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Começamos este jornal das 11:00 em Mar-a-Lago, na Flórida. João, terminou a reunião entre Volodymyr Zelensky e Donald Trump.
"Um grande progresso" foi a frase utilizada por Donald Trump para descrever esta reunião, que durou cerca de três horas. O líder norte-americano diz que a conclusão do plano para a paz está mais perto de ser fechado.
"Podemos dizer que estamos a 95%, mas eu não gosto de falar de porcentagens. Eu acho que estamos a ir muito bem, estamos muito perto. Há uma ou duas questões mais espinhosas, questões mais difíceis, mas eu acho que estamos a ir muito bem. Fizemos muitos progressos hoje, mas, na verdade, fizemos isso ao longo do último mês. Este não é um processo que se resolve em um dia, é algo muito complicado, mas acho que quando o presidente diz 95, pronto, acho que pode estar perto dos 95%".
Já Volodymyr Zelensky destaca que faltam poucos detalhes para o plano de paz ficar finalizado.
"Discutimos todos os aspetos do quadro de paz e temos grandes conquistas: um plano de paz de 20 pontos, 90% acordado e garantias de segurança Estados Unidos e Ucrânia 100% acordadas, garantias de segurança Estados Unidos, Europa e Ucrânia quase acordadas, dimensão militar 100% acordado, plano de prosperidade a ser finalizado e também discutimos a sequência das ações seguintes. E concordamos que as garantias de segurança são um marco fundamental para alcançar uma paz duradoura e as nossas equipas continuarão a trabalhar em todos os aspetos."
A próxima reunião entre Trump, Zelensky e também os líderes europeus pode já acontecer em janeiro. Os dois presidentes não avançaram com o local do encontro. Vamos voltar a este tema em próximos noticiários daqui da Rádio Observador.
É um tema que vai estar também em destaque numa edição especial do Gabinete de Guerra com João Lourenço, que vai para o ar depois das 11h30. Vamos agora até às presidenciais em Portugal, com a polêmica em torno da realização desse Conselho de Estado. André Ventura volta a criticar a reunião e também o próprio presidente da República.
É um apelo em nome da igualdade entre os candidatos. Em Beja, o candidato apoiado pelo Chega refere que o seu lugar enquanto conselheiro de Estado é eleito pela Assembleia da República e não por nomeação direta do presidente. Reforça que nenhum candidato deve ter destaque diferenciado a meio de uma campanha eleitoral.
Não havendo nenhum motivo absolutamente incontornável que leve a este Conselho de Estado, eu acho que os candidatos devem estar todos em pé de igualdade. Atenção, eu contra mim falo que sou conselheiro de Estado. Portanto, eu acho que os conselheiros, neste caso André Ventura e Luís Marques Mendes, não devem ter destaque diferenciado a meio de uma campanha eleitoral, quando estamos a poucos dias de decidir o ato eleitoral.
O candidato presidencial acusa ainda Marcelo Rebelo de Sousa de estar a fazer um final de mandato degradante.
O senhor Marcelo Rebelo de Sousa está num final de mandato absolutamente de degradação em degradação permanente e está a arrastar o país um pouco consigo neste descontrole e nesta degradação. Nós precisamos de um presidente muito diferente de Marcelo Rebelo de Sousa na próxima eleição e eu espero ser essa diferença de Marcelo Rebelo de Sousa, porque o país precisa mesmo de uma liderança forte.
André Ventura, durante um comício em Beja.
Já Luís Marques Mendes diz que não é por menos de três horas de campanha que se vai perder unas eleições.
O candidato apoiado pelo PSD e CDS admite que o presidente da República tem razões suficientes para chamar os conselheiros. Marques Mendes não vê qualquer problema com a marcação de um Conselho de Estado a 10 dias das eleições.
Não vejo, sinceramente, problema nenhum. O presidente da República achou que era urgente ter um Conselho de Estado, porque as coisas estão a acelerar-se na Ucrânia. Portanto, eu admito que o presidente da República tenha razão. Ir ao Conselho de Estado, são três horas a menos de campanha. Alguém vai perder as eleições por menos de três horas de campanha? Acho que é uma polêmica que não faz sentido. Eu vou ao Conselho de Estado.
De visita ao Fundão, Luís Marques Mendes criticou ainda, sem nomear Henrique Gouveia Melo, um candidato que se especializou em dizer mal.
Henrique Gouveia Melo sugere que Marques Mendes devia ter pedido a suspensão do lugar no Conselho de Estado assim que decidiu avançar com esta candidatura à Presidência da República.
O almirante não questiona a oportunidade do encontro convocado por Marcelo Rebelo de Sousa, questiona, sim, o comportamento de um dos conselheiros.
