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As notícias com Carlos Pedro. Bom dia. Começamos este jornal com uma notícia observadora. A apresentação da moção de confiança dividiu os membros do governo. O Observador apurou que alguns membros do executivo defenderam que se escutassem primeiro todas as hipóteses antes de se avançar com a moção de confiança. Outros consideraram que Luís Montenegro deveria mesmo colocar o ônus da decisão ao Parlamento e que, em caso de chumbo, o cenário de eleições antecipadas seria uma oportunidade para reforçar a AD. Embora o executivo tenha estado dividido entre duas opiniões, o Observador sabe que o governo concordou que o primeiro-ministro não deveria ser submetido à Comissão Parlamentar de Inquérito apresentada pelo PS. Já sobre o debate propriamente dito, o Observador sabe que Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, foi instruído por Luís Montenegro a negociar com os socialistas imediatamente antes do plenário. Ora, na resposta, o PS recusa que alguma vez tenha sido contactado no sentido de negociar antes do debate da moção de confiança. O Observador sabe também que Nuno Melo, ministro da Defesa, não terá gostado que Luís Montenegro reunisse primeiro com um núcleo mais restrito, antes de reunir o Conselho de Ministros a 1 de março. Este é um artigo assinado pelo jornalista Miguel Santos Carrapatoso e que faz a esta hora manchete em observador.pt. O ministro da Defesa considera que o país está mais do que esclarecido sobre o caso de Luís Montenegro. Nuno Melo afirma que a atual crise política é apenas uma interrupção num bom governo que caiu. Em Coimbra, na tarde de ontem, o ministro não poupou ainda nas críticas a Pedro Nuno Santos.

Caiu um bom governo. Os portugueses têm memória do que de bom foi feito por este bom governo e também têm memória do que de mau foi feito em maus governos do Partido Socialista, nomeadamente pelo seu presidente atual, Pedro Nuno Santos. Fizemos tanta coisa neste ciclo que foi interrompido, mas que por ter sido virtuoso, merece ser prolongado e, portanto, eu tenho estas eleições como um enterro.

Para o presidente do CDS-PP, a atual crise política é anormal e escusada. Já em relação à coligação entre CDS e PSD, Nuno Melo garante que está sólida. Continuamos na política. Marta Temido critica o PSD por manter a confiança em Luís Montenegro. A antiga ministra da Saúde acusa o primeiro-ministro de sobranceria por não ter prestado esclarecimentos mais cedo e por não reconhecer o erro. A eurodeputada socialista admite que se a AD vencer as eleições, o PS poderá manter a posição de desconfiança em relação a Luís Montenegro.

Se eu pertencesse ao PSD neste momento, cobriria a minha cara de vergonha, porque o mínimo que se espera de alguém com esta experiência política e com esta responsabilidade pública é que tenha algum sinal de arrependimento. Seja muito difícil, se a AD ganhar e se se apresentar com Luís Montenegro como primeiro-ministro, nós concebermos que vamos dar confiança a alguém que não a teve agora.

Marta Temido, ontem, em entrevista à RTP3. A eurodeputada apela ainda ao primeiro-ministro para que esclareça tudo rapidamente, de forma a não monopolizar o debate na campanha.

Espero que haja uma clarificação. Quanto mais cedo, melhor. Senão vamos ter umas eleições em que vamos discutir apenas estas circunstâncias desta situação pessoal, insisto, pessoal, da exclusiva responsabilidade de Luís Montenegro e não vamos discutir aquilo que os portugueses precisam saber, que é o que é que Luís Montenegro e o PSD propõem para os problemas que não conseguiram resolver ao longo destes 11 meses de governação.

A antiga ministra da Saúde, Marta Temido, que afirma que se no final da campanha restarem dúvidas, é responsabilidade da Assembleia da República realizar a Comissão Parlamentar de Inquérito na próxima legislatura. Augusto Santos Silva apela à prudência de PS e PSD durante a campanha eleitoral. O antigo presidente da Assembleia da República avisa que os dois partidos vão ter de conversar a seguir às eleições. Sugere o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros que a solução de governo que resultar das eleições antecipadas vai ter de passar por um entendimento entre socialistas e sociais-democratas. Apela, por isso, a que não se fechem as portas do diálogo.

O PS e o PSD, que têm que ser vivos na marcação das suas diferenças, vão necessariamente discutir questões da natureza de ética política, mas ao mesmo tempo, não devem inviabilizar o diálogo político democrático que vão, na minha opinião, muito provavelmente ter que fazer depois de maio.

