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Tempestades. Jornal das 11, com a edição da Diana Rosa. Diana, os Estados Unidos voltaram a pedir a Portugal para usarem a base das Lajes.

Querem luz verde para a passagem de quatro drones pela base dos Açores. Não é a primeira vez que passam por Portugal estes drones norte-americanos, na sequência do conflito no Irão. Aconteceu o mesmo no dia dois deste mês. Este é um equipamento que pode ser acionado à distância, tem 11 metros de comprimento e é conhecido como um drone assassino. Segundo a informação avançada pela Sic Notícias, o pedido de autorização estende-se até junho e está a ser analisado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, assim como pela Autoridade Aeronáutica Nacional.

Carlos III diz que o laço de amizade que une Estados Unidos e Reino Unido é inquebrável, insubstituível e apela à continuidade do apoio à Ucrânia.

O rei da Inglaterra discursou no Congresso Norte-Americano esta noite. Tentou amenizar as tensões entre Washington e Londres, depois de Donald Trump ter definido o Reino Unido como um mau aliado. É a visita número 20 de Carlos III aos Estados Unidos e o rei afirma que os dois países sempre encontraram uma forma de se entender.

Como o presidente Trump observou durante a visita de Estado que fez à Inglaterra no último inverno, a bondade de amizade e identidade entre América e o Reino Unido é impagável e eterna, é insubstituível e inquebrável.

Neste discurso, Carlos III também não esqueceu a Ucrânia.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas foi unido em frente ao terror. Nós respondemos sempre à chamada juntos, como os nossos povos têm feito por mais de um século, lado a lado, através de duas guerras mundiais, a Guerra Fria, o Afeganistão e momentos que definiram a nossa segurança compartilhada. Hoje, senhor presidente, essa mesma resolução é necessária para a defesa da Ucrânia e dos seus povos mais corajosos.

O apelo do rei da Inglaterra aos Estados Unidos para que continuem a apoiar a Ucrânia.

Na atualidade nacional, Luís Montenegro estabelece o prazo de nove anos para cumprir o plano para responder aos danos das tempestades. O governo vai alocar mais de 22 mil milhões de euros.

O plano vai ser coordenado, Filipa, pelo Ministério da Economia e da Coesão, Manuel Castro Almeida, juntamente com uma agência especializada. Entre as principais medidas, destaca-se a criação de um fundo de catástrofes naturais e sísmicas e a intenção de se avançar com seguros obrigatórios nas habitações.

Mas Luís Montenegro, Diana, diz que o Estado não pode estar disponível para pagar tudo a todos, a toda hora.

Explica, por isso, que para quem não conseguir pagar uma apólice de um seguro, vai ser criado um mecanismo de solidariedade.

O que o Estado tem de fazer é ter um modelo legal que seja justo e que seja sustentável. E é isso que nós pretendemos com a criação deste fundo e com estas duas grandes linhas orientadoras, que repito, são: a obrigatoriedade do seguro para a habitação, com coberturas suficientes e claras face a calamidades e, ao mesmo tempo, um mecanismo público de apoio às pessoas que têm maior dificuldade económica para acederem integralmente ao objeto dessa obrigatoriedade.

Ainda previsto está o reforço das redes elétricas e de abastecimento de água e do armazenamento de energia. E às juntas de freguesia, o governo promete entregar sistemas de comunicação, como Starlink ou telefones satélite, para funcionarem em caso de catástrofe.

E a oposição considera que o governo limitou-se a protagonizar mais um número de propaganda.

É uma crítica transversal, de direita à esquerda. No que toca a este plano, a oposição acusa o governo de não ter novidades face ao que foi anunciado nos últimos meses, Miguel Vitero Dias.

Todos são unânimes em acusar o governo de propaganda. Um plano que era pra calendarizar o plano de fevereiro, que continua sem nenhuma calendarização, ninguém pode levar a sério. E, portanto, se era pra isto, não valia a pena mantermos todos à espera, porque ele significa mais dívidas pras empresas, mais dívidas pras pessoas e recupera a lógica do ministro da Coesão, que é: perderam a casa, perderam as coisas, façam o seguro.

André Ventura, do Chega, diz que não há novidades. Já o PS, por Eurico Brilhante Dias, critica o falhanço na execução.

