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Toas. Boa noite, sou Guilherme Pires. São 4 da manhã, é hora de atualizar a informação na Rádio Observador. Pelo segundo dia consecutivo, os cinco distritos mais a norte de Portugal continental, Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real e Bragança, estão esta terça-feira sob aviso vermelho devido ao calor. Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, este alerta deve-se à persistência de valores extremamente elevados da temperatura máxima. Os avisos vermelhos para os cinco distritos do Norte estão em vigor desde o meio-dia de segunda-feira e prolongam-se até às 18h desta terça-feira. A partir dessa hora, Braga e Porto e também Viana do Castelo passam a aviso amarelo, mas Bragança e Vila Real ficam em aviso laranja, o segundo mais grave, devido aos valores muito elevados da temperatura máxima. Em certos pontos do país, as temperaturas máximas devem ultrapassar os 40 °C. E as altas temperaturas previstas são um motivo de preocupação. Por isso, o adjunto de operações da Proteção Civil voltou a alertar a população. Bruno Borges recorda as proibições que estão em vigor nesta altura para prevenir incêndios.
Desde logo, a proibição de circulação e permanência em espaços rurais. Toda a atividade agrícola que seja feita com máquinas e maquinaria, que porventura produza fogo ou faísca, é proibido durante este período e até dia 7, decorrente deste quadro meteorológico. A proibição também e utilização de fogo de artifício ou outros artefatos pirotécnicos, mesmo aquelas situações que tenham autorizações previamente concedidas, estão neste momento proibidas.
O adjunto de operações da Autoridade Nacional de Proteção Civil fez um balanço da situação dos incêndios esta segunda-feira. Com este cenário, o combate aos incêndios continua durante esta madrugada em Portugal, principalmente no distrito de Vila Real. Um incêndio no Conselho de Mondim de Bastos reacendeu na noite de segunda-feira. No entanto, as chamas estão a gerar preocupação na aldeia de Pardelhas. É o que explica o presidente da autarquia de Mondim de Bastos, Bruno Ferreira, no último balanço sobre o incêndio.
Está muito próxima da aldeia de Pardelhas. Estamos a desempenhar uma ação de contra fogo, usando a estrada municipal como barreira. No entanto, houve o reacendimento de uma parte do incêndio que tinha sido eliminada com a ajuda do helicóptero. A verdade é que neste momento já está a lavrar com alguma intensidade e essa deverá ser também uma grande preocupação, que é exclusivamente até a parte mais próxima da aldeia. Portanto, daqui a necessidade de focarmos aqui os esforços necessários para resolver este incêndio.
Declarações do presidente da Câmara Municipal de Mondim de Bastos, Bruno Ferreira, num som captado pela RTP3. Na última hora, o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Douro confirmou à Rádio Observador que as operações de combate a este incêndio estão ainda a decorrer. Na aldeia de Sirarelhos, no Conselho de Vila Real, mais de 520 operacionais e mais de 170 meios terrestres estão mobilizados para combater o incêndio neste local. Isto, de acordo com o último balanço da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. O comandante Miguel David explica o que está em causa no combate aos incêndios na zona de Vila Real.
Nós temos neste momento duas frentes dominadas. Temos ainda duas frentes ativas, as de maior complexidade na área de um dos setores, aqui na zona administrativa de Vila Real. Estas frentes, estamos a aguardar o reforço de mais duas máquinas de rasto pra ver se conseguimos ter maior efetividade concentrando o trabalho de seis máquinas de rasto nesta área, fazer acessos penetrantes pra depois colocar dois grupos.
O comandante da Proteção Civil, Miguel David, num som da Sic Notícias. Garante ainda que é esperado um reforço dos meios disponíveis. E o presidente da Autoridade Nacional da Proteção Civil garante que não faltou meios de combate aos incêndios. José Manuel Moura foi entrevistado na noite desta segunda-feira na RTP3. O responsável pela Proteção Civil diz que o país não está numa situação limite em relação aos meios de luta contra os fogos.
Relativamente aos meios, é sempre uma velha questão relativamente àquilo que tem a ver com os incêndios florestais. Naturalmente que a minha resposta é não, não há falta de meios, e, portanto, os meios não estão muitas das vezes visíveis junto das pessoas que acabam por proferir essas afirmações. Agora, há situações-limite e percebemos isso. Felizmente, não estamos numa situação-limite. O nosso dispositivo tem dado uma resposta, toda ela em todo o território nacional, muito significativa.
O presidente da Proteção Civil afirma também que o organismo está preparado para os próximos dias de calor e descreve o plano traçado para a prevenção de incêndios.
Tenho dúvidas que haja outra alternativa. Tenho dito. Parece-me que há muita gente-
Dito assim, parece uma alminha
...que tinha outras intenções e outras vontades. Eu próprio expressei a minha opinião de preferir outros nomes, mas não me parece que neste momento o Partido Socialista, não havendo ninguém que surja no espaço da esquerda, havendo um secretário-geral do Partido Socialista que demonstrou essa vontade, se não aparecer mais ninguém, acho natural que o Partido Socialista o faça.
Aqui um erro no som. Vamos tentar ouvir José Manuel Moura, o presidente da Proteção Civil, a descrever o plano traçado para a prevenção dos incêndios.
