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Duas horas. As notícias com Carlos Pedro.
Boa noite. Jornal das Duas na Rádio Observador. A começar pela política e com as presidenciais. António Filipe defende que a alteração à lei laboral é um grande retrocesso. O candidato a Belém considera que o pacote apresentado pelo governo de Luís Montenegro fragiliza a posição dos trabalhadores e, por isso, defende que a solução deve passar pela retirada da proposta.
Esta é uma matéria que não constava de nenhum programa eleitoral. Os eleitores foram surpreendidos com esta proposta e, ainda por cima, com a sua extensão. Eu acho que o que o governo tinha a fazer era retirar esta proposta, porque sistematicamente se aponta, sempre que há revisões da legislação laboral no sentido desfavorável aos trabalhadores, diz-se que isso vai melhorar as condições do mercado de trabalho, mas depois não melhora nada. O que acontece é que a posição dos trabalhadores vai sendo cada vez mais fragilizada. Eu acho que esta proposta não faz sentido, é um grande retrocesso, devia ser retirada. Eu espero, aliás, que o próximo presidente da República não tenha que intervir sobre ela. Espero que ela seja derrotada antes disso.
António Filipe, em entrevista à CNN Portugal, no último noite, o candidato apoiado pela CDU admite que utilizaria os poderes que a Constituição confere ao Presidente da República para travar esta reforma laboral. O candidato à Presidência da República espera, ainda assim, que a proposta do governo seja rejeitada antes das eleições de 18 de janeiro. Já João Cotrim Figueiredo apela à boa fé de todos nas negociações para a alteração à lei laboral. O candidato apoiado pela Iniciativa Liberal considera que é preciso boa fé das partes envolvidas em prol da valorização do país.
Não me parece que seja absolutamente lícito que uma crispação à volta de um tema impeça aquilo que é absolutamente necessário, do meu ponto de vista, é que a legislação, neste caso a laboral, mas outras poderia dizer exatamente a mesma coisa, evoluam e mudem com os tempos. Neste caso concreto, que a legislação laboral se flexibilize é absolutamente essencial para que Portugal mantenha a hipótese de beneficiar com as mudanças que aí vêm no futuro.
Cotrim Figueiredo a comentar a alteração à lei laboral proposta pelo governo. Ainda na corrida a Belém, Luís Marques Mendes promete, caso seja eleito Presidente da República, realizar presidências abertas junto das comunidades portuguesas no estrangeiro, algo que nunca foi feito e que permite dar atenção e visibilidade aos portugueses espalhados pelo mundo, defende Luís Marques Mendes, que esteve em entrevista à Agência Lusa durante uma visita que está a realizar a várias cidades do Brasil desde sexta-feira. O candidato a Belém assume este compromisso com comunidades portuguesas, se for eleito chefe de Estado.
Eu assumi um compromisso aqui, sim, o único compromisso que assumo, de que enquanto Presidente da República, se for eleito, introduzirei uma novidade no exercício das funções de Presidente da República. É a novidade de criar presidências abertas no estrangeiro, junto das comunidades. Mas nunca ninguém fez presidências abertas no estrangeiro, nem no Brasil, nem na Alemanha, nem em França, no Luxemburgo, fosse onde fosse. Ora, eu vou passar a fazer. Portugal não é só um território, é um território e é uma nação.
Luís Marques Mendes, em entrevista à Agência Lusa, o social-democrata reforça a ideia de que não há portugueses de primeira e de segunda. António José Seguro vai ter como mandatária nacional da candidatura à Presidência da República, a cientista Maria do Carmo Fonseca. O candidato defende que a vida pública não pode ser só composta por políticos e quer que as mulheres assumam mais protagonismo na liderança do país. De acordo com uma nota enviada à Agência Lusa e nas palavras de António José Seguro, Maria do Carmo Fonseca é a expressão da natureza desta candidatura, independente, inclusiva e agregadora. Na mesma nota, a mandatária justifica ter aceitado este convite com o facto de querer um futuro construído com inteligência, coragem e independência. Os bombeiros querem novas medidas para melhorar as condições dos profissionais até janeiro. Se isso não acontecer, os protestos vão avançar. É o que garante o presidente da Liga dos Bombeiros no final do Congresso Nacional, que decorreu em Alcobaça. António Nunes mostra-se confiante quanto às negociações com o governo para a valorização das carreiras, mas alerta que sem respostas concretas, os bombeiros vão sair à rua.
