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Demorou mais de uma semana. Chega agora a reação da ministra da Administração Interna à operação da PSP no Martim Moniz. Margarida Blasco afasta qualquer interferência do governo.
E reforça a confiança nas autoridades com um sublinhado: agem com independência.
As forças têm a sua autonomia em termos de operacionalidade. Fazem-no, repito mais uma vez, com o Ministério Público, com as autoridades judiciárias e o governo não teve qualquer interferência nesta operacionalidade.
Garantia de Margarida Blasco esta tarde na Ponte 25 de Abril, num registo captado pela RTP. Foi numa ação de fiscalização rodoviária da Polícia de Segurança Pública. A ministra da Administração Interna diz que a operação no Martim Moniz foi preventiva, como outras, e organizadas, conduzidas e coordenadas a 100% com as autoridades judiciárias, não com o governo.
E rejeita, por isso, qualquer instrumentalização das forças de segurança. O primeiro-ministro voltou a falar hoje sobre essa mesma operação no Martim Moniz. Mostra-se espantado com as críticas que a oposição e algumas personalidades têm feito.
Eu devo confessar que me encontro atônito, muito perplexo com as reações a propósito do esforço do Estado em garantir a tranquilidade das pessoas, uma prevenção de condutas criminais, em garantir uma plena integração dos nossos imigrantes.
E tal como a ministra da Administração Interna, Luís Montenegro defende a atuação da PSP no Martim Moniz.
Absolutamente impróprio que se possa considerar ações de natureza preventiva, de natureza policial, em contextos localizados onde há histórico recente de prática reiterada de crime, como uma expressão de governação extremista.
A resposta à acusação feita pelo líder do PS, Pedro Nuno Santos, de que este será o governo mais extremista das últimas décadas.
E acrescenta o primeiro-ministro Luís Montenegro, para o governo, a segurança não é nem de esquerda, nem de direita.
Consciência pesada é a acusação feita por Paulo Raimundo a Luís Montenegro sobre esta mesma operação policial no Martim Moniz.
Tem sido ele que tem estado a puxar o assunto e, portanto, deve estar de consciência pesada sobre o assunto, porque senão não falava tantas vezes. Porque o senhor primeiro-ministro disse ali na minha intervenção, parece que está a confundir segurança com operação policial. Operações deste tipo de propaganda não resolvem o problema do país.
O secretário-geral do PCP critica a postura do governo nesta intervenção na Rua do Bem Formoso, em Lisboa, e diz que o primeiro-ministro quer é conversa sem apresentar razões fundamentadas para a alegada insegurança no país. Um registo que ouvimos aqui da Agência Lusa, depois de um almoço entre o secretário-geral do PCP e pensionistas numa associação de reformados em Setúbal.
As novas regras do regime de mobilidade por doença da carreira dos professores entram em vigor já no próximo ano.
É o resultado de uma ronda negocial entre a Federação Nacional da Educação e o governo. O ministro Fernando Alexandre falou há minutos.
Nós começaremos por um tema que é absolutamente essencial, que é a mobilidade por doença, que é um tema que pretendemos que esteja revisto a tempo de entrar em vigor no próximo ano letivo. Não há tema mais prioritário do que este e parece-me que este houve acordo em geral sobre este elenco.
A FNE assinou o protocolo negocial sobre este regime que permite aos professores com doenças graves serem colocados em escolas perto de casa. Pedro Barreiro, secretário-geral deste sindicato, sai satisfeito.
Tivemos hoje a garantia da parte do Ministério da Educação de que será a primeira área de negociação a acontecer para garantir que no início do próximo ano letivo, os professores e educadores já poderão usufruir do novo regime de mobilidade por doença.
E se a FNE assina, a FENPROF não. Mário Nogueira, o secretário-geral, explica por quê.
Não assinamos, porque o senhor Ministro da Educação não aceita colocar no protocolo a duração do processo negocial. Vai iniciar-se em janeiro. Coloca-se aqui as regras da negociação e não se coloca aqui quanto tempo é que vai durar. Nós confiamos na boa-fé de toda a gente, mas sabemos que há processos negociais que foram andando, depois os governos caem ou saem, eles ficam a meio e não têm fim.
Declarações dos representantes sindicais das organizações mais representativas da classe docente, captadas pela Agência Lusa.
As condições de trabalho, o ingresso na profissão e o modelo de avaliação dos professores são outros temas que vão ser discutidos com o governo. Já há data para o próximo encontro: 17 de janeiro.
Quatro grávidas foram encaminhadas pela linha SNS 24 para as urgências em Abrantes, que estavam encerradas durante o Natal. A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo abriu um processo interno de averiguações.
