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Seis horas. As notícias com Carlos Pedro.

Jornal das seis na Rádio Observador. Ainda em destaque: a moção de censura ao Governo, rejeitada ontem no Parlamento, apesar do chumbo, os deputados do Chega acabaram o debate a pedir a demissão de Luís Neves. AD, Iniciativa Liberal, Livre e PAN votaram contra, PS, PCP, Bloco de Esquerda e JPP abstiveram-se. Só mesmo o Chega votou a favor. No debate, o primeiro-ministro respondeu às críticas da oposição com dois anúncios, com impacto nos bolsos dos portugueses. Miguel Viterbo Dias.

Para responder a uma moção de censura, Luís Montenegro vinha com dois anúncios no bolso.

Atribuir um suplemento extraordinário aos pensionistas de forma progressiva. A segunda, uma redução do IRS até ao sexto escalão.

O bónus dos pensionistas e a descida do IRS vão ter impacto mais perto do final do ano, com o primeiro-ministro a atirar a André Ventura, por não querer falar do que interessa verdadeiramente ao país.

Enquanto muitos estão atrelados ao seu tanque de eleições, moções.

Com Luís Montenegro inspirado, depois de ouvir André Ventura evocar Deus para pedir a saída do ministro.

Como é que ainda tem a falta de vergonha de estar sentado na bancada do Governo? Em nome de Deus, em nome do país, vá-se embora!

O líder do Chega, que diz ter escolhido o lado certo da história, mostrou até saudades de Pedro Nuno Santos ou Rui Rio, por posições anteriores sobre ética. Certo é que, depois de ouvir as críticas da oposição, o primeiro-ministro reforçou a confiança em Luís Neves.

O atual ministro da Administração Interna é um excelente ministro da Administração Interna e Portugal precisa dele.

Luís Montenegro a elogiar o trabalho do ministro com o líder do PS, José Luís Carneiro, a vertir o fato da responsabilidade.

Nós não pedimos a demissão da ministra da Saúde. Nós não pedimos a demissão do ministro da Educação. Nós também não pedimos a demissão do ministro da Administração Interna. O que é que vai fazer para quebrar com esta situação institucional, que é uma situação que está a criar uma fragilidade na confiança dos cidadãos?

Já o porta-voz do Livre, Jorge Pinto, também pediu uma reflexão.

Que se questione a partir de que momento a sua permanência no governo faz mais mal do que bem.

Mais assertiva foi a Iniciativa Liberal.

Por que opta em proteger o homem, em vez de proteger a autoridade do cargo que ele ocupa?

Mariana Leitão a pedir a saída do ministro, num debate que acabou por ir a vários temas, com Paulo Raimundo, do PCP, a preferir deixar desde já um reparo aos anúncios do governo.

Os reformados não precisam de comprar alimentos só para o Natal em dezembro. É agora, senhor primeiro-ministro.

O secretário-geral comunista com o PAN e o Bloco a questionarem a informalidade de Luís Neves na liderança da PJ. Miguel Viterbo Dias com os destaques do debate da moção de censura, com um plenário que ficou surpreendido com a reação do Chega depois da votação.

Já há muito tempo que não tínhamos alêndro e, portanto, tinha que acontecer. Isso não dignifica o Parlamento. Senhor deputado.

Os deputados do Chega levantaram-se a bater com as mãos na mesa e a pedir a saída do ministro da Administração Interna, Luís Neves, perante a crítica do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco. Esta foi a terceira moção de censura enfrentada por Luís Montenegro enquanto primeiro-ministro, a segunda apresentada pelo Chega. E o ministro das Finanças assegura que os portugueses vão sentir um alívio no IRS já em novembro. Joaquim Miranda Sarmento prevê ainda que Portugal termine o ano com contas equilibradas. Em entrevista à Sic Notícias, Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças, não concretiza como será distribuída a descida do IRS pelos rendimentos, mas deixa a garantia de que em novembro os salários vão ser mais altos. Os portugueses terão mais rendimento, mais salário em novembro, por via da redução do IRS. Em novembro, estes 400 milhões, se não houvesse mexidas nas retenções na fonte, as pessoas só receberiam este dinheiro em maio, junho do próximo ano, quando entregassem a declaração de IRS. Não será o caso. Este alívio será sentido nas retenções na fonte de novembro. Portanto, é em novembro que as pessoas recebem o salário e o subsídio de Natal, a retenção na fonte que farão será mais baixa do que aquela que fariam com as atuais tabelas. O ministro das Finanças garante ainda que, mesmo com as medidas anunciadas ontem, que vão ter um custo total de 800 milhões de euros, Portugal tem condições para terminar o ano com as contas públicas equilibradas.

