaração do Ministro da Educação à entrada para uma reunião do Conselho de Escolas. Fernando Alexandre revela também que já foram corrigidos mais de 90% dos exames.

Quando eu saí eram 92, estamos a caminho dos 93, de certeza a esta hora. A cadência é muito elevada. Como eu vos disse, o processo teve muita entropia inicialmente. Os professores tiveram muitas dificuldades causadas pelo sistema informático. Elas têm vindo a ser corrigidas, mas os professores têm mostrado ao longo de todo este processo um enorme comprometimento com o cumprimento do prazo. É isso que nós vemos nos dados.

Declaração do ministro da Educação no mesmo dia em que se ficou a saber que o PCP apresentou um pedido potestativo para ouvir Fernando Alexandre no Parlamento na próxima sexta-feira, a coincidir com a data limite para a fixação das pautas com as classificações dos exames nacionais.

Mas o primeiro-ministro mantém a confiança em Fernando Alexandre.

Luís Montenegro até estranha que a questão seja colocada.

Com certeza, mas estaria em causa alguma vez a confiança que eu tenho nos ministros? Isso não é uma questão.

Declaração do primeiro-ministro, que marcou presença esta manhã à assinatura do auto de consignação de uma via rodoviária em Castelo de Paiva.

O PS também quer explicações depois de uma reportagem da SIC ter revelado que vários membros do Ministério da Educação acederam ao espaço onde estão guardados estes exames nacionais.

O dirigente do PS, André Móscaldas, admite até que o Partido Socialista pode vir a apoiar uma comissão parlamentar de inquérito, caso estes esclarecimentos não sejam prestados.

Nós esperamos a todo momento um desmentido prontamente da parte do Ministério da Educação, porque caso esse desmentido não chegue, está irremediavelmente quebrada a confiança no processo de avaliação dos exames. Por isso, é cada vez mais inevitável que o PS se aproxime do acompanhamento de medidas de inquérito parlamentar, se o Governo não responder cabalmente a todas as inquietações que as famílias portuguesas, os estudantes e os professores neste momento estão a viver.

É uma possibilidade do apoio do Partido Socialista à criação de uma comissão parlamentar de inquérito aos problemas que nortearam a classificação dos exames nacionais pela primeira vez com recurso a uma plataforma informática. Sobre os pedidos de demissão de Fernando Alexandre, André Móscaldas diz que para já o que é importante é garantir que o ministro resolva o problema. A saída do Executivo só depois deve ser ponderada, em primeira instância, pelo próprio.

A presidente da Iniciativa Liberal considera que este caso dos exames nacionais vem mostrar que o Governo é fraco a comunicar.

Mariana Leitão aponta o dedo ao primeiro-ministro e ao ministro da Educação.

Há um problema claro neste governo, e que esta questão dos exames demonstra mais uma vez, que é um problema de comunicação. Sucessivas vezes surgem situações e decorrem narrativas por uma questão de falhas de comunicação. E este caso dos exames, obviamente que há inúmeros problemas, mas houve um problema também muito crítico de comunicação por parte do senhor ministro. E agora de ausência de comunicação por parte do senhor primeiro-ministro.

As considerações de Mariana Leitão esta manhã no Parlamento entende a presidente da Iniciativa Liberal que o Governo comunica mal. A esta hora, Fernando Alexandre está reunido com a associação que representa os diretores dos estabelecimentos de ensino.

Estamos em semana de debate do Estado da Nação. A Rádio Observador está a promover uma série de debates setoriais, hoje sobre saúde. O PS diz que o Governo tem de refletir sobre a reforma que está a ser realizada neste setor.

A começar pelo regime de complementaridade entre público e privado. Para a deputada do PS, Susana Correia, usar o privado sem ser para complementar o SNS pode fragilizar o serviço público de saúde. Por isso, pede que o Governo olhe outra vez para a reforma.

O mais importante é a senhora ministra da Saúde e o senhor ministro fazerem uma avaliação séria desta grande reforma, efetivamente mostrar o que têm de novo para fazer e para melhorar. Continuar a dizer que as coisas não estão bem e não fazer nada de diferente também não será um bom caminho. Usar o SNS O privado, para a pergunta que me fez, não sendo em complementaridade, como nós sempre defendemos, fragiliza o Serviço Nacional de Saúde em todos os meios que ele tem e acabamos por os deixar dispersar. A senhora ministra tem dito que não é o seu objetivo. Na prática, precisamos mesmo que ele funcione como complementaridade.

É o que diz Susana Correia, deputada do PS. Pelo Chega, Marta Silva aponta o dedo ao Executivo por não ter resolvido aquele que, na opinião da deputada, é o maior problema estrutural do SNS.

O governo aumentou a produção, sim, mas não conseguiu transformar essa produção em acesso real. Sabe por quê? Porque continuou sem resolver aquele que é o maior problema estrutural do SNS, e que são os profissionais. Continuo a dizer que o maior equipamento do Serviço Nacional de Saúde não são os hospitais, são os profissionais. E continuamos, dois anos depois, sem saber retê-los. Nós sabemos que o PSD herdou uma herança pesada, mas já não serve de desculpa para tudo.

É isso que defende Marta Silva, deputada do Chega. Por fim, Miguel Guimarães, antigo bastonário da Ordem dos Médicos, deputado do PSD, reconhece que há problemas, sim, mas faz um balanço positivo da ação governativa.

O governo não ficou apenas pelo acesso. O governo introduziu mais vacinas, o governo introduziu mais rastreios, apostou forte nos rastreios, mais prevenção, mais investimento em infraestruturas e equipamentos, mais acesso a medicamentos e inovação terapêutica e tecnológica e, obviamente, fez, logo no início, aquilo que é a valorização das várias profissões da saúde, nomeadamente médicos, enfermeiros, farmacêuticos, técnicos de emergência pré-hospitalar, etc. Ou seja, houve aqui uma forte aposta. Os problemas estão todos resolvidos? Não.

Miguel Guimarães, Marta Silva, Susana Correia, convidados do Explicador desta manhã.

Mais logo depois das 17h30, há um novo Explicador desta feita centrado na Comissão de Administração Interna. São debates aqui na Rádio Observador que fazem o lançamento deste debate, o Estado da Nação, que se realiza esta semana no Parlamento. Vamos a outras notícias em destaque a esta hora, Miguel.

Depois de Uhlmann, Francisco Trincão. O avançado do Sporting está a caminho do Al-Ahli, o jogador rumo à Arábia Saudita, a troco de €45 milhões, mais dois ou três mediante o cumprimento de objetivos. À espera do internacional português, um contrato no valor de €11 a €15 milhões por ano. O Observador sabe que a Arábia Saudita pode ser também o destino de Pedro Gonçalves. Entretanto, esta manhã, Morten Hjulmand, capitão do Sporting, foi apresentado como novo jogador do Atlético de Madrid. Na conferência de imprensa, disse que este era o momento certo para sair.

Eu acredito que atingi grande parte dos meus objetivos no Sporting. Foram três anos a conquistar troféus. Não acabou da maneira que queria, mas a experiência que tive lá foi incrível. Como disse aos sportinguistas e aos meus colegas de equipa, o Sporting mudou-me como pessoa. Aprendi muito e comecei uma família, mas já era tempo de um novo desafio e creio que estou no lugar certo.

O novo desafio de Morten Hjulmand, o Atlético de Madrid. A apresentação foi esta manhã.