Em entrevista ao Observador, o antigo presidente da Assembleia da República comentou também a polêmica que envolve o atual presidente do Parlamento. Aguiar Branco disse, durante a reunião do Conselho Nacional do PSD, que Pedro Nuno Santos fez pior ao país em seis dias do que André Ventura em seis anos. Uma declaração que tem merecido críticas por parte do PS. É o caso de Ferro Rodrigues, que acusa Aguiar Branco de não ter respeitado o cargo de presidente da Assembleia. Ora, quanto a Augusto Santos Silva, prefere não fazer juízos. Salienta, no entanto, que à segunda figura do Estado exige-se contenção.

Nós nunca conseguimos despir, nem devemos fazer, despir totalmente o fato institucional e, portanto, espera-se que o presidente do Parlamento, como o ministro, mesmo intervindo numa sessão político-partidária, tenha alguma contenção.

Augusto Santos Silva, ouvido ontem no programa Explicador da Rádio Observador. O Partido Socialista vai excluir os candidatos autárquicos das listas de deputados candidatos à Assembleia da República. Listas estas que não incluem a atual líder parlamentar, Alexandra Leitão, que já apresentou a candidatura à Câmara Municipal de Lisboa. A notícia é avançada pelo jornal Público, que cita uma fonte do partido que considera que ter o pé em simultâneo nas autárquicas e nas legislativas antecipadas poderá ser prejudicial para a campanha autárquica. O Público adianta ainda que Pedro Nuno Santos vai falar com todos os candidatos autárquicos para expor a situação. Alguns já tomaram a iniciativa de afirmarem que não serão candidatos, como Manuel Pizarro, candidato à Câmara do Porto, que foi dos primeiros a comunicar a decisão. Também a líder parlamentar Alexandra Leitão já tinha referido, em entrevista à Sic Notícias, estar pronta para deixar o Parlamento e ser apenas candidata autárquica. Em sentido contrário, surge Marcos Perestrelo, falado há meses como candidato socialista a Cascais. O nome nunca chegou a ser aprovado pela Comissão Política do Conselho e o então vice-presidente da Assembleia da República vai ser um dos nomes candidatos ao Parlamento. Seguimos na atualidade nacional. O heliporto do Hospital de Santa Maria já pode voltar a receber helicópteros de emergência. Desde 2020 que o heliporto do maior hospital do país estava interdito devido a alterações no processo de certificação de segurança. A espera terminou ontem. Citada pela Agência Lusa, a Unidade Local de Saúde de Santa Maria acrescentou que vai investir mais de meio milhão de euros na melhoria do heliporto e nas zonas circundantes do hospital. As intervenções incluem uma nova base de viatura médica de emergência e reanimação, um estacionamento e ainda corredores de acesso ao serviço de urgência central. Ainda na saúde, seis urgências de ginecologia e obstetrícia e duas de pediatria vão estar hoje encerradas no país, a maioria na região de Lisboa e Vale do Tejo, isto segundo as escalas dos serviços de urgências do Serviço Nacional de Saúde. De acordo com os dados do portal do SNS, estão encerradas as urgências de obstetrícia e ginecologia do Hospital Garcia de Orta, em Almada, do Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, do Hospital São Bernardo, em Setúbal, do Hospital Vila Franca de Xira, do Hospital Santo André, em Leiria, e ainda no Hospital Amadora-Sintra, este último apenas de obstetrícia. Durante o fim de semana vão estar ainda encerradas as urgências pediátricas do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, e do Hospital de Vila Franca de Xira. Portugal participou hoje numa conferência virtual com líderes de 25 países para discutir o apoio à paz na Ucrânia. É o primeiro-ministro Luís Montenegro quem vai representar o país no encontro organizado pelo Reino Unido. O objetivo prende-se com a discussão de como é que os países dispostos a contribuir para a manutenção da paz em Kiev o podem fazer, caso seja alcançado um acordo de cessar-fogo. Além da paz na Ucrânia, também vai ser feita uma atualização dos processos alcançados desde a última reunião dos chefes de Estado-Maior, realizada em Paris. Os cidadãos angolanos, cabo-verdianos e são-tomenses estão em risco de proibição de entrada nos Estados Unidos da América. A informação é avançada pelo New York Times, que adianta que a administração de Trump está a ultimar uma lista que vai servir de base a uma nova proibição de entrada no país de cidadãos de vários cantos do mundo. Angola, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe integram uma lista de 22 países que estão sob alerta amarelo e a quem poderá ser dado um prazo de 60 dias para corrigir falhas na emissão de documentos, no controle de fronteiras e na partilha de informações com Washington. Estes quatro países da CPLP correm o risco forte de limitação até proibição de entrada de cidadãos nos Estados Unidos. A decisão de Donald Trump deverá ser anunciada a partir do dia 21 deste mês. Venezuela, Afeganistão e Irão são alguns dos países que estão na lista vermelha. Olhamos agora para outro desporto. O Futebol Clube do Porto recebe hoje, no Estádio do Dragão, o Aves, num jogo a contar para a jornada 26 da Primeira Liga. Os Dragões vêm de uma derrota em Braga que retirou a equipa do pódio e ainda não venceram em casa este ano. O treinador do Futebol Clube do Porto mostra-se feliz por voltar ao Dragão, mas alerta para um adversário que considera duro. Martin Anselmi defende ainda que o fator casa é importante.

