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As notícias com Matilde Malva Sabino.

Luís Montenegro dedica o tradicional artigo de opinião, que marca o início do Ano Novo, à reforma laboral. Defende que é fundamental para salários dignos. O primeiro-ministro defende a proposta apresentada pelo governo para conseguir melhores empregos e melhores salários, mesmo que não tenha conquistado os sindicatos. No artigo de opinião para o Jornal de Notícias, publicado esta quinta-feira, Luís Montenegro tranquiliza o país e escreve que não há que ter medo. Em causa, um anteprojeto laboral que prevê a simplificação dos despedimentos nas médias empresas, o fim das restrições do outsourcing em caso de despedimento, alterações à lei da greve e maiores dificuldades na reintegração de trabalhadores após despedimento ilícito. Para o chefe de governo, não há dúvidas: uma proposta que inclua menos impostos e a flexibilidade laboral é a chave para salários dignos. Palavras do primeiro-ministro publicadas no mesmo dia em que o salário mínimo aumenta. A partir deste 1 de janeiro, o valor sobe €50 e passa para 920. Antes de ouvirmos a mensagem de Ano Novo de Luís Montenegro, vamos olhar para as celebrações por todo o país. Há poucos minutos entraram em 2026 vários países da América Latina, é o caso do México, Guatemala, El Salvador e Costa Rica. Outros também, estados dos Estados Unidos que, entretanto, consoante o fuso horário, foram entrando em 2026. Há uma hora foi a vez de Nova York. Mais de um milhão de pessoas estiveram reunidas e continuam em Times Square. Fogo de artifício, confetes e muita música, foi assim que se viveu a mudança de ano na cidade de Nova York. Momentos depois, Jawan Ali Mandani tomou posse como presidente da Câmara. O novo presidente da Câmara de Nova York tem 34 anos e foi empossado pela Procuradora-Geral do Estado, na antiga estação do metrô da Prefeitura. Em Portugal, 2026 foi também recebido em festa, como é habitual, com vários espetáculos de fogo de artifício pelo país. Na capital, Lisboa, o centro da festa foi no Terreiro do Paço, com um espetáculo de pirotecnia que durou 10 minutos. As celebrações continuaram com música. O estilo escolhido foi reggaeton. No Porto, depois de um espetáculo multimídia e fogo de artifício, que duraram alguns minutos, foi Nininho Vaz Maia que subiu ao palco para animar as hostes na cidade. Também em Coimbra, junto ao rio Mondego e em Albufeira, na Praia dos Pescadores, não faltou animação e muitas pessoas. Além do continente, a Madeira é outro ponto bastante requisitado para a passagem de ano. O fogo de artifício iluminou o Funchal durante oito minutos, com milhares de pessoas a assistir. O mau tempo ainda chegou a assustar, mas o governo regional decidiu manter o espetáculo pirotécnico no Funchal, mesmo com o aviso amarelo para chuva e vento em vigor, devido à depressão Francis. Os Açores deram o primeiro passo em 2026. Uma hora depois, receberam o novo ano em festa, com fogo de artifício em vários pontos do arquipélago. Seguimos para a mensagem de Ano Novo de Luís Montenegro. Falou enquanto presidente do PSD, num vídeo publicado nas redes sociais do partido. Ainda assim, como primeiro-ministro, prometeu cumprir um programa de transformações na saúde, educação, habitação e transportes nos próximos três anos e meio. É o que fica da mensagem do presidente do PSD, publicada nas redes sociais do partido. Um vídeo com pouco mais de três minutos, onde o primeiro-ministro começou por abordar as vitórias dos sociais-democratas nas eleições legislativas e também nas autárquicas. Depois, afastou um cenário de possíveis legislativas antecipadas. Virou atenções para um futuro que promete ser de transformação, sem esquecer as eleições presidenciais que se avizinham.

Ainda teremos a nossa participação nas eleições presidenciais, já agora no mês de janeiro, mas que não são eleições partidárias, onde apoiamos convictamente aquele que já mostrou ser o melhor candidato, o mais bem preparado para o exercício da função presidencial, Luís Marques Mendes. Mas vamos depois ter um período de cerca de três anos e meio sem eleições nacionais, onde devemos concentrar em cumprir o nosso programa de reforma e transformação de Portugal, levado a cabo com coragem, com capacidade de iniciativa política, com capacidade também de diálogo, com humildade democrática, mas cumprindo este desígnio de dar a Portugal condições para criarmos mais riqueza, de levarmos o nosso talento mais longe, de corporizarmos aquela mentalidade Cristiano Ronaldo que vos falei no Natal, de trabalharmos o nosso talento.

