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Vamos às notícias. Jornal das nove com edição da Diana Rosa. E Diana, a maioria das obstetras do Barreiro recusa integrar as escalas de urgência regional da península de Setúbal.
Apenas três dos sete obstetras do Hospital do Barreiro aceitaram, até agora, deslocar-se para o Garcia de Orta em Almada, onde vai funcionar essa urgência. Além destes três médicos, também estão dispostos a completar as escalas alguns internos, disse ao Observador fonte conhecedora do processo. A recusa dos médicos em exercerem estas funções de urgência, que lhes é permitida devido à idade, tem dificultado a elaboração das escalas, que, caso a situação não se inverta, terão de ser completadas por médicos tarefeiros. Sem data marcada para a reabertura, a urgência centralizada só deve abrir portas nas próximas semanas, nunca antes do final deste mês. Os autarcas da região têm estado hoje reunidos com a ministra da Saúde. Vamos ficar a conhecer conclusões desse encontro mais à frente nesta noite informativa.
Falamos agora das alterações à lei laboral. O Partido Socialista considera de mau tom a sugestão do líder do PSD para que o PS convença a UGT a regressar às negociações.
Um repto que caiu mal ao partido liderado por José Luís Carneiro. No explicador da tarde política, o deputado Miguel Costa Matos critica as insinuações de que o PS controla a central sindical.
Estar a pedir a um partido que, de certa forma, convença a UGT ou insinuar dessa forma, como já fez o primeiro-ministro, que a UGT é, de alguma maneira, controlada pelo PS, é de muito mau tom. E sabe uma coisa? Acho que não ajuda as negociações. É importante termos melhores leis laborais, mas não se consegue chegar a um acordo quando este é o nível de recreio da escola que o PSD adota a negociar com a UGT.
Miguel Costa Matos apela aos sociais-democratas para que sejam mais sérios e humildes à mesa de negociações.
E o Chega lança outro tipo de desafio ao governo: rasgar o anteprojeto da reforma laboral e começar de novo.
André Ventura culpa o que diz ser a teimosia do primeiro-ministro, da ministra do Trabalho e do ministro das Finanças em negociações sem consensos.
Só há uma solução para esta reforma laboral, para esta reforma que o governo quer supostamente fazer sobre o trabalho: é rasgar e começar novamente. É a única solução que há para uma reforma que foi feita teoricamente para defender mais flexibilidade, mas acabou a atacar os trabalhadores, a gerar mais precariedade e a gerar mais incerteza mesmo nos próprios empresários.
Os partidos mais à esquerda, PCP e Bloco acusam o governo de estar derrotado e isolado neste processo. Um processo que chegou ontem ao fim sem acordo.
E o Observador apurou, entretanto, que o primeiro-ministro pode vir a tomar as rédeas do processo.
Luís Montenegro pode não dar por encerrado e chamar a UGT a São Bento. O presidente da República também reagiu hoje ao estado deste processo, com os apelos a consensos e a um acordo equilibrado para alterar o Código do Trabalho.
António José Seguro foi recebido esta tarde pelo presidente da Câmara Municipal do Porto. Pedro Duarte fala num gesto importante contra o centralismo.
A Invicta foi o último ponto de passagem neste segundo dia das cerimónias de tomada de posse do novo presidente. O autarca Pedro Duarte agradece a visita, considera importante mostrar que há mais país para além da capital.
Há, nesta cerimónia realizada neste local, um importante simbolismo que certifica que a mais alta figura do Estado português olha para o território nacional como um todo e que nos trata por igual. Este é o tempo para a igualdade de oportunidades e para a coesão territorial. É o tempo certo para nos libertarmos de um centralismo degradante, paralisador e opressivo que há demasiadas décadas bloqueia o desenvolvimento do país.
Pedro Duarte, presidente da Câmara Municipal do Porto, a elogiar a moderação do novo presidente da República, acredita que o chefe de Estado vai ser um interlocutor credível no diálogo com o poder local. António José Seguro termina as cerimónias da tomada de posse com um concerto esta noite na Casa da Música, no Porto.
E Diana, os Estados Unidos dizem-se disponíveis para negociar com o Irão enquanto continuam os ataques de ambos os lados.
Donald Trump mostra-se contraditório. Ontem ameaçava um ataque 20 vezes superior por causa do bloqueio do petróleo no Estreito de Hormuz, mas hoje admitiu negociações condicionadas. E agora, o enviado especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente, Steve Witkoff, garante que os norte-americanos estão prontos para negociar. Entretanto, a CBS News avança que os serviços de informação dos Estados Unidos começaram a detetar sinais de que o Irão está a dar passos para colocar minas no Estreito de Hormuz. É dito que o Irão estará a usar embarcações mais pequenas para levar duas a três minas.
E Vladimir Putin negou a Trump a partilha de informações com o Teerão.
Foi num telefonema entre os dois chefes de Estado que foi feito esse desmentido do presidente russo. A informação é confirmada pelo enviado especial Steve Witkoff à CNBC. Diana, neste jornal das 9, vamos também atualizar as notícias de âmbito local. Leiria está preocupada com a demora na resposta às candidaturas aos apoios para a reconstrução de casas danificadas pelo mau tempo. No final de uma reunião da comunidade intermunicipal, o presidente da comunidade, Jorge Vale, esclarece que muitas candidaturas já foram validadas pelos municípios, mas que a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional ainda não avançou com os pagamentos. Já é conhecida a hora de abertura da urgência de obstetrícia no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures. A primeira urgência regional do país abre portas às 9h, na próxima segunda-feira. O anúncio foi feito hoje em comunicado pela direção executiva do Serviço Nacional de Saúde. Em Santarém, o partido Os Verdes contesta o processo de revisão do Plano Diretor Municipal de Almeirim, mas a Câmara rejeita as acusações. O partido ecologista queixa-se de falhas no processo que está em consulta pública até o dia 26, nomeadamente no acesso à documentação e à ausência de sessões públicas. O vice-presidente da autarquia rejeita que existam documentos apenas consultáveis on-line, defende que o atendimento personalizado é mais esclarecedor do que sessões públicas. O álbum Mulheres de Abril, de Cristina Branco, venceu o Prêmio José Afonso, anúncio hoje da Câmara Municipal da Amadora, que é responsável pelo galardão. Por escolha da autarquia, o júri foi presidido pelo compositor Sérgio Azevedo e constituído também pelo compositor Pedro Teixeira da Silva, em representação do Teatro Nacional de São Carlos, ainda a vencedora do ano passado, Amy Carl. Em Aveiro, o município de Águeda vai receber pela segunda vez uma extensão do Festival Crioujazz da Cidade da Praia, Cabo Verde, um certame dedicado ao estilo jazz, como o próprio nome indica, com o pendor crioulo. Decorre entre os dias 27 e 29 de abril, na programação, destaque para o grupo musical Os Tubarões, no primeiro dia do evento. Em Gondomar, há mais de mil vagas para as férias durante a Páscoa para crianças entre os 6 e 14 anos. É uma iniciativa da Câmara Municipal, que oferece um conjunto de atividades culturais, desportivas e científicas. A edição deste ano decorre entre os dias 30 de março e 10 de abril.