Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Duas horas. Boa noite! São 4 da manhã, está na hora de atualizar toda a informação com a Rádio Observador. Eu sou o Martim Madeira. Começamos pela política nacional. José Luís Carneiro acusa o primeiro-ministro de falhar na saúde, até diz que fazer pior era impossível. O líder do Partido Socialista acusa Luís Montenegro de ser o responsável por manter em funções uma ministra que há muito perdeu a autoridade política e sublinha que os problemas não só não foram resolvidos, como pelo contrário, até se agravaram.

O primeiro-ministro falhou de uma forma clara, de uma forma inequívoca, em relação à promessa que fez aos portugueses. Ele prometeu, em seis meses, encontrar um plano de ação para responder à saúde. O que é certo é que o plano de ação que o primeiro-ministro apresentou não resolveu os problemas que visava resolver. Pelo contrário, mesmo com mais meios humanos, com mais recursos investidos, agravou o problema que já era suficientemente sensível no Ministério da Saúde. Pior é impossível.

José Luís Carneiro tem ainda um alerta a fazer sobre a eventual revisão constitucional.

Há algo que eu sei. Há quem utilize a Constituição para distrair as pessoas daquilo que é essencial. A saúde é mesmo um tema essencial.

Acha que é isso que esta revisão constitucional pretende fazer?

Não tenho dúvidas.

Declarações de José Luís Carneiro à margem da Gala da Liberdade, que aconteceu durante esta quarta-feira no Barreiro. Luís Montenegro promete lutar contra o que diz ser a intransigência no que toca à lei laboral. O primeiro-ministro diz que o governo não vai desistir, nem ficar refém do que considera ser imobilismo por uma promessa feita no discurso dos 52 anos do PSD, onde, Miguel Gato, esteve também presente Marcelo Rebelo de Sousa.

Depois de 10 anos na Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa regressou a um evento do PSD.

Estamos aqui hoje para, em simultâneo, homenagear a nossa querida Conceição e recordar a fundação de uma casa a que ela esteve ligada desde o início.

O antigo presidente da República marcou presença num evento que juntou o aniversário número 52 do partido a uma homenagem a Conceição Monteiro, militante número dois do PSD, e fez um discurso sem mensagens políticas. A seguir, falou Luís Montenegro, que diz contar com Marcelo daqui para a frente.

Quero dizer-lhe que é com todo o afeto e também com gratidão por tudo aquilo que tem feito e fez na presidência, que nós, na sua casa, na sua família, o tornamos a acolher. Não podemos expressar as suas opiniões, porque há esse compromisso, mas podemos contar consigo e vamos contar consigo.

O presidente do PSD promete honrar o passado do partido, nomeadamente os dois principais convidados.

Cara Conceição, caro Marcelo, vamos continuar a governar exatamente fiéis a este princípio.

E numa altura em que o governo tenta fazer mudanças em várias frentes, com a reforma laboral ainda como tema quente, Luís Montenegro deixa ainda uma garantia.

Sendo este também um governo de concertação, é um governo que obviamente não vai desistir. Nós já demos muitas mostras de cedência. O que não podemos é ficar reféns da intransigência ou ficar reféns do imobilismo.

A promessa deixada por Luís Montenegro no aniversário do PSD, que contou com a presença de Marcelo Rebelo de Sousa.

Uma peça do jornalista Miguel Gato. Luís Montenegro assegura ainda que vai continuar concentrado e focado em dar ao país mais instrumentos para o que entende ser um país produtivo e competitivo. O Chega vai insistir na redução da idade da reforma. No entanto, André Ventura já ensaia uma mudança de discurso para que esta não seja, afinal, uma questão decisiva para dar luz verde à nova lei laboral, mas o debate sobre a medida é para ser feito.

É legítimo, já discordamos no passado, certamente que discordaremos no futuro em muitas matérias. Eu só vos posso dizer, enquanto presidente do Chega, aquilo que eu acho que é o caminho que devemos fazer, independentemente das posições do atual primeiro-ministro e de outros primeiros-ministros. Eu acredito que isto tem que ser levado até o fim. Há pessoas que gostam, há os que não gostam.

É uma ideia para debate.

É uma ideia para debate e é uma ideia para avançar.

No debate quinzenal, disse que sem isso não havia reforma e agora disse que a questão não é votar contra.

Portanto, já têm aí a resposta, se eu disse uma coisa dessas. Mas se isto for de um impacto de 400 milhões, 500 milhões, de mil milhões, justifica perfeitamente o que estamos a fazer pelos portugueses.

Já sobre a revisão constitucional, que vai apresentar esta quinta-feira, André Ventura admite deixar cair algumas das medidas mais polêmicas. O Partido Socialista acusou o Chega de destruir as escolas e gerou-se um momento de tensão no Parlamento. Foi durante a reunião plenária da Assembleia da República. Porfírio Silva, do PS, sublinha o que diz serem os maus exemplos do Chega dados aos alunos com gritarias e indisciplina, por exemplo, na Assembleia da República, Marta Caramelo Nobre.

Depois da resposta do deputado do Chega Rui Cardoso, que acusou os socialistas de não terem propostas para combater o aumento da violência nas escolas, o deputado Porfírio Silva relembra a proposta apresentada pelo partido e culpa o Chega de dar o exemplo de violência.

