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De observadores.
Começa agora o Jornal das 9, edição da jornalista Laura Figueiredo. Laura, em dia de Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, Donald Trump e Volodymyr Zelensky estiveram juntos, hoje reunidos.
No final do encontro, o presidente ucraniano classificou esta reunião como produtiva e positiva. Afirma que tanto os Estados Unidos como a Ucrânia querem o fim do conflito ainda antes do inverno. Na rede social X, Zelensky revela que discutiu com Donald Trump potenciais passos para uma desescalada que possa abrir caminho para a diplomacia. Ora, Volodymyr Zelensky não confirmou que a Ucrânia vá produzir mísseis Patriot, mas indicou estar grato pelas delegações continuarem a trabalhar nesse assunto. Ainda antes desta reunião, os dois líderes falaram aos jornalistas. O presidente ucraniano agradeceu a ajuda dos Estados Unidos e disse que quer o fim da guerra ainda antes do inverno, diz que é uma altura difícil para os ucranianos.
"Muito obrigado, presidente, por esta reunião. Obrigado pelo apoio pessoal e muito obrigado pela assinatura da lei Lindsey Graham. Obrigado, Jared e Steve, pela reunião e por terem vindo à nossa capital. Espero que esta guerra acabe. E o presidente Trump vai ajudar-nos a que ela termine. E o que temos de fazer é que seja o mais rápido possível, antes do inverno."
Já Donald Trump não assegurou que vai existir uma reunião tri lateral.
"Eu não sei se ele se vai reunir. Já tivemos uma reunião no Alasca. Acho que ele pode fazer outra. Não sei sobre Miami. Ele vai reunir-se. Ele quer que a guerra termine. Eles querem ambos que a guerra termine. Está na hora, muitas pessoas estão a morrer. Eles não querem isso."
Donald Trump e Volodymyr Zelensky, em declarações aos jornalistas antes do encontro entre os dois líderes.
E António Guterres discursou hoje pela última vez na ONU e atacou as superpotências. Trump falou depois e garantiu que a América está de volta.
Num longo discurso, Donald Trump deixou mensagens para o Irão, para a Rússia, para Cuba e também recados para todo o mundo ao dizer: "America is back". O presidente norte-americano quis mostrar trabalho e, Martim Madeira, puxou dos galões para se posicionar como a maior superpotência do mundo.
"A América está de volta", é a principal mensagem de Donald Trump. Num discurso de 30 minutos, mais ou menos, que mais pareceu um Estado da Nação, Trump tocou em vários pontos sobre a guerra no Irão. Afirma que tem uma decisão difícil em mãos.
"Tenho uma grande decisão a tomar. Será que se chegará a um acordo com o Irão que lhes permita reconstruir e criar um país muito maior do que alguma vez foi? Ou devo aniquilar a República Islâmica e fazê-lo rapidamente, sem lhes dar nunca a oportunidade de voltar a matar e destruir pessoas e países?"
Do Irão, Trump passou a Cuba, para garantir que a liberdade vai chegar ao país.
"Communism will never be coming to America, but freedom will be coming to Cuba."
E de Cuba passou à Ucrânia, com a garantia de que o conflito vai acabar mais rápido do que se pensa. Ainda sobre guerras, desta vez uma pessoal, com uma organização independente, o presidente norte-americano afirma que os Estados Unidos não se vão reger pelo Tribunal Criminal Internacional.
"Nunca permitiremos que militares norte-americanos ou qualquer outra pessoa sejam investigados ou submetidos a julgamentos farsa por um tribunal antiamericano sem jurisdição sobre nós. São um grupo de pessoas maléficas."
Por fim, Trump fala na inteligência artificial para garantir que os Estados Unidos estão a vencer a corrida.
"Whoever wins, super intelligent wins. And we're leading now over China by a lot and everyone else."
Um discurso em Nova York que serviu para Trump engrandecer os Estados Unidos e com direito a um pedido final, para que a inteligência artificial passe agora a chamar-se superinteligência.
Martim Madeira, com os detalhes da Assembleia Geral da ONU. Hoje, antes, António Guterres afirmou que as superpotências não conseguem resolver todos os problemas e apelou à cooperação entre os diferentes países. Quanto aos conflitos em curso, voltou a criticar a atuação de Israel nos territórios palestinianos, mas também a atuação da comunidade internacional. Diz que a solução de dois Estados está a esfumar-se diante dos olhos de todos.
E agora em Portugal, Laura, o incêndio em Santo Tirso mobiliza a esta hora mais de 250 bombeiros.
O fogo obrigou já a retirada de todos os moradores de uma urbanização e levou também ao corte da Estrada Nacional 105. De acordo com a Proteção Civil, centenas de moradores tiveram de ser retirados da urbanização do Vale do Pisão por volta das 16h30. O incêndio está nesta altura próximo do Aeródromo da Maia e também ameaça algumas habitações. O incêndio teve início às 15h e tem, nesta altura, duas frentes ativas.
