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São agora 9h20, voltamos a ter notícias. É tempo ainda de intervalo na jornada 10 entre Porto e Estoril. António José Soares, a começar com política. Afinal, o governo não está disponível para discutir o direito à greve dos profissionais de polícia. É uma posição transmitida num comunicado do Ministério da Administração Interna, enviado esta noite aos jornalistas.

O esclarecimento surge depois das declarações deste domingo de Margarida Blasco. À saída do Congresso da ASPA, a governante deu a entender que o direito à greve nas polícias poderia figurar entre os pontos em discussão nas negociações previstas para janeiro.

Vamos começar no dia 6 de janeiro um conjunto de revisões e é um ponto que pode estar, e estará com certeza, em cima da mesa. Neste momento, não lhe vou dizer se sim ou se não, porque vai ter que ser submetido a um estudo.

A Ministra da Administração Interna, em declarações no final do Congresso da ASPA, que terminou hoje em Lisboa.

Horas depois, em comunicado, o gabinete de Margarida Blasco veio dizer que o programa do governo é claro quanto ao objetivo de valorização e dignificação da carreira dos profissionais de polícia.

A nota diz que a posição do executivo não deixa margem para dúvidas. Nesse diálogo, pode ser discutida a representação laboral, os direitos sindicais, mas não o direito à greve. Este comunicado acrescenta ainda que a interpretação das declarações proferidas pela ministra apenas é atribuível a quem a fizer e em momento algum pode vincular o Ministério da Administração Interna, que tudo tem feito para, com respeito pelas partes envolvidas, cumprir o programa do governo.

E agora também na saúde, o Ministério da Saúde vai abrir uma auditoria interna no Instituto Nacional de Emergência Médica.

A tutela quer apurar as circunstâncias das duas mortes em Tondela e Bragança, que ocorreram aparentemente por atrasos no socorro por parte do INEM. Numa nota à imprensa, o Ministério da Saúde dá conta de que pediu a Sérgio Dias Janeiro, presidente deste instituto, uma auditoria interna que deve ser entregue até ao fim do mês. O inquérito deve também analisar atrasos no atendimento de outras chamadas de emergência, numa altura em que os técnicos estão a realizar uma greve de zelo. Nesta nota enviada ao Observador, o ministério lamenta as mortes ocorridas.

Entretanto, lá por fora, o rei de Espanha diz que é necessário compreender a frustração de muitas pessoas e apela à presença do Estado.

São declarações de Felipe VI, num vídeo partilhado pela família real na rede social X, após uma visita a Paiporta, na região de Valência, que foi marcada por momentos de tensão. As palavras do monarca foram proferidas numa reunião de coordenação dos trabalhos de emergência.

É preciso compreender a raiva e a frustração de muitas pessoas pelo mal que passaram e também pela dificuldade em compreenderem como funcionam todos os mecanismos de emergência. Também temos que dar atenção a outros lugares, municípios e províncias que foram igualmente afetados.

Neste vídeo publicado pela família real espanhola na rede social X, Felipe VI agradece também aos serviços de emergência pelo trabalho naquela que descreve como uma catástrofe monumental.

Quanto a Pedro Sánchez, diz que situações de violência não fazem o governo desviar-se do trabalho que tem que fazer.

Na primeira reação aos episódios de que foi alvo hoje na visita à cidade de Paiporta, uma das mais afetadas pela tempestade na região de Valência, o primeiro-ministro espanhol desvaloriza os acontecimentos. Ao fim da manhã, vários populares atiraram pedras e objetos contra o carro de Pedro Sánchez na visita à região. Durante uma curta caminhada pelas ruas, foram arremessados objetos e lama contra a comitiva, que era liderada pelo rei Felipe VI. O monarca ia visitar outra cidade, mas depois dos incidentes em Paiporta, a visita a Chiva foi cancelada.

Entretanto, no futebol, o Porto vence a esta hora o Estoril, no Estádio do Dragão, por 2x0.

É um jogo a contar para a 10ª jornada da Liga, que está, como disseste, no intervalo. Os gols dos Dragões foram marcados por Namaso e Pepê. O relato e a análise regressam aqui à Rádio Observador logo a seguir a este noticiário.

Agora 9h25. Tempo agora também para informação de âmbito local.

Os trabalhadores da empresa Nobre, em Rio Maior, vão estar em greve amanhã e na terça-feira. Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação confirmou que vai ser a 16ª paralisação por falta de acordo entre os trabalhadores e a administração, que alegadamente recusa negociações. A obra da nova Central de Mobilidade de Leiria começa amanhã. Vai ser junto do Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa. A infraestrutura vai substituir a atual estação rodoviária localizada no centro da cidade. Com mais de 2 mil m², a nova central vai ter uma praça de táxis, espaço para 15 autocarros e um edifício com sala de espera com vista para todo o cais, com uma capacidade para 100 pessoas. Em Aveiro, uma startup brasileira criou um osso humano a partir de gesso. Do Sertão de Pernambuco sairá a matéria-prima, que pode ajudar na recuperação ortopédica ou dentária. Ceiça Campos Costa, presidente da empresa, diz que a missão é promover a saúde óssea. A Câmara Municipal da Amadora e a Escola Superior de Teatro apresentam a 10ª Mostra de Cinema 2024. Vai decorrer entre os dias 5 e 8 de novembro, nos Recreios da Amadora. A entrada é livre e limitada à lotação da sala. Depois de sete anos, a Meia Maratona de Almada está de volta. Está marcada para 10 de novembro e tem como ponto de partida o Cristo Rei. Está prevista a participação de 2 mil atletas. As inscrições estão abertas no site até à próxima sexta-feira. A comunidade ciclista da Trofa vai organizar um evento de sensibilização e formação de suporte básico de vida. A atividade vai ser conduzida pelos Bombeiros Voluntários da Trofa no dia 17 de novembro, às 11h30 da manhã. Durante a formação, os ciclistas terão a oportunidade de aprender e praticar várias técnicas de suporte básico de vida. O objetivo é ensinar aos participantes conhecimentos essenciais que poderão aplicar em situações de emergência.

Notícias então no intervalo deste Porto-Estoril com António José Soares. A informação estará de regresso no final da partida. Até já.

Até já.

Até já. Um grande abraço.