Uma parte dos problemas que nós temos na sociedade são os maus exemplos, são as gritarias, são a indisciplina, é a violência na relação entre as pessoas. E nessa matéria, o senhor deputado é mestre.

Clima de agitação na bancada do Chega e Porfírio Silva aproveita para dar o recado

É esse o exemplo que os senhores dão às escolas. É isso mesmo! É por isso que os senhores são os destruidores das escolas.

Mais tarde, o líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, pediu a defesa da honra da bancada.

Eu não posso permitir, senhor presidente, que o senhor deputado Porfírio Silva tenha, não insinuado, mas dito mesmo, que a culpa da violência nas escolas é dos deputados do Chega.

E devolve as críticas ao Partido Socialista.

Sr. Deputado, a culpa da violência nas escolas não é desta bancada parlamentar, é da inação do Partido Socialista, durante anos, e anos. Esqueceram a escola pública, senhor deputado.

Na resposta, Porfírio Silva deixa um aviso.

Eu não sou fácil de intimidar, nem com berraria, mesmo que seja de um líder parlamentar.

Uma peça da jornalista Marta Carmelo Nobre, um momento de tensão entre o PS e o Chega na sessão plenária do Parlamento. Passamos para o internacional, vamos para o cruzeiro que ainda está no Atlântico, infetado com o Anta vírus. Um passageiro desse mesmo cruzeiro revela que 23 pessoas saíram em Santa Helena e não fizeram quarentena. Uma informação dada pelo jornal espanhol "El País", que diz que estes 23 passageiros seguiram para os respetivos países sem passar por nenhum tipo de quarentena. Por agora, o cruzeiro está a caminho das Canárias, onde chega daqui a três dias. No entanto, o "El Mundo" noticia que o avião que vai transportar os passageiros das Canárias até à zona continental de Espanha não tem autonomia suficiente e vai ter de fazer escalas em alguns lugares da Península Ibérica, portanto, até pode calhar a Portugal essa escala. Passamos para o conflito no Médio Oriente. Foi revelado o porquê da suspensão feita por Donald Trump à Operação Liberdade. De acordo com a MSNBC, o presidente norte-americano decidiu suspender a operação de escolta de navios no Estreito de Ormuz depois de uma chamada com o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman. O príncipe herdeiro informou os Estados Unidos que não ia permitir que as Forças Armadas norte-americanas operassem aeronaves a partir da Base Aérea Príncipe Sultão e que nem sobrevoassem o espaço aéreo saudita para apoiar a operação. É uma informação dada à MSNBC por fontes oficiais da Casa Branca e essas mesmas fontes dizem que depois desta chamada, o presidente foi obrigado a suspender o Projeto Liberdade para restabelecer o acesso das Forças Armadas dos Estados Unidos ao espaço aéreo da Arábia Saudita depois desta ameaça do príncipe herdeiro da Arábia Saudita. É um espaço aéreo crítico para o conflito no Médio Oriente. Ainda, o Irão diz que está a rever a proposta de paz dos Estados Unidos, uma garantia dada pela agência de notícias iraniana ISNA, que cita um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano. A CNN Internacional dá também que o Irão pode responder a esta proposta já nesta quinta-feira. E embora este acordo ainda não esteja confirmado por Teerão, o presidente norte-americano garante que a perspetiva de um consenso sobre este acordo é grande e tem alguma esperança.

Estamos a lidar com pessoas que querem muito chegar a acordo. Vamos ver se conseguimos ou não chegar a algo que seja satisfatório para nós. Temos tudo sob controlo. O bloqueio que estamos a fazer é inacreditável. A Marinha tem sido incrível. Conseguiram criar uma muralha de aço, ninguém consegue passar. Em particular os iranianos, que não conseguem passar nem por um lado, nem pelo outro, estão fora do negócio. Vamos ver se conseguimos chegar a acordo. Se não conseguirmos, vai acabar por acontecer de uma forma ou de outra.

Esta proposta norte-americana visa finalizar o conflito. No entanto, uma notícia da Reuters escreve que, de acordo com várias fontes, ainda há questões chaves a resolver, como a suspensão do programa nuclear iraniano e a reabertura do Estreito de Ormuz. Ainda a tempo de irmos ao desporto, na Liga dos Campeões, o Paris Saint-Germain empatou em casa do Bayern de Munique e está assim na final da Liga dos Campeões, vai defrontar o Arsenal no final da competição. A equipa francesa esteve a ganhar por 1 x 0, quase toda a partida. O Bayern de Munique acabou por empatar nos minutos finais, mas não foi o suficiente. O PSG já tinha uma vantagem do jogo anterior e acabou mesmo por carimbar a presença na final da Liga dos Campeões, com um agregado de 6 x 5. A final da Liga dos Campeões vai ter lugar na Puskás Aréna, em Budapeste, no dia 30, às 17h. Quem será o campeão, Arsenal ou Paris Saint-Germain? Notícia de fecho deste jornal das 04h. A informação regressa às 05h. Até lá, fique com a primeira parte do episódio desta quarta-feira de "Contra-Corrente".