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Começamos com o aviso de José Luís Carneiro de que não deve existir precipitação no apoio do PS a candidatos presidenciais. O deputado socialista, que defrontou Pedro Nuno Santos nas eleições internas, defende que o PS deve escolher um perfil de candidato presidencial, mais do que apontar já um nome.

José Luís Carneiro, que foi próximo de António José Seguro quando liderou o PS, não declara desde já apoio ao antigo secretário-geral, avisa para os riscos da precipitações.

Teremos de evitar precipitarmo-nos relativamente a hipóteses. Primeiro é preciso que as hipóteses se confirmem e depois das hipóteses se confirmarem, será o momento para avaliarmos e tomarmos decisões. Mas sempre também em respeito por aquilo que sejam as orientações do Partido Socialista.

José Luís Carneiro no programa "O Sofá do Parlamento", da Rádio Observador. Já sobre o desafio eleitoral mais próximo, as autárquicas, Carneiro diz que o PS não está atrasado na escolha de candidatos e deseja sorte a Manuel Pizarro na Câmara do Porto.

Julgo que a decisão está tomada, mais nada me cumpre dizer nesta fase e aquilo que formulo são votos das maiores felicidades para a escolha que foi formulada e para o meu camarada Manuel Pizarro.

Mas a porta está aberta, José Luís Carneiro, para outra autarquia?

Como digo até hoje, sobre eleições autárquicas, não houve qualquer diálogo comigo.

José Luís Carneiro, que se mostrou disponível para ser testado como candidato à Câmara do Porto. Manuel Pizarro acabou por ser o escolhido e o deputado socialista não foi para já desafiado a concorrer por outro município.

Ele foi também o autor da proposta para atribuir honras de Panteão Nacional a Eça de Queiroz. Desvaloriza José Luís Carneiro a polêmica com os descendentes do escritor, que são contra a trasladação, acreditando que a mudança dos restos mortais de Eça para o Panteão engrandecem a região de Baião e também de Santa Cruz do Douro.

O CDS defende que a etnia dos criminosos deve estar destacada nas participações às autoridades. É a vontade expressa pelo partido que apoia o governo num debate de segurança que decorreu hoje no Parlamento. A ministra da Administração Interna foi alvo de várias críticas da oposição.

Margarida Blasco rejeita aproveitamentos políticos neste tema e defende a ação do governo.

Não abdicamos da segurança e não permitimos que esta seja instrumentalizada. Que não restem dúvidas: o governo não se envolve nas escolhas operacionais da polícia. O que o governo faz é dar orientações às forças de segurança para reforçar as ações de fiscalização que têm estado a ser realizadas e que vão continuar no terreno.

A ministra Margarida Blasco acrescenta que o crime não tem nada a ver com a nacionalidade nem a cor da pele.

Durante o debate, André Ventura, do Chega, admite que o partido quer rejeitar imigrantes de acordo com a proveniência ou com a religião.

Nós devemos pensar e devemos refletir se devemos, se podemos continuar a receber na Europa, quer os imigrantes do subcontinente indiano, quer todos aqueles que professam uma fé islâmica e que dizem que as mulheres são objetos para deitar fora. Nós não aceitamos que as mulheres sejam objetos para deitar fora.

Ainda à direita, a Iniciativa Liberal critica o governo, acusa-o de populismo. Críticas também da esquerda. O Bloco não poupa nem o governo, nem o resto da direita, a propósito da operação policial no Martim Moniz. Fala em imposição de força a cidadãos em torno da cor da pele ou da origem.

E para o PCP, o tema da segurança não merece um debate alarmista, baseado em percepções que a realidade não confirma. O Conselho de Estado foi convocado pelo Presidente da República depois de ter ouvido os partidos com representação no Parlamento Regional da Madeira. Todos pediram eleições na sequência da queda do governo de Miguel Albuquerque.

O PSD foi o primeiro partido a ser ouvido. Miguel Albuquerque insiste que vai ser recandidato e que tem apoio para respaldar esta intenção.

Nós devemos pen--

Vou ser o candidato do PSD e tenho o apoio, obviamente, do presidente do PSD nacional e do secretário-geral. Não é por acaso que o secretário-geral do PSD está aqui.

Garantia deixada por Miguel Albuquerque. O Chega, pela voz de Miguel Castro, deixa um aviso desde já: se ganhar o PSD e o cabeça de lista for Albuquerque, o governo regional não terá o apoio do Chega.

