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Notícias. Jornal das sete com Miguel Viterbo Dias. E Miguel, o líder do PS acusa o governo de estar a promover um leilão sobre os aumentos salariais.

O secretário-geral do PS aponta falhas à retórica de Luís Montenegro, que ontem manifestou o desejo de aumentar o salário mínimo para 1.600 € à entrada para uma sessão evocativa a Mário Soares. José Luís Carneiro afirmou que o objetivo de todos os políticos é dar melhores condições de vida e melhores salários aos trabalhadores, mas que Luís Montenegro está a transformar isso numa iniciativa que é um leilão com pouca dignidade.

Os termos em que o primeiro-ministro está a apresentar essas propostas, são termos que não dignificam o sentido do compromisso e até a honradez da palavra que se deve dar aos trabalhadores, e que não merecem que lhes faça isto numa altura em que os seus representantes estão a preparar e depois de tomarem uma decisão, naturalmente, muito refletida sobre uma greve geral. É pouco digno de um primeiro-ministro, em vésperas de uma greve geral, estar com esta espécie de leilão de valorizações salariais.

José Luís Carneiro aos jornalistas antes de marcar presença numa sessão evocativa a Mário Soares, que faria hoje 101 anos. O secretário-geral do PS diz que os portugueses merecem um tratamento melhor por parte deste governo.

E em Coimbra, depois da derrocada de um edifício devoluto na Baixa, a presidente da Câmara admite que existe risco de desmoronamento de mais edifícios nesta zona.

Ana Abrunhosa esclarece que está a ser feito um levantamento da situação dos prédios devolutos e que todos os proprietários vão ser notificados com caráter de urgência. Admite que, caso não haja resposta por parte desses proprietários, vai tomar medidas que a lei permite, como a posse administrativa. No entanto, reconhece que a Câmara quer que os proprietários destes prédios assumam as responsabilidades. Ao Observador, Ana Abrunhosa admite preocupação com mais edifícios na Baixa de Coimbra.

Quando somos proprietários de algo, temos que cuidar da nossa propriedade. Em Coimbra, o tempo do desleixo, o tempo em que as pessoas acham que ser proprietário está acima da segurança pública, garanto-lhe que acabou. É vergonhoso o estado de abandono da Baixa e a displicência dos seus proprietários. E também me envergonha estar à frente de uma Câmara que até agora pouco fez para mudar esse estado de situação. Mas as coisas garanto-lhe que vão mudar.

Ana Abrunhosa, em declarações ao Observador. Ontem à noite, na Baixa de Coimbra, um edifício devoluto sofreu uma derrocada. Os detritos atingiram um prédio habitado, que levou à evacuação de 14 pessoas que ficaram desalojadas, com idades entre os sete e os 45 anos, que foram encaminhadas para dois hotéis da cidade.

Passamos ao futebol. O Tondela recebe daqui a pouco mais de uma hora o Futebol Clube do Porto.

Na jornada 13 do campeonato, com o Futebol Clube do Porto a poder aumentar a distância face ao Sporting e ao Benfica, depois do empate a uma bola no derby de Lisboa. Os Dragões entram em campo em Tondela quando forem 20h30. Ontem, na antevisão da partida, o técnico do Porto, Francesco Farioli, assegura que não assistiu ao derby de Lisboa.

The focus it is on our journey in the game of tomorrow. You believe me or not, but yesterday night, at some point, I had the desire to watch the game, but really it was incredible. I had the channel 26 and 28 working, but not the 27, so I couldn't register to watch the game. So I cannot add anything more about this one.

Francesco Farioli dizer que não viu o jogo, não tinha, aliás, a Benfica TV subscrita. Na antevisão desta partida frente a um Tondela que está em 16° lugar e que, apesar de ter apenas nove pontos, o treinador Cristiano Bacci garante que não vai mudar a identidade da equipa.

Nós vamos ter a mesma postura contra todas as equipas. Não vamos mudar porque é o Porto, ou porque é o Benfica, ou porque é outra equipa. Temos as nossas ideias. Nós temos que evoluir nas nossas ideias, apesar da força, sem dúvida, do próximo adversário, que é o Porto.

Cristiano Bacci, na antevisão da partida, que arranca às 20h30 da noite em Tondela e em que o Porto se pode distanciar do Benfica e do Sporting em caso de vitória.

É um jogo que tem relato aqui na Rádio Observador, numa emissão especial que arranca daqui a uma hora. Passamos à Fórmula 1. Lando Norris é o novo campeão do mundo.

O piloto da McLaren terminou o Grande Prêmio de Abu Dhabi no terceiro lugar, uma posição suficiente para assegurar a conquista do título. Conseguiu mais dois pontos do que Max Verstappen e, no fim, não escondeu a felicidade.

É uma sensação incrível. Agora sei um pouco como o Max se sente e quero dar os parabéns a ele e ao Oscar, os meus dois maiores adversários durante toda a temporada. Foi um prazer e uma honra competir contra os dois e aprendi muito com ambos. Foi um ano longo, mas conseguimos. Conseguimos e estou muito orgulhoso de todos.

É a primeira vez que Lando Norris conquista o Mundial de Pilotos. Max Verstappen venceu a última corrida, mas o triunfo não foi suficiente para revalidar o título, num ano para a McLaren, que já tinha conquistado também a liderança do Campeonato de Construtores. Na análise, o editor da seção Auto do Observador, Alfredo Lavrador, fala num triunfo esperado pela situação em que Lando Norris estava no arranque desta corrida.

Não foi propriamente uma surpresa, uma vez que ele estava mais bem colocado e bastava-lhe o terceiro lugar para conseguir vencer. Ainda assim, foi um final de campeonato curioso, uma vez que a McLaren, que está rodada dessas andanças há alguns anos, acabou por ver os seus pilotos bem classificados, em primeiro e terceiro no campeonato. E contra um adversário que toda a gente considera temível, de maneira que foi um excelente resultado. O melhor momento para mim da corrida foi logo na primeira volta, quando Piastri ultrapassou Norris em carros iguais, com a particularidade de Piastri estar com pneus duros.

Alfredo Lavrador, na análise à vitória de Lando Norris, o britânico de 26 anos que conquistou o título mundial de pilotos pela primeira vez.

Vamos ao plano internacional. O enviado de Donald Trump para a Ucrânia disse hoje que o acordo de paz está muito próximo.

Keith Kellogg disse mesmo que estão nos últimos 10 metros para alcançar um acordo de paz. Foram declarações deste responsável norte-americano durante uma intervenção no Fórum de Defesa Nacional, na Califórnia, nos Estados Unidos da América. Acrescentou que o sucesso das negociações depende neste momento do controle total do Donbass e da central nuclear de Zaporíjia. Depois da reunião mais recente com os representantes de Washington, Moscovo insiste que o atual plano ainda precisa de mudanças sérias e radicais.

Já em Israel, Benjamin Netanyahu mostrou-se disponível para avançar para a segunda fase do acordo de cessar-fogo assinado em outubro.

O tema foi abordado durante uma conferência de imprensa com o chanceler alemão Frederik Merz, que está de visita ao país do Médio Oriente. Ainda neste encontro, o presidente de Israel disse discordar sobre o reconhecimento do Estado da Palestina, uma proposta que o chanceler alemão, tal como muitos países europeus, tem vindo a defender ao longo dos últimos meses.

Notícia de fecho do Jornal das Seis.