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Seis horas. As notícias com Carlos Pedro. Jornal das seis, na Rádio Observador. Assinado e em vigor, o Irão confirma a assinatura do memorando de entendimento com os Estados Unidos para pôr fim à guerra e reabrir o estreito de Ormuz. A notícia foi confirmada através de imagens publicadas pela agência estatal IRNA, que mostram o presidente Masoud Pezeshkian assinar o documento. Ainda assim, Teerão deixa um aviso: em caso de novos ataques de Israel contra o Líbano, os iranianos vão considerar como uma violação do documento. O memorando foi assinado de modo digital. De acordo com o portal Axios, Donald Trump assinou o documento durante o jantar no Palácio de Versalhes, a convite do presidente francês Emmanuel Macron, no G7, que terminou ontem em França. Sendo assim, e de acordo com o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, não está confirmado o encontro com a delegação norte-americana amanhã na Suíça. Também deixa alguns avisos. O Irão pretende cobrar taxas pela passagem no canal e está também a contar com o levantamento das sanções ao petróleo do país. Importa ainda olhar para os 14 pontos deste acordo entre norte-americanos e iranianos. O entendimento prevê um cessar-fogo e a abertura de negociações sobre questões estratégicas, incluindo o programa nuclear iraniano. Foi Donald Trump quem revelou o acordo ontem, na cimeira do G7. Ficamos agora a conhecer os 14 pontos pela voz do António José Soares.

Os Estados Unidos, Irão e seus aliados na guerra atual declaram a cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano. Washington e Teerão comprometem-se ainda a respeitar a soberania e integridade territorial de ambas as partes. Após a assinatura, os Estados Unidos da América vão dar início ao levantamento do bloqueio naval, que deve estar concluído no prazo de 30 dias, e comprometem-se também a retirar as suas forças das proximidades da República Islâmica no prazo de 30 dias após o acordo final. Já o Irão deverá garantir a passagem segura de navios comerciais sem quaisquer custos, desde o Golfo Pérsico até ao mar de Omã, e vice-versa. Washington, juntamente com parceiros regionais, vai também desenvolver um plano de pelo menos 300 mil milhões de dólares para a reconstrução e desenvolvimento econômico do Irão e compromete-se a terminar todos os tipos de sanções contra Teerão. Quanto à questão nuclear, a República Islâmica afirma que não vai adquirir nem desenvolver armas nucleares. E já sobre o material enriquecido existente, vai ser acordado um mecanismo que terá como metodologia mínima a sua diluição nas próprias instalações, sob a supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica. Os Estados Unidos da América comprometem-se a emitir isenções para a exportação de petróleo bruto iraniano e produtos derivados, bem como para todos os serviços associados, e a descongelar totalmente para utilização os fundos e ativos do Irão. Ambas as partes acordam ainda iniciar negociações após a assinatura do entendimento. Vai ser também estabelecido um mecanismo para monitorizar e implementar de forma bem-sucedida o memorando e o cumprimento futuro do acordo final. Acordo esse que vai ser endossado por uma resolução vinculativa do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Jornalista António José Soares, com o resumo dos 14 pontos do memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irão. No futebol, Portugal entrou a empatar no Campeonato do Mundo. O gol de João Neves não foi suficiente para uma entrada a vencer da equipa das Quinas. 1x1 foi o resultado final. João Neves marcou a abrir, Wissa empatou para a República Democrática do Congo a fechar a primeira parte, ambos os gols de cabeça. Um ponto para cada lado nesta estreia de Portugal e dos congoleses. Roberto Martínez, no final do encontro, mostrou-se até satisfeito com a forma como a seleção nacional entrou em campo.

É importante perceber que entramos no jogo muito bem. Até o primeiro gol, tivemos uma profundidade e chegamos ao último terço muito bem. O gol do Congo chega só no momento mais difícil para nós, mas acho que reagimos bem. A atitude dos jogadores foi extraordinária. Nós precisamos avaliar muito bem e crescer. Não perdemos um jogo, temos um ponto, temos mais dois jogos e a ideia é: se nós queremos chegar longe na competição, jogos como hoje possam ser o momento para chegar ao nível que precisamos dentro do mundial.

Foi curta a entrada portuguesa neste Campeonato do Mundo. Falou também João Neves, autor do único gol português. O médio natural de Tavira não se mostrou surpreendido com a exibição do adversário.

