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Quatro horas. As notícias com Miguel Pina Andrade. Portugal estreia-se esta quarta-feira no Campeonato do Mundo de Futebol. Na antevisão à partida frente ao Congo, Roberto Martínez realça que a seleção nacional está junta numa só voz. O selecionador compreende os discursos ambiciosos do presidente da federação e também dos jogadores acerca da conquista da prova. Ainda assim, afirma que na qualidade de selecionador, deve olhar pro percurso de Portugal com racionalidade.

Faz sentido que o nosso presidente, que o nosso capitão falem do sonho. Eu também tenho o sonho e temos o mesmo, mas a minha responsabilidade é mostrar que o mundial ganha-se racionalmente e com um caminho muito bem marcado. Então nós estamos a falar de diferentes vozes. Há uma voz geral e depois há uma voz chata, que é racional, explica o caminho e que utiliza a experiência do terceiro mundial, de muitos jogos na seleção, mas é uma voz.

Com o olhar colocado na seleção do Congo, Roberto Martínez esclarece que a seleção africana tem semelhanças com a equipa da Nigéria. Recordar que Portugal realizou um jogo particular de preparação frente a esta seleção africana. Roberto Martínez realça o trajeto de qualificação por parte da equipa congolesa e acrescenta que o adversário é muito flexível taticamente.

É uma equipa que eu diria que é muito flexível taticamente, então não é só uma equipa de defender o bloco baixo. Já tivemos a experiência com a Nigéria que as equipes africanas agora estão muito bem desenvolvidas, conseguem fazer uma pressão do bloco médio alto, agressivos, gostam dos duelos físicos, um jogo vertical. Quando têm bola descoberta, exploram os espaços na linha defensiva muito bem, há jogadores europeus, ou que jogam nas ligas mais importantes na Europa, como Bakambu, Wissa, Thievy Bifouma.

Roberto Martínez, que deu ainda conta de uma ausência de peso, o central Rúben Dias está de fora por lesão. Quanto ao futuro ao além da equipa das Quinas, o selecionador nacional adia essa decisão para depois do Campeonato do Mundo, que só termina dia 19 de julho. Nesta conferência de imprensa esteve também presente Bruno Fernandes, o médio do Manchester United afirma que não é proibido sonhar e explica a presença dos jogadores portugueses nas praias da Flórida. O jogador de 31 anos avisa que a atual convocatória ainda não pode ser considerada a melhor geração de sempre, pois ainda não venceu o título mundial. Por isso, pede alguma calma em festejos antecipados, mas adianta que não é proibido sonhar.

O nosso sonho está lá, aquilo que nós queremos, estamos bem cientes disso. Acho que sonhar não é proibido, mas o nosso foco principal, agora que começa o mundial, é o jogo de amanhã e tem que ser assim, ir jogo a jogo, porque se queremos realmente ser intitulados como a melhor seleção de sempre portuguesa, eu acho que temos que pensar primeiro no próximo passo e não muitos passos à frente.

Bruno Fernandes, que volta a justificar os treinos da seleção portuguesa na praia, reforça que já estavam previstos no planeamento e lembra que não era possível fazer treino físico no hotel.

Foi algo que já estava planeado, algo que faz parte da adaptação também. Se não estivéssemos na praia, teríamos que estar fechados no quarto de hotel, o que provavelmente não é o melhor para a questão física, pelo fato de não termos tanta capacidade dentro do hotel para fazer mobilidade, para nos mexermos, para andar um bocado e também para ter momentos de grupo, momentos em que podemos criar, para além de boas memórias, um bom ambiente de grupo, com algumas brincadeiras, algumas palhaçadas, momentos mais tranquilos.

