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Jornal das 11, edição de Laura Figueiredo. E Laura, a Ministra do Trabalho admite que se a proposta laboral chumbar no Parlamento, será uma derrota para o governo.
Em entrevista à CNN nesta noite, Maria do Rosário Palma Ramalho sublinha que um governo sem maioria absoluta continua a ter responsabilidade de promover reformas. Se a proposta laboral não tiver luz verde, diz a ministra que a Assembleia da República assumirá as responsabilidades.
Se isto não passar no Parlamento, será uma derrota do governo. Repare, este projeto não é da ministra, este projeto é do governo, foi aprovado formalmente em Conselho de Ministros como anteprojeto, depois foi discutido durante nove meses com os parceiros sociais, agora foi aprovado formalmente como proposta de lei e naturalmente que o governo gostaria que passasse, porque ele é muito importante para os trabalhadores. Se não passar, eu julgo que a Assembleia da República também assumirá as suas responsabilidades, se terá que o fazer.
A ministra Maria do Rosário Palma Ramalho deixou também um recado ao Partido Socialista.
Eu julgo que todos os partidos, sobretudo os partidos do arco da governação com sentido institucional, deverão, com certeza, olhar para o texto que lhes vai chegar, que é este que lhes vai chegar, não é o que existia anteriormente, é diferente do primeiro, e com o mesmo sentido de responsabilidade, olhar para as soluções para resolvermos estas questões.
Na entrevista à CNN, a ministra do Trabalho diz ainda que o objetivo do salário mínimo é relativamente fácil e garante que a grande prioridade do governo é o salário médio.
O PS vai votar contra se a proposta laboral que chegar ao Parlamento mantiver as traves-mestras.
É o que adianta a fonte da direção socialista. O secretário-geral do partido, José Luís Carneiro, esteve hoje reunido com o primeiro-ministro e depois do encontro, a posição do PS é clara: se a proposta que for à Assembleia da República mantiver as traves-mestras, o PS chumba. Entre as medidas mais criticadas pelos socialistas estão aquilo que consideram ser a porta aberta aos despedimentos sem justa causa, as dificuldades para compatibilizar a vida familiar com a profissional, também a permissão de outsourcing para contratar trabalhadores precários e ainda a facilitação do trabalho informal e não declarado.
E Laura, com o PS a pôr-se de fora, o governo vai apostar no recuo de André Ventura para conseguir luz verde à reforma laboral.
O Observador sabe que o Executivo está profundamente convencido de que as linhas vermelhas do líder do Chega são ultrapassáveis e os sinais são claros. Depois de anunciar no Parlamento que só aceitaria uma nova lei laboral que tivesse a descida da idade de reforma como contrapartida, o líder do Chega foi já introduzindo algumas nuances nesta condição, como, por exemplo, sugerindo fazê-lo de forma gradual e apenas para determinadas profissões. Entretanto, exigiu também como moeda de troca aumentar ainda mais os dias de férias, o que abre outra frente que o governo pode explorar. E a proposta apresentada esta quinta-feira pelo governo serve precisamente este propósito, dá margem suficiente ao Executivo para acomodar as cedências que necessariamente terá de fazer ao Chega e também garantir que André Ventura consegue reclamar vitórias em algumas áreas.
E este é um artigo que faz manchete a esta hora no site do Observador, é assinado pelo editor-adjunto de política Miguel Santos Carrapatoso e pela jornalista Marina Ferreira. E depois da proposta laboral ter sido aprovada hoje em Conselho de Ministros, o secretário-geral adjunto da UGT diz que a central sindical vai agora reunir com os vários partidos no Parlamento.
Sérgio Monte espera que o PS se junte também à negociação, agora que o documento vai estar em discussão na Assembleia da República.
Nós somos sempre pela negociação. A negociação não implica que haja acordo. Aliás, este processo, em sede de concertação social, foi profícuo nisso. É que houve muitas aproximações e muitas vezes confundiram-se aproximações com consenso. E, portanto, achamos que participar na discussão, devem todos, todos os partidos da Assembleia da República, devem participar na discussão. Nós iremos solicitar reuniões a todos para ajudar-nos e dar-nos as nossas propostas e apresentar os nossos pontos de vistas. Se o quiserem acolher, ficaremos muito satisfeitos. Se não o quiserem acolher, enfim, compete aos partidos agora fazer essa discussão final.
Sérgio Monte, secretário-geral adjunto da UGT. Já do lado da CGTP, Tiago Oliveira deixa um aviso, diz que vai censurar todos os partidos que viabilizem a proposta de reforma laboral.
Aquilo que irá acontecer na Assembleia da República irá ter, da parte da CGTP, a condenação de todos aqueles que, de facto, falharem perante os trabalhadores, falharem perante o mundo do trabalho e que aceitarem uma discussão em torno de favorecer, mais uma vez, os mesmos de sempre.