É uma nova operação de marketing. Empacotou de forma diferente muitas das coisas que já eram conhecidas, quando o problema central deste governo continua a ser executar. Todos nos lembramos, tivemos um plano de emergência e de transformação na saúde. Na educação, o senhor Ministro da Educação apresentou um plano para reduzir o número de alunos sem aulas.

Para os liberais, a agenda que quer modernizar o país é apenas cumprir o básico.

O que o governo está a apresentar como uma agenda transformadora são, no fundo, coisas que é óbvio que o Estado devia garantir: a gestão das florestas, a proteção civil, o SIRESP, a gestão dos bombeiros.

Mariana Leitão, com o Livre, a pedir que se vá mais longe na questão dos seguros.

Vão sobrecarregar as pessoas que podem não ter muita disponibilidade financeira pra os pagar. E então entendemos que é necessário que haja um fundo estatal que possa apoiar essas pessoas de uma forma mutual.

Patrícia Gonçalves, do Livre. Já o PCP, por Alfredo Maia, acusa o governo de fraude política.

No fundamental, o que o primeiro-ministro veio fazer foi reapresentar, agora de forma arrumada, um conjunto de medidas que têm sido apresentadas ao longo dos tempos.

A reação dos partidos depois da apresentação da versão final do PTRR.

O jornalista Miguel Vitero Dias com o essencial da reação dos partidos. Também o Bloco de Esquerda acusa o governo de querer resolver os problemas apenas com propaganda.

Diana, vamos atualizar as notícias de âmbito local.

Foi resgatado um homem que operava uma grua numa obra na Parede, Conselho de Cascais. Trabalhava a uma altura de 30 metros depois de detectar uma avaria. Fontes dos Bombeiros da Parede indicaram aos jornalistas no local que o homem que operava a grua numa zona de obra estranhou o comportamento da cabine suspensa no braço do equipamento e solicitou ajuda por não estarem reunidas as condições de segurança. O alerta pro incidente foi dado por volta das 18h. Para o local foram destacados elementos dos bombeiros da Parede e do Dafundo, bem como do INEM e da PSP. Em Aveiro, o ministro da Educação vai participar na edição 36 das Competições Nacionais de Ciência. O evento recebe cerca de 14 mil alunos, é a maior iniciativa educativa de ciência para o ensino básico e secundário em Portugal. As competições desafiam os alunos a colocar à prova conhecimentos em áreas como matemática, português, física, química, ecologia, literatura, cidadania e cultura em geral, num formato de prova digital que alia a ciência ao raciocínio e também ao jogo educativo. A sessão oficial está marcada para as 9h30 da manhã, precisamente esta quarta-feira. Na Maia, arranca amanhã a terceira edição do Maia International Film Festival. Nesta edição, o festival apresenta uma seleção internacional que inclui quatro filmes convidados e uma dezena de obras em competição oficial, que são escolhidas entre mais de 160 candidaturas provenientes de países como Cingapura, Líbia, Islândia e Nepal. Dura até 2 de maio, é no Fórum da Maia. Rio Maior acolhe no dia 16 de maio mais uma caminhada pelo ambiente. O ponto de encontro vai ser no Jardim Municipal pelas 11h, em frente ao tribunal. O objetivo da caminhada é recolher lixo e ajudar a limpar a cidade, em especial junto ao rio, uma das áreas mais fustigadas. Na cidade Invicta, a empresa municipal Porto Ambiente anunciou hoje um investimento de mais de €2 milhões para reforçar a operação de recolha de lixo e equipamentos de limpeza urbana. O investimento vai incluir dois novos carros, quatro varredoras e uma lavadora, que vão ser alimentados a gás natural. Em Leiria, vai haver um concerto gratuito com Agir, Bárbara Bandeira, Calema e outros artistas portugueses. Está marcado para o dia 23 de maio. É um evento do projeto solidário Concertamos Juntos, foi criado para apoiar as vítimas das tempestades. A organização explica que a iniciativa tem como objetivo homenagear a força, resiliência e espírito de união da região de Leiria. No Seixal, a Feira de Projetos Educativos vai decorrer de 12 a 16 de maio, no Parque Urbano do Conselho. Ao longo de cinco dias, o recinto acolhe um programa diversificado com atividades e momentos de animação de palco. O objetivo é celebrar as práticas educativas no Conselho.

Diana Rosa com o Jornal das 11.