A mensagem de Ano Novo de Luís Montenegro, num vídeo publicado nas redes sociais do PSD. Pede coragem, capacidade de iniciativa política, diálogo e humildade democrática para estes próximos três anos e meio. Ainda antes das 12 badaladas, foi o candidato presidencial Luís Marques Mendes a dar os votos de Ano Novo aos portugueses. No Terreiro do Paço, em Lisboa, ao lado do presidente da Câmara, Carlos Moedas, Luís Marques Mendes não quis fazer campanha. Diz que é tempo de desejar um feliz Ano Novo aos portugueses, uma transição de ano que quis resumir numa palavra.

Uma palavra, sobretudo, de esperança. Nós precisamos muito de esperança. O mundo está como está, a gente sabe. A Europa também está com divisões, nós também sabemos. Portugal também tem os seus problemas, mas no meio disso tudo, nós temos que acreditar

Temos que ter esperança. Temos que ter confiança. Fazemos também coisas extraordinárias em Portugal. Não há razão nenhuma para nos sentirmos inferiores aos outros. E eu acredito muito que podemos ter um próximo ano, um ano com confiança, com esperança, com ambição. E é isso que eu desejo a todos os portugueses. Àqueles que me apoiam, àqueles que não apoiam, àqueles que vão votar em mim, àqueles que não vão votar em mim. Todos são portugueses, todos merecem o mesmo respeito e a mesma admiração da minha parte.

Os votos do candidato à Presidência da República, Luís Marques Mendes, no registo captado pela SIC. Outros candidatos a Belém também assinalaram a passagem de ano com uma mensagem dirigida aos portugueses ainda antes da meia-noite. António José Seguro considera que é urgente recuperar o sentido de comunidade em Portugal e apela à união dos portugueses entre diferentes gerações e regiões em 2026. Numa mensagem de Ano Novo gravada em vídeo, o candidato presidencial defende uma mudança que espera que seja tranquila. Seguro deseja um país onde há acesso à saúde a tempo e horas e onde arrendar e comprar casa não seja um luxo. O candidato apoiado pelo PCP, António Filipe, optou por destacar a importância de votar nas eleições presidenciais de 18 de janeiro.

É este o momento em que formulamos votos para que o ano que vem seja melhor, se possível, do que o ano que passou. E começamos o ano, desde logo, com eleições para Presidente da República. É um momento importante. Um momento importante para a vida do país e é um momento importante também para cada um de nós, porque temos a possibilidade de exprimir a nossa vontade através do voto, um direito que custou tanto a conquistar ao povo português e que importa sempre dignificar. É um momento importante. Em todo o caso, desejo a todos que tenham um bom ano de 2026 e que ele corresponda, no essencial, àquilo que são as vossas aspirações.

O apelo de António Filipe, subscrito também por Catarina Martins, a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, deixa ainda a receita para um ano melhor.

Em 2026, vamos ter eleições presidenciais e falo-vos como candidata a Presidente da República. Partilho convosco aquela que é para mim a melhor receita para um Bom Ano Novo: paz, trabalho decente, salário e pensões dignas, casa, saúde e educação para todos, tempo para os nossos. Que em 2026 comecemos a reinventar Portugal, não com o ódio, não com a desistência ou mais do mesmo, mas com alegria. Com a alegria de sermos uma comunidade, de dizermos sim à esperança e sim ao futuro. Um Feliz Ano Novo!

Também Jorge Pinto deixou uma mensagem de Ano Novo ao país. O candidato apoiado pelo LIVRE realça os desafios para este ano que acabou de começar.

Este novo ano tem enormes desafios, tanto a nível nacional como a nível internacional. Aqui, em Portugal, temos de ser capazes de finalmente concretizar o direito à habitação a um preço digno que as pessoas possam pagar. Precisamos de reforçar o nosso Serviço Nacional de Saúde, a mais bela das conquistas da nossa democracia, porque é intolerável termos ainda tantas pessoas sem médico de família e termos de esperar meses ou anos por uma consulta. Precisamos de mais cultura, mais cultura em todo o território, porque a cultura é vida, a cultura é qualidade de vida. Esta esperança e este otimismo exigem-nos concretização e políticas concretas. E isso começa já em janeiro, com a eleição do próximo Presidente da República. Bom ano de 2026. Juntem-se a esta caminhada.

Mensagens de Ano Novo dos candidatos a Belém e logo à noite, às 20h, o país vai ouvir a última mensagem de Ano Novo de Marcelo Rebelo de Sousa como Presidente da República. Desta vez promete que o discurso vai ser mais curto, tendo em conta a proximidade das eleições presidenciais de 18 de janeiro. Novo ano, novos preços. Os custos de vários serviços essenciais vão aumentar. A renda, a prestação da casa e a eletricidade são algumas das despesas que vão pesar ainda mais no bolso das famílias portuguesas em 2026. A jornalista Francisca Reis explica-nos o que vai mudar.

