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Notícias às 19h, na Rádio Observador, com Carla Jorge Carvalho. Hoje é dia de greve na administração pública. São esperados impactos em vários serviços, da saúde à educação. Os trabalhadores estão em protesto contra o pacote laboral do governo.

A greve é convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais. Começou à meia-noite, vai durar 24 horas. De acordo com o pré-aviso entregue, a greve é contra o pacote laboral. Pretende também reivindicar mais salários e direitos e ainda melhores serviços públicos. Ao mesmo tempo, hoje há uma manifestação de trabalhadores em Lisboa, também contra a lei laboral. É convocada pela CGTP, que espera a adesão de milhares de pessoas. A central sindical, que tem ficado de fora das negociações, avisa que quanto maior for o ataque aos direitos laborais, maior será a resposta. A manifestação tem o mote "Abaixo o pacote laboral", tem início marcado para às 14h30 no Saldanha e termina em frente à Assembleia da República.

Carla, ao mesmo tempo, está prevista para hoje uma nova reunião para continuar as negociações sobre a reforma laboral. Isto depois da reunião de ontem na Concertação Social.

Que serviu apenas para a ministra do Trabalho apresentar formalmente a mais recente proposta do governo do pacote laboral. Quase todos os parceiros já conheciam esta versão da reforma, com exceção da CGTP, que não participa nas negociações. A reunião de hoje vai decorrer no Ministério do Trabalho. