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Campanha eleitoral. Notícias das 10 com a Laura Figueiredo. Laura, o governo vai afastar-se a administração da Unidade Local de Saúde do Hospital São José, em Lisboa. Para o cargo, escolheu um militante do PSD.

De acordo com a informação apurada pelo Observador, Rosa Valente de Matos, a atual presidente do Conselho de Administração da ULS de São José, não vai ser reconduzida. A dirigente da ULS é também militante socialista e membro do Secretariado Nacional do PS, admite que o vínculo partidário possa ter pesado na decisão do governo. Esta é apenas uma das mudanças na calha nas administrações dos hospitais do SNS, João Lourenço.

Rosa Valente Matos assegura que a decisão partiu exclusivamente da vontade do governo e da direção executiva do Serviço Nacional de Saúde. Perante o silêncio da tutela, a dirigente hospitalar pediu uma reunião com a ministra Ana Paula Martins. Só aí é que teve conhecimento da dispensa. A atual dirigente da ULS de São José é também militante socialista e membro do Secretário Nacional do PS, admite que o vínculo partidário possa ter pesado na decisão do governo. Para substituir Rosa Valente Matos, está na calha Miguel Paiva, militante do PSD. Já foi presidente da Concilia Social Democrata de Vila do Conde e liderou nas últimas eleições autárquicas a candidatura da Coligação PSD-CDS à Assembleia Municipal daquele Conselho do Distrito do Porto. Outro Conselho de Administração que não vai continuar em funções, apurou o Observador, é o da Unidade Local de Saúde de Coimbra. Alexandre Lourenço, atual líder, diz não ter recebido nenhuma indicação sobre a continuidade no cargo. Em janeiro deste ano, a Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares deixou críticas ao governo depois de o executivo ter afastado nove conselhos de administração de ULS, substituindo, em parte dos casos, dirigentes com ligações ao Partido Socialista, por outros com ligações ao PSD.

Jornalista João Lourenço, com as mudanças dentro dos conselhos de administração dos hospitais públicos, o Observador questionou o Ministério da Saúde para perceber o que motivou a substituição da administração da ULS de São José e que outras substituições de conselhos de administração estão previstas, mas não obteve resposta. Já a direção executiva do Serviço Nacional de Saúde diz que não comenta nomeações que ainda não aconteceram.

Laura, um militar da GNR armado está barricado no posto da GNR de Felgueiras. O homem foi condenado a três anos de prisão por burlas superiores a €400 mil.

De acordo com a GNR, o militar barricou-se já por volta das 15h. As autoridades montaram, entretanto, um perímetro de segurança nas redondezas. Acionaram também vários meios para local, incluindo uma equipa de negociadores do Porto. O militar colocado à data das burlas no posto da GNR de Fafe, tem 13 anos de cadeia para cumprir por instigar um esquema de burlas superiores a €400 mil. De acordo com o Ministério Público, o esquema permitiu ao arguido e à mulher terem uma vida de luxo. Os pais do militar da GNR também foram condenados.

E os doentes urgentes estão a enfrentar uma espera de mais de seis horas para serem atendidos na urgência do Amadora-Sintra. Ainda assim, o diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde rejeita um cenário de caos nas urgências.

Álvaro Santos Almeida diz que a média nacional é de 1h20 e que o caso do Hospital Fernando Fonseca, o Amadora-Sintra, não espelha o que se passa no resto do país.

Esse problema no Hospital Fernando Fonseca é um problema que nos mantém acordados muito tempo, que mantém nós, direção executiva do SNS, muito ativos para tentar resolver, mas não pode ser confundido com a situação geral do SNS. Uma coisa são os problemas do Hospital Fernando Fonseca, que são importantes, que são sérios, que têm tempos de resposta exagerados. Outra coisa é a norma do SNS.

O diretor-executivo do SNS lembra que o período entre o Natal e a passagem de ano é tradicionalmente muito difícil por causa do aumento dos casos de gripe, a coincidir com o período de férias de muitos profissionais de saúde. Realça também que a maioria dos hospitais já ativou os protocolos de contingência.

Falamos agora das presidenciais. António José Seguro apela aos eleitores de esquerda para que concentrem os votos na candidatura apoiada pelo PS. Diz que é a única capaz de chegar à segunda volta.

Ainda assim, o candidato garante que não contactou nenhuma candidatura mais à esquerda para desistir da corrida presidencial. É uma explicação que chega depois do apelo feito ontem pelo secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, para que outros candidatos desistam a favor de Seguros, neste caso, Catarina Martins, António Filipe e Jorge Pinto. Ora António José Seguro vê esse pedido como natural.

É um apelo normal, é um apelo natural, porque há um facto incontornável: só a minha candidatura pode estar na segunda volta. E como só passam dois, eu penso que é desejável, até para o país, que exista um candidato oriundo da esquerda e do centro-esquerda e um candidato oriundo da direita, e não um candidato da extrema-direita e um candidato da direita que cada vez se tem aproximado mais da extrema-direita.