As rendas vão subir mais no próximo ano, mas há uma boa notícia: vai ser possível deduzir € 900 no IRS. Este aumento das rendas é de 2,2%, um valor ligeiramente superior comparado com o do ano anterior. No entanto, não é uma subida tão elevada quanto a de 2024. A atualização da renda só pode ser exigida, no mínimo, um ano depois da data de início do contrato de arrendamento ou da última atualização. Mas há uma boa notícia: o valor da dedução das rendas em sede de IRS aumenta de € 700 para 750. O governo espera um aumento deste valor para € 900 ainda no próximo ano e € 1.000 em 2027. Sobre as prestações da casa, não há previsão certa sobre a evolução das taxas Euribor em 2026, mas a maioria dos analistas diz que não devem sofrer grandes oscilações, podem até descer ligeiramente. Os clientes que fizeram amortizações antecipadas de crédito à habitação com taxa variável vão voltar a pagar a comissão que esteve suspensa durante três anos e que, regra geral, sobe a 0,5% do valor pago. Já o preço da luz sobe abaixo da inflação. A taxa elétrica do mercado regulado aumenta 1% no início do próximo ano. A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos agrava ligeiramente as tarifas de acesso aos mais de seis milhões de consumidores para 3,5%. Esta é uma subida que será provavelmente compensada pela descida dos preços da energia nos mercados.

A jornalista Francisca Ré a dar conta dos aumentos das despesas com a habitação previstos para este novo ano, 2026. Os transportes, os combustíveis e as portagens também fazem parte dos custos que vão pesar mais nas carteiras dos portugueses. Este é um artigo que pode ler na íntegra no site do Observador. E com a chegada de 2026, muitos já pensam nos dias de descanso que podem ter. Precisamente ano novo, contas novas. Os dias de férias não mudam, mas a gestão tem de ser repensada a cada ano, consoante os feriados nacionais. Mas parece que 2026 não é um ano que dê para grandes malabarismos. Beatriz Félix, o que reserva o novo ano?

2026 traz 15 feriados, a contar com o Carnaval, mas sem ter em conta os feriados municipais. Isso não muda. O que muda é a forma como os dias aparecem no calendário do próximo ano. Ora, há dois feriados ao sábado, 25 de abril e o 15 de agosto, ao domingo também. A Páscoa, como é habitual, este ano a 5 de abril e o 1 de novembro. Só aqui já há quatro ou cinco dias perdidos, mas isto, claro, para quem trabalha de segunda a sexta-feira. Mas vamos às boas notícias. 2026 vai permitir quatro fins de semana prolongados, ainda assim, menos um do que em 2025. Ao da Páscoa, no primeiro fim de semana de abril, segue-se o 1º de Maio, Dia do Trabalhador, que calha a uma sexta-feira, depois o 5 de outubro, a uma segunda e, finalmente, o Natal também a uma sexta-feira. Já quanto às pontes, a primeira acontece logo no arranque do novo ano. Dia um é quinta-feira e, por isso, pode tirar a sexta. Há só mais uma: o Carnaval, a 17 de fevereiro. Como sempre, a uma terça-feira e, por isso, segunda-feira também pode ser de descanso. Há ainda dois feriados em junho, o Corpo de Deus, dia 4, e o Dia de Portugal no dia 10, ambos a uma quarta-feira e que com poucos dias de férias permitem compor uma semana inteira de descanso. No final das contas, quatro fins de semana prolongados, duas pontes e uma semana com feriados.

A jornalista Beatriz Félix, com o resumo das contas aos dias de descanso para 2026. É um ano menos favorável para poder jogar com feriados e férias. Portugal assinala esta quinta-feira os 40 anos de adesão à Comunidade Económica Europeia, a atual União Europeia. Portugal assinou o tratado de adesão em 12 de junho de 1985, durante o governo do antigo primeiro-ministro socialista Mário Soares. Entrou em vigor em 1 de janeiro do ano seguinte, já com o social-democrata Cavaco Silva no poder, depois de oito anos de negociações. Desde então, Portugal foi representado em várias ocasiões nas instituições europeias. Atualmente é António Costa, antigo primeiro-ministro, que preside desde 2024 o Conselho Europeu. 40 anos depois, a data fica marcada por uma novidade europeia. A Bulgária é o mais recente país a adotar o euro. Torna-se esta quinta-feira o 21º membro da zona euro a adotar oficialmente a moeda única. É um marco histórico contestado pela população e que ocorre numa altura de fortes tensões políticas. Notícia de fecho deste jornal. A informação regressa às 18h30. Até já.