E o ministro da Defesa lamenta as acusações lançadas pelo Chega sobre a compra de fragatas.
Nuno Melo acusou o Chega de fazer uma difamação miserável do trabalho do Ministério da Defesa em relação à compra de três fragatas para a Marinha Portuguesa. Em causa estão os comentários que André Ventura e Pedro Frazão fizeram sobre as notícias relacionadas com o negócio, em que alegam que há uma comissão de 90 milhões de euros para uma empresa portuguesa. Ora, Nuno Melo lembra que o programa europeu Safe, que financia a compra de equipamentos militares, não permite a existência de empresas intermediárias e que a escolha dos equipamentos foi exclusivamente técnica. Numa audição na Comissão Parlamentar da Defesa, o ministro da tutela critica as expressões utilizadas pelo Chega para o atacar durante o verão.
Pedro Frazão e o presidente André Ventura, do Chega, ultrapassaram todos os limites do combate político. Mentiram premeditadamente Deturparam factos, difamaram e fizeram afirmações gravemente lesivas do bom nome, da honra e da consideração de pessoas e de instituições, dos quais muitos servidores públicos, um deles está aqui ao meu lado, que é atingido diretamente por estas afirmações. A mim próprio, naturalmente, ao Ministério da Defesa Nacional e ao CDS.
Nuno Melo ouvido na Comissão de Defesa, ministro que começou a audição por perguntar se devia esperar pela presença de André Ventura e Pedro Frazão para responder diretamente a quem o tem atacado.
E em resposta a André Ventura, reitera que o negócio das fragatas continua muito mal explicado.
O presidente do Chega acusa Nuno Melo de perseguir políticos que procuram esclarecimentos e mantém as dúvidas quanto à maneira como foi feito o negócio.
O negócio das fragatas foi mal explicado, de como continua, também por opacidade do senhor Ministro da Defesa, a não ser explicado, e como ainda temos muito para perceber, porque o Governo não quis explicar. O que sabemos ao dia de hoje? Que o Brasil não quis estes materiais, que Itália pagou muito menos por eles e o ministro da Defesa não nos consegue dizer que equipamentos é que aquelas fragatas têm, que comissões, se é que comissões, é que se pagaram e quer meter processos aos políticos por pedirem esclarecimentos.
Declarações de André Ventura em Santarém, numa visita à Associação de Agricultores do Ribatejo, onde aproveitou para uma vez mais apelar ao PS para que na quinta-feira vote ao lado do Chega para baixar o imposto sobre os combustíveis. Diz André Ventura que José Luís Carneiro não tem qualquer motivo para não o fazer.
E agora com oito minutos para lá das 9, Laura, vamos às notícias de âmbito local.
E começamos por Almada. A Polícia Marítima encontrou esta madrugada quase 6 mil litros de combustível num barco abandonado. No total, foram apreendidos 293 recipientes com mais de 5 mil litros de combustível, além da embarcação e da viatura. Polícia Marítima de Lisboa contou com o apoio da Capitania do Porto de Lisboa e também da GNR. Em Sintra, a Câmara vai prolongar o estacionamento pago junto à Praia Grande e à Praia das Maçãs durante todo o ano. O presidente da Câmara, Marco Almeida, disse que a operação do verão foi um sucesso na regulação do acesso às praias. Isto acontece depois de a autarquia ter aprovado o estacionamento pago apenas na época balnear e isentar de pagamento nos primeiros 15 minutos em todo o concelho. No Cadaval foi sentido um sismo de magnitude 2.7 na escala de Richter esta terça-feira. De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, o abalo foi registado pouco depois das 15h. Não foram registados danos. Foi ainda sentido também no concelho do Bombarral, mas com menos intensidade. Em Espinho, o município vai investir mais de €250 mil no reforço da proteção civil. Os novos equipamentos vão reforçar a autonomia energética, as telecomunicações críticas, o alojamento de emergência e a capacidade de resposta perante inundações e outras situações de emergência. Os investimentos resultam das conclusões e recomendações dos relatórios elaborados na sequência do apagão de 2025 e também das tempestades que afetaram territórios no início do ano. No Porto, foi detido um suspeito de falsificar centenas de contratos de arrendamento para legalizar imigrantes. De acordo com a Polícia Judiciária, o homem de 36 anos usava contratos falsos para obter atestados de residência e iniciar processos na AIMA. O homem vai agora ser presente a primeiro interrogatório no Tribunal de Instrução Criminal do Porto. Na Marinha Grande, a Câmara Municipal abriu concurso público para a reabilitação das bibliotecas. Em nota de imprensa, a autarquia refere que a obra acontece depois de estragos causados pela tempestade Kristin. O procedimento vai custar mais de €300 mil.
E assim fechamos o Jornal das Nove, edição da jornalista Laura Figueiredo. Laura, até já.
Até já.
Já a seguir fique com o Gabinete de Guerra.