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Seis horas. As notícias com Maria João Brás. Bom dia. André Ventura vai ficar em repouso e não regressa à campanha por indicação médica. O líder do Chega voltou a sentir-se mal numa ação de campanha em Odemira. Esta quinta-feira foi observado no Hospital de Setúbal, onde foi diagnosticado com o mesmo quadro clínico que terça-feira em Faro.
Os médicos e o hospital aconselharam-me a medicar e também a parar um pouco. Vamos continuar a fazer outras análises posteriormente. Tudo o que fizemos, todo o diagnóstico que foi feito, parece indicar que tenha sido um espasmo esofágico, um espasmo com características agudas e agora terei que me tratar. Por isso, com muita pena, não conseguirei acompanhar os dias de amanhã.
André Ventura que não vai estar presente nas duas ações de campanha marcadas para hoje, a primeira em Setúbal e a segunda no Chiado. A Aliança Democrática distancia-se do PS em oito pontos percentuais. A coligação PSD/CDS lidera as intenções de voto, de acordo com uma sondagem da Universidade Católica para a RTP, Antena Um e Jornal Público. A Aliança Democrática está agora com 34% das intenções de voto, enquanto que o PS desce para 26%. Logo a seguir aos dois partidos do centro, está o Chega, com 19% das intenções de voto, segue-se a Iniciativa Liberal com 7%, o Livre 5, a CDU com 3 e o Bloco de Esquerda com 2%. O PAN corre o risco de não conseguir manter a representação parlamentar, já que está com apenas 1% das intenções de voto. E face a estes números, Luís Montenegro reconsidera a ideia de ter uma maioria maior. Montenegro admite que poderá governar em condições idênticas às atuais. Miguel Vítor Dias.
À entrada para o último dia de campanha, depois da descida de Santa Catarina, no Porto, Luís Montenegro admite que das eleições de domingo saia um cenário idêntico ao atual e, por isso, já se prepara para uma nova governação sem maioria parlamentar.
Se o seu critério corresponder à confiança na nossa candidatura, nós estaremos aptos a governar qualquer que seja a dimensão da vitória que nos derem.
E por contraponto.
Se por um acaso não fosse essa a vontade, nós também teríamos muito mais que fazer na vida, que nós não vivemos apenas para isto, apesar de gostarmos muito daquilo que estamos a fazer.
Montenegro disponível para governar, qualquer que seja a maioria, mas de saída, em caso de derrota. O primeiro-ministro e candidato da AD já não acredita em grandes mudanças no sentido de voto, daqui até à ida às urnas.
Lanço a fazer apelos de grande ênfase, alguns mesmo de grande desespero, como se agora, à pressa, em 48 horas, tudo fosse mudar.
Apesar do líder não querer dramatizações de voto, o cabeça de lista pelo Porto, Paulo Rangel, não deixa de carregar no apelo ao centrão.
A todos aqueles que são moderados de esquerda e que são moderados de direita, notem bem, a direita radical esteve sempre ao lado da esquerda radical. André Ventura ao lado de Pedro Nuno Santos para deitarem abaixo o governo da AD.
Rangel a pedir o voto dos moderados para essa maioria maior, que já se admite que possa não ser assim tão grande.
Miguel Vítor Dias no encerramento da campanha no Porto, esta quinta-feira. A caravana da AD segue esta sexta-feira para Lisboa, onde vai descer o Chiado ao final da manhã, termina com um comício no Campo requiem. Já o PS está otimista com Pedro Nuno Santos a dizer que os socialistas estão perto de conseguir uma vitória no domingo. A três dias da decisão final, o secretário-geral do PS não poupou nas críticas à AD e à Iniciativa Liberal. Nadine Soares. Na reta final da campanha, Pedro Nuno Santos falou aos indecisos e pediu a concentração de votos no PS.
Temos três dias para dizermos aos que estão indecisos para refletirem se se deve premiar quem nos atirou para eleições. E dizer àqueles que votam nos partidos mais pequenos, que não conseguem eleger deputados, que façam-nos o favor de votar no PS.
E insistiu até com os apoiantes.
Para dizermos aos portugueses que acreditam no PS para não falharem a votação.
No almoço comício de Paço de Ferreira, Pedro Nuno Santos voltou a diabolizar um possível entendimento entre a AD e a Iniciativa Liberal.
E ainda hoje, o líder da Iniciativa Liberal, que quer ser ministro do Luís Montenegro, vem dizer que então na educação é que vai ser a mudar tudo. Com a AD e a Iniciativa Liberal, é o nosso modo de vida que fica em causa.
Contou com a ajuda de Fernando Araújo, cabeça de lista do Porto e antigo diretor-executivo do SNS, que tirou um governo completamente apagado na saúde.
