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Muito boa noite. Eu sou o Ricardo Lopes e estou aqui para atualizar toda a informação. Começamos pelo PS. José Luís Carneiro acusa o primeiro-ministro de insensibilidade. O líder socialista não compreende que Luís Montenegro diga que não há motivo para alarme com a subida do custo de vida. À entrada para a sede nacional do Partido Socialista, acusou o primeiro-ministro de estar desligado do mundo real.
O governo, como sempre afirmamos, chega tarde, responde mal ou responde de forma insuficiente e, pior do que isso, o governo não mostrar sequer sensibilidade e o primeiro-ministro não mostrar sensibilidade para compreender as dificuldades por que as pessoas estão a passar. Como digo e sublinho, quando hoje ouvi ao primeiro-ministro dizer que não era preocupante os níveis da inflação que estão a atingir as pessoas, as famílias, as empresas, os trabalhadores, é caso para dizer que, de facto, o primeiro-ministro está mesmo desligado da realidade.
Ouvimos José Luís Carneiro à entrada para a reunião da Comissão Política Nacional do partido. O líder do PS confirma também que vai estar amanhã ao lado da UGT nas celebrações do Dia do Trabalhador. Também se falou do pacote laboral no encontro socialista. O PS considera que o primeiro-ministro já aceitou que o país não precisa de uma reforma laboral e que, portanto, vai recuar. Isto depois de Luís Montenegro ter referido no debate quinzenal desta semana que o país não vai acabar caso o pacote seja chumbado. Filipe Santos Costa, dirigente do PS, saúda com alguma ironia a posição do chefe de governo.
O primeiro-ministro parece finalmente reconhecer que a reforma laboral não é uma prioridade para nenhum setor da sociedade nacional, nem para os trabalhadores, nem para os seus representantes, nem para a maioria das forças políticas representadas na Assembleia da República, nem sequer para as demais entidades que se encontram em concertação social. E, portanto, não sendo uma prioridade para o próprio primeiro-ministro, vemos naturalmente aqui um recuo que, neste caso, teremos que saudar, uma vez que é um recuo salutar e que vem de encontro, aliás, à posição do Partido Socialista.
O Partido Socialista que vai apresentar uma série de exigências para melhorar este PTRR apresentado pelo governo. Uma das grandes preocupações é a duração do plano.
É um programa de nove anos, em três legislaturas, sem aprovação parlamentar. Não é um desígnio nacional, é apenas uma intenção do atual governo. O PS vai apresentar um conjunto de exigências concretas: publicação dos valores definitivos por município, eliminação da burocracia que está a travar os pagamentos às famílias, prazo máximo de 30 dias para todas as candidaturas de habitação já validadas, plano público de reparação das estradas nacionais com calendário por troço e uma resolução da Assembleia da República que permita vincular futuros governos à execução do programa.
Ouvimos aqui Filipe Santos Costa, dirigente socialista, no final da reunião da Comissão Política Nacional do PS no Largo do Rato. O partido de José Luís Carneiro garante que a maioria dos pontos previstos neste PTRR são reciclados e medidas que já tinham sido propostas no passado. Também o Chega acusou o governo de preparar mal o país para a subida de preços. A inflação subiu para 3,4 em abril, durante este mês. André Ventura considera que o Executivo não soube proteger os portugueses deste cenário e volta a insistir na questão do IVA zero.
Não sei se o governo está a enterrar a cabeça na areia ou não, mas preparou-se mal e agora está a lidar mal com a situação. Eu acho que ontem quem era o Chega, quem era o Partido Socialista também, parece-me sincero, apelaram ao governo para que aplique o IVA zero nos alimentos, nos bens essenciais, para que os bens essenciais possam descer. E eu queria voltar a apelar ao governo para que o fizesse. Nós não podemos pôr em risco as contas públicas, isto é uma evidência, mas há coisas que outros governos europeus estão a fazer e que nós também precisamos de fazer para ajudar as pessoas. É tão simples como isso.
O líder do Chega, de visita a Estremoz. O Conselho de Ministros aprovou ontem medidas que eram reclamadas há meses pelos agricultores. São 20 milhões de euros em apoios para a compra de fertilizantes, que estão a ser alvo de uma subida acentuada de preços. Para o regadio vão 60 milhões. O primeiro-ministro garante que se trata de um setor estratégico, desde logo pela questão da gestão da água, uma estratégia que vai ficar a cargo de um antigo autarca e governante do PSD.