E questionado sobre se o próprio contactou alguma candidatura diretamente para desistir, António José Seguro diz que não, nem em público, nem em privado.

Eu não faço coisas à porta fechada, é tudo às claras.

António José Seguro, que esteve hoje em campanha por Vila Franca de Xira.

Enrico Veiga Melo diz ter sido vítima de uma tentativa de assassinato de caráter.

Hoje, a Procuradoria-Geral da República esclareceu que o candidato presidencial não é arguido no caso que investiga ajustes diretos nos tempos em que Gouveia e Melo era comandante naval. Foi notícia esta semana que durante esse período, entre 2017 e 2020, houve 57 contratos celebrados entre a Marinha e uma mesma empresa. O Ministério Público esclarece que Gouveia e Melo não é arguido, mas está a correr um inquérito já em fase final. Ora, na reação ao caso de campanha, que está a marcar esta última semana do ano e em que é visado, o candidato presidencial diz que não deve nada a ninguém.

De repente

Aparece a 18 ou 19 dias das eleições como sendo eu o alvo da investigação. Quem é que fez isso? Os senhores é que sabem. Os senhores sabem ler tão bem como eu. Portanto, eu não vou ter que dizer mais nada. E a população percebeu perfeitamente o que é que estava aqui em causa, numa tentativa de assassinato de caráter. Foi isso que aconteceu.

Henrique Gouveia e Melo insiste que é estranho o momento em que esta investigação, que começou ano passado, volta agora a emergir, garante também que não se esconde detrás de nenhuma função e que não foge a respostas. Espera, no entanto, que as próximas duas semanas de campanha oficial não façam do roteiro presidencial uma campanha de casos. E os candidatos presidenciais esperam gastar perto de cinco milhões de euros na campanha eleitoral. Os dados foram divulgados pela Entidade das Contas e Financiamentos Políticos. Luís Marques Mendes é o candidato que estima gastar mais dinheiro para tentar convencer os eleitores. O candidato apoiado pelo PSD vai investir cerca de 1 milhão e 300 mil euros. Já António José Seguro tem uma despesa prevista de 1 milhão e 13 mil euros, com Henrique Gouveia e Melo a estimar um gasto na casa de 1 milhão de euros. Abaixo desses valores, vem André Ventura, com orçamento na casa dos 900 mil euros. Já João Cotrim Figueiredo prevê gastar 500 mil euros nesta campanha. Estes candidatos seguem-se com alguma distância. António Filipe, que prevê um gasto de 395 mil euros, Jorge Pinto com uma despesa prevista de 97 mil, Catarina Martins com pouco mais de 50 mil euros. Este orçamento apresentado pela Entidade das Contas e Financiamentos Políticos revela também que o valor é mais alto do que nas últimas eleições presidenciais, altura em que a despesa total de todos os candidatos não chegou a 4 milhões de euros. E o líder parlamentar do PS diz que os socialistas não têm de acertar com o Chega uma lista conjunta de juízes para o Tribunal Constitucional. Eurico Brilhante Dias adianta que o Partido Socialista está disponível para uma lista com o PSD, isso sim, para haver equilíbrio nas escolhas e admite-se alargar a discussão a outros partidos que sejam democráticos. Mas com o Chega, não.

O Partido Socialista não tem que conversar com o Chega sobre aspetos que são infrastruturais do país e muito menos da Constituição. Chega é um partido antissistema, que se apresenta antissistema, como antissistema. Que tem propostas sempre em confronto com a Constituição e com o próprio Tribunal Constitucional, como vimos em algumas das reações desse partido às decisões do Tribunal Constitucional.

O líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, entrevistado no programa Sofá do Parlamento. A votação para os órgãos externos à Assembleia da República, como é o caso do Tribunal Constitucional, estava prevista para este mês, mas foi adiada. É a terceira vez nesta legislatura. Prevê-se que a votação aconteça só depois das eleições presidenciais. Nove minutos para lá das 10 da noite, Laura, que outras notícias estão em destaque? O Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia critica a decisão do governo de suspender o Sistema Europeu de Controle de Fronteiras no Aeroporto de Lisboa. Bruno Pereira, presidente do sindicato, considera que a segurança nacional fica fragilizada com a suspensão do sistema. Sublinha que os cidadãos fora do espaço Schengen vão voltar a ser controlados sem qualquer tipo de recolha de dados biométricos. A Madeira vai poder manter o tradicional fogo de artifício da passagem de ano. O espetáculo chegou a estar em risco devido ao mau tempo, mas afinal, o aviso do Instituto Português do Mar e da Atmosfera está em vigor só a partir das 3AM de dia 1. O anúncio foi feito pelo presidente do governo regional, Miguel Albuquerque, mas sempre com a ressalva de que as autoridades vão estar atentas às previsões do IPMA. Sidny Cabral é a nova contratação do Benfica. O lateral direito chega ao Estádio da Luz, vindo do Estrela da Amadora. O jogador cabo-verdiano assinou contrato até 2030. O negócio ficou fechado na casa dos 6 milhões de euros.