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Três horas. As notícias com Beatriz Félix. Boa noite. Vamos às notícias das 3 da manhã. Começamos com a operação Influencer. O Presidente da República avisa que deve ser retirada uma lição para o futuro, no caso das escutas a António Costa, que não foram entregues pelo Ministério Público ao Supremo Tribunal de Justiça. Diz que não pode voltar a acontecer. Ora, esta sexta-feira foi notícia que alguns registros não foram detectados numa fase inicial. Tinham de ser enviados ao Supremo Tribunal de Justiça e não foram. O DCIAP esclarece, entretanto, que submeteu ao Supremo sete novas escutas ligadas ao ex-primeiro-ministro. A defesa de António Costa pede explicações ao Ministério Público, até porque seis destas escutas correspondem a tentativas de contato falhado. Numa visita de Estado ao Mónaco, o presidente da República avisa que se isto se passou, não deve voltar a repetir-se.

Naturalmente que haverá a oportunidade de perceber melhor o que se passou e, sobretudo, retirar uma consequência para o futuro. E essa consequência é que, se se passou, não sendo cumprida a lei, não deve voltar a passar-se no futuro.

Quanto ao regular funcionamento das instituições, Marcelo Rebelo de Sousa diz apenas que não pode intervir no Poder Judicial. Ainda neste caso, o secretário-geral do PS pede esclarecimentos cabais por parte do Procurador-Geral da República. Há consequências para retirar quanto ao apuramento das responsabilidades e o país deve ser esclarecido. É então o entendimento de José Luís Carneiro. O líder socialista considera da maior gravidade que não tenha sido cumprida, por parte do Ministério Público, a obrigação legal de apresentar de imediato ao Supremo Tribunal de Justiça as escutas que envolvem um primeiro-ministro em exercício de funções, diz José Luís Carneiro, que o PS está à espera de explicações de Amadeu Guerra. Seguimos com a atualidade internacional e regressamos a Marcelo Rebelo de Sousa, que saúda que a União Europeia se tenha manifestado contra o plano de paz apresentado pelos Estados Unidos. Os líderes europeus vão reunir-se este sábado, mas, para já, Ursula von der Leyen é clara: nenhum plano de paz deve ser discutido sem o presidente da Ucrânia. E na mesma linha, Marcelo Rebelo de Sousa realça que a Europa não pode abandonar Kiev.

Muitos dirigentes europeus consideram que é inaceitável aquele plano. Verifico com alegria que a representante europeia, a alta representante, considera isso, que alguns políticos de vários países consideram isso. E com alegria, por isso não podemos, primeiro, deixar cair a Ucrânia. Não podemos deixar transformar a Ucrânia, que foi invadida, em invasor. E não podemos, de repente, deitar fora aquilo que são posições defendidas durante três anos perante o povo ucraniano e perante o Estado ucraniano.

São declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, que está de visita oficial ao Mónaco. Entretanto, Donald Trump deu até a próxima quinta-feira, Dia de Ação de Graças, para a Ucrânia aceitar o plano de paz. Num vídeo endereçado ao povo ucraniano, Zelensky admite que este é o momento mais negro da história do país, em que tem de se escolher entre a dignidade e a perda de um parceiro importante.

Este é um dos momentos mais difíceis da nossa história. A Ucrânia está sob forte pressão e tem de fazer uma escolha muito difícil. É a perda da dignidade ou o risco de perder um parceiro-chave. Ou 28 linhas difíceis de aceitar, ou um inverno extremamente rigoroso. É o mais elevado risco de uma vida sem liberdade, sem dignidade, sem justiça. E eu, no dia 19 de maio de 2019, prometi fidelidade à Ucrânia. Eu, Volodymyr Zelensky, escolhido pelo povo ucraniano, tenho a obrigação de defender a soberania e independência deste país.

Zelensky diz que o interesse nacional da Ucrânia deve ser tido em consideração. Promete, por isso, um diálogo tranquilo com os Estados Unidos e todos os outros parceiros. Os líderes europeus reforçam o apoio à Ucrânia. Vão reunir-se este sábado à margem do G20. Ainda na atualidade internacional, depois de uma forte troca de acusações, Donald Trump esteve reunido com o mayor de Nova York na Casa Branca. Prometem cooperar para bem da cidade norte-americana. Na sala oval, discutiram o futuro da cidade, neste que foi o primeiro encontro que tiveram. Em declarações aos jornalistas, Donald Trump afirma que vai ter uma atitude construtiva, independentemente das cores políticas de quem governa Nova York.

