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São 10 em ponto. Edição das 10 com António José Soares. E António, se as eleições presidenciais fossem hoje, António José Seguro seria eleito com 57,3% dos votos.
Já André Ventura teria 27,2%. São os números da sondagem diária deste sábado da Pitagórica para a TVI, CNN Portugal, JN e TSF. A Tracking Pool mostra uma descida de 0,5 pontos percentuais para Seguro e de 0,1 para André Ventura face ao dia de ontem. O resultado do apuramento dos três últimos dias de trabalho de campo resultou numa amostra de 608 entrevistas, com um grau de confiança de 95,5% e uma margem de erro máxima de 4,06.
E André Pestana vai apelar ao voto em António José Seguro na segunda volta das presidenciais, isto para garantir a derrota de André Ventura.
O anúncio foi feito hoje pelo ex-candidato presidencial, que obteve 0,2% na primeira volta. André Pestana diz que a decisão foi tomada numa reunião da candidatura e justifica a escolha com a necessidade de travar um retrocesso vincado nos direitos dos trabalhadores, jovens e reformados, e acrescenta que o voto em António José Seguro é um mal menor.
Seguimos agora nesta edição das 10 com as consequências do mau tempo. Um homem morreu esta tarde ao cair de um telhado que estava a reparar no concelho de Alcobaça, em Leiria. E António, é a segunda vítima mortal deste tipo de acidente no dia de hoje.
É verdade, Vicente. De acordo com a Agência Lusa, que cita a GNR, o acidente aconteceu na localidade de Bairro, com o alerta a ser dado pelas 17h30. Já o comandante dos Bombeiros Voluntários de Alcobaça explica que a vítima de 66 anos caiu de uma altura de cerca de quatro metros quando fazia reparações no telhado. Leandro Domingos adianta que à chegada ao local o homem já estava em paragem cardiorrespiratória.
E no mesmo distrito, também hoje, um homem de 73 anos morreu ao cair do telhado que reparava, desta feita no concelho da Batalha.
E perante estes dois acidentes mortais, o Comando Territorial de Leiria da GNR apela à máxima cautela na reparação de telhados e pede à população que não arrisque a vida na sequência dos estragos causados pelo mau tempo. A força de segurança sublinha que estes trabalhos em altura são de elevado risco e vai recomendar que as intervenções sejam feitas com todas as condições de segurança, de preferência por profissionais qualificados e com equipamento adequado.
E, entretanto, a Marinha Portuguesa já está a ajudar as populações das regiões mais afetadas pela depressão Cristina.
É verdade, está no terreno e disponibilizou cinco geradores para o apoio de várias localidades dos municípios da Batalha, Figueira da Foz, Marinha Grande e Ourém. São ao todo 54 militares, 11 viaturas, seis botes e três drones, para além do material necessário para desobstruir edifícios e estradas. Estão ainda a caminho de Leiria 40 fuzileiros e um grupo de técnicos de eletricidade para apoiar os restantes militares no terreno. Em declarações à Rádio Observador, o porta-voz da Marinha, o comandante Ricardo Sá Granja, explica que hoje foi o segundo dia de operações no terreno.
A Marinha, efetivamente, já está no terreno desde ontem. Portanto, ontem, sob coordenação do ENP, através da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, foram-nos solicitados dois geradores para apoio aos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande. Numa fase inicial, nos termos da lei, nomeadamente da Lei de Bases da Proteção Civil e da Lei Orgânica de Bases da Organização das Forças Armadas, o apoio das Forças Armadas à Proteção Civil decorreu a pedido da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e sob coordenação do Estado-Maior General das Forças Armadas.
O porta-voz da Marinha, entrevistado esta noite pela Rádio Observador.
E a Proteção Civil da região de Coimbra está a pedir às populações do Vale do Mondego para se prepararem para possíveis cheias na próxima semana. Isto, António, devido à forte chuva prevista a partir já de domingo à noite.
Este aviso, Vicente, foi dado em conferência de imprensa esta tarde. O comandante sub-regional avisou que as zonas mais vulneráveis das margens esquerda e direita do Mondego, entre Coimbra e Figueira da Foz, podem ser inundadas pelo aumento do caudal e pelas descargas da barragem da Aguieira. Carlos Luís Tavares avisa os moradores em zonas vulneráveis que devem estar de sobreaviso e preparados para as cheias, reforçando que é preferível abandonar a casa e perder bens do que arriscar a vida.
Entretanto, António, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente garante que Espanha não vai enviar muita água para Portugal este fim de semana.
