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E é por aí que começamos esta edição das 19h, Miguel Videira. A informação que está a ser avançada pelo Wall Street Journal: o Pentágono deve ordenar a qualquer momento o envio de 3 mil paraquedistas para o Médio Oriente.
Uma possibilidade que também já havia sido admitida pelo New York Times, a confirmar se vão juntar-se aos perto de 5 mil marines que já estão na região. O que significa o reforço do contingente militar norte-americano no Médio Oriente? Indicia a possibilidade de uma intervenção por terra. O major-general João Vira Borges, ouvido há instantes pelo jornalista Martim Madeira, acredita que sim, que essa é uma possibilidade.
Sim, claramente, a intenção é essa, mesmo com os fuzileiros, juntando a paraquedistas, pressupõe dissuasão no sentido da tomada de decisão negocial por parte do Irão. A intenção é essa, porque uma operação, mesmo com esse número, é uma operação sempre muitíssimo limitada. A tomada de uma ilha é muito perigosa para quem vai desenvolver essa operação militar. Portanto, é uma operação de alto risco. É ganhar mais liberdade de ação para tomada de decisão de operação terrestre, claramente.
João Vira Borges considera que esta intervenção militar por terra comporta riscos, como ouvimos. Diz também que pode significar uma forma de pressão sob o ponto de vista negocial com as autoridades iranianas.
E, entretanto, Donald Trump deu há pouco uma conferência de imprensa, reafirma a vontade do Irão de chegar a um acordo com os Estados Unidos.
E reitera a ideia de que há negociações em curso, apesar de vários responsáveis pelo regime iraniano terem vindo ontem negar quaisquer conversações. Trump diz também que não é fácil encontrar um interlocutor. Sobre a operação militar, diz o presidente norte-americano que está a ser um sucesso.
Estamos a ter um sucesso tremendo no Irão. Tivemos na Venezuela e agora estamos a ter no Irão. Eles não têm mais Marinha, não têm mais Força Aérea, não têm mais equipamentos antiaéreos, nem radares, nem líderes. Os líderes desapareceram todos. Ninguém sabe com quem falar, mas nós estamos a falar com as pessoas certas e eles querem muito fechar um acordo. Vocês não têm nem ideia do quanto eles querem fechar um acordo.
Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, numa conferência de imprensa há instantes, onde reafirmou a vontade do regime iraniano de negociar com os Estados Unidos um acordo de paz e definitivo para a região do Médio Oriente, pese embora ontem vários responsáveis pelo regime de Teerão terem vindo a público negar quaisquer negociações.
E viramos agora atenções para a atualidade nacional. Miguel, a Câmara de Lisboa exonerou Alberto Laplane Guimarães da Secretaria-Geral.
A autarquia liderada por Carlos Moedas informa que Laplane Guimarães deixou de ser secretário-geral da Câmara de Lisboa, mas ressalva é que não está em causa o respeito pelo princípio da presunção de inocência. A Câmara Municipal acrescenta que todos os esforços de Alberto Laplane devem estar focados na defesa que tem que fazer no âmbito da investigação da Operação Lumen. Alberto Laplane foi um dos quatro detidos nesta operação, que desmantelou uma alegada rede de corrupção com a contratação de iluminações de Natal na cidade de Lisboa. A estrutura liderada por Carlos Moedas destaca ainda as décadas de dedicação ao serviço público e a elevada competência revelada por Laplane Guimarães, referindo que o agora ex-secretário-geral trabalhou com seis presidentes de Câmara de vários partidos. Este comunicado da autarquia de Lisboa segue-se à divulgação pública da decisão do juiz de instrução criminal, que ouviu os quatro detidos no âmbito deste processo, e o secretário-geral da Câmara de Lisboa, Alberto Laplane Guimarães, foi suspenso de funções. Uma decisão do juiz de instrução criminal. Ficou também impedido de entrar nas instalações da Câmara e de contactar com funcionários do município e com os restantes arguidos no processo. Há suspeitas de viciação dos concursos públicos a troco de contrapartidas financeiras.
Está a marcar esta tarde também um anúncio do presidente do Chega, ainda não confirmado pelo PSD. Anuncia André Ventura que o PS está fora das escolhas dos três juízes para o Tribunal Constitucional.
É pelo menos o que diz o André Ventura, o presidente do Chega, André Ventura.
Neste momento, temos a garantia de um procedimento que decorreu e que significaria dois magistrados indicados pelo PSD, dois nomes indicados pelo PSD e um nome indicado pelo Chega. Da parte do Partido Socialista, não sei como é que a situação vai acabar, se a birra já acabou ou se ainda não acabou.
