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As notícias com Nadine Soares.

Bom dia. O Presidente da República defende mais consenso em torno da lei da nacionalidade. Marcelo Rebelo de Sousa diz que a lei, que foi aprovada por PSD, Chega, Iniciativa Liberal, CDS e JPP, depois do chumbo do Tribunal Constitucional, merecia consenso nacional, por se tratar de uma matéria central. Depois de aprovada sem apoio do PS e da esquerda, o Presidente da República diz que o país ganharia mais se as forças políticas chegassem a mais consensos.

Em matérias que são matérias muito transversais, quanto maior for o consenso a nível parlamentar, melhor. Não há o risco, quando muda o governo, poder mudar a política e passar-se de política em política. Não há vantagem nisso. Há vantagem numa certa estabilidade. Outras matérias onde é importante esse consenso é precisamente as que dizem respeito a aspectos fundamentais do estatuto jurídico das pessoas, portugueses, estrangeiros. De uma maneira geral, tudo isso faz sentido ser o mais consensual possível.

O Presidente da República aproveitou ainda para justificar as declarações que tinha feito sobre o estado do Serviço Nacional de Saúde. Criticou a falta de estratégia para o setor. Marcelo Rebelo de Sousa garante que se limitou a fazer uma referência genérica sobre o setor em Portugal e que não se estava a dirigir diretamente à ministra Ana Paula Martins.

Mas eu tive a ocasião de fazer uma referência genérica, que eu acho que toda gente percebeu que tinha a ver com os ministros da Saúde, todos, desde que a situação existe, porque eu dei até o exemplo do ministro do governo anterior, do ministro do governo ainda com o primeiro-ministro António Costa.

O Presidente da República, em declarações aos jornalistas em Gizé, no Egito, onde está em visita de Estado. Olhamos ainda para a corrida presidencial. O antigo primeiro-ministro Durão Barroso apoia Luís Marques Mendes na corrida a Belém. Durão Barroso lembra o passado, que ambos partilham, e fala numa figura congregadora.

Foi meu ministro competente e leal. E isso que é muito importante, sabermos que é alguém com experiência, alguém que tem sabedoria política, que sabe procurar equilíbrios, fazer consensos, que não nos reserva surpresas nem tendências para extremismos, para a função moderadora, a função congregadora, que deve ser a Presidência da República.

O antigo presidente da Comissão Europeia apresenta o perfil que considera ideal para a Presidência da República. Começa por ter experiência governativa.

Para ser presidente da República, convém pelo menos ter passado pelo governo, ter estado, como esteve o doutor Luís Marques Mendes, a liderar um partido político, conhecer o Parlamento, conhecer as forças políticas. Os portugueses não querem extremismos, sobretudo não na Presidência da República, e também querem alguém que não seja um salto no escuro.

Com experiência e sem extremismos, é o perfil que Durão Barroso quer ver no Palácio de Belém e que identifica no colega do partido, Luís Marques Mendes. Já André Ventura assegura que se ganhar as eleições, não vai ser um corta-fitas. O candidato presidencial volta a sublinhar que não se revê no estilo de Marcelo Rebelo de Sousa. Diz que o Presidente da República teve diferença de critérios ao longo do mandato e deixa um exemplo.

Houve uma prática de muitos presidentes de se tornarem corta-fitas. E depois houve outros, como o caso deste que temos agora, deste Presidente da República, que procuraram gerar uma lógica de maior intervenção, mas uma intervenção atabalhoada. Por exemplo, ainda hoje estava a ver que o presidente que temos, Marcelo Rebelo de Sousa, e eu, como sabem, estou nos antípodas do que o Partido Socialista pode estar e da forma como o Partido Socialista governa. Mas o Presidente da República vê que só este ano já nasceram 60 bebés fora de maternidades. Lembro-me quando era a doutora Marta Temido, que o presidente Marcelo Rebelo de Sousa dizia: "Bom, a saúde tem que mudar, temos que ter uma saúde diferente, por que não há aqui consequências?" E até disse que modelo de saúde defendia. O presidente pode e deve fazê-lo. Qual é que eu acho a diferença? É que não pode fazer quando é um governo do Chega, do PS ou do PSD com uma atitude e mudar de atitude quando é outro.

André Ventura, que considera que o país só teve um bom Presidente da República.

Eu não vou ser esse presidente corta-fitas. Para isso serviu Américo Tomás. E depois houve todos aqueles que se seguiram ao 25 de Abril. Tirando, provavelmente, o general Ramalho Eanes, nós tivemos sempre maus presidentes. A verdade é essa.

O candidato e líder do Chega, em entrevista na CNN Portugal. O Livre já tem um candidato presidencial, é o deputado Jorge Pinto. Apresenta-se como um candidato orgulhosamente de esquerda, um contraponto frisado pelo candidato apoiado pelo Livre com António José Seguro. Ao contrário do antigo líder do PS, Jorge Pinto não tem problemas em ser posto na gaveta da esquerda. É o que diz Jorge Pinto.

