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As notícias com Carlos Pedro.

Boa noite, Jornal das Duas. Ficou conhecida, nesta quarta-feira, a composição do segundo governo de Luís Montenegro. O primeiro-ministro aposta na continuidade. A oposição dispara nas críticas. Da esquerda à direita, as mexidas que o primeiro-ministro fez no Executivo não foram bem recebidas. Duas junções de pastas, ministros que entraram e não deviam ter entrado, outros ministros que ficaram, mas deviam ter saído. João Costa Campos, ouviu-se de tudo do lado da oposição sobre as escolhas de Luís Montenegro.

Um novo ministério, quatro saídas, três entradas e dois ministros a acumular pastas. As novidades do segundo governo de Luís Montenegro, com a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, a receber um renovado voto de confiança merecido, diz o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares.

O trabalho na saúde é um trabalho estrutural que é preciso fazer-se. E não é mudando de ministro que nós vamos conseguir ultrapassar os obstáculos que ainda há, mas creio que esta confiança renovada na senhora ministra da Saúde é também um sinal de esperança para todos os portugueses.

É a decisão mais polêmica neste novo governo, que recolhe críticas da oposição. O presidente do Chega, André Ventura, considera que a ministra da Saúde não tem condições para continuar no cargo.

O governo opta por manter uma linha de continuidade, isso é profundamente errado, sobretudo no caso da saúde. Quer dizer, houve um consenso quase nacional de que a ministra da Saúde cometeu erros, e erros de responsabilidade, erros graves.

Na mesma linha, o PCP, o Bloco, mas também o Partido Socialista, que diz que Ana Paula Martins é incompetente, mas aponta também o dedo à nova ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, que abandona a Provedoria de Justiça e substitui Margarida Blasco.

Essa transição direta desprestigia a instituição Provedor de Justiça, que tem como primeira missão defender os cidadãos do Estado e da sua administração e das suas entidades.

A economia junta-se à coesão territorial, uma junção de pastas que para os liberais não faz sentido. Mas nasce também o Ministério da Reforma do Estado, tutelado por Gonçalo Matias, uma pasta que para Paula Santos, do PCP, é um mau sinal para a administração pública.

Um novo ministério, claramente com uma intenção de atacar os serviços públicos e as funções sociais do Estado.

Mexidas no novo Executivo que para o deputado Paulo Muacho, do Livre, sabem a pouco.

Estamos perante um governo que é mais do mesmo, mas em pior. Nós vemos isso quando sai a ministra da Cultura e essa pasta passa a ser acumulada pela ministra da Juventude e do Desporto, também na economia, quando sai o ministro e passa a ser acumulada a pasta pelo ministro da Coesão Territorial.

As reações da oposição ao segundo governo de Luís Montenegro, que toma posse esta quinta-feira, das bancadas à esquerda e à direita, não leva a grandes amizades.

O jornalista João Costa Campos com as reações dos partidos ao novo governo de Luís Montenegro. Uma das mudanças no Executivo deu-se na pasta dos Assuntos Parlamentares. Pedro Duarte acredita que Carlos Abreu Amorim tem tudo para desempenhar bem a função. Agora candidato à Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte considera que fez um bom trabalho como ministro dos Assuntos Parlamentares na última legislatura. Sobre o sucessor, assegura que a passagem de pasta vai ser tranquila. Pedro Duarte diz que Abreu Amorim tem as qualidades necessárias para a tutela.

Eu diria que é fácil, porque ele estava na equipe, ele já foi uma grande ajuda no último ano, portanto, foi um braço direito, eu diria. E está mais do que preparado para, com muita naturalidade, assumir agora a responsabilidade máxima naquele ministério. E eu não tenho grandes dúvidas que vai fazer um papel melhor do que aquilo que eu fiz.

O candidato à liderança da autarquia do Porto cumpriu esta quarta-feira o último dia como ministro dos Assuntos Parlamentares. Já nas reações setoriais, a Federação Nacional dos Médicos avisa que Ana Paula Martins tem agora uma última oportunidade como ministra da Saúde. É o que defende Paulo Passos, da Comissão Executiva da FNAM. Em entrevista ao Observador, o responsável federativo apela a uma mudança de atitude de Ana Paula Martins.

