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As notícias. Jornal das 7, com edição de Miguel Gato. Miguel, começamos com um ponto de situação dos incêndios em Portugal continental.
Neste momento, há quatro grandes fogos. O incêndio em Trancoso, no distrito da Guarda, continua a ser a ocorrência mais significativa do site da Proteção Civil. No terreno, estão mais de 500 operacionais, mais de 150 veículos terrestres e há ainda quatro meios aéreos a combater as chamas. Este fogo é o que está a preocupar mais as autoridades e, segundo as imagens que nos chegam das televisões, é também o incêndio que está mais próximo de habitações. Depois, um fogo em Sobral de São Miguel, Serra da Estrela, combatido por mais de 300 bombeiros, quase 100 viaturas e seis meios aéreos. É o incêndio mais recente. O alerta foi dado às 17h. Mais a norte, dois fogos no distrito de Vila Real, um em Sirarelhos, que reacendeu durante a noite, e outro em Alvadia. O incêndio que lavra na serra do Alvão está a causar preocupações junto à aldeia de Relva, onde as pessoas mais idosas foram retiradas por precaução, devido ao incêndio que se reativou no sábado à noite. Para esta hora está previsto um briefing da Proteção Civil. Vamos escutar um pouco, à boleia da Sic Notícias.
Respetivamente, 34 ocorrências e 21 ocorrências até às 17h. As ocorrências mais significativas em curso a esta hora são Sirarelhos, em Vila Real, Alvadia, em Ribeira de Pena, Fresches e Torres, em Trancoso, e Pereiro, na Covilhã. Estas ocorrências estão a resultar no empenhamento de 1245 operacionais, 392 veículos e 19 meios aéreos de ataque ampliado. A ocorrência de Trancoso resulta da reativação de hoje, por volta das 12h, e caracterizou-se por um vento sul na casa dos 25 km/h de intensidade, com a umidade dos combustíveis naquela zona de aproximadamente 5%. A altura da camada limite era extremamente alta, à volta de 3 mil metros, e com grande instabilidade atmosférica. Isto fez com que o incêndio tivesse uma velocidade de propagação na casa dos 4 km/h e uma intensidade excecional em alguns pontos do incêndio superior a 40 kW/m. Ou seja, em algumas zonas daquele incêndio, ele esteve fora da capacidade de extinção dos meios de combate. O incêndio esteve fora da capacidade de supressão e, portanto, houve a necessidade de gerir aquele incêndio, porque a atuação direta nas cabeças de incêndio que se foram gerando era impossível para os meios terrestres que estavam no local e para os meios aéreos. Do último levantamento que fizemos, a área ardida deste incêndio é de 3700 ha, isto levantamento feito pelas 15h, e tem um perímetro de cerca de 15 km. Com a rotação do vento para este incêndio, o incêndio irá propagar-se para leste-nordeste nas próximas horas, na direção das aldeias de Moreira do Rei, Golfar e Soto Maior, havendo já preocupação e informação ao dispositivo com esta situação e com esta rotação. Portanto, o dispositivo encontra-se desde já a tomar as diligências necessárias para antecipar esta rotação e com isso poder efetuar as proteções periféricas que terá que fazer a estes aglomerados. O que esperamos? Esperamos uma perda de intensidade durante a noite e com uma janela de oportunidade para combater o incêndio entre as 0h e as 8h, com o aumento da humidade, a diminuição da velocidade do vento e o decréscimo da tal altura da camada limite. Isto irá permitir-nos, durante a noite, começarmos a ter trabalho efetivo no incêndio, ou seja, começarmos a combater este incêndio. De realçar ainda que, para além dos homens envolvidos nestas ocorrências mais significativas, existem ainda 47 outras ocorrências em resolução, conclusão e vigilância que empenham 1002 homens, 1002 operacionais, 297 veículos e oito meios aéreos. Ao dia de hoje, registar que tivemos quatro assistidos operacionais e quatro também evacuados a uma unidade hospitalar, felizmente nenhum deles com problemas graves, tudo feridos leves, já em casa, felizmente, e sem danos de maior. Houve também um assistido, um civil a ser assistido durante estes incêndios. De recordar que hoje, dia 10, estamos em EPE, ou seja, Estado de Prontidão Especial nível três para a região de Lisboa, Vale do Tejo e Alentejo e nível quatro para a região Norte, Centro e Algarve. A declaração da situação de alerta encontra-se também em vigor até dia 13 e de relembrar que é proibido o acesso e circulação nos espaços florestais, a proibição da realização de queimas e queimadas, a proibição da realização de trabalhos em espaços florestais e a proibição da utilização do fogo de artifício. Foi ativado também o Plano Municipal de Proteção Civil de Trancoso. De relembrar, mais uma vez, os conselhos à população, as recomendações à população do ponto de vista da segurança e da própria segurança das populações nas zonas onde temos incêndios ativos. E relembrar também que é crítico, nos dias em que se vivemos, nos dias em que a severidade meteorológica é extrema, que o uso do fogo é, sem dúvida nenhuma, uma prática a evitar. Quer o uso do fogo, quer o uso de qualquer tipo de utensílio ou ferramenta que possa provocar esse mesmo incêndio, como por exemplo, maquinaria, uma roçadora, qualquer objeto que possa, na realidade, provocar algum incêndio. Mais uma vez, ultrapassámos durante o dia de hoje e até às 17h, as 100 ocorrências, tal como já falámos mais do que uma vez, o que é muito acima daquilo que seria expectável para as condições meteorológicas que estamos a viver.