Uma promessa vos faço: eu não cederei um milímetro nos meus princípios. Eu serei aquilo que vocês conhecem, firme naquilo em que acredito, fiel aos meus ideais e com muita vontade de mudar as coisas para melhor. Comigo, esta eleição vai mesmo ser menos do mesmo, porque sim, eu sou orgulhosamente de esquerda, porque a esquerda não é nem nunca será uma gaveta.

Jorge Pinto avança já numa fase tardia da corrida, numa altura em que há candidatos no terreno há vários meses. Assume que esperou por uma figura unificadora à esquerda, que diz que acabou por não surgir. Garante que se for eleito e a direita e a extrema-direita avançarem para uma revisão constitucional, dissolve a Assembleia da República. Entre ativistas, autarcas e dirigentes nacionais e regionais, dezenas de militantes do PAN estão de saída do partido. A desilusão com o rumo do projeto é a principal razão apresentada. A antiga deputada Bebiana Cunha é um dos nomes a anunciar a desfiliação, acusa a líder Inês de Sousa Real de ter desvirtuado o partido e negar a realidade.

Estou perante uma impossibilidade de me manter filiada A um partido que, a meu ver, desvirtuou o seu ideário e eu não consigo, de forma consciente, manter-me associada a um projeto onde a quantidade passa a ser mais importante do que a qualidade. Aquilo que eu sinto enquanto filiada é que há uma negação da realidade.

Bibiana Cunha, que foi a líder parlamentar do PAN e autarca na Assembleia Municipal do Porto, vê um partido sem espaço para a autocrítica. E depois de quatro meses de atraso, o INEM tem todos os novos helicópteros a funcionar em pleno. A partir deste sábado, as quatro aeronaves de emergência médica vão funcionar diariamente por períodos de 24 horas. Os helicópteros vão estar sediados nas bases de Macedo de Cavaleiros, Viseu, Évora e Loulé e vão assegurar cobertura aérea em todo o território continental. Em comunicado, o INEM refere que a situação é possibilitada pelo contrato adjudicado à empresa maltesa GulfMed Aviation Services já no final de março, sendo que o suposto era ter as aeronaves a funcionar em pleno desde o primeiro dia do mês de julho. Na atualidade internacional, 10 feridos, nove em estado crítico, é o mais recente balanço do ataque desta noite no Reino Unido. Várias pessoas foram esfaqueadas dentro de um comboio. É uma informação avançada pelas autoridades britânicas, que adiantam que já foram detidos dois suspeitos deste ataque, que aconteceu ao início da noite num comboio inter-regional. O primeiro-ministro britânico Keir Starmer fala num episódio alarmante, pede à população que siga todas as indicações das autoridades. A fechar, tempo ainda para olhar para o desporto. O Benfica foi a Guimarães vencer o Vitória por três bolas a zero. Os gols foram marcados já no segundo tempo por Tomás Araújo, Samuel Vale e João Rigo. A partida fica marcada pela expulsão de Fábio Blanco, jogador do Vitória, aos 56 minutos, quando o marcador ainda estava um zero. No final, José Mourinho, técnico das Águias, admitiu que o intervalo foi decisivo para ajustar o que os encarnados não estavam a conseguir fazer.

Quando falhámos o primeiro gol, quando o guarda-redes defendeu o segundo, quando falhámos o terceiro, fomos sempre atrás. E eu disse ao intervalo: "Às vezes, um zero a zero no intervalo, quando se é agressivo, quando se é intenso, ok, o gol vai chegar, mas da maneira como estávamos a jogar na primeira parte, o gol podia não chegar". E mudámos, e mudámos bem, mérito para os jogadores. Ganhar em Guimarães não é fácil e ganhar da maneira que nós ganhámos é ainda mais difícil.

Já do lado do Vitória, o técnico Luís Pinto considera que a arbitragem acabou por ser decisiva pra partida.

Enquanto estava 11 para 11, foi mérito do Benfica. Depois, não há mérito nenhum do Benfica na forma como altera aquilo que é o rumo do jogo. Acho que ficou visível, acho que toda gente viu e é por demais evidente aquilo que se passou. Temos uma primeira parte fantástica e podíamos ter ficado a jogar contra 10, e devíamos ter ficado a jogar contra 10, e não foi isso que aconteceu. E depois num lance que a única coisa que se vê é raspar nos calções, o nosso jogador é expulso. Infelizmente, o jogo passou a ser um espetáculo fraco.

Com esta vitória, o Benfica volta a ficar a um ponto do Sporting e também do Porto, que entra em campo este domingo frente ao Sporting de Braga e precisa de vencer para voltar a isolar-se na liderança do campeonato. Já o Vitória segue na 11ª posição. É a notícia de fecho aqui na Rádio Observador. As notícias estão de volta às 19h30. Até já.