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As notícias. Jornal das 10, com edição da Diana Rosa. Diana, os autarcas da margem sul do Tejo deixaram a reunião com a Ministra da Saúde ainda mais preocupados com a decisão do encerramento da urgência de obstetrícia do Hospital do Barreiro.
Depois de uma reunião de mais de duas horas com Ana Paula Martins, os nove autarcas da Península de Setúbal dizem que a ministra não reverteu a decisão. O presidente da Comunidade Intermunicipal, Frederico Rosa, assegura que os autarcas vão continuar a insistir que a decisão do governo está errada.
Não saímos daqui mais descansados. Saímos daqui, sim, como diziam alguns colegas meus agora no caminho aqui para baixo, com o sentido de que temos que continuar o nosso percurso, a fazer sentir à ministra que esta decisão é uma decisão errada, é uma decisão que tem que ser revertida.
O também autarca do Barreiro acrescenta que devem ser discutidas soluções de fundo para o futuro depois da instalação do serviço centralizado.
Terá todo o apoio dos autarcas para encontrar medidas de curto prazo que possam, obviamente, dar previsibilidade e segurança ao sistema, porque nós queremos é que uma grávida seja atendida em episódio de urgência o mais rapidamente possível, com o maior segurança. Não é isso que está em causa. Não é o contrário, é o complementar. É preciso que no meio disto haja a capacidade de tomar medidas de fundo para garantir que vamos realmente evoluir numa maior capacidade do Serviço Nacional de Saúde nos territórios, principalmente nesses territórios onde ele tanta falta faz.
Frederico Rosa revela que foi criado um canal de comunicação constante entre autarcas e ministérios sobre a eficácia deste serviço.
Mas além do governo, também o diretor-executivo do SNS volta a defender a solução do serviço centralizado de obstetrícia no Hospital Garcia de Orta.
Álvaro Santos Almeida acredita que é a opção que mais transmite segurança aos utentes.
É que a situação atual é insustentável. Neste momento, as urgências acabam por estar encerradas mais dias do que estão abertas, nomeadamente a do Barreiro. E portanto, ao criarmos uma urgência centralizada que assegura o funcionamento de duas das três urgências da península em permanência, estamos a reforçar a estabilidade, a previsibilidade e a segurança dos utentes. Portanto, estamos a prestar um serviço com maior qualidade do que aquele que nós temos neste momento.
Álvaro Santos Almeida acredita que é a opção que mais transmite segurança aos utentes. O diretor-executivo do SNS volta a referir que a solução na margem sul é provisória e avisa que vai ser realizada uma avaliação semestral sobre a eficácia desta urgência regional de obstetrícia.
Certo é que a maioria dos obstetras do Barreiro recusa integrar as escalas da urgência regional da Península de Setúbal. É uma notícia observador.
Apenas três dos sete obstetras do hospital aceitaram até agora deslocar-se para o Garcia de Orta, em Almada, onde vai funcionar essa urgência. Além destes três médicos, também estão dispostos a completar as escalas alguns médicos internos, disse ao Observador fonte conhecedora do processo. A recusa dos médicos em exercerem estas funções de urgência, que lhes é permitida devido à idade, tem dificuldade a elaboração das escalas, que em caso de a situação não seja revertida, terão de ser completadas por tarefeiros. Sem data marcada para a reabertura. A urgência centralizada só deve abrir portas nas próximas semanas, nunca antes do final deste mês.
Falamos agora das alterações à lei laboral. O Partido Socialista considera de mau tom a sugestão do líder parlamentar do PSD para que o PS convença a UGT a regressar às negociações.
Um repto que caiu mal ao partido liderado por José Luís Carneiro. No explicador da tarde política, o deputado Miguel Costa Matos critica as insinuações de que o PS controla a central sindical.
Estar a pedir a um partido que, de certa forma, convença a UGT ou insinuar dessa forma, como já fez o primeiro-ministro, que a UGT era, de alguma maneira, controlada pelo PS, é de muito mau tom. E sabe uma coisa? Acho que não ajuda as negociações. É importante termos melhores leis laborais, mas não se consegue chegar a um acordo quando este é o nível de recreio da escola que o PSD adota a negociar com a UGT.
Miguel Costa Matos apela aos sociais-democratas para que sejam mais sérios e humildes à mesa de negociações.
E o Chega lança outro tipo de desafio ao governo: rasgar o anteprojeto da reforma laboral e começar de novo.
André Ventura culpa o que diz ser a teimosia do primeiro-ministro, mas também da ministra do Trabalho e da ministra das Finanças, em negociações que acabaram sem consenso.
Só há uma solução para esta reforma laboral, para esta reforma que o governo quer supostamente fazer sobre o trabalho: é rasgar e começar novamente. É a única solução que há para uma reforma que foi feita teoricamente para defender mais flexibilidade, mas acabou a atacar os trabalhadores, a gerar mais precariedade e a gerar mais incerteza mesmo nos próprios empresários.
E os partidos mais à esquerda, PCP e Bloco, acusam o governo de estar derrotado e isolado neste processo, que chegou ao fim sem acordo.
António José Seguro foi recebido esta tarde pelo presidente da Câmara Municipal do Porto. Pedro Duarte fala num gesto importante contra o centralismo.
A Invicta é o último ponto de passagem neste segundo dia das cerimônias da tomada de posse do novo presidente. O autarca Pedro Duarte agradece a visita, considera que é importante mostrar que há mais país para além de Lisboa.
Há, nesta cerimônia realizada neste local, um importante simbolismo que certifica que a mais alta figura do Estado português olha para o território nacional como um todo e que nos trata por igual. Este é o tempo para a igualdade de oportunidades e para a coesão territorial. É o tempo certo para nos libertarmos de um centralismo degradante, paralisador e opressivo que há demasiadas décadas bloqueia o desenvolvimento do país.
O presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, elogia a moderação do novo presidente da República. Acredita que o chefe de Estado vai ser um interlocutor credível no diálogo com o poder local. A esta hora, António José Seguro está na Casa da Música no Porto, na Boa Vista, termina as cerimónias da tomada de posse com um concerto esta noite. Vamos detalhar este ponto de agenda do novo presidente da República mais à frente nesta edição informativa. Sete minutos para lá das 10 da noite, Diana, que outros temas marcam a atualidade? O Banco Central Europeu vai fazer o que for preciso para controlar a inflação. É a promessa deixada pela presidente Christine Lagarde. Em entrevista ao canal de televisão France 2, a presidente do BCE garantiu que tem como objetivo conseguir que os europeus não sofram aumentos de inflação como os que foram registrados em 2022 e 2023, em virtude da guerra na Ucrânia. O Irã apela às Nações Unidas para que condenem de forma explícita os ataques dos Estados Unidos e Israel. Abbas Araghchi, responsável pelos negócios estrangeiros do Irã, falou hoje ao telefone com António Guterres, pediu ao secretário-geral da ONU para que a organização adote posições mais firmes e responsáveis. Sublinhou também que o povo iraniano tem elevadas expectativas no que toca às Nações Unidas. Notícia de fecho do Jornal das 10.