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10 em ponto. Jornal das 10, com edição da Laura Figueiredo. Laura, o Ministro da Educação considera que houve um alarmismo exagerado em torno do processo de avaliação dos exames nacionais.

Na grande entrevista da RTP, Fernando Alexandre afirma que nunca duvidou de que os alunos não seriam prejudicados na nota final. Diz também que todos os erros foram e podem ser corrigidos.

Há uma certeza que eu tive desde o início do processo, é que, no final, os alunos poderiam ter a nota correspondente ao trabalho que fizeram durante o seu percurso escolar. Por quê? Porque os exames estiveram sempre guardados em segurança nas instalações da Imprensa Nacional da Casa da Moeda. E, por esse fato, houve um alarmismo exagerado, porque os exames existem, estão guardados, estão protegidos e todas as situações que têm vindo a público e que nós tornamos sempre muito transparentes, de incorreções, de erros, de desconformidades que resultam de várias dimensões, têm vindo e podem ser corrigidas e vão ser corrigidas.

Fernando Alexandre revela que foram identificadas no total 680 casos de desconformidade, mas diz que é possível corrigir todos os erros rapidamente. O Ministro da Educação diz que não desvaloriza a situação, mas acredita que ainda tem a confiança dos professores e das escolas.

E Nuno Melo sai em defesa dos ministros da Administração Interna e também da Educação. Diz Laura ter muito orgulho em Fernando Alexandre e destaca os resultados da tutela de Luís Neves.

Questionado sobre a polêmica dos exames nacionais, à margem da celebração dos 52 anos do CDS, Nuno Melo deixa elogios a Fernando Alexandre.

E quanto ao senhor Ministro da Educação, só lhe posso dizer, é um grande ministro. É um grande ministro. E quando vamos na rua e ouvimos os professores, não os sindicatos, quando ouvimos os professores, ou melhor, não um ou outro sindicalista, quando ouvimos os professores, vemos neles o reconhecimento pelo que está a ser feito, pela justiça que foi conseguida, pela resolução de problemas antigos. E a vida é um contínuo, não é definida por um episódio, mesmo que esse episódio possa ter corrido um bocadinho pior.

Quanto a Luís Neves, Nuno Melo diz que o ministro há de dar todas as explicações sobre o caso.

O Ministério da Administração Interna, a Defesa Nacional, a Agricultura e o Ambiente, a trabalharem coordenadamente, sentando à mesa todas as entidades que tutelam, para que consigamos dar muito melhores respostas naquilo que é a defesa do patrimônio e aquilo que é a defesa de muitas vidas que, de outra forma, poderiam ser prejudicadas. E este trabalho, que é interdisciplinar e interministerial, parte, em grande medida, da Administração Interna. E, por isso, desse ponto de vista, é tudo o que tenho a dizer, sendo que quanto ao mais, o senhor ministro, o próprio, já disse que dará todas as explicações quando entender que as deve dar. Logo, não sou eu que tenho que dar explicações, que o próprio senhor ministro dará.

As declarações do presidente do CDS e também ministro da Defesa sobre as polêmicas do governo nas comemorações dos 52 anos do CDS, no Jardim da Amnistia Internacional, em Lisboa.

E seguimos nesta edição das 10 com António José Seguro, que, Laura, está empenhado em que a crise dos exames nacionais se resolva sem entrar em choque com o governo. Ainda assim, admite subir o tom se a segunda fase correr mal.

O Observador sabe que o chefe de Estado tem estado a exercer um soft power presidencial longe das câmaras. Durante o fim de semana, a Casa Civil esteve a monitorizar o que se passava com agentes do setor. António José Soares.

Entre a intervenção de António José Seguro, de dia 17 de julho, sobre os exames nacionais, e a nota publicada na 21, a Casa Civil do Presidente da República esteve em contactos contínuos com alunos, pais e professores, enquanto o próprio chefe de Estado manteve uma comunicação permanente com o governo. Depois de um fim de semana com alguma confusão, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas foi mesmo presencialmente a Belém. O Observador confirmou ainda que houve telefonemas entre a Presidência da República e a FENPROF. A primeira declaração pública sobre os exames foi no dia em que terminava o prazo para a entrega das notas. António José Seguro deu o primeiro puxão de orelhas público ao Executivo quando disse que era reconhecido por todos que o processo de avaliação não correu bem. O presidente da República esperou, depois, pela reunião da terça-feira com Luís Montenegro, mas como continuavam a existir alunos à espera de notas, decidiu fazer uma comunicação pública, por escrito, onde fez um diagnóstico negativo da situação. O Observador sabe que, neste momento, o grande foco de Seguro é perceber como corre a segunda fase dos exames nacionais. Se o processo voltar a falhar, é possível que a crítica suba de tom em direção ao ministro da Educação, e aí o método já não será a descrição, mas sim a reprimenda pública.