E desta crise mais recente da falha de energia, do Ministério da Saúde não saiu nenhuma informação, nenhuma orientação, nenhuma coordenação para as questões do SNS, nenhuma. Ficaram a assistir e a comentar. Tiveram um apagão eles próprios.
Pedro Nuno Santos ainda arranjou tempo para desejar as melhoras a André Ventura, do Chega, que sentiu-se mal durante uma arruada de campanha.
Mandei mensagem ontem, troquei mensagens. Desejos de recuperações rápidas. As campanhas são duras, são intensas e nós temos que respeitar.
O PS seguiu para a tradicional arruada na Rua Santa Catarina, no Porto, colorida de confetes e bandeiras e com uma grande expressão. Pedro Nuno Santos saiu a garantir que o partido está à beira de uma vitória.
E não dispersem o voto. Nós estamos à beira de uma vitória e de derrotar a AD, mas para isso nós precisamos que as pessoas vão votar, porque nós estamos a três dias de derrotar a AD e de ganharmos as eleições.
A reta final da caravana socialista, um dia passado na região do Porto. A jornalista Nadine Soares, que acompanha a caravana socialista e que esta quinta-feira dedicou o dia à região do Porto. Também o Livre está confiante no resultado destas eleições. Rui Tavares admite que ambiciona duplicar a representação parlamentar e critica o PS por querer ganhar votos à esquerda.
Eu tenho ouvido dizer nos últimos tempos que, por exemplo, um eleitorado do PS, que havia ali 50 mil votos que lhes faltavam e logo, por um azar dos diabos, eram 50 mil votos do Livre. Tinham sido um Livre. Portanto, se o Livre perdesse um quarto dos votos que teve da última vez, isso é que lhes dava jeito, porque ficavam à frente da AD. Eu quero dizer muito claramente: não precisam de tanto, porque na verdade basta desidratar metade disso à própria AD, porque aí cada voto é um voto que a AD perde e é um voto que o PS ganha. Concentrem-se no voto à tua área, que a gente concentra-se na nossa. O país não precisa de um Livre com grupo parlamentar diminuído. O país precisa de um Livre que tenha um grupo parlamentar duplicado.
Rui Tavares num comício esta quinta-feira em Lisboa. O porta-voz do Livre reafirmou ainda a abertura do partido para um possível entendimento num cenário pós-eleições. No entanto, reforça que não o fará a custo das questões europeias e internacionais. E precisamente sobre o tema governabilidade, a Iniciativa Liberal admite o entendimento depois das eleições, mas apenas com um bom governo. O antigo líder dos liberais, Carlos Guimarães Pinto, diz que a Iniciativa Liberal não vai fazer alianças com o governo que repita as mesmas abordagens dos últimos 30 anos. Na reta final das campanhas, os partidos reforçam o apelo ao voto. Paulo Raimundo, da CDU, acredita que até domingo a coligação que junta os comunistas e os Verdes ainda vai crescer. E também Mariana Mortágua garante que o Bloco, com mais deputados, vai conseguir fazer a diferença. A coordenadora do Bloco de Esquerda critica as campanhas que ignoram os problemas dos portugueses e que, segundo a bloquista, encenaram ações de bandeirinha no ar. Terminamos com o PAN, que corre o risco de ficar de fora do Parlamento. Ainda assim, Inês de Sousa Real mantém a esperança e desvaloriza as sondagens. Mudamos de tema. Os trabalhadores da administração pública cumprem hoje uma greve. São esperados impactos nos serviços públicos, no setor da educação, saúde, autoridade tributária e ainda nos registos e notariado. O presidente do sindicato que convocou a greve, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços, diz que espera uma adesão em massa. Passamos para a atualidade internacional. Tudo indica que seja hoje que a Rússia e a Ucrânia se juntam na Turquia para negociar um acordo de paz. Será através de delegações que representam ambas as partes. Inicialmente, era suposto estarem presentes os dois chefes de Estado. No entanto, Vladimir Putin, que tinha proposto conversações diretas, não compareceu. Uma decisão que levou também Volodymyr Zelensky a não estar presente e a considerar a ida desta delegação russa como uma farsa. Ainda assim, depois de troca de acusações de ambas as partes, a delegação russa diz estar à espera da contraparte às oito da manhã em Istambul. No entanto, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, está pouco confiante de que este encontro resulte em progressos. Entretanto, os líderes dos países europeus, que incluem os 27 e também os países que não fazem parte da União Europeia, reúnem-se hoje na Albânia. Trata-se da sexta cimeira da Comunidade Política Europeia, uma iniciativa promovida pelo presidente francês. O objetivo é que os países europeus alinhem uma resposta ao atual contexto geopolítico. Luís Montenegro não vai marcar presença por causa da campanha eleitoral, mas presentes vão estar António Costa, Volodymyr Zelensky e Mark Rutte. É a notícia de fecho deste noticiário. Regressamos às 18h30 com a síntese. Até já.