É a última oportunidade dela e uma das últimas do Serviço Nacional de Saúde. Aliás, esta nomeação a nós sugere-nos logo duas ideias, duas palavras, diria eu. E a primeira, sem dúvida alguma, é preocupação. E preocupação por dois motivos. Preocupação, porque durante o seu consulado anterior, este que terminou agora, a doutora Ana Paula Martins não foi capaz de criar pontes com os médicos, nomeadamente com a FNAM.

Paulo Passos, da Federação Nacional dos Médicos, quer ver reforçado o diálogo com o Ministério da Saúde na próxima legislatura. Opinião diferente tem António Araújo, candidato à Câmara Municipal do Porto, vê com bons olhos a recondução de Ana Paula Martins. O médico utilizou a apresentação oficial da candidatura à autarquia do Porto para elogiar o trabalho de Ana Paula Martins durante os últimos 11 meses. Aos jornalistas, António Araújo fala numa boa ministra.

Tem feito um trabalho muito voluntarioso a nível do Ministério da Saúde, não tem conseguido muitas vezes alcançar os objetivos que todos nós gostaríamos que fossem alcançados, mas também é um ministério muito complexo, muito complicado e é um facto que todos temos que reconhecer que ela tem dado muito de si para tentar resolver os problemas. E, portanto, é uma boa ministra, vai ser com certeza uma boa ministra que o governo tem uma mais-valia.

António Araújo, esta quarta-feira, à margem da apresentação oficial da candidatura à Câmara do Porto, no Jardim da Cordoaria. A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia espera que a nova ministra da Administração Interna continue o trabalho iniciado por Margarida Blasco no âmbito das negociações. Em declarações à Agência Luz, o presidente da ASP, Paulo Santos, defendeu que a questão mais importante pra estrutura sindical está relacionada com o processo negocial iniciado pelo anterior governo Recordo que em janeiro deste ano, as associações sindicais da PSP e da GNR deram início a uma ronda negocial para discutir as tabelas remuneratórias, as carreiras e a revisão dos suplementos, mas as reuniões acabaram interrompidas com a queda do anterior governo. Agora, a ASP apela a Maria Lúcia Amaral, que retome o processo de discussão destas matérias. O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público diz que a continuidade de Rita Alarcão Júdice, como ministra da Justiça, é uma oportunidade para consolidar dossiês estruturantes que permanecem em aberto no setor. Através de uma nota, o sindicato sublinha a importância de ver concretizadas medidas eficazes e coerentes que assegurem a autonomia do Ministério Público. Apela, por isso, ao reforço de meios de investigação criminal e à promoção de uma justiça mais célere, acessível e respeitada. Para o líder da estrutura, Paulo Lona, ao garantir a continuidade de Rita Alarcão Júdice, o governo assume também a responsabilidade de ir ao encontro das legítimas preocupações que o Sindicato dos Magistrados tem vindo a expressar. Ainda na política, André Ventura vai apresentar nas próximas semanas o governo-sombra do Chega, que vai contar com várias personalidades independentes. A garantia foi dada pelo presidente do partido em entrevista à RTP3. Ventura fala numa lista com vários nomes sem ligação ao Chega. O agora líder da oposição cita Sá Carneiro para dizer que quer os melhores a gerir o país.

Nas próximas semanas, apresentarei ao país um conjunto de nomes credíveis, independentes.

Independente significa que não serão do Chega?

Sim, significa que uma grande parte não serão do Chega, em muitas áreas.

Não serão dos importantes, que são, digamos, as personalidades que o Chega mais...

Não, mas podem nem ser, sequer. Muitos não são sequer nem militantes do Chega, nem sequer foram apoiantes nos últimos anos do Chega. Porque não é isso que me preocupa quando quero a escolha de um governo. É pessoas sérias, independentes e honestas, como dizia o Francisco Sá Carneiro. Os melhores de cada local para gerir o país. Vou trabalhar nas próximas semanas no governo-sombra, afincadamente, e apresentá-lo ao país de forma transparente. Na saúde, no combate à corrupção, no combate à imigração, nas infraestruturas, na cultura, nas várias áreas do governo, vou apresentar pessoas que podem ser escrutinadas, avaliadas.

André Ventura, esta quarta-feira, em entrevista à RTP3, no dia em que Luís Montenegro apresentou o novo executivo. Dalila Rodrigues nega qualquer interferência na demissão de Aida Tavares do cargo de diretora artística do Centro Cultural de Belém. Uma demissão que aconteceu na mesma tarde em que ficou conhecido o novo executivo, do qual Dalila Rodrigues não vai fazer parte. Aida Tavares ficou a saber, por telefone, que vai deixar o cargo de diretora artística do CCB, uma decisão a que atribui significado político e que diz ter sido feita à 25ª hora da ministra. À Rádio Observador, Dalila Rodrigues nega qualquer envolvimento no caso e acusa Aida Tavares de invenções.

