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Esta é a Tarde Política da Rádio Observador. A seguir ao Jornal das 5, temos o regresso do Sofá do Parlamento, local privilegiado para nos sentarmos a conversar com os deputados da nação. O nosso convidado é Mário Amorim Lopes, deputado da Iniciativa Liberal. Mas boa tarde, Judite França. Temos mais convidados nesta hora das 17h.
Boa tarde, Ricardo Conceição. Temos conosco no Explicador, Alexandra Leitão, a vereadora eleita do Partido Socialista à Câmara de Lisboa, que irá falar sobre o recente relatório ao acidente no elevador da Glória, mas também sobre o resultado nas eleições autárquicas.
Antes do Explicador e do Sofá do Parlamento, atualizamos as notícias às 17h, com a Vanessa Cruz. Bem-vinda, Vanessa. Quais são as notícias que marcam esta tarde?
Boa tarde, Ricardo. A reação do governo a esse relatório preliminar do acidente no elevador da Glória. O ministro das Infraestruturas diz que já tinha identificado lacunas na supervisão logo depois do acidente. O IMT vai entrar em cena. Gato escondido com o rabo de fora é a expressão utilizada pelo líder do PS, José Luís Carneiro, para acusar o governo de ter mais dinheiro disponível do que aparenta para aumentar de forma permanente os pensionistas.
E depois do Jornal das 19h, temos Liga dos Campeões. O Benfica joga hoje em Newcastle, no St. James Park, logo às 20h. Ainda antes do relato, passa na rádio o Decisão Benfica, o nosso podcast diário dedicado às eleições no Benfica, que são já neste sábado. E depois do futebol, lá mais pras 11 da noite, temos a reposição do Em 40 Minutos. O convidado desta semana é o psiquiatra José Gameiro, que com Raquel Marinho, tem o podcast quinzenal A Invenção do Amor, aqui no Observador. Neste Em 40 Minutos, José Gameiro conversa com João Costa e Silva e o título deste episódio é daqueles bons: as mulheres traem melhor porque apagam as mensagens. Os homens são mais básicos, diz José Gameiro, numa conversa para ouvir depois das 11 da noite, mas este episódio do Em 40 Minutos já está disponível em podcast. Quanto ao estado do tempo e a temperaturas, mais do mesmo. Temperaturas máximas entre os 20, 25 graus e esta chuvinha que vai caindo e apesar de ser chuvinha, vai criando poças perigosas nas estradas e nas vias rápidas. É o caso da Segunda Circular aqui em Lisboa, e quem passou pela Segunda Circular hoje pôde testemunhar isso com muita água acumulada no pavimento. Eu sou o Ricardo Conceição e esta é a Tarde Política da Rádio Observador. E Vanessa Cruz, vamos ao Jornal das 17h.
O ministro das Infraestruturas diz que o governo se antecipou ao relatório preliminar do acidente no elevador da Glória e já tem medidas em curso para resolver as falhas de segurança. Ficamos a saber ontem, através desse documento oficial, das falhas na supervisão que a Carris devia fazer aos trabalhos da empresa externa contratada para garantir a manutenção do elevador. Na reação esta tarde, o ministro Miguel Pinto Luz diz que o Instituto da Mobilidade e dos Transportes, o IMT, vai passar a ser o responsável pela verificação dos equipamentos.
O relatório aponta para uma lacuna na área da supervisão, algo que o governo já tinha detetado no pós-tragédia e o governo mandatou o IMT para lançar o processo legislativo, que está pronto dentro de algumas semanas, para redefinir o processo de supervisão, nomeadamente aquilo que são os métodos ligeiros, daquilo que são estes funiculares, porque não pode haver um vazio.
O ministro das Infraestruturas e da Habitação, num registo da RTP, o relatório preliminar aponta omissões na manutenção do elevador da Glória. Revela também que o cabo que unia as duas carruagens não respeitava as especificações técnicas definidas pela própria Carris, mais, não era sequer adequado para transportar pessoas.
E há mais reações sobre esta questão. A oposição na Câmara de Lisboa pede consequências políticas.
Começamos por Alexandra Leitão, afirma que a culpa não pode morrer solteira. A recém-eleita vereadora socialista defende que a Câmara de Lisboa tem responsabilidade política e se não a assumir, o país vai passar uma péssima imagem. Os vereadores do PS, todos eles, exigem a demissão da administração da Carris.
E Alexandra Leitão, que vai ser entrevistada na Tarde Política daqui a pouco, depois das 17h30, vai estar aqui nesta emissão. Há também uma reação por parte do vereador eleito pelo Chega.
Bruno Mascarenhas também aponta o dedo à administração da Carris.
É arrasador para a falta de cuidado, para não dizer outros termos, quanto à gestão deste processo. Infelizmente, nós vivíamos quase numa roleta russa e o próprio elevador do Lavra também padecia do mesmo problema.
O vereador do Chega na Câmara de Lisboa sugere ainda, sem concretizar, que há interesses cruzados que devem ser investigados pelas autoridades judiciais.
E há também reação do vereador da CDU. João Ferreira considera que Carlos Moedas não tem condições para levar a cabo as mudanças que se impõem na gestão da Carris.
Ontem, o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, tinha sublinhado que o relatório aponta para falhas técnicas e não políticas, mas o vereador comunista, João Ferreira, considera que esse entendimento é redutor.
Há medidas a tomar e quem toma uma postura de dizer: "Isto não tem nada a ver com a esfera política, é tudo da esfera técnica", evidentemente, não está em condições de tomar as medidas que são necessárias para garantir aquilo que tem que ser garantido, a segurança da operação da Carris.