Numa nota que foi divulgada hoje, a ULS, que agrega as unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, no distrito de Santarém, explica que o objetivo é apurar o que levou a esta falha de comunicação que provocou o encaminhamento indevido para a urgência de Abrantes e apesar dessas falhas, questionada pela Agência Lusa, a fonte oficial da ULS Médio Tejo garante que as quatro mulheres foram triadas e tiveram transferência assegurada para outras unidades hospitalares.
Os dados preliminares indicam que a informação sobre os horários de funcionamento das urgências hospitalares nos dias 24 e 25 de dezembro estavam assinalados de forma correta nas diferentes plataformas e fontes de informação.
O diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde admite que é muito urgente ter em mãos os resultados da auditoria à linha SNS 24, mas António Gandra de Almeida ainda está à espera.
Eu ainda não tenho conhecimento do resultado da auditoria. É claro que nós estamos a procurar saber o que correu menos bem para corrigir. Sabemos que algo correu mal, é óbvio, e queremos encontrar a solução para que não se repita.
É essa a expectativa do diretor executivo do SNS e há, Miguel, cinco serviços de urgência que vão estar de portas fechadas neste último fim de semana do ano.
Em várias valências, a informação disponível na última hora no portal do SNS indica que vão encerrar as urgências de obstetrícia do Hospital de Portimão, ginecologia e obstetrícia em Vila Franca de Xira, também as urgências destas duas especialidades no Hospital das Caldas da Rainha e Leiria.
Também a pediatria do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, vai estar fechada e outros serviços funcionam com restrições.
Uma de várias situações que levam o secretário-geral do PS a dizer que o governo criou falsas expectativas e fracassou.
Foi numa publicação há minutos na rede social X. Pedro Nuno Santos recorre a títulos de jornais para acusar Luís Montenegro de desviar as atenções dos principais problemas do país, inventando problemas imaginários, ao invés de estar a resolver aqueles que são mesmo reais. Pedro Nuno Santos exemplifica com as urgências encerradas, os problemas na linha SNS 24, de que falamos aqui, os milhares de alunos ainda sem professor e os preços recorde na habitação.
Para o líder da oposição, o primeiro-ministro promove divisões e cria cortinas de fumo. A referência, embora não tenha sido concretizada, será para as questões de segurança e imigração que têm marcado os últimos dias. Nesta publicação, Pedro Nuno Santos diz ainda que Montenegro já não se pode desculpar com o passado, porque considera que alguns setores estão já piores do que quando o PS estava no governo.
O sucesso do almirante Henrique Gouveia e Melo, justificado pelas circunstâncias, é a expressão a que recorre Marcelo Rebelo de Sousa.
Ao condecorar hoje o agora ex-chefe do Estado-Maior da Armada, o presidente da República começou por assinalar que a distinção, a Grã-Cruz da Ordem de Cristo, é mais do que um proforma, tem por objetivo distinguir uma liderança peculiar.
Um toque pessoal muito específico. Todas as pessoas são elas próprias e a sua circunstância. E para se compreender o desempenho que foi o seu Tem de se compreender a circunstância.
E deixa ainda nas entrelinhas razões para que Gouveia e Melo tenha alcançado um estado de graça.
Ter sido porta-voz da Marinha e, em algumas circunstâncias, de alguma maneira também do Estado-Maior General das Forças Armadas, o que lhe permitiu um contacto privilegiado com a sociedade civil e uma compreensão do fenômeno midiático em transformação na sociedade portuguesa.
É o caso do contacto que manteve com as populações afetadas pelos incêndios de 2017 e depois com o reconhecido trabalho de Gouveia e Melo durante a pandemia da Covid-19. O agora militar na reserva recupera os direitos cívicos e assim já pode candidatar-se à Presidência da República.
Vai destacado nas sondagens. Vamos ver se e quando quebra o tabu, agora que sai da Marinha e é um militar na reserva. Quem ocupa desde hoje mesmo o cargo de chefe do Estado-Maior da Armada é Jorge Nobre de Sousa. Uma promoção, já era vice-almirante, tomou posse numa cerimónia que durou apenas dois minutos em Belém.
Em Moçambique, só esta semana morreram pelo menos 134 pessoas nos protestos.
Na sequência da revolta instalada desde as eleições, um político foi assassinado em casa, milhares de detidos fugiram das prisões, quase 260 pessoas morreram no total.
Esta madrugada surgiu um pedido de socorro no YouTube por parte de um blogger a relatar que havia homens armados com catanas a entrar em casa de civis para matá-los.
Uma situação fora do controle foi o que adiantou este moçambicano de Maputo, capital do país.
Todos nós que estamos em perigo, corremos perigo de morte. Irmãos, há certos homens armados com armas brancas que estão a entrar de casa em casa, batendo portas para poderem aniquilar pessoas.
Este ativista moçambicano deixa ainda conselhos aos concidadãos. Dormir à noite, nem pensar.