Quem não concorda é Helvio Sousa, do Juntos pelo Povo, vê o Chega como um aliado do PSD.

Já o PS anseia por acabar com a instabilidade, é o que assegura Paulo Cafôfo, promete que tudo fará para livrar os madeirenses da corrupção e da manipulação política.

O CDS quer encontrar soluções de estabilidade e mostra-se disponível para falar com todos os partidos com representação parlamentar na Madeira, seja antes ou depois das eleições, que podem ser convocadas depois da queda do governo de Miguel Albuquerque, é uma garantia de José Manuel Rodrigues, sendo que o CDS foi um partido que deu apoio parlamentar ao PSD nesta última sessão legislativa.

E falamos agora da autárquicas. Basílio Horta avisa a altura do PS avançar com o candidato em Sintra é agora.

O autarca foi eleito pelo Partido Socialista em 2013, fica impedido de se recandidatar, porque já soma três mandatos consecutivos. Em entrevista ao Observador, garante que não sabe quem é o escolhido do PS.

Mas sabe que o deputado e ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Mendonça Mendes, quer entrar na corrida. Se o candidato fosse alguém que já está na Câmara, não haveria tanta pressa, não sendo Basílio Horta, diz que é preciso arrepiar caminho.

Uma pessoa que venha de fora, é evidente que o tempo conta. Ainda não é um desastre, mas obviamente que deve ter-se em conta que o tempo urge. É a altura, eu acho que agora é a altura.

Basílio Horta deixa ainda outro alerta nesta entrevista ao Observador, se o PS não ganhar Lisboa ou Porto, são perdas que já não tinha. Agora perder Sintra, é que não.

Se, por absurdo, perdesse Sintra, isso era um problema muito sério. Não tenha dúvidas minhas. Por um lado, pela injustiça enorme, era preciso cometer muitos erros pra que isso acontecesse. E em segundo lugar, porque em termos políticos isso é muito complicado, porque é a maior câmara que o PS tem neste momento.

O presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, em final de mandato e com estes avisos ao PS numa entrevista ao Observador que está em destaque no nosso site.

E são às seis horas, seis minutos. Vamos a outras notícias a marcar a atualidade.

Em Portugal, 20 trabalhadores da exploração agrícola onde foi detectado um surto de gripe das aves estão a ser, nesta altura, acompanhados de perto pelas autoridades de saúde.

São dados adiantados à Rádio Observador pelo subdiretor-geral da Saúde, André Peralta Santos, que explica que não há nenhum caso em humanos, mas as autoridades estão a monitorizar possíveis sintomas.

Assegurar que existe um acompanhamento ativo, que os profissionais de saúde diariamente perguntam se já desenvolveu sintoma, se tem algum sintoma, e também, posteriormente, testagem destes profissionais.

Entrevistado no "Direto ao Assunto", o subdiretor-geral da Saúde lembra outros episódios noutros países para sublinhar que é muito raro haver humanos infetados por este vírus da gripe das aves. No entanto, Vanessa, há outro vírus a preocupar, o metapneumovírus.

E há, de resto, um surto na China. O subdiretor-geral da Saúde em Portugal explica que é comum este vírus ser detetado todos os invernos na comunidade.

Já quanto à gripe sazonal, que tem entupido as urgências, André Peralta Santos explica que ainda não foi atingido um pico e, por isso, prevê mais duas semanas de muita afluência.

Na audição da Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso das gêmeas luso-brasileiras, Luís Pinheiro revela que António Lacerda Sales lhe colocou questões sobre as crianças já em 2020.

Numa audição nesta tarde, o ex-diretor clínico do Santa Maria revelou que o ex-secretário de Estado da Saúde o questionou já depois das crianças terem sido vistas em consulta. Queria ter alguma informação.

Ainda nesta audição, Luís Pinheiro desmentiu a médica neuropediatra Teresa Moreano, que na comissão de inquérito tinha dito que lhe fora transmitido pela diretora de Pediatria do Santa Maria que a ordem para marcar a consulta para as gêmeas tinha sido dada a Luís Pinheiro, o ex-diretor clínico, por alguém superior ao secretário de Estado, Lacerda Sales.

Ora, o ex-diretor clínico garante que não foi bem assim e acrescenta ainda que a marcação da consulta foi feita apenas por indicação clínica.