E pelo Bloco de Esquerda, a vereadora Beatriz Gomes Dias apresentou um requerimento. Quer saber se Carlos Moedas ainda mantém a confiança na administração da Carris, apesar das falhas que o partido considera inadmissíveis. Na próxima hora, vamos ouvir a FECTRANS, Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações, defende que a manutenção dos elevadores deve voltar a ser feita nas oficinas da Carris.
Noutra matéria, o Ministério da Saúde vai autorizar os hospitais a mobilizar, à força, médicos para assegurar as urgências regionais. O Observador teve acesso ao decreto-lei do Governo.
Apesar de há cerca de um mês, no Parlamento, a ministra Ana Paula Martins ter garantido que não iria avançar para qualquer mobilização forçada de médicos, no articulado da proposta de decreto-lei, abre-se a porta a esse cenário, no caso de não haver voluntários para fazer urgências noutro hospital que precise. A Ordem dos Médicos diz que foi apanhada de surpresa. Vai pedir mais informações à ministra Ana Paula Martins, numa reunião que está agendada para amanhã.
As críticas vêm também da FNAM.
Sim, a presidente da Federação Nacional dos Médicos, a Joana Bordalo e Sá, acusa o Ministério da Saúde de agir com base na força e na proibição e avisa que essa postura só vai empurrar os profissionais de saúde para fora do SNS. A previsão é que as urgências regionais sejam criadas a partir de novembro. A ministra Ana Paula Martins tem agenda esta tarde em Lisboa, mas, para já, não há sinal de qualquer reação a esta notícia do Observador.
Agora olhamos para a proposta de Orçamento do Estado. O líder do PS acusa o Governo de, a expressão é dele, martelar as previsões da receita da Segurança Social, dando ideia de que a margem é curta para aumentar os pensionistas de forma permanente.
José Luís Carneiro diz que é preciso olhar para o orçamentado e para o que é realmente executado. Olhando para este ano e o anterior, garante que há folga e vai insistir no aumento das pensões. É uma das propostas de alteração ao Orçamento do Estado para 2026, anunciada nas jornadas parlamentares do PS em Penafiel. O secretário-geral socialista faz as contas e recorre a uma expressão popular para criticar o Governo.
É caso para dizer que, no mínimo, há um gato escondido com o rabo de fora. É mesmo um gato bastante significativo, porque é um gato com cerca de mil milhões de euros. Está na falha sistemática com que o Governo prevê o saldo da Segurança Social do ano anterior.
Daí que para o PS seja possível subir as pensões de forma permanente.
Se o saldo aprovado e que venha a ser demonstrado da Segurança Social deste ano for superior ao que está no Orçamento do Estado, essa diferença, até ao limite dos € 400 milhões, seja aplicada no aumento estrutural das pensões mais baixas, transformando em permanente o suplemento extraordinário atribuído para este ano.
Com uma condição: que esse valor seja suportado com recurso às transferências do Orçamento do Estado, para não colocar em causa a sustentabilidade da Segurança Social. É o que acrescenta José Luís Carneiro, em registros da RTP Notícias. O ministro das Finanças tem garantido que só há 230 milhões de euros para medidas adicionais se o país quiser manter excedente orçamental no próximo ano.
E há outras notícias a marcar a tarde desta terça-feira, 21 de outubro. Vanessa.
Sete pessoas ficaram feridas esta tarde, duas em estado grave, depois de um esfaqueamento em Almusteur, Santarém. Atualização feita pela GNR de Santarém ao Observador. O agressor também ficou ferido e acabou detido. O esfaqueamento aconteceu na Associação Pica-Pau, um centro que trata toxicodependentes. Cinco dos feridos foram mesmo esfaqueados, outro foi agredido a pontapé e outro ainda foi vítima de doença súbita. O vice-presidente dos Estados Unidos avança que está a ser discutida uma força de segurança em Gaza, sem a presença de norte-americanos. Numa conferência de imprensa em Jerusalém, J.D. Vance garante que está a trabalhar com as forças israelitas para um plano de paz duradouro. Quanto aos episódios de violência que podem colocar em causa o cessar-fogo, relativiza.
Todas as vezes que há um ato de violência, há esta inclinação de dizer que este é o fim do plano de paz. Não é o fim. É, de facto, exatamente como isto vai ter de acontecer sempre que nós temos pessoas que se odeiam, que lutam um contra o outro por muito tempo. Nós estamos a trabalhar bem, estamos em um lugar muito bom, mas ter que continuar a trabalhar nisto.
J.D. Vance, o vice de Donald Trump, no primeiro de dois dias de visita a Israel para pressionar Benjamin Netanyahu e garantir que o cessar-fogo em Gaza continua. Recordamos agora a agressão a Mário Soares, na Marinha Grande, um dos episódios mais marcantes das campanhas eleitorais em Portugal e que iria mudar o rumo das presidenciais de 1986.
É um acontecimento relatado no quarto episódio da "Eleição Mais Louca de Sempre", o novo podcast Plus do Observador, que já está disponível. Este quarto episódio foi ontem à noite publicado, já está disponível. Recorde-se que os assinantes Premium e Standard do Observador têm acesso antecipado a toda a série. Quem não tem, vai ter de esperar pela publicação de um episódio todas as semanas, tanto no site como nas habituais plataformas de podcast. Vanessa Cruz vai regressar às 17h30 para atualizar as notícias.