Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
De observadores. Jornal das três, edição de Miguel Videira. Miguel, ou a bem ou à bomba. Donald Trump espera que seja possível chegar a um acordo com o regime iraniano, caso contrário, promete continuar os bombardeamentos.
Foi isso que disse o presidente dos Estados Unidos depois desta manhã ter anunciado que estão a decorrer negociações com o regime iraniano. Na rede Truth Social, Donald Trump acrescentou que as conversas foram produtivas e que, por isso, determinou a suspensão dos ataques a infraestruturas energéticas pelo período de cinco dias. Há pouco, deu conta que as conversações vão prosseguir esta segunda-feira, com a expectativa de que possa ser possível chegar a um acordo.
As discussões foram até ontem, até mais ou menos ontem à tarde. Eles querem muito fazer um acordo e nós também. Vamos nos encontrar hoje, provavelmente por telefone, mas vamos encontrar-nos brevemente. Nós vamos fazer um período de cinco dias, vamos ver como é que isto corre. Se correr bem, vamos acabar por resolver isto. Se não, vamos ter que continuar a bombardear.
À pergunta sobre com quem têm estado os Estados Unidos a negociar, Trump preferiu não revelar, embora adiante que o interlocutor não é o líder supremo.
Nós estamos a falar com alguém do topo. Estamos a lidar com alguém que acreditamos que seja muito respeitado e que seja o verdadeiro líder. Não, não estamos a falar com o líder supremo do Irão. Nós ainda não ouvimos nada do líder supremo do Irão, nem sequer sabemos se ele está vivo, aliás. Mas a pessoa com quem estamos a falar parece-nos ser a que realmente governa, porque tudo o que nos disseram até agora, realmente aconteceu. Mas eu não vou dizer quem é, não quero que ele seja morto.
A justificação de Donald Trump para não revelar a identidade do interlocutor nas alegadas negociações com o regime iraniano.
E alegadas, Miguel, porque o chefe da diplomacia do Irão não confirma qualquer negociação.
Sim, o ministro dos negócios estrangeiros, citado por um jornal de título estado iraniano, diz que a declaração de Trump visa controlar os preços da energia e ganhar tempo para levar por diante o plano de guerra. Abbas Araghchi confirma que houve tentativas por parte dos países do Golfo para aliviar o clima de tensão e que a resposta do Irão foi: "É com os Estados Unidos, promotores da guerra, que devem falar".
E Miguel, o barril de petróleo continua a ser negociado a esta hora abaixo da barreira dos 100 dólares.
Uma consequência direta dessa declaração de Donald Trump na rede Truth Social. A reação dos mercados foi imediata. É isso que explica o analista Felipe Garcia.
Teve um grande impacto. Aliás, para quem estava a acompanhar o mercado, foi até com alguma surpresa que se viu as alterações de preço acontecerem quase de um segundo para o outro. No caso do Brent, do petróleo, nós estávamos a transacionar a 114 dólares e rapidamente houve uma queda que faz com que agora estejamos a cotar nos 100,8. Portanto, quase 14% de queda. As bolsas estavam aqui na Europa a cerca de 2%, passaram a subir entre 1% e 1,5%. E, portanto, digamos, houve uma injeção de confiança, de otimismo nos mercados.
Era este o ponto de situação à 13h, há duas horas, sendo que a esta hora o barril de Brent, que serve de referência para Portugal, está a ser negociado abaixo da barreira dos 95 dólares. Noventa e quatro dólares por barril. Continua a baixar o valor do Crude.
E por cá, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça lamenta a partidarização da nomeação de juízes para o Tribunal Constitucional.
João Cura Mariano fala de consequências nefastas.
Acho que é extremamente nocivo estarem a partidarizar a nomeação de juízes, principalmente quando são juízes de carreira. Juiz de carreira não tem filiação partidária, portanto, esta vinculação ou uma indicação partidária é extremamente inibidora para os juízes. Ninguém gosta de ser: "Eu sou o juiz do CHEGA, ou sou o juiz do PS". Os juízes não são de nenhum partido. Portanto, esta maneira como é tratada a indicação dos juízes para o Tribunal Constitucional devia ser completamente diferente.
O presidente diz que o tom da discussão é até inibidor da vontade dos magistrados de irem para o Constitucional.
Se a indicação fosse genérica, eram juízes eleitos pela Assembleia, não eram juízes indicados por cada um dos partidos. Isso facilitaria muitas coisas, porque eu vejo depois as indicações que são feitas, são de pessoas extremamente bons profissionais, que depois não votam no Tribunal Constitucional segundo as indicações partidárias, são livres e independentes, mas esta discussão pública e a indicação pública é extremamente inibidora de pessoas que querem ser juízes do Tribunal Constitucional.