André Ventura, ao início da tarde, a vice-presidente da bancada parlamentar do PS, Mariana Vieira da Silva, já veio dizer que um afastamento do Partido Socialista da escolha de juízes para o Constitucional vem mudar a relação com o PSD, aqui incluído um eventual apoio para a aprovação do Orçamento do Estado. Para André Ventura, o importante mesmo é que a composição deste órgão do Tribunal Constitucional, a quem compete em última instância garantir o cumprimento à Constituição, tenha em conta a nova realidade parlamentar.
Capazes de equilibrar ou reequilibrar instituições que, na nossa ótica, como eu disse, estão há muitos anos desequilibradas, sobretudo quando a sociedade tem agora maioritariamente uma nova maioria de centro-direita e direita. E, por isso, o nome é o correto, é-se que indicou, o juiz desembargador Luís Lameiras.
É esta a posição assumida por André Ventura, o presidente do Chega. O Observador, como referia a Esvenessa, procura confirmar junto ao PSD o afastamento do PS da indicação de nomes para o Tribunal Constitucional, até o momento sem sucesso.
O ministro da Educação voltou hoje a defender o aumento de propinas.
No dia em que estudantes de todo o país saíram à rua Para, entre outras reivindicações, pedirem precisamente a abolição desta taxa de frequência no ensino superior. Fernando Alexandre, o ministro, salienta que as propinas são uma importante fonte de receita.
A eliminação da propina seria regressiva, ou seja, seria estarmos a colocar na sociedade o peso todo do financiamento do ensino superior para financiar apenas o acesso por alguns, sabendo nós que quem frequenta o ensino superior, depois tem uma melhoria nos seus rendimentos e nas suas condições de vida. E por isso, aquilo que nós defendemos é que a propina deve até ser atualizada de acordo com a taxa de inflação, porque de facto ela tem vindo a diminuir nos últimos anos. Está congelada, mas tem vindo a diminuir porque temos inflação.
Fernando Alexandre, no final do encontro com dirigentes de associações estudantis de todo o país, que estiveram esta tarde na rua, em Lisboa, numa marcha até à Assembleia da República. David Talete, um dos porta-vozes desta manifestação estudantil, pediu precisamente o fim das propinas e explicou porquê.
Sabemos que o problema do subfinanciamento não é o fim da propina, são as opções do governo. O governo que ameaça aumentar as propinas para acentuar ainda mais o subfinanciamento do ensino superior. São opções políticas. Acabar com a propina, cumprir a Constituição. No ano em que ela comemora 50 anos, é a opção política acertada.
Foi o que se pediu esta tarde nas ruas de Lisboa, o fim das propinas.
E neste Dia Nacional do Estudante, milhares de universitários, como dizíamos, saíram à rua a exigir essas medidas para resolver a crise na habitação. Esse fim das propinas foi tema do explicador. Os três maiores partidos não estão de acordo, Miguel, quanto à atualização das propinas.
Sim, Ricardo Reis, deputado do Chega, defende que o sistema de pagamento de propinas deve ser alterado. É contra o aumento que entende vai sobrecarregar os alunos.
Eu acredito que, como eu disse, o Chega defende que devem existir propinas como questão de financiamento do ensino superior. No entanto, acreditamos também que não devemos estar também a sobrecarregar mais os alunos, e se acreditamos que não, daí também, inclusivamente, termos rejeitado um aumento já proposto no passado pelo próprio ministro.
Sofia Pereira, deputada socialista, que também participou neste explicador, acusa PSD e Chega de andarem de mãos dadas nesta matéria. Diz que a proposta do Chega não pode sequer ser considerada e acusa o PSD de inaugurar residências para estudantes planeadas pelo PS. Sónia Pereira acrescenta que o executivo social-democrata não percebe nada de reformas.
A única coisa que percebem de fazer reformas é anunciar grandes números, mas depois não entregam nada. O custo de vida afoga os estudantes portugueses e as suas famílias. Querem aumentar as propinas. As camas que existem agora e que estão a inaugurar são do tempo do Partido Socialista. Novas obras, nem vê-las. A única coisa que ameaçam é cortar direitos aos estudantes, cortar algumas coisas que já lhes eram garantidas.
Acusação feita por Sofia Pereira. O representante do PSD neste explicador, João Pedro Louro, contraria, diz que se há coisa que o governo do PSD tem sido é reformista e muito em particular no setor da educação.
Explicador que está disponível em podcast. Há ainda uma notícia da área do desporto que está a marcar este final de tarde.
Sim, já terminou a segunda etapa da Volta à Catalunha em bicicleta. O dinamarquês Magnus Cort, da Uno-X, foi o vencedor. O campeão nacional de fundo, Ivo Oliveira, da Team Emirates, alcançou o oitavo lugar. O compatriota João Almeida, da mesma equipa, passou a meta integrado no pelotão e agora 24º na geral, está a 10 segundos do líder, que continua a ser o francês Dorian Godon, da Ineos. Amanhã, etapa três da Volta à Catalunha, tem 159 km, volta a ser uma tirada para os sprinters. A montanha para João Almeida chega na quinta-feira.