Nós sabemos que muitas dessas medidas têm a ver com questões orçamentais, o que o leva sempre a uma dificuldade acrescida e eu estou também a acreditar que quer o governo, quer a própria Liga, hoje já chegou aos processos finais. Vamos ter uma estrutura para os bombeiros voluntários com contratos de trabalho, vamos ter um estatuto social do bombeiro, vamos rever um conjunto de situações do subfinanciamento das associações. Se em janeiro não tivermos, mas tivermos a convicção de que é em fevereiro, nada acontecerá. Se começar a vir a questão de é para o próximo orçamento, é para o próximo ano, nós não vamos aceitar.
António Nunes, presidente da Liga dos Bombeiros, aqui neste registo da RTP, a reforçar a exigência quanto a datas concretas. Olhamos para o mau tempo que marcou esta última semana no país. Portugal continental registou mais de 200 ocorrências este domingo devido à chuva até às 20h. O balanço foi feito pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil à Agência Lusa. De entre as ocorrências, destacam-se pequenas inundações. Ainda assim, diz Miguel Oliveira, da Proteção Civil, o dia foi mais calmo.
De facto, hoje o dia foi mais tranquilo, apesar de obviamente se manterem uma série de operações, nomeadamente de recuperação
Entre as 0h do dia de hoje e as 20h, registámos 208 ocorrências, maioritariamente limpezas de via e também pequenas inundações. Só estas duas tipologias são cerca de 130.
O oficial de operações da Proteção Civil, Miguel Oliveira, com o balanço das ocorrências devido ao mau tempo registadas no território continental este domingo até às 8h da noite. Para os próximos dias, a previsão é que haja um desagravamento considerável da situação meteorológica. Viramos a página para a saúde. Fazer exames do SNS no privado é cada vez mais difícil. O tempo de espera pode ser de quase um ano e a reguladora já aplicou multas. É uma notícia Observador. A disparidade é notória. Por exemplo, uma mamografia marcada a título privado poderia ser feita já na próxima semana, mas se o mesmo exame fosse marcado através do Serviço Nacional de Saúde, ou seja, sem qualquer custo para o utente, o tempo de espera disparava para quase um ano. Era só possível fazer este exame em outubro do próximo ano, com um custo que pode variar entre os €30 e os €200. Esta foi uma das situações mais críticas que o Observador encontrou nos vários contactos que fez com os vários operadores de saúde do setor que têm acordo com o Estado. A entidade reguladora diz que está atenta a situações de discriminação e garante que já aplicou coimas que podem chegar perto dos €45 mil. Este é um artigo que faz esta hora manchete no site do Observador e que é assinado pelo jornalista Tiago Caeiro. A marcar a atualidade está também a morte de dois homens baleados na última noite num restaurante no Montijo. O ataque aconteceu pelas 8h da noite. As vítimas foram transportadas para o Hospital do Barreiro, já em manobras de reanimação. Os óbitos foram declarados já na unidade hospitalar, adianta fonte da Guarda Nacional Republicana, à Agência Lusa. As vítimas são pai e filho. O suspeito dos disparos terá relação laboral com as vítimas, mas as motivações do ataque estão a ser investigadas pelas autoridades. Na cultura, a realizadora portuguesa Laura Carreira arrecadou não só um, mas dois prémios BAFTA da Escócia. Recebeu o prémio de melhor argumento de cinema e televisão com "On Falling", considerado também o melhor filme de ficção. Além dos conhecidos prêmios BAFTA nacionais, entregues em fevereiro à Academia Britânica das Artes de Cinema e Televisão, também reconhece talentos locais com cerimónias independentes na Escócia e no País de Gales. Foi na cerimônia escocesa, que decorreu este domingo em Glasgow, que Laura Carreira