Momentos mais tranquilos, as declarações de Bruno Fernandes em conferência de imprensa de antevisão ao primeiro jogo de Portugal no Campeonato do Mundo, é contra a República Democrática do Congo. A bola começa a rolar às 18h de Portugal continental. O relato e a análise são aqui em direto na antena da Rádio Observador. Na atualidade internacional, o Irão diz que vai responder de forma severa aos ataques israelitas desta terça-feira no sul do Líbano. Pelo menos quatro pessoas morreram e várias ficaram feridas na ofensiva israelita, que continua, apesar do memorando de entendimento acordado entre Washington e Teerão para pôr fim à guerra. O comando das Forças Armadas do Irão promete uma resposta dura se a situação não se alterar. De acordo com o exército de Teerão, Israel violou o cessar-fogo no Líbano 84 vezes desde que o entendimento foi anunciado esta segunda-feira. Dizem que as Forças de Defesa de Israel continuam a cometer crimes e também a massacrar o povo oprimido do Líbano. Em sentido inverso, o exército israelita indicou que interceptou foguetes do grupo xiita Hezbollah, disparados em direção às tropas israelitas no sul do Líbano. Como tal, retaliou com ataques aéreos. E a ação de Israel pode mesmo afetar o memorando de entendimento entre o Irão e os Estados Unidos. É uma posição defensiva pelo major-general João Vieira Borges, que aponta os comportamentos de Israel como imprevisíveis. No gabinete de guerra da Rádio Observador, o major-general diz, ainda assim, que o memorando de entendimento é uma notícia positiva e sublinha que o Irão foi capaz de resistir aos Estados Unidos e que ficou fortalecido no Médio Oriente.

Houve, sobretudo, o atingir de um objetivo fundamental, que era a resistência. Resistir à maior potência mundial, aliada ao maior inimigo do Irão. Essa resistência, inevitavelmente, provoca uma maior união Em torno de um objetivo que é fundamental para o Irão, a tal sobrevivência, e que certamente fortalece a componente militar do regime, designadamente a Guarda Revolucionária Islâmica, em torno de um líder que é um líder ferido, que é um mártir.

A análise do Major-General João Vieira Borges no Gabinete de Guerra da Rádio Observador. Na atualidade política nacional, o Chega admite avançar com uma proposta de reforma para a Segurança Social, uma hipótese colocada na noite desta terça-feira por André Ventura. Quando questionado sobre se estaria disposto a dar a mão ao governo para a reforma do sistema da Segurança Social, André Ventura quis ir mais longe, mas também não se esqueceu daquela que é uma das bandeiras do partido, o fim das subvenções vitalícias dos políticos.

Nem é dar a mão ao governo, eu até admito mais, eu admito que seja o Chega a propor uma reforma da Segurança Social. Nós queremos, por um lado, diminuir a idade da reforma, e isso parece-nos importante, mas também somos coerentes. Nós também queremos limitar pensões milionárias. Isto é uma coisa que a direita não tem coragem de dizer. Nós tivemos de dizer, pessoas que recebem pensões de € 5.000, de € 6.000, de € 7.000, devem ter uma limitação e um teto. Isto obriga a uma reforma da Segurança Social, porque num país em que muitos recebem € 500, €600, €700, haver pessoas a ganhar 10 mil e terem trabalhado 10 anos ou 15, é uma injustiça e uma imoralidade.

André Ventura, em entrevista à SIC Notícias, onde deixou claro ainda que a reforma da Segurança Social é tão importante como a redução da idade da reforma. Foi encontrado um corpo de um jovem junto à barra de Albufeira, no distrito de Faro. É uma notícia avançada pela Agência Lusa. A Autoridade Marítima Nacional informa que o alerta foi dado no final da tarde desta terça-feira. Em comunicado, afirma que tudo indica que o corpo deverá ser do jovem britânico de 23 anos que desapareceu na quinta-feira, depois de ter desaparecido enquanto tomava banho no mar. O corpo foi transportado pelos bombeiros para o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses do Barlavento Algarvio e o Consulado Britânico em Portimão já foi informado da ocorrência. É a notícia de fecho deste jornal das 03h, a informação regressa às 03h30 e já a seguir há a crônica do Minuto 90 com o jornalista João Lourenço.