Fica aqui o essencial desta conferência de imprensa do Comandante Nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, na sede da Proteção Civil, em Carnaxide, a dar algumas recomendações à população e também a fazer um ponto de situação dos incêndios. Vamos naturalmente recuperar estas declarações mais à frente nos próximos espaços informativos.
Miguel, a quarta etapa da Volta a Portugal em bicicleta esteve interrompida por causa dos incêndios. Entretanto, já terminou e há um novo camisola amarela.
Agora é Artem Nych que lidera a competição, mas quem venceu esta quarta etapa foi o sul-africano Byron Moonton. A Volta a Portugal chegou a ser interrompida precisamente por causa de um fogo no distrito de Vila Real. Mudou de percurso, foi retomada na meta volante de Vila Real para a subida final até ao Alto da Graça, em Mondim de Basto.
Mudamos de tema. O Hamas acusa Benjamin Netanyahu de contar uma série de mentiras sobre a Faixa de Gaza.
O grupo palestiniano diz que o primeiro-ministro israelita é incapaz de encarar a verdade e que Netanyahu trabalha para distorcer e ocultar esta mesma verdade. São declarações do gabinete político do Hamas à agência France-Presse. É a resposta do grupo extremista a Benjamin Netanyahu, que divulgou hoje o plano para o enclave. O primeiro-ministro israelita diz que quer manter a responsabilidade pela segurança de Gaza, com a administração civil, que não é a de Israel, e recusa também a ideia de que esteja a apoderar-se do território palestiniano.
O nosso objetivo não é ocupar Gaza, é libertar Gaza. Queremos libertá-la dos terroristas do Hamas. A guerra pode terminar amanhã se o Hamas baixar as mãos e libertar todos os reféns. Gaza será desmilitarizada. Israel vai ter responsabilidades de segurança. Vai também ser estabelecida uma zona de segurança na fronteira com Israel para prevenir incursões terroristas futuras. Ainda vai ser estabelecida uma administração civil em Gaza que procure viver em paz com Israel.
Dias depois de ter decidido ocupar Gaza 100% e sob forte pressão internacional para recuar, o líder israelita garante que vai atacar os redutos que restam do Hamas. Em conferência de imprensa, indicou também que deu ordens às Forças de Defesa de Israel para que mais jornalistas estrangeiros possam entrar na Faixa de Gaza.
Na análise, o major-general João Vieira Borges diz que Israel está a dizer ao Hamas que tem uma semana para se render.
Fala mesmo no ultimato de Tel Aviv ao grupo palestiniano.
No fundo, ele está a dizer: "Tem uma semana", tendo em conta que o prazo é de uma semana, "tem uma semana para que o Hamas se renda". Basicamente, é isto que ele está a fazer. E, portanto, ou que se renda ou que desista da opção militar e que vá ao encontro daquilo que foi a decisão de Nova Iorque. Que era, no fundo, uma decisão que, ao contrário do que alguns pensam, era a decisão mais de bom senso e aquela que transformava o Hamas numa organização política com aquilo que já se passou com a OLP há uns anos atrás.
A análise do major-general João Vieira Borges à Rádio Observador. Entretanto, os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia vão reunir-se em conselho extraordinário amanhã, com as guerras na Ucrânia e em Gaza em cima da mesa. Portugal e sete países europeus já vieram condenar o plano israelita para ocupar Gaza e rejeitam de forma categórica qualquer mudança demográfica na região. O Conselho de Segurança da ONU está reunido de urgência este domingo. A embaixadora da Palestina nas Nações Unidas desafia Benjamin Netanyahu a provar que não há fome em Gaza.
Passamos ao futebol. A Supertaça de Inglaterra ficou marcada por uma homenagem a Diogo Jota no início da partida e por uma derrota do Liverpool.
O Crystal Palace conquistou a Community Shield após grandes penalidades no Estádio de Wembley, em Londres. O Liverpool ainda começou a ganhar, mas o empate aos 77 minutos fez com que esta final fosse bem renhida. Terminou com o resultado de 2 x 2 ao fim de 90 minutos. Nos pênaltis, o Crystal Palace levou a melhor, conquistou o troféu pela primeira vez na história do clube e o Liverpool não esqueceu, mais uma vez, Diogo Jota e André Silva, com mais uma homenagem ao início da partida.
Desporto a fechar este Jornal das 7.