conquistou esta dupla premiação. "On Falling" é a primeira longa-metragem de Laura Carreira, uma realizadora portuguesa que vive e trabalha há mais de uma década no Reino Unido. É autora de outras curtas-metragens como "Red Hill" e "The Shift". No ano passado, a portuguesa já tinha vencido um prémio de realização no Festival de San Sebastián, em Espanha. Na atualidade internacional, o Hamas critica o rascunho do Conselho de Segurança dos Estados Unidos sobre a governação da Faixa de Gaza. Hazem Qassem, porta-voz do Hamas, considera que as emendas ao rascunho de resolução dos Estados Unidos não vão permitir garantir estabilidade no enclave. De acordo com o jornal "Haaretz", este porta-voz pede como alternativa uma resolução das Nações Unidas que reforce o cessar-fogo e que permita implementar uma força internacional para manter a paz em Gaza. Entretanto, o Conselho de Segurança da ONU deve votar esta segunda-feira uma resolução para endossar o plano de paz para a Faixa de Gaza, proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiantaram fontes diplomatas à AFP. O plano de 20 pontos de Trump para acabar com a guerra no enclave palestiniano, apresentado no início de setembro na ONU, prevê, entre outras medidas, a criação de uma força internacional de manutenção de paz em Gaza. Fechamos o olhar para o desporto. Portugal está no Mundial de Futebol. Vai ser cabeça de série no sorteio de 5 de dezembro, numa altura em que ainda faltam conhecer 16 das 48 seleções que vão compor o maior campeonato do mundo de futebol da história. A equipa das Quinas venceu este domingo a Arménia por 9x1. Garantiu assim entrada direta no Mundial de Futebol de 2026. Para isso, valeram os gols de João Neves e Bruno Fernandes, ambos por três ocasiões, e ainda Gonçalo Ramos, Renato Veiga e Francisco Conceição. No final da partida, Roberto Martínez diz que a equipa portuguesa está agora mais preparada para enfrentar os desafios desta competição.
Agora sim, podemos sonhar com o Mundial. Gostei muito da resposta dos jogadores, muito responsável. O trabalho feito depois da derrota da Irlanda mostrou um balneário muito responsável, muito preparado e acho que agora estamos mais preparados para ir ao Mundial do que quando ganhámos 10 jogos na fase de apuramento para o Europeu.
Roberto Martínez, que considera que a goleada portuguesa mostrou agora uma equipa muito completa. O presidente da República e o primeiro-ministro também assistiram ao jogo, estiveram nas bancadas do Estádio do Dragão. Marcelo Rebelo de Sousa saudou a seleção pela vitória e fala num jogo marcante.
É o jogo da minha vida e da vida de muitos portugueses. Tivemos jogos mais impressionantes, jogos que se deram nas finais vitórias, mas 9x1 é uma vez na vida, de facto. E podia ter sido 11x1, 10x1. Foi excecional. A equipa jogou com uma fibra, com uma categoria, com uma classe, com uma velocidade. Foi único. Ainda bem que estavam aqui tantas crianças que vão durante 10 anos, 20 anos, 30 anos, até serem adultas, recordar este jogo. Lá estamos na fase final e, por feliz coincidência, eu tinha marcado para hoje a entrega das condecorações da vitória da Liga das Nações.
A reação do chefe de Estado à goleada portuguesa. Também Luís Montenegro enalteceu o triunfo nacional. O primeiro-ministro mostra-se confiante numa vitória portuguesa no próximo Campeonato do Mundo de Futebol. Já Cristiano Ronaldo, expulso contra a República da Irlanda, não esteve presente no Dragão. O capitão português, ainda assim, deixou uma mensagem à distância de apoio à equipa nas redes sociais. Portugal chega à fase final do Mundial pela nona ocasião na história, a sétima consecutiva. Não falha um desde 1998. Fica por aqui este jornal. A informação regressa já a seguir com a síntese das 14h30. Até já!