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Da Beatriz Félix. Beatriz, mais uma vez, boa noite. Começamos esta edição das 11 com Portugal, que venceu o Chile por 2 a 1 no amigável, que representou o primeiro teste da Seleção Nacional antes do Mundial.
E foi com gols dos dois portugueses, Gonçalo Guedes e Bruno Fernandes, ambos na segunda parte do jogo e com muitos sinais positivos e espaço para melhorar. É a análise feita pelo selecionador nacional, Roberto Martínez, que diz ter gostado da performance da seleção portuguesa. Porém, há erros que é preciso ajustar.
Precisamos de maior eficácia na primeira parte. Momentos em que faltaram mais homens dentro da área. Acho que na segunda parte mostramos uma atitude de tentar ganhar o jogo, marcar dois gols de bola corrida é um bom sinal. Temos muitos erros em posse, nós precisamos ajustar isso. São aspectos que podem acontecer num jogo amigável e que é o objetivo do jogo antes do Mundial.
Roberto Martínez defende que vai ser um mundial para esperar o inesperado. O jogo ficou ainda marcado por confrontos entre os jogadores das duas equipes, que levou a expulsões de ambos os lados. Quanto ao cartão vermelho recebido por Rafael Leão, o selecionador acredita que permitiu mais duelos e mais espaço para jogo. Porém, elogia a exibição de Rafael Leão e reforça que a situação serve de exemplo para aquilo que não pode acontecer.
Vai ser um mundial que precisamos estar preparados para esperar o inesperado. O cartão vermelho chega e isso fez com que tivéssemos 10 contra 10, mais espaço, mais duelos, que era o objetivo de jogar contra o Chile. Acho que foi um jogo para preparar contra a Colômbia, muito interessante. Acho que é um sinal não só para o Rafael, para toda a equipe. Nós temos muita vontade. Gostaria de ficar primeiro com a boa disciplina do jogo posicional do Rafael, porque o Rafael fez uma época numa posição totalmente diferente e não é fácil ajustar, mas claramente é um bom exemplo para nós que não podemos entrar na frustração.
Foram as declarações de Roberto Martínez depois do jogo amigável contra o Chile, antes de rumar para o Mundial. Ainda haverá mais um amigável na próxima quarta-feira, este frente à Nigéria, no Estádio Doutor Magalhães Pessoa, em Leiria.
Que vai ser reaberto depois das tempestades e um jogo que claramente vamos acompanhar com relato em direto aqui na Rádio Observador. Emissão especial para acompanhar esse último teste da Seleção Nacional rumo ao Mundial, frente à Nigéria, na próxima quarta, em Leiria. Seguimos com política, Beatriz. O presidente da República elogia o acolhimento de imigrantes por parte do Luxemburgo, sobretudo de imigrantes portugueses. António José Seguro defende que sociedades mais fortes se constroem pela capacidade de acolher e aponta ainda o Luxemburgo como um feliz exemplo, Beatriz, dessa qualidade.
Precisamente, António José Seguro fala num país que abriu as portas à geração de portugueses. O chefe de Estado está numa visita oficial a Luxemburgo, no âmbito das celebrações do Dia de Portugal, dia 10 de junho, e participou esta tarde numa sessão no Parlamento deste país. Seguro destaca então a comunidade portuguesa no Luxemburgo, uma comunidade que só existe graças à hospitalidade do país e que deve ser vista como exemplo.
Este é um país que abriu as suas portas e o seu coração a gerações de portugueses. Há mais de meio século, os meus compatriotas chegaram a esta terra em busca de um futuro melhor. Encontraram-no, mas também deram o melhor de si para o construir convosco. Num tempo em que tantas fronteiras se erguem e tantas portas se fecham, este exemplo de abertura, de confiança mútua e integração merece ser reconhecido e valorizado. É uma demonstração e um feliz exemplo de que as sociedades mais fortes se constroem pela inclusão, pelo respeito mútuo e pela capacidade de acolher aqueles que desejam contribuir para um bem comum.
Entretanto, António José Seguro também já convidou os grão-duques do Luxemburgo a visitar Portugal, mas ainda numa data a agendar. Esta visita portuguesa ao Luxemburgo termina amanhã com um dia dedicado à diáspora.
E vamos também ouvir nesta edição o ministro da Agricultura, que admite, Beatriz, que o apoio de € 20 milhões anunciado pelo Governo para os agricultores responderem aos aumentos dos custos de produção é insuficiente. Ora, José Manuel Fernandes adianta que está à espera de mais verbas da União Europeia.
O Governo anunciou recentemente € 20 milhões para que os agricultores consigam mitigar o aumento dos custos de produção no setor, custos esses que têm aumentado por causa das guerras. Ora, José Manuel Fernandes sublinha que Portugal aguarda ainda financiamento adicional da União Europeia, apoio esse que se vai juntar a estes € 20 milhões.
Não considero que seja suficiente, porque nós não vamos dispensar o apoio que também vai vir da União Europeia, ainda não sabemos o montante, para este objetivo. E no mercado interno, sem fronteiras, é importante que soluções europeias existam para estas dificuldades, que também são europeias, e para não haver uma concorrência desleal.
