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As notícias com Nadine Soares. Bom dia, começamos com a atualidade internacional. O presidente norte-americano vai suspender a Operação Liberdade, de escolta de navios no estreito de Ormuz. É um anúncio feito através da rede social Truth Social. Donald Trump, que escreve que a suspensão da Operação Liberdade vai ser temporária para perceber se o acordo com o Irão vai ser assinado e finalizado. Trump explica que esta decisão veio depois de vários pedidos do Paquistão e outros países para que se chegue finalmente a um acordo. Mas é uma contradição da administração Trump, tendo em conta que o secretário de Estado anunciava que a ofensiva contra o Irão tinha acabado e que era o início de uma nova fase denominada Projeto Liberdade. Marco Rubio e Donald Trump parecem estar desencontrados. Na Casa Branca, Rubio anunciava o início desta operação, que acabou por ser suspensa. Explicava o secretário de Estado norte-americano no que consistia a operação e garantia que era totalmente defensiva.
As forças armadas norte-americanas estão a mobilizar os meios necessários para alargar este escudo defensivo à navegação comercial. Mas que não haja dúvidas, isto é uma operação defensiva. Se não forem disparados tiros contra nós, nós também não vamos disparar. Mas se formos alvejados, vamos responder com eficiência letal. Estas forças já destruíram, como referi, sete lanchas rápidas iranianas que não acataram os nossos avisos. São alvos fáceis e pelo menos 10 marinheiros civis morreram na consequência disso.
Para o secretário de Estado norte-americano, se o Irão prosseguir o caminho da diplomacia, os resultados para o país vão ser positivos. A administração Trump em contradição relativamente a esta operação, que foi suspensa e durou cerca de 48 horas. Já do lado do Irão, o país diz que é impossível aceitar as exigências dos Estados Unidos com vista a um acordo de paz. É o entendimento do presidente iraniano. Massud Pezeshkian sublinha que Teerão continua a receber ameaças por parte dos Estados Unidos. O chefe de Estado acusa o país de seguir uma política de pressão máxima, ao mesmo tempo que espera que o Irão ceda às exigências unilaterais dos norte-americanos. Citada pela Reuters, considera que é impossível. Entretanto, dizer também que o ministro dos Negócios Estrangeiros já aterrou na China. Abbas Arghachi está numa campanha por vários países, agora está em Pequim para se encontrar com o homólogo chinês. E olhamos ainda para a guerra da Ucrânia. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o homólogo Sergei Lavrov discutiram este conflito por chamada telefónica, o que indica o porta-voz do Departamento dos Estados Unidos em comunicado. Terão discutido a relação entre a Rússia e os Estados Unidos, também em relação à guerra da Ucrânia e também do Irão. Ainda na Ucrânia, 22 pessoas morreram esta noite em ataques russos, após os anúncios separados de tréguas entre os dois países. Uma trégua que já começou do lado de Kiev. Em reação a estes bombardeamentos, o presidente ucraniano condena aquilo que descreve como cinismo por parte de Moscovo. Já a pausa da Rússia está marcada para sexta e sábado, quando Moscovo celebra o Dia da Vitória. Moscovo que ameaça lançar um ataque em grande escala com mísseis contra o centro de Kiev, caso a Ucrânia viole esta trégua. E noutro tema, a Organização Mundial da Saúde está a tentar localizar os mais de 80 passageiros a bordo do avião em que seguia uma neerlandesa infetada com o hantavírus. A mulher de 69 anos saiu de Santa Helena num voo para Joanesburgo, na África do Sul. Veio a morrer com o vírus no hospital no passado dia 26 de abril. A Organização Mundial da Saúde entende que há indícios de contágio e quer, por isso, localizar todas as pessoas que partilharam um voo com esta passageira. Na política nacional, a UGT não vai levar novas propostas para a concertação social na reunião marcada para depois de amanhã. A CIP tem uma conferência de imprensa marcada para hoje, isto para falar da reforma laboral. As propostas que a UGT tinha de apresentar, já apresentou. Agora é continuar a negociar com o governo. O Observador sabe que é esta a conclusão do encontro que o líder da UGT teve com o Secretariado Executivo. A Central Sindical rejeita o repto da Ministra do Trabalho para que seja apresentada uma nova versão do documento do lado dos trabalhadores. Já do lado dos patrões, o presidente da CIP considera que há prejuízos para o país, caso sejam desperdiçados estes meses de negociação em concertação social. A Confederação Empresarial de Portugal tem para hoje marcada uma conferência de imprensa para falar sobre a importância de concretizar a reforma laboral. E Pedro Passos Coelho considera absurda e irrealista a proposta do Chega de baixar a idade da reforma. O antigo primeiro-ministro critica a proposta de redução de idade da reforma por parte do partido Chega, numa intervenção à porta fechada para estudantes na Nova SBE. Passos Coelho descreve esta medida como absurda e irrealista. Volta a considerar improvável um regresso à vida política, mas não deixa de criticar o atual governo. Para o antigo primeiro-ministro, o Executivo de Montenegro tem demorado demasiado tempo a mostrar resultados. Dá o exemplo da negociação, precisamente da reforma laboral. E o ministro da Administração Interna admite ter existido um pacto de silêncio entre os agentes da esquadra do Largo do Rato envolvidos em casos de tortura. É um processo que já levou à detenção de 24 polícias e um civil. Luís Neves acredita que houve facilitismo face a comportamentos inaceitáveis.
