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Tarde, vamos às notícias. Notícias das cinco com José Rafael Lopes e José António José Seguro diz que Portugal precisa de uma Justiça competente em todos os setores e não só no processo que levou, há dois anos, à demissão do então primeiro-ministro António Costa.
É um alerta que surge devido às escutas ao antigo primeiro-ministro António Costa, no âmbito da Operação Influencer. Na Lousã, António José Seguro exige uma Justiça mais rápida e competente e assegura que os processos não se podem arrastar durante tanto tempo.
Nós precisamos de uma Justiça a tempo e horas. Nós precisamos de uma Justiça que faça justiça e que seja também uma Justiça competente, porque nesta matéria nós tivemos uma situação há dois anos com um primeiro-ministro em funções, que levou à demissão desse primeiro-ministro, e eu penso que a Justiça já devia ter avançado mais em todo esse processo e tirado as conclusões. Os factos têm que ser apurados.
António José Seguro diz ainda que a Justiça tem de ser esclarecedora para que os portugueses não percam a confiança.
Porque se não funcionar a tempo e horas, ela não é Justiça e cria uma desconfiança por parte dos cidadãos. Ora, a Justiça tem que esclarecer em tempo oportuno, tem que ser competente e, volto a dizer, tem que fazer Justiça a tempo e horas. Nós temos demasiados processos que são públicos, que se arrastam ao longo dos anos, que se arrastam ao longo de décadas. Isto é uma coisa inaceitável.
António José Seguro, em declarações aos jornalistas na Lousã, aqui um registo da Agência Lusa, o candidato presidencial participou num encontro com especialistas universitários e proprietários florestais sobre a temática dos incêndios rurais.
E Catarina Martins diz que as escutas ao antigo primeiro-ministro António Costa, feitas pelo Ministério Público sem autorização, são um caso gravíssimo.
A candidata presidencial defende que é preciso perceber a gravidade da Operação Influencer. Sublinha que ninguém está acima da lei, mas que a própria Justiça também tem de se reger pelas mesmas regras. Numa ação de campanha em Benfica, Catarina Martins fala num problema do Estado de Direito.
É preciso perceber que esse é um caso da maior gravidade. Diz-se muitas vezes, e é absolutamente verdade, ninguém está acima da lei e, portanto, mesmo o primeiro-ministro pode ser investigado, isso não está em causa. Mas a Justiça também não está acima da lei. E aquelas escutas foram feitas sem a autorização, que a lei obriga, de um tribunal, neste caso, o Supremo Tribunal de Justiça. E, portanto, se ninguém está acima da lei, o Ministério Público e a Justiça também não estão acima da lei.
Catarina Martins defende que deve haver uma reforma no setor da Justiça. Explica que é preciso escrutínio da ação deste setor.
E José, dezenas de pessoas estão a protestar contra o encerramento da Unidade de Neonatologia do Hospital Dona Estefânia.
Em causa está o encerramento da Unidade de Cuidados Intensivos de Neonatologia, devido à falta de médicos. A acompanhar esta manifestação está o repórter Martim Madeira. Martim, além de utentes, há também profissionais de saúde a protestar.
Sim, José, por agora estão menos pessoas. No total do início do protesto eram cerca de 50 pessoas, que tiveram de sair por compromissos pessoais, mas mesmo assim ainda estão aqui muitas pessoas, à volta de 20 pessoas, com muitos cartazes ainda. Relembrar também, José, pra quem não sabe, que a Neonatologia é o ramo da Pediatria que ocupa as crianças desde o nascimento até 28 dias de idade. E conosco temos Marina Afonso, dirigente sindical do Sinderpor e enfermeira da Unidade de Neonatologia. Boa tarde, Marina. Sabemos que o objetivo é concentrar esta unidade na Maternidade Alfredo da Costa. Por que a oposição a este agregar da unidade e quais as implicações que pode trazer o encerramento desta unidade aqui no Dona Estefânia?
Porque esta unidade do Hospital Dona Estefânia encontra-se inserida num hospital que lhe dá todos os recursos necessários pra podermos receber os recém-nascidos mais críticos da região de Lisboa, do Sul de Portugal e das ilhas também. É neste hospital que nós temos recursos como os blocos operatórios, a cirurgia pediátrica altamente diferenciada em cirurgia neonatal e todos os exames de diagnóstico que são necessários pra poder continuar a dar as respostas que estes bebês precisam.
Também aqui, José, temos Ana Gil, a criadora da petição pública contra o encerramento, que já superou as 11 mil assinaturas necessárias e pode assim ser discutida em plenário na Assembleia da República. Boa tarde, Ana. Por quê a criação desta petição?
Foi uma criança que necessitou dos cuidados da unidade, e eu não concordo com o encerramento. É uma unidade de excelência, é uma unidade que tem todos os meios humanos necessários e também os meios técnicos disponíveis no hospital e não concordo que passe para a MAC, onde não existem esses cuidados que são necessários às crianças.
Pronto, José, também aqui a preocupação das pessoas e aqui a manifestação. Relembrar também que terça-feira vai haver aqui outra concentração no Hospital Dona Estefânia contra o encerramento desta unidade de Neonatologia.
O repórter Martim Madeira, a partir do Hospital Dona Estefânia, onde dezenas de pessoas protestam contra o encerramento da Unidade de Neonatologia.
Na atualidade internacional, Jair Bolsonaro foi esta manhã preso preventivamente pela Polícia Federal por risco de fuga.
O antigo presidente brasileiro foi detido em casa, em Brasília. Ordem de prisão decretada pelo Supremo Tribunal de Justiça, depois de esta noite Jair Bolsonaro ter tentado retirar por várias vezes a pulseira eletrônica. A Justiça brasileira acredita que o antigo presidente queria fugir da prisão domiciliar e que iria utilizar uma vigília, que vai acontecer à porta de casa, para esconder essa eventual fuga. Ora, esta detenção surge como medida preventiva, ou seja, não faz parte da pena a que Jair Bolsonaro foi condenado. O antigo presidente, que foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Falamos agora da Faixa de Gaza. O número de mortes palestinianas nas últimas horas subiu para 18.
Ora, são dados avançados pela Al Jazeera, de acordo com um hospital da Faixa de Gaza. Além dos 18 mortos, há ainda registro de mais de 30 feridos. Os ataques israelitas tiveram como alvo a cidade de Gaza e um veículo que circulava numa zona movimentada, precisamente na cidade de Gaza, tendo pelo menos quatro zonas residenciais também sido atingidas. Já no sul da Faixa de Gaza, em Rafah, o exército israelita diz que matou três palestinianos, que, de acordo com o exército, fazem parte de um potencial grupo de combatentes que estariam presos num túnel subterrâneo desde o início do cessar-fogo. Cessar-fogo esse que se mantém desde o dia 10 de outubro.
Notícia de fecho do Jornal das Cinco.