Irmãos, se for para dormir, que durmamos de dia, de noite não. Enquanto isto prevalecer, irmãos, nós não devemos dormir de noite. Devemos estar vigilantes. Todo o cuidado é pouco. Se nós formos circular, mesmo que seja de dia, que circulemos em bando.
De acordo com Venâncio Mondlane, este será um estratagema que a FRELIMO usa para lançar o terror sobre a população.
Mondlane adianta que os protestos em Moçambique vão parar dois dias para enterrar os mortos e cuidar dos feridos. Há depois uma nova fase, a derradeira, chamada Ponta de Lança, que vai ser anunciada na próxima segunda-feira.
Este é um artigo que faz a esta hora manchete no site O Observador, e é assinado pela diretora executiva Dulce Neto, que está aqui conosco em estúdio.
Dulce, boa tarde. O que será mesmo este final dos protestos em Moçambique? O que pode vir a seguir?
Mais protestos. Esta semana, que termina hoje, cumpria uma fase dos protestos que se chamava o Turbo V8 e o que Mondlane hoje veio dizer é que sábado e domingo são para enterrar os mortos, cuidar dos feridos e que na segunda-feira ele vai lançar a derradeira fase dos protestos, a que deu o nome de Ponta de Lança. Ele diz que só na segunda-feira é que vai explicar o que é, mas nós sabemos que a intenção é, nos próximos 15 dias, continuar a haver manifestações, porque ele já disse que quer tomar posse a 15 de janeiro.
Estas mais de duas centenas de mortes que aqui dávamos conta não está a desmobilizar a população em protesto.
Não são as mortes que estão a desmobilizar a população em protesto. O que está a criar alguma divisão neste movimento de contestação são as pilhagens e os saques. Ou seja, começou a haver uma divisão entre a classe média do pequeno empresário, da pessoa que tem a barraca, a banca, o negócio, que têm estado a ser pilhados, saqueados, além dos grandes armazéns e das grandes lojas. E isso sim, está a criar uma grande divisão e está a assustar muito as pessoas, porque, como dizia uma ativista, a Quitéria, eles estão a destruir aquilo de que depende a sobrevivência deles. E mais três, quatro dias, cinco dias assim e vai haver mais fome do que aquela que há. O que é visto por alguns analistas e por alguns ativistas é aqui um caos instrumentalizado, ou seja, aquilo a que chamam uma agenda maquiavélica, dizendo que é a própria polícia, são os agentes de polícia e das forças de segurança que incitam à pilhagem e num país de famintos e desfameados, facilmente as pessoas vão e saqueiam e roubam. A questão é: não só saqueiam, não só levam os produtos, como destroem as lojas, destroem as infraestruturas. Por outro lado, as primeiras pessoas que abrem as portas para o saque, depois não ficam lá. E isto levanta uma série de questões e uma série de dúvidas e leva a que alguns digam que tudo isto faz parte de uma estratégia pensada para descredibilizar o movimento, para criar divisão e para deslegitimar, como dizem, Venâncio Mondlane.
E que aparentemente está a produzir resultados, esta estratégia.
Sim, está a produzir resultados, porque há muitas pessoas que estão cansadas, que estão revoltadas e que estão angustiadas com o que pode vir a seguir. Já há falta de alimentos, há rutura nos hospitais, há escassez de combustível, por isso a situação é dramática desse ponto de vista e do outro ponto de vista em que assistimos nesta semana a muitas mortes, depois de uma grande questão que se colocou, que foi a evasão, que uns dizem que foi evasão e outros dizem que não, que foi libertação de mais de 1500 presos só em Maputo, de uma cadeia, que era a cadeia onde a PIDE portuguesa torturava os presos políticos.
Dulce Neto, jornalista do Observador, que assina este artigo em manchete a esta hora em observador.pt, sobre a sensível situação que se vive em Moçambique. São agora 5h14, vamos conhecer outras notícias que estão a marcar a atualidade a esta hora.
Aumento das portagens a partir de janeiro, vai sair mais caro circular nas autoestradas portuguesas.
A Prisa vai aumentar os preços em 2,2%. A empresa detém mais de metade das portagens em território nacional. Significa isto que, por exemplo, um percurso entre Lisboa e Porto, pela autoestrada número 1, para a classe de veículos 1, passa a custar mais 0,70 €.
Os maquinistas do Metro do Porto vão estar em greve na passagem de ano, param na terça e na quarta-feira.
De acordo com uma nota de imprensa do sindicato que representa estes trabalhadores, é exigido o pagamento do prémio anual, que ainda não foi efetuado ao operador Via Porto do Grupo Barraqueiro.
Os maquinistas também vão estar em greve à prestação de trabalho suplementar, às horas extra, no dia 30 deste mês, segunda-feira, e depois no dia 2 de janeiro, quinta-feira.