Tudo leva a crer que houve aqui um facilitismo e uma aceitação
De comportamentos desviantes e que são comportamentos particularmente graves. A ofensa à dignidade da pessoa, do ser humano, é particularmente grave, que tem a ver com agressões bárbaras e com humilhações. E depois a aceitação e o silêncio, um pacto de silêncio na não divulgação desses mesmos fatos e, por isso, é grave.
Mas isso tem a ver com um sentimento de impunidade? Tem a ver com uma cultura instalada nas polícias? Tem a ver com o quê?
Não, não há esta cultura instalada nas polícias. Nós estamos a falar de casos isolados.
Casos isolados que não espelham a realidade geral, é o que diz Luís Neves. Em entrevista à CNN Portugal, o ministro da Administração Interna remete juízos sobre este caso para mais tarde.
Pode ter ocorrido essa falha no controle interno, mas o que eu quero dizer é que só quando tivermos acesso àquilo que é matéria de investigação criminal, portanto, quando o processo estiver aberto e quando houver decisões transitadas em julgado por parte dos tribunais, é que nós vamos poder, de fato, fazer a avaliação de como, quando, quem, em que circunstâncias os crimes foram cometidos.
Luís Neves, ministro da Administração Interna, em declarações à CNN Portugal. André Ventura critica esta postura do ministro relativamente a este caso. O líder do Chega considera que Luís Neves tem feito declarações infelizes sobre as forças de segurança ao anunciar, por exemplo, a expulsão de elementos da polícia por comportamentos desviantes. André Ventura diz que se trata de anúncios infelizes e relativiza os casos como o do Largo do Rato.
Esses casos acontecem com polícia e acontecem com todas as outras corporações. Há gente melhor e gente pior em todas as profissões, em todos os órgãos. O que não podemos ter é um governo e um ministro que falam mais em expulsar polícias, em perseguir polícias, em tirar-lhes a autoridade, do que propriamente em garantir que temos uma polícia eficaz, forte e capaz de combater a criminalidade. O que não podemos é ter um governo que ainda ontem se preocupou em dizer que tínhamos que ter cuidado com as percepções de insegurança, mas não é capaz de perceber que os polícias estão sem meios.
E por isso André Ventura pretende ouvir o ministro da Administração Interna, Luís Neves, no Parlamento na quinta-feira, no próximo dia 14. Já o PS fala em motivo de repulsa. O que aconteceu na PSP do Largo do Rato exige uma investigação até às últimas consequências. Os socialistas consideram que se trata de uma situação absolutamente intolerável e saúda todas as ações das autoridades competentes. Alega que a confiança na instituição não pode ser colocada em causa numa nota da direção socialista enviada à Agência Lusa. O partido lembra que não há que ignorar casos como este, o do Largo do Rato. E é com este caso que encerramos este jornal das seis da manhã. Voltamos a atualizar a informação às seis e meia, mas deixe-se ficar, porque já a seguir temos conferência de imprensa.