Acho que o Congo demonstrou um jogo muito típico do Congo, desde o início até o fim, não mudaram as suas ideias de jogo. Infelizmente pra nós, o gol que eles fizeram foi fruto de um esquema tático. Nós trabalhamos diariamente sobre isso e por isso ainda é mais difícil para nós digerir esse tipo de gols, mas sabemos que contra estas equipes que vão ter, se calhar, uma, duas, no máximo três oportunidades por jogo, eles vão aproveitar estes esquemas táticos para nos criar dano, e fizeram. Não é que a gente esteve mal, mas há sempre coisas a melhorar. Acho que o próximo jogo será um jogo mais bem conseguido.

João Neves e Roberto Martínez à Sport TV no final deste Portugal 1, República Democrática do Congo também 1. A Seleção Nacional está agora com um ponto, no segundo lugar, com os mesmos dos congoleses. O grupo de Portugal é liderado pela Colômbia, que derrotou nesta madrugada o Uzbequistão por 3x1. Luís Dias, ex-futebol do Porto, fez um dos gols. Já vamos olhar daqui a pouco com mais calma para os jogos de ontem do Mundial, em mais uma edição do Vamos à Bola. No Parlamento, discute-se hoje a reforma laboral, um mês depois de a proposta do governo que altera o Código do Trabalho dar entrada na Assembleia da República. O debate está marcado para as 14h e vai contar com a presença da ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho. Já o primeiro-ministro não estará presente. Meia hora antes Arranca uma concentração convocada pela CGTP em frente ao Parlamento para exigir a derrota do pacote laboral. Mário Mourão, da UGT, vai estar nas galerias do Parlamento a assistir ao debate. O tema foi destaque ontem no debate quinzenal, com críticas da oposição, muitas metáforas, numa discussão em que tardam a surgir aproximações. Miguel Viterbo Dias.

Só faltaram os calções e as chuteiras.

Tive a ocasião de me despedir dos nossos heróis do mar, transmitindo o apoio de todos. Para ganhar, é preciso ousar e fazer. Esta é também a mentalidade que vos proponho.

Debate marcado por alegorias futebolísticas, com André Ventura a repetir, agora em público, as exigências que fez em privado a Luís Montenegro.

Se o Governo está ou não disponível para corrigir coisas em áreas fundamentais, cito a amamentação. Nós não podemos tirar direitos a quem amamenta. Se está disponível para valorizar quem trabalha por turnos.

O primeiro-ministro está disponível para negociar, mas avisa que primeiro é preciso viabilizar a proposta.

Só teremos a oportunidade de fazer essa aproximação, esse diálogo e de sermos consequentes com ele se este instrumento for viabilizado na Assembleia da República.

O PS colocou três deputados a falar antes de José Luís Carneiro rematar assim.

Para quem prometia jogar a Ronaldo, senhor primeiro-ministro, eu espero que Ronaldo jogue melhor no Mundial, porque senão será mesmo uma desgraça.

O líder do PS está desiludido com o Governo na resposta ao aumento do custo de vida, na saúde e na habitação, mas perante intervenções de Mendonça Mendes, Vieira da Silva e Luís Testa, Montenegro respondeu.

A equipa continua a rodar e os gols na própria baliza, também.

Já Mariana Leitão, da Iniciativa Liberal, também pediu uma garantia ao primeiro-ministro.

Vai ou não vai ceder ao Chega na baixa da idade da reforma?

Sabe que nós não defendemos essa proposta.

A dúvida sobre a proposta do Chega. À esquerda, Rui Tavares respondeu ao desafio de Montenegro para negociar a reforma laboral pedindo propostas concretas e Paulo Raimundo ouviu o chefe do Governo colar André Ventura a iniciativas do PCP.

É o mais socialista dos deputados do Chega, mas ele às vezes até tem um travo comunista. O que é que junta o senhor deputado André Ventura ao senhor deputado Paulo Raimundo? Acharem que é possível fazer tudo e dar tudo a todos ao mesmo tempo.

Um debate quinzenal apressado pela estreia da seleção portuguesa.

Miguel Viterbo Dias e o resumo de ontem do debate quinzenal. Hoje, o debate sobre a reforma laboral arranca às 14h no Parlamento. Fica por aqui este jornal. A informação regressa à Rádio Observador com a síntese das 18h30.