São declarações de José Manuel Fernandes, ministro da Agricultura, na Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, esta tarde. O ministro admite que há muita burocracia nos apoios, embora garanta que o Governo tem vindo a simplificar procedimentos administrativos.
E ainda na política, mas agora na oposição. O PCP acusa o Governo de marcar a discussão da reforma laboral à má fila, por estar com medo e com pressa, mas o partido garante que vai estar atento a possíveis golpadas institucionais.
E são estas convicções do PCP, na voz do secretário-geral do partido, à margem de uma visita à Feira do Livro, em Lisboa. Raimundo não poupa nas críticas ao Executivo liderado por Luís Montenegro, a quem aponta não só a falta de coragem, mas também a falta de firmeza.
Aquilo que determina a derrota do pacote laboral é a força, a unidade e a luta dos trabalhadores. Foi assim e assim vai ser. O Governo apressado, o Governo com receio e apressado. O facto de ter marcado para dia 18, assim à má fila, desculpem a expressão, à má fila, não revela coragem, não revela firmeza, revela exatamente o contrário. Revela que está com medo e está com pressaO que vai derrotar a proposta laboral vai ser a continuação da luta dos trabalhadores, não tenho nenhuma dúvida sobre isso. E já agora, se me permitem, os trabalhadores têm que estar atentos, o PCP estará atento a isso, a manobras e golpadas do ponto de vista institucional. Cá estaremos para ver o que é que vai acontecer, qual será o desfecho do dia 18.
São declarações de Paulo Raimundo, que esteve esta tarde de visita à Feira do Livro, em Lisboa. O líder comunista defende a continuação da luta dos trabalhadores e ao governo deixa um conselho que não confunda uma maioria institucional pontual com a maioria social. Já sobre a proposta do governo para a criação de uma prestação social única, o secretário-geral do PCP diz que o partido quer ver esta matéria discutida com verdade, rigor e profundidade e, por isso, assume que não vai dar ao governo um cheque em branco para a golpada.
E antes de atualizarmos a informação de âmbito local, tempo ainda para falar da atualidade internacional e destaque, Beatriz, para o conflito no Médio Oriente. O Irão volta a acusar os Estados Unidos de violar o cessar-fogo.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão fala em sucessivas violações do acordo e afirma que isso é prova da falta de vontade dos Estados Unidos em reduzir as sanções. O governante avisa, por isso, que estas ações dos Estados Unidos vão ter consequências e que Donald Trump será responsável pelo possível escalar do conflito.
Oito minutos para lá das 23h. Agora sim, vamos à informação de âmbito local que está a marcar esta noite de sábado.
A linha de alta velocidade no Porto e em Gaia, que inclui uma nova ponte rodoferroviária sobre o Porto e uma estação em Santo Ovídio, está em consulta pública até o dia 29 de junho. A estação de Gaia em Santo Ovídio e esta ponte rodoferroviária estavam previstas desde setembro de 2022, quando o projeto da linha de alta velocidade foi apresentado, mas em abril do ano passado, o consórcio apresentou uma proposta contrária ao estudo prévio e que acabou chumbada pela Agência Portuguesa do Ambiente e que levou agora o consórcio a regressar ao projeto original. Seguimos com a Autarquia de Leiria, que apela à população que evite comportamentos de risco este verão e assume uma situação atípica nesta região. Face às preocupações levantadas pelo ministro da Administração Interna por causa da época de incêndios, o presidente da Câmara de Leiria diz que é impossível cumprir o prazo exigido pelo governo para limpar os terrenos do município. Isto porque ainda há cerca de 10 mil hectares de madeira caída ainda por limpar. Seguimos para o município de Oeiras, que inaugurou hoje a Oeiras Green Valley, a nova Academia Municipal de Golfe, em parceria com a Federação Portuguesa de Golfe. A cerimônia integra as comemorações do Dia do Município e os 267 anos deste concelho. Está instalada no antigo Cabanas Golfe, em Barcarena. A nova academia resulta de um processo de recuperação do espaço que se encontrava desativado desde 2024. O Conselho do Barreiro vai promover este domingo uma ação de voluntariado limpeza ribeirinha. Os trabalhos de recolha de resíduos decorrem entre as 9h e as 11h, nas praias de Alburrica, Torralta e Copacabana. A participação é gratuita, mas é necessária a inscrição através da Linha Verde. Esta atividade de voluntariado ambiental decorre no âmbito do Dia dos Oceanos, que se celebra a 8 de junho. E hoje arrancou em Santarém a edição número 62 da Feira Nacional de Agricultura. O Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas recebe o evento até ao próximo dia 14 de junho. A entrada varia entre os €8,50 para entrada única e os €26 em regime livre-trânsito durante todo o dia. Fechamos com o presidente da Câmara Municipal de Ovar, que manifesta confiança de que o Conselho terá uma boa época balnear nas praias locais para contrariar os diversos estragos provocados pelas tempestades do início do ano. Foram realizadas várias intervenções de reposição de areias e recuperação de passadiços. Domingo Silva admite que, apesar dos atrasos, nunca viu tanta celeridade como agora. O presidente da Câmara de Ovar admite que será uma boa época balnear, mas não como outros anos.
Fica por aqui a edição das 23h, com a Beatriz Félix, que está de regresso às 23h30 para atualizar as notícias, dessa feita em formato síntese. Um abraço, Beatriz. Até já.