Haverá assuntos sobre os quais discordaremos. Acho que provavelmente chegaremos a uma conclusão e no final ele vai convencer-me ou eu vou convencê-lo, o que é melhor para Nova York. Não me importo com filiações, partidos ou qualquer outra coisa. Quero ver se esta cidade pode ser incrível. Se a eu conseguir, um sucesso espetacular, ficarei muito feliz.

O mayor de Nova York, Zoran Mandani, também se compromete a trabalhar com a administração Trump, pelo que chama de agenda da acessibilidade.

Quando perguntamos aos nova-iorquinos que votaram no presidente, quando vimos um aumento nos seus números na cidade de Nova York, eles voltaram à mesma questão: custo de vida. Muitas vezes, os políticos procuram dar lições em vez de ouvir. E quando falamos com os eleitores que votaram em Trump, ouvimos falar outra vez do custo de vida. Concentrámo-nos nisso. E é aí que estou realmente ansioso por cumprir com os nova-iorquinos, em parceria com o presidente, a agenda da acessibilidade.

Foram ainda discutidos vários temas, como a guerra em Gaza e a troca de insultos entre o presidente e o mayor, mas foi a Ucrânia que teve mais destaque, com Donald Trump a acreditar que a guerra pode mesmo ter um fim à vista E o Líbano está pronto para negociar um acordo para acabar com os ataques israelitas ao país. O objetivo é também retirar Israel das cinco colinas fronteiriças que tem ocupado desde o fim da guerra com o Hezbollah. O presidente libanês diz que não está claro se Israel aceitaria a oferta, uma vez que Tel Aviv intensificou os ataques no sul do país. Esta semana morreram 13 pessoas num campo de refugiados. E pelo menos 67 crianças palestinianas foram mortas na Faixa de Gaza desde que entrou em vigor o acordo de cessar-fogo. É o que adianta a UNICEF. Numa conferência de imprensa realizada em Genebra, o porta-voz Ricardo Pires diz que o número de mortos inclui uma menina que foi morta na sequência de um ataque aéreo contra uma casa em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza. Vamos ao desporto, há ainda tempo para falar disso. O líder da claque Diabos Vermelhos foi encontrado morto nas imediações do Estádio da Luz. Uma notícia que foi avançada ao fim da noite pelo Correio da Manhã e confirmada pelo Observador. Segundo uma fonte policial, Sérgio Caetano foi encontrado sem vida e com um tiro na cabeça dentro de uma viatura com uma arma ao lado do corpo. As circunstâncias desta morte ainda estão a ser apuradas pela PSP. Foi também já acionada a Polícia Judiciária. O Benfica já reagiu à notícia e emitiu um comunicado em que lamenta profundamente a morte de Sérgio Caetano, responsável pela claque organizada de apoio aos encarnados. O clube endereça, por isso, condolências à família, amigos de Sérgio Caetano e também aos Diabos Vermelhos. E fechamos a falar da Taça de Portugal e do Benfica, que passou à próxima fase. Bateu o Atlético por 2x0, num jogo numa casa emprestada no Estádio do Restelo. Os encarnados marcaram na segunda parte gols de Richard Rios e Pavlídis. Na reação à partida, José Mourinho, técnico do Benfica, elogia o adversário e reconhece as fraquezas da equipe encarnada.

Eles fizeram um trabalho extraordinário. Eu os vi jogar ao vivo em Mafra, no jogo da liga deles, e percebi que havia organização, que havia garotos com qualidade e que teriam condições para nos criar algumas dificuldades. Mas a nossa primeira parte é pobre. E é pobre ao nível daquilo que mais me dói, que é quando tu és pobre ao nível da atitude. A atitude foi pobre. Houve muito jogador que não foi sério, que não encarou as coisas como devia encarar.

Análise de José Mourinho, que não poupou os próprios jogadores. Este sábado é a vez de entrar em campo Porto e Sporting. Primeiro, os Leões, às 18h, no Estádio de Alvalade, frente ao Marinhense. Mais tarde, às 20h, há Porto x Interance, no Dragão. São dois jogos que vão contar com emissão especial de desporto, com relato e análise para ouvires em direto aqui na Rádio Observador. E é assim que fechamos este jornal das 03h. A informação fica por aqui. Estarei de regresso às 03h30 com a síntese de notícias.