É uma notícia avançada pela Agência Lusa. O responsável falava aos jornalistas à margem de uma iniciativa sobre biorresíduos em Matosinhos. José Pimenta Machado diz que vem aí uma semana muito difícil e que a gestão é feita de minuto a minuto e, nesse sentido, confirmou que houve um bom entendimento com Espanha e que os nossos vizinhos não vão enviar muita água, principalmente através dos rios Tejo e Douro.
Que a Espanha, no Tejo, neste fim de semana, temos acordo articular, não vai enviar muita água para Portugal, não vai lançar grandes quantias para Portugal. E, portanto, dá-nos uma oportunidade de nós podermos abrir o Tejo português, que é no Zêzere, e baixar as barragens do Zêzere para minimizar a cheia no fundo do caudal, a secção de concelho de Canhão Mourão. No Douro, igual.
O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente mostrou-se ainda confiante sobre o rio Douro, mas diz que risco zero não existe. Explicou também que durante este fim de semana estão a ser feitas descargas para preparar as albufeiras para os próximos dias de chuva.
E em Leiria, a Câmara está a pedir à população para deixar de entregar os alimentos e artigos de higiene.
O município explica que os bens entregues ultrapassam o necessário e apela à contenção solidária para evitar desperdício e problemas de armazenamento. A autarquia adianta ainda que a recolha do lixo acumulado já começou e se vai alargar de forma progressiva a todo o concelho. Segundo a Câmara de Leiria, as equipas de limpeza estão no terreno e vão tentar repor o mais rápido possível a normalidade na recolha de resíduos urbanos.
E Luís Montenegro convocou um Conselho de Ministros extraordinário para amanhã de manhã.
O objetivo é analisar a situação de calamidade, as medidas de prevenção para os próximos dias e a recuperação das zonas afetadas pela depressão Cristina. Entretanto, Marcelo Rebelo de Sousa diz acreditar que o primeiro-ministro está preocupado com as consequências da tempestade e foi por isso que convocou esta reunião do Governo para este domingo. O presidente da República considera que Luís Montenegro ficou com uma ideia mais clara do que se passa no terreno depois de ter visitado as regiões afetadas.
O senhor primeiro-ministro está muito preocupado e eu acho que ele está nesta onda. Ele tem a noção Que isto é muito mais extenso e muito mais grave do que poderia parecer à primeira vista. E sendo assim, que o Governo deve intervir e intervir com urgência. Esse Conselho de Ministros é um exemplo disso mesmo. O senhor Primeiro-Ministro cancelou compromissos externos, avança para o Conselho de Ministros, porque sente que logo no começo da semana se deve, por um lado, olhar para o que aconteceu e prevenir o que ainda pode acontecer.
Marcelo Rebelo de Sousa sublinha ainda a importância dos fundos europeus. Lembra que a situação nas zonas afetadas, no que diz respeito à água e à eletricidade, não se vai resolver num dia. Vicente, que tal te parece fecharmos este noticiário com guitarras, emoção e uma daquelas músicas que parecem feitas para despedidas em grande?
Ora, António, parece muitíssimo bem. Mostra lá isso. E está-me a querer parecer que vamos terminar aqui em modo Dire Straits. É isso, António?
É isso mesmo, Vicente, mas em versão Brothers in Band. Este fim de semana, a banda de tributo aos Dire Straits está em Portugal, esta noite em Lisboa. Ontem estiveram no Porto e amanhã viajam até Braga.
E este espetáculo tem algum tema especial ou em particular?
Tem, Vicente. Celebra os 40 anos do álbum Brothers in Arms e recria a digressão mundial de 1985 e 86 dos Dire Straits.
E estamos, na verdade, a ouvir de fundo, no fecho desta edição das 10, com António José Soares, que está de regresso às 10h30 para atualizar as notícias.
Diz-me uma coisa, não tens curiosidade em saber quem é este Mark Knopfler que está a cantar?
Tenho sim, senhor.
Bem me parecia.
Estava aqui a olhar para o tempo e deixei fugir-me a curiosidade.
Pensavas que era o Mark Knopfler, mas não é.
Não é, mas é muito parecido. Eu achava que era, precisamente.
Não. Este é o vocalista desta banda de tributo, é o italiano Angelo Fumarola, que assume então a voz e a guitarra solo. O resto da banda, estás a ouvir? Parece que é a mesma sonoridade e atmosfera dos Dire Straits. Por isso, esta banda é considerada um dos mais reputados tributos internacional quando falamos dos Dire Straits.
O Herman José dizia que o Mark Knopfler não era nada simpático, vai na volta. Este senhor até será mais e não se perderá nada por aí. E aí está uma excelente maneira de fechar este noticiário com a sonoridade, como dizíamos, dos Dire Straits, em modo Brothers in Band. Agora sim, António José Soares, um grande abraço. Até às 10h30.
Até às 10h30, Vicente.