Quantas mais vezes jogamos em casa, melhor é. Portanto, sim, é importante voltar a jogar em casa. Em relação ao rival, penso que é um adversário que vem a melhorar com a mudança de treinador. São uma equipa boa nas bolas paradas, nas transições e têm jogadores rápidos nas alas. Por isso, acho que vai ser um adversário difícil, que vamos ter de respeitar muito.

Do lado da equipa Aves, o técnico Rui Ferreira rejeita a ideia de um Futebol Clube do Porto frágil, apesar do registo negativo dentro de portas.

O Futebol Clube do Porto já não vence no Dragão há cinco jogos e, portanto, precisa de ganhar, quer ganhar perante os seus adeptos. Só por aí já nos vai criar imensas dificuldades. E é isso que nós estamos à espera, de encontrar um Futebol Clube do Porto que quer dar a volta, um Futebol Clube do Porto forte. E nesse sentido, nós temos que nos preparar para o melhor Futebol Clube do Porto e não um Futebol Clube do Porto fragilizado, longe disso.

Na primeira volta, os Dragões venceram na Vila das Aves por 5x0. O Futebol Clube do Porto Aves arranca às 18h06 de hoje. Um jogo que pode acompanhar com relato e análise em direto aqui na Rádio Observador. E depois dos Dragões, é o Sporting quem entra em campo. Os leões recebem em Alvalade o Famalicão. O Sporting é líder isolado à condição, com mais um jogo do que o Benfica, e pode aumentar momentaneamente para seis pontos a diferença para as águias. Pela frente tem o nono classificado, Famalicão, que tem três vitórias nos últimos quatro jogos. Na antevisão ao encontro, Rui Borges sublinhou a importância de um triunfo antes da pausa internacional, uma paragem que, reconhece, compromete o trabalho da equipa técnica.

É uma paragem ingrata para quem trabalha com grandes jogadores, jogadores de seleção, e acaba por ser um bocadinho para mim também nesse sentido, ou para nós treinadores nesse sentido, porque vamos ter mais de meia equipa nas seleções, os miúdos, se calhar, a maioria também da equipa B está em seleção de sub-20, sub-21, sub-19. Acaba por ser um trabalho ingrato esta paragem nesse sentido.

Rui Borges, que não confirmou a possível saída de Giovanni Quansah para o Chelsea. Ainda assim, o técnico transmontano confirmou o regresso às opções de Eduardo Quaresma. Do outro lado, o treinador dos famalicenses mostra-se confiante num bom resultado e garante que a equipa vai a Alvalade lutar pelos três pontos.

Esperamos um jogo que desde o início será um jogo difícil, mas que é um bom jogo para nós, um jogo para colocarmos o nosso jogo como tentamos sempre fazer, independentemente em casa, fora ou pelo caminho, e para nos testarmos também e chegarmos ao fim e tentarmos estar felizes com aquilo que fizemos. E isso é lutar pelos pontos que estão em disputa, não deixando de desfrutar daquilo que é o jogo.

Hugo Oliveira, treinador do Famalicão, na antevisão ao duelo com o Sporting, num registo da Sport TV. O Sporting-Famalicão arranca às 20h30 da noite de hoje. Também um jogo com relato e análise aqui em direto na Rádio Observador. Fica por aqui este jornal. A informação regressa já a seguir com a síntese das 18h30.