É o que diz o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, João Cura Mariano, a pretexto da nomeação de três juízes para o Tribunal Constitucional. A nomeação está num impasse por falta de entendimento entre os três partidos mais representados na Assembleia da República, PSD, CHEGA e Partido Socialista.
Seguimos com as notícias. O eurodeputado do PSD, Sebastião Bugalho, deixa críticas à forma como decorreu a visita do líder do PS à Venezuela. Acusa José Luís Carneiro de falta de sentido de Estado.
Numa nota enviada ao Observador, Sebastião Bugalho acusa José Luís Carneiro de visitar e enaltecer um parlamento cuja eleição não foi reconhecida internacionalmente. O eurodeputado social-democrata não se conforma com os elogios feitos pelo secretário-geral do PS à suposta normalidade que se vive na Venezuela, ao mesmo tempo que pede a libertação dos presos políticos e acusa o líder socialista de falta de maturidade democrática. José Luís Carneiro esteve nos últimos dias de visita à Venezuela, juntamente com uma comitiva do PS, visitaram o Parlamento do país e estiveram em contato com a comunidade portuguesa.
Sebastião Bugalho, que já tinha criticado esta visita antes mesmo de ela ter começado, o que levou à resposta do socialista Eurico Brilhante Dias.
Líder parlamentar do PS, que também integrou essa comitiva e que esteve em direto da Venezuela no explicador de sábado de manhã aqui na antena do Observador. Eurico Brilhante Dias garante que tem divergências políticas com o atual regime venezuelano, mas explica que a prioridade da visita era mesmo a comunidade portuguesa.
A vinda à Venezuela é para contribuir para uma comunidade. São portugueses e nós trabalhamos para os portugueses. Nós não trabalhamos para este ou para aquele regime venezuelano, com os quais, aliás, temos as divergências políticas programáticas conhecidas. O trabalho deve ser coletivo para servir esta gente que em muitos momentos foi muito importante para Portugal.
Eurico Brilhante Dias, líder parlamentar do PS, e a resposta às críticas feitas pelo eurodeputado social-democrata Sebastião Bugalho à visita da delegação do PS, liderada pelo secretário-geral, à Venezuela.
O CDS-PP vai propor que a Assembleia da República condene publicamente o ataque que decorreu durante a Marcha pela Vida.
Este sábado, um homem de 39 anos foi detido pela PSP depois de ter atirado um coquetel molotov contra os participantes de uma marcha contra o aborto e a eutanásia. Hoje, durante a abertura das jornadas parlamentares do CDS-PP, o vice-presidente do partido, Paulo Núncio, criticou fortemente o ataque, que considera ter sido extremista e fruto do wokismo.
E este incidente, este ataque, é só mais uma razão para continuarmos o combate ao wokismo em Portugal. Porque sim, o CDS hoje lidera o combate ao wokismo em Portugal. E por isso, eu quero anunciar hoje que o grupo parlamentar do CDS apresentou um voto de condenação ao ataque extremista e criminoso contra famílias na Marcha pela Vida.
O anúncio é feito por Paulo Núncio, vice-presidente do CDS-PP e deputado, aqui a anunciar a apresentação de um voto de condenação na Assembleia da República.
E agora, oito minutos para lá das 15h, vamos ao noticiário local.
Foi aprovada hoje a abertura do concurso público de € 8 milhões para a reconstrução da Escola Básica 2/3 de Marrazes, destruída pela depressão Cristina, em Leiria. O concurso tem prazo de execução de 30 meses e foi aprovado na Câmara com os votos da maioria socialista, dos vereadores do PSD e a abstenção do Chega. As reuniões da Câmara de Almada com participação do público passam a ser mensais. A decisão é da presidente da autarquia, a socialista Inês de Medeiros, uma decisão que está a ser contestada pelos vereadores de Chega, PSD e CDU. As reuniões passam de duas por mês para apenas uma e vai ser transmitida com recurso a streaming. A Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina do Porto está a dinamizar, até à próxima quarta-feira, o Hospital dos Pequeninos. A iniciativa pretende levar 600 crianças à Faculdade de Medicina, promovendo, dessa forma, a literacia em saúde. Um estudo da Universidade de Aveiro revela que a ansiedade climática entre adultos é influenciadora de comportamentos favoráveis à proteção do ambiente. A investigação mostra que indivíduos mais velhos e com maior escolaridade apresentam níveis inferiores de ansiedade climática. A investigadora Maria Napinho conclui que a maioria dos portugueses reconhece a realidade das alterações climáticas e responsabiliza o ser humano por essas mesmas alterações. Em Oeiras, vai começar hoje o estágio da Seleção Portuguesa de Futebol. A concentração está marcada para a Cidade do Futebol até ao final do mês, que serve de preparação para os particulares contra o México e os Estados Unidos.
E é o ponto final no Jornal das 3, edição de Miguel Videra.