O jornalista António José Soares com o resumo desta notícia assinada por Rui Pedro Antunes e Leonor Riso, que faz manchete a esta hora no site do Observador.

E Laura, continua a subir o número de bombeiros no combate ao fogo de Alijó, no distrito de Vila Real. Na última hora, praticamente duplicaram os meios.

Nesta altura, há cerca de 450 bombeiros no terreno. Durante a tarde, o fogo chegou também a contar com mais de 10 meios aéreos. Para já, o incêndio continua com duas frentes ativas. O Comando Sub-regional da Proteção Civil do Douro espera que a noite ajude no combate às chamas. Também em Gondomar, o incêndio está a ser combatido por cerca de 120 bombeiros. De acordo com os bombeiros de Valbom, o fogo está a lavrar numa área maioritariamente florestal, não havendo, por isso, risco de chegar a povoações.

E no Palácio de Belém, recordou-se durante a tarde de hoje o músico Luís Represas.

O músico, que morreu hoje aos 69 anos, foi homenageado no Palácio de Belém. As músicas cantadas pelo artista estiveram a ser emitidas a partir de colunas colocadas nos jardins, voltadas para a rua, num gesto de homenagem, e, Beatriz Félix, muitos não ficaram indiferentes. Foi uma tarde diferente em Belém. No dia em que o país perde uma das maiores referências do mundo da música, somam-se as homenagens e o palácio faz ecoar a voz de Luís Represas. O passeio dos turistas fica hoje marcado por uma paragem a mais para perceber se a música é hábito ou é especial e multiplicam-se os vídeos feitos com algumas das músicas mais conhecidas interpretadas pelo artista. Os mais jovens parecem apenas conhecer o nome de Luís Represas através dos pais, de gerações já mais próximas do estrovante. Cidália está num banco do jardim a ouvir a voz, que mesmo sem ter conhecido, recorda com alegria.

Pessoalmente não o conhecia, mas gostava muito dele.

Para Cidália, Luís Represas é sinónimo de memória.

Gosto realmente do cantor, mas normalmente vem à memória o tempo mais antigo.

Do outro lado do jardim, Hélder escutava sucessos como "125 Azul", "Perdidamente" ou "Timor", enquanto esperava pelo autocarro e nessa espera lembra uma voz que não vai esquecer tão cedo.

Tenho muitas memórias, de há muitos anos. Tinha uma voz espetacular e tinha umas canções também muito interessantes. Mas pronto, é assim a vida.

A vida que não para, mas que vai deixando para trás artistas como Luís Represas, que deixam um legado que vai continuar a ecoar nas colunas de Belém e de muitos outros locais, não deixando que as novas gerações lhe esqueçam o nome. Um trabalho da jornalista Beatriz Félix. As cerimônias fúnebres de Luís Represas começam amanhã. O velório é aberto ao público entre as 16h e as 22h30, na Basílica da Estrela. O funeral acontece na sexta-feira e é reservado à família.

Nove minutos para as 22h. Vamos a outras notícias que importa destacar nesta noite de quarta-feira, Laura.

Paulo Portas tomou hoje posse como comissário-geral para as comemorações dos 900 anos da fundação de Portugal. O ex-vice-primeiro-ministro garantiu que vai ouvir os mais variados agentes culturais e entidades antes de apresentar a programação, que deverá ser conhecida até ao final do ano. Portugal celebra nove séculos de fundação em 2028, tomando-se como referência a Batalha de São Mamede, a 24 de junho de 1128. A ONU anunciou hoje a nova resposta para o próximo inverno na Ucrânia, um apoio de cerca de €314 milhões para ajudar mais de 2 milhões de pessoas. O plano 2026/2027 pretende apoiar as populações mais vulneráveis em termos de aquecimento, reparação de habitações, cuidados de saúde, alimentos e ajuda financeira. O comunicado divulgado pelas Nações Unidas sublinha que é importante começar os preparativos o quanto antes. O guarda-redes cabo-verdiano Vozinha foi escolhido para o 11 ideal do Mundial 2026. A equipa integra ainda três futebolistas da campeã Espanha, entre os quais o médio Rodri, eleito o melhor jogador do torneio e igual número da França. A Argentina tem dois representantes na melhor equipa do Campeonato do Mundo, com destaque para o avançado Lionel Messi. O defesa Nuno Mendes era o único português entre os candidatos ao 11 ideal do Mundial 2026, mas acabou por não ser escolhido.

Notícias de regresso à antena da Rádio Observador em formato síntese, às 22h30, também com edição da Laura Figueiredo. É com ela na noite informativa por aqui. Um abraço, Laura. Até já.

Até já.

E já a seguir temos a primeira parte do episódio desta semana de "O Resto é História".