É óbvio que se dermos assim, se em novembro ou em dezembro houver uma nova tempestade da dimensão daquela que aconteceu em fevereiro, ou enfim, houver cataclismo muito grande, obviamente que isso altera o panorama. Mas não acontecendo, e com a confiança com que sempre dissemos em 2025, o país teria um superávit robusto e teve um superávit de 07, nós manteremos as contas públicas equilibradas. A redução da dívida, que é o mais importante, e a dívida continuará a descer, e apesar destas duas medidas que tomamos. Aliás, só tomamos estas duas medidas exatamente porque agora temos a confiança dos números da execução orçamental que nos permitem dar este passo.

O ministro das Finanças assumiu ainda que o governo fez uma escolha política ao apostar em dar mais rendimento aos portugueses, em vez de baixar mais o imposto sobre os combustíveis. O PS impõe quatro condições para viabilizar o Orçamento do Estado do próximo ano. Em Palmela, já depois do debate da moção de censura, o secretário-geral socialista enumerou as quatro condições do PS.

Aquilo que exigia ao primeiro-ministro foram duas questões fundamentais. Por um lado, ele tem publicamente de se comprometer com o PS de que não haverá alterações à Constituição, relativamente às quais os dois partidos fundadores da democracia não estejam de acordo. Em segundo lugar, e aqui o primeiro-ministro já deu essa garantia, não se pode mexer nas pensões. Nós queremos ter a garantia da segurança dos pensionistas e das pensões. Aqui já disse que nesta legislatura não tratará desse assunto.

Para José Luís Carneiro, há ainda outras duas questões fundamentais que devem ser esclarecidas pelo Primeiro-Ministro e pelo Governo.

Como é que se vão financiar os investimentos previstos em escolas, hospitais, centros de saúde e equipamentos sociais depois do plano de recuperação e de resiliência, na medida em que o Governo deixou por executar muitos desses projetos? Por outro lado, como é que o Governo vai responder às tempestades, nomeadamente nos apoios que prometeu às empresas, às famílias e às autarquias?

As declarações do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, que assegura que só depois de haver uma palavra clara de Luís Montenegro sobre estas matérias é que os socialistas vão olhar para a proposta do orçamento do Estado para o próximo ano. Vamos ao desporto. O Futebol Clube do Porto perdeu em casa contra o Manchester City por 2 x 0 e entrou a perder na Liga dos Campeões. Os Citizens impuseram a primeira derrota da temporada aos Dragões ao vencerem por 2 x 0 na jornada inaugural da fase de liga da Liga dos Campeões. O avançado norueguês Erling Haaland marcou os gols da vitória dos vice-campeões ingleses aos 47 minutos e aos 90 mais um. No final do jogo, o treinador azul e branco afirmou que a equipa criou oportunidades e, apesar da derrota, Farioli fala num grande espírito.

Tivemos nossos momentos, as nossas oportunidades. Houve um momento na segunda parte em que defendemos muito bem e que os encostamos. Defendemos muito bem. E acho que eles tiveram oito, sete toques nos matos e nas bolas. A equipe fez um grande jogo. E sim, esta equipa tem grande espírito.

Declarações do treinador do Futebol Clube do Porto à Sport TV, depois da derrota por 2 x 0 frente ao Manchester City. Hoje o Sporting recebe o Galatasaray para o jogo de estreia também nesta edição da Liga dos Campeões. A partida arranca às 20h, no Estádio José Alvalade. Marca também o regresso de Rafael Leão à casa do leão, à antiga equipa, à casa do Sporting. Também há futebol para o campeonato. O Benfica acerta calendário em Moreira de Cónegos contra o Moreirense. A partida arranca às 20h45, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas. São dois jogos para acompanhar na Rádio Observador e são destaques para o "Vamos à Bola", já a seguir com o João Lourenço. Ainda a atualidade internacional para fechar este jornal. O Comando Central dos Estados Unidos confirmou ontem ter destruído cinco petroleiros iranianos, cinco navios da Frota Paralela, diz o Comando Central norte-americano, em nota publicada na rede social X. O secretário de Estado, Marco Rubio, avisa que os ataques vão continuar se mantiverem os ataques do Irão a navios dos Estados Unidos. Já o Teerão diz ter lançado ataques devastadores contra a base norte-americana de Al-Asrak, na Jordânia. A informação é da Agência Tasnim, citada pela Al Jazeera. Fica por aqui este jornal das 18h, na Rádio Observador. A informação regressa às 18h30. Já a seguir, os destaques dos jornais de Portugal e do mundo com Martin Madeira.