Os assuntos de Estado não podem estar à espera das campanhas eleitorais. No entanto, o que acho e a pergunta que se tem que fazer é por que um dos nossos candidatos, que é conselheiro de Estado, quando se candidatou, não pediu ao senhor presidente da República para ser substituído? Porque não faz sentido que continue, enquanto candidato, a ser conselheiro de Estado. Não só porque tem acesso à informação privilegiada, como está numa função, que é uma função de Estado, que não é compatível, na minha opinião, com o facto de ser candidato.
A crítica de Gouveia e Melo dirigida a Luís Marques Mendes.
Ainda sobre o tema da reunião desse Conselho de Estado, João Cotrim de Figueiredo acusa Marcelo Rebelo de Sousa de incoerência. O candidato a Belém considera que o presidente da República revela até alguma desorientação neste final de mandato.
Esta decisão não é muito congruente com o facto de o senhor presidente ter optado por não fazer o discurso de Ano Novo com o pretexto de não querer interferir nas eleições presidenciais e depois fazer esta convocatória do Conselho de Estado. E depois também não me parece coincidência que venha esta decisão numa altura em que se falava de descoordenação política entre o primeiro-ministro e o presidente da República. Eu não critico fazer ou não fazer, eu critico é fazer uma coisa e deixar de fazer outra com o mesmo argumento. Isso é que eu acho que me dá a ideia de alguma desorientação. E é assim um final de mandato um pouco atabalhoado.
E aqui ficam as considerações feitas por Cotrim Figueiredo esta manhã em Aveiro sobre a decisão de Marcelo Rebelo de Sousa em convocar uma reunião do Conselho de Estado em plena campanha para as presidenciais.
Vamos ao desporto. Braga e Benfica empataram a dois gols.
Águias e carrascos do domingo dividem pontos nesta partida da 16ª jornada. O Benfica ainda marcou primeiro por intermédio de Nico Otamendi, mas o Braga conseguiu levar a vantagem para o segundo tempo com gols de Rodrigo Salazar e Pao Víctor. Já na segunda parte, Frederik Aursnes repôs a igualdade no marcador. Já no final da partida, José Mourinho, treinador encarnado, refere que há um gol mal anulado e, por isso, com ironia, considera que o Benfica venceu a partida.
O Braga apanha-se na frente. É uma equipa que, como sabemos todos, depois a gerir a bola, a posse da mesma, a retirar a iniciativa ao adversário, é muito forte. Mas nós na segunda parte fomos fortíssimos e dominámos completamente o jogo. Fazemos dois gols e ganhar o jogo em Braga é extremamente difícil, a perder ao intervalo ainda é mais difícil. Por isso acho que os jogadores estão de parabéns pela fantástica segunda parte que fizeram.
Já depois deste noticiário vai poder ouvir aqui o Sem Falta com Pedro Henriques para toda a análise tanto do Braga-Benfica como do Sporting-Rio Ave. Já do lado do Braga, Carlos Vicent, técnico bracarense, refere que a equipa minhota perdeu alguma frescura no segundo tempo. Por isso, o ponto conquistado é aceito com naturalidade.
Algumas aproximações bastante perigosas, sobretudo aquela de Rodrigo, que não acertamos a finalizar e temos que ficar com o ponto, que não nos satisfaz, mas temos que aceitar. Continuamos, muitas coisas para melhorar. Temos um partido fundamental na semana que vem contra a Estrela da Amadora e é nisso que vamos centrar nossas energias.
O Braga ainda terminou esta partida com menos uma unidade devido à expulsão do capitão de equipa Ricardo Horta. Com este resultado, o Benfica soma 36 pontos, mantém a terceira posição. Já o Braga falha a subida ao quarto posto da tabela, fica com 26 pontos.
Já o Sporting goleou o Rio Ave por 4 x 0.
E hat-trick de Luís Soares e gol de Maximiliano Araújo fizeram a diferença para a equipa leonina. O Sporting fecha o ano civil em segundo lugar, a dois pontos do foco do Porto. À condição, visto que os Dragões entram amanhã em campo no Dragão frente ao Ave, sabe o jogo com relato aqui na Rádio Observador.
E João Lourenço, como é que vai estar o tempo para essa passagem de ano?
É uma descida de temperatura mínima e a manutenção das máximas durante essa transição de 31 para 1 de janeiro. Segundo o IPMA, Portugal continental vai ser afetado até quarta-feira por uma massa de ar polar, que vai fazer descer ligeiramente a temperatura. Já na segunda-feira, a temperatura mínima deverá descer entre os 2 e os 4 graus. Apenas haverá uma descida mais significativa nas regiões Norte e Centro. Os valores mínimos deverão ficar entre os -3 e 1 grau no primeiro dia do ano. No restante território, as máximas deverão variar entre os 11 e os 15 graus e podem chegar aos 17 no Algarve.
João Lourenço, com o Jornal das 11, traz mais notícias à Rádio Observador às 11h30.