O que foi decidido em sede de Centro Coordenador Operacional Nacional foi precisamente a localização e colocar em sítios estratégicos, nas bases de apoio logísticos, grupos de reforço pré-posicionados pra estarem mais próximo do problema. O que é verdade-
Nomeadamente que regiões? Se pode tentar nos dizer.
Nós temos bases um pouco por todo o território nacional. Felizmente, não temos tido nada no Algarve, mas também temos grupos pré-posicionados no Algarve, na base de apoio logístico que existe na Quarteira, mas em Mangual, em Venda do Castelo, no Porto, enfim, temos várias bases de apoio logístico, precisamente pra pré-posicionar os meios pra estarem mais perto do problema.
O presidente da Proteção Civil, José Manuel Moura, entrevistado na noite desta segunda-feira na RTP3, disse ainda que concorda com a decisão do governo de não ativar o mecanismo europeu. E o comandante dos Bombeiros Voluntários de Camarat, Luís Martins, revela o que está a causar mais dificuldades no combate aos incêndios. Entrevistado na SIC Notícias, o comandante dos Bombeiros de Camarat destaca dois fatores que estão a complicar as operações.
A questão da temperatura e essencialmente o vento. O vento tem sido o inimigo número um de todos estes incêndios. Ele muitas vezes altera a velocidade e com as temperaturas, a oportunidade não tem sido a ideal.
Declarações do comandante dos Bombeiros Voluntários de Camarat. Luís Martins diz ainda que os fogos que têm assolado Portugal devem-se, sobretudo, à mão humana. Por isso, apela que sejam seguidas as recomendações das autoridades e que não sejam feitas ignições de fogos. Na política nacional, o Chega vai propor ao governo a criação de uma equipa conjunta para discutir as alterações à lei laboral. Uma garantia do presidente do partido André Ventura, em Évora, que aproveitou ainda para acusar o governo de atacar as mães e as famílias. Em causa, está a vontade de o Executivo limitar o direito ao luto gestacional, e ainda a redução do horário às mães durante o período de amamentação. Uma situação que, segundo André Ventura, não vai ser permitida pelo Chega.
Quando se tem problema de natalidade, não se ataca ainda mais as mães e as famílias. E o que o governo está a fazer é um ataque, ainda por cima sem qualquer cabimento econômico, sem qualquer razoabilidade econômica, às mães e às famílias. Por isso o Chega não vai permitir. Mas para que não digam que estamos a ser força de bloqueio, eu vou propor hoje ao primeiro-ministro, hoje mesmo, que se constitua uma delegação conjunta para a análise das alterações à lei laboral entre o Chega e o PSD, e que possamos rapidamente, em setembro, avançar com isto.
André Ventura, esta segunda-feira, em Évora, a anunciar que vai apresentar uma proposta ao primeiro-ministro para discutir em conjunto a lei laboral. E Pedro Costa defende o regresso de Mário Centeno ao PS. O socialista considera que o antigo governador do Banco de Portugal é uma mais-valia para o partido. Entrevistado esta segunda-feira no explicador da Rádio Observador, o antigo presidente da Junta de Freguesia de Campo de Ourique, em Lisboa, prevê uma boa integração de Centeno por parte do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro.
Espero que Mário Centeno se junte ao Partido Socialista. É obviamente alguém que acredita na social-democracia, com provas dadas no governo do país, com um nível de popularidade elevado, e o Partido Socialista precisa dos melhores dentro dos seus quadros. E, portanto, espero que Mário Centeno o faça. José Luís Carneiro já disse que o receberá de braços abertos, portanto, não estranharia que esse convite surgisse em setembro, quando Mário Centeno cessar definitivamente as suas funções de governador do Banco de Portugal. Portanto, espero que sim, e tenho a certeza que José Luís Carneiro saberá integrar Mário Centeno.
Já em matéria de eleições presidenciais, o socialista acha natural que António José Seguro seja apoiado pelo PS. À falta de mais candidatos de esquerda, Pedro Costa considera que esta é a única opção. Mudamos de tema na atualidade internacional. Jair Bolsonaro vai ficar em prisão domiciliária. Isto depois da decisão do juiz do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Alexandre de Moraes. A medida foi decretada porque o antigo presidente brasileiro incumpriu medidas cautelares impostas na tentativa de golpe de Estado. O juiz brasileiro considera que Jair Bolsonaro utilizou as redes sociais de aliados políticos, incluindo os três filhos, onde partilhou conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal, assim como ainda demonstrou um apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário do Brasil. Segundo Alexandre de Moraes, a permanência em liberdade de Bolsonaro representa um risco concreto à recolha de provas e ao andamento regular das investigações. O antigo presidente brasileiro permanece com a obrigação de uso de pulseira eletrônica, mas agora as medidas cautelares agravaram-se. Bolsonaro fica ainda impedido de receber visitas no local onde reside, com exceção de advogados e de contactos de pessoas autorizadas pela Justiça brasileira. Está também proibido de utilizar o telemóvel ou qualquer outro aparelho de comunicação. Esta foi a notícia de fecho deste jornal. A informação regressa às 05h com uma síntese de notícias. Até já.