A posição de Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, que considera negativo o facto da proposta manter muito do que era o projeto inicial.
E o presidente da República promulgou o decreto do governo que prolonga por 12 meses a moratória de créditos a empresas, famílias e instituições sociais afetadas pelas tempestades do inverno.
Numa nota publicada no site oficial da presidência, lê-se que António José Seguro tem presente a importância do diploma para a estabilização da tesouraria dos beneficiários e também para a retoma gradual da atividade económica. O chefe de Estado promete especial atenção à regulamentação, tendo em conta as questões que se podem levantar quanto à uniformidade da aplicação do diploma pelas instituições de crédito e também a articulação com outros instrumentos de apoio à reconstrução. A prorrogação da moratória de créditos foi anunciada pelo primeiro-ministro durante o debate quinzenal de 29 de abril. O decreto de lei foi aprovado no dia seguinte pelo governo
E na atualidade internacional, pelo menos 12 pessoas morreram na sequência de um ataque russo a Kiev.
Entre os mortos estão duas crianças. Na rede social X, o presidente ucraniano relata que o mais recente ataque russo danificou cerca de 180 locais, incluindo mais de 50 edifícios residenciais. O ataque do Kremlin com drones e mísseis aconteceu poucas horas depois de um raro bombardeamento durante o dia na capital ucraniana, que matou pelo menos seis pessoas. Perante estes recentes ataques, o presidente ucraniano já instruiu as Forças Armadas a prepararem uma resposta proporcional e determinada. A capital ucraniana declarou também o dia de amanhã como dia de luto em memória das vítimas dos ataques. Na análise, o tenente-general Marcos Ronha considera que os últimos ataques russos mostram que Moscovo está a ficar sem soluções para a guerra.
E alguns meios de comunicação social russos começam a apontar ou a criticar, sobre reticimento, o Kremlin de não conseguir uma solução, nem militar, nem uma solução política pro conflito. E, portanto, há sérias preocupações que o conflito se possa eternizar mais um ano ou mais dois anos, com sérios impactos na economia russa, que não está a conseguir, contrariamente àquilo que os próprios alguns russos pensavam. Com este levantamento das sanções e o aumento dos preços do petróleo, poderia dar aqui um balão de oxigênio à economia russa. Pelos vistos, isso não está a passar.
Análise do tenente-general Marcos Ronha no Gabinete de Guerra da Rádio Observador.
E Laura, agora é tempo de atualizarmos o noticiário local.
O município de Figueira dos Vinhos vai avançar com um empréstimo de cerca de meio milhão de euros para reforçar a oferta de habitação acessível no Conselho de Leiria. O investimento vai servir para financiar a aquisição de 14 imóveis em ruínas, que vão ser reabilitados e colocados depois no mercado com rendas até 40% abaixo dos preços praticados atualmente. A estratégia integra o programa de habitação acessível da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, que pretende criar até 500 habitações nos 10 municípios da região. A Câmara de Oliveira de Azeméis avançou com a revisão da estratégia local de habitação para responder às novas necessidades habitacionais do Conselho. A autarquia prevê investir cerca de cinco milhões na aquisição de mais de 25 habitações. A revisão da estratégia surge para apoiar famílias da classe média que ficam fora dos critérios da habitação social. Os pirilampos estão de volta à serra de Sintra e há três passeios noturnos para descobrir estes insetos luminosos. As visitas Pirilampos e Outra Fauna Noturna acontecem já amanhã, dia 15, depois também nos dias 23 de maio e 3 de junho, na Tapada e no Parque de Monserrate, sempre às 20h30. Os bilhetes custam entre os 13,50 € e os 15 €. Em Santarém, a vila de Alter do Chão recebe este domingo a quinta edição do Desafio Rainha do MTB. É uma prova dedicada ao ciclismo feminino e que vai juntar mais de 150 atletas. A competição inclui oito categorias e tem concentração marcada para a Praça do Sairé. Os kits para as participantes podem ser levantados no sábado. A Universidade do Porto vai promover entre 6 e 31 de julho mais uma edição da Universidade Júnior, uma iniciativa destinada aos alunos do ensino básico e secundário até ao 11º ano. O programa procura aproximar os jovens do ambiente universitário e despertar o interesse por várias áreas científicas. A Câmara Municipal de Matosinhos vai apoiar a participação dos estudantes das escolas públicas do Conselho, que vai assumir o custo da inscrição de 110 €. Em Sesimbra, a Feira Festa da Quinta do Conde regressa de 4 a 14 de junho com concertos, diversões e comércio local. Este evento é um dos maiores encontros populares na margem sul, que une música ao vivo, gastronomia e atividades para todos ao longo dos 11 dias.
E assim fechamos o jornal das 11, edição da jornalista Laura Figueiredo. Até já.
Até já.