Essa notícia é falsa e é certamente inventada pela pessoa que se vitimiza. Peço desculpa, mas eu tenho absolutamente que esclarecer o público de que eu não sou essa pessoa e que eu não cometi essa ação.

Dalila Rodrigues, a reagir às acusações de Aida Tavares, que ficou a saber do despedimento através de uma chamada telefónica com o presidente do CCB, Nuno Vassalo e Silva, e a vogal do Conselho de Administração, Madalena Reis. Mariana Leitão é candidata à liderança da Iniciativa Liberal. O anúncio foi feito pela própria, esta quarta-feira, através das redes sociais. Mariana Leitão justifica a decisão com a vontade e a capacidade de agregar um movimento que inspire uma mudança no país. A liberal foi reeleita na terça-feira líder da bancada parlamentar do partido e é também o nome apontado pela IL para a corrida a Belém. Recordo que Mariana Leitão tem sido um dos nomes mais falados para suceder a Rui Rocha desde a demissão do último sábado. No desporto, Portugal está na final da Liga das Nações. A seleção das Quinas venceu a Alemanha em Munique por 2 x 1. 25 anos depois, Portugal quebrou a malapata e derrotou a Alemanha. Depois do nulo ao intervalo, foram os germânicos a inaugurar o marcador no segundo tempo por Florian Wirtz. Portugal empatou por Francisco Conceição. Pouco depois, Cristiano Ronaldo confirmou o triunfo da equipa portuguesa. No final do encontro, Roberto Martínez enalteceu a vitória sobre os alemães, que fugia há mais de duas décadas.

Acho que precisamos de desfrutar da vitória. Estamos a falar de coisas que não são importantes. O importante é o espírito que mostramos. É a primeira vez em 25 anos que ganhamos na Alemanha, e porque é muito difícil. Então, taticamente estivemos excepcionais. Acho que o compromisso ajuda. E depois, acho que à frente da baliza melhoramos muito na segunda parte, era o que precisávamos na primeira parte, mas acho que hoje mostramos que trabalhamos muitas diferentes variantes táticas e utilizamos isso e precisamos de utilizar isso.

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol também falou sobre os rumores de uma eventual saída de Roberto Martínez. Pedro Proença lembrou que o técnico tem contrato com a seleção.

Neste momento, o ministro Martínez está a fazer o seu trabalho com esta qualidade e, portanto, ninguém pode pôr isto em causa e, portanto, nem se tem que comentar, não há nada para comentar, há um trabalho para ser praticado. As coisas estão definidas. É este caminho que vamos seguir com esta tranquilidade, com este nível dos jogadores e com essas alegrias para todos os portugueses, que é isso que estes jogadores sabem dar. Nós, enquanto dirigentes, pura e simplesmente, somos os simplificadores deste trabalho e temos que, no recato, na tranquilidade, dar condições para que todos os portugueses possam estar satisfeitos como hoje estão. E no domingo cá estaremos com a nossa motivação e com a vontade de fazer cada vez melhor.

Roberto Martínez e Pedro Proença no final do Alemanha 1, Portugal 2. Já o primeiro-ministro recorreu à rede social X para dar os parabéns à comitiva nacional pelo resultado que coloca a equipa portuguesa na final da Liga das Nações. Portugal conhece esta quinta-feira o adversário de domingo. Sai do jogo entre Espanha e França. Na atualidade internacional, a Fundação Humanitária para Gaza só vai abrir os locais de distribuição de ajuda para o enclave ao final do dia desta quinta-feira. É o que indica o jornal Times of Israel. Inicialmente, a abertura destes locais estava agendada para a parte da manhã. Ainda assim, a fundação confirmou que essa abertura já não vai acontecer, remetendo-a para mais tarde. Recordo que a distribuição de ajuda humanitária regressou à Faixa de Gaza ao fim de dois meses de bloqueio por parte de Israel e depois de quase 30 pessoas terem sido mortas esta terça-feira por forças israelitas enquanto se reuniam para receber alimentos. Fica por aqui este jornal. A informação regressa com a síntese das 14h30.