Será liderada pelo engenheiro José Macário Correia, que está aqui à frente. Basta conhecê-lo para saber que a partir de hoje os senhores ministros vão ter que se haver para lhe responder rapidamente a todas as solicitações e todos os outros departamentos com os quais se vai cruzar. Faz parte da idiossincrasia dele e faz parte do espírito que nós queremos, de resolver, de acelerar.
O Conselho de Ministros desbloqueou também 60 milhões de euros para eletrificar a linha de comboios em Beja. Além disso, Luís Montenegro diz que espera até o final da legislatura lançar os concursos para estender a rede de autoestradas a todas as capitais de distritoIsto numa altura em que o governo fez uma revisão às contas de 2026, reviu em baixa as metas orçamentais para este ano, aponta agora para um saldo nulo e um crescimento econômico menor. Revê também em baixa o crescimento do PIB, que em vez de um excedente de 0,1, como estava previsto no Orçamento do Estado, indica agora um saldo negativo. Dados apresentados no relatório anual de progresso que o Executivo apresentou a Bruxelas e também a que o Observador teve acesso. Ora, o comboio de tempestades que atingiu o país, a guerra no Médio Oriente e, consequentemente, o aumento do preço do petróleo são as principais razões para a queda destes indicadores. Mudamos de tema. O ministro dos Negócios Estrangeiros chamou o embaixador israelita. Paulo Rangel quer explicações sobre a detenção de três ativistas portugueses pró-palestinianos que seguiam numa flotilha rumo a Gaza. Os navios foram intercetados pelas autoridades israelitas. Mais de 150 ativistas vão desembarcar, entretanto, na Grécia. Paulo Rangel garante que o governo está a acompanhar toda a situação.
Eles serão desembarcados na Grécia e, portanto, também já ativamos a nossa embaixada em Atenas para saber se vai verificar este desembarque e, assim que ele se verifique, como é que podemos resgatar esses portugueses. Nós temos autoridades consulares em Telavive e em Atenas a fazerem todas as diligências para darem a proteção consular a estes ativistas que terão sido detidos e eventualmente a outros que possam vir a ter problemas com Israel. Eu já dei instruções e já foi chamado o embaixador de Israel para dar explicações junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Toda a proteção diplomática está ativada.
O ministro Paulo Rangel, aqui a garantir que as autoridades consulares estão preparadas para acolher os portugueses. No desporto, mais uma noite histórica para o Braga na Liga Europa. Os minhotos venceram o Friburgo por 2x1 e estão cada vez mais perto da final da competição. A partida estava empatada, um igual, quando já em períodos de descontos, aos 92 minutos, Mário D'Orgeles deu a vitória aos arsenalistas. A assistir esteve uma comitiva de peso. António José Segur, também o antigo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa e Luís Montenegro estiveram na bancada para mostrar apoio àquela que é a única equipa portuguesa que neste momento está nas competições europeias. Na reação à partida, Carlos Vinicius, treinador do Braga, enalteceu a postura da equipa.
A equipa nunca deixou de acreditar. Acho que tem sido uma das marcas de identidade da equipa ao longo de toda a época. No final, tivemos a recompensa do 2x1, que nos coloca com uma vantagem mínima para o resto desta eliminatória. Jogámos a primeira mão. Restam-nos pelo menos 100 minutos de futebol na próxima semana, na Alemanha, onde o Friburgo vai certamente tentar dar a volta ao resultado.
Carlos Vinicius, que acredita que vai conseguir chegar à final em Istambul. A acontecer, será a segunda vez na história do clube, repetindo o feito histórico de 2011. Já o treinador do Friburgo considera que, apesar da derrota, o jogo foi bastante equilibrado.
Sim, foi o jogo difícil que esperávamos hoje. Jogámos contra um adversário muito bom, temos de trabalhar muito, mas ambas as equipas pressionaram a um nível alto, por isso foi realmente duro. Claro que é mau para nós perdermos no último minuto. Acho que seria aceitável se saíssemos daqui com o empate. Portanto, sim, é difícil neste momento, mas encaramos com otimismo a próxima semana.
Friburgo, Sporting de Braga. A segunda mão joga-se na próxima quinta-feira, dia 7, na Alemanha. É desta forma que fechamos este jornal das duas da manhã. Está com a Rádio Observador. Mantenha-se por esse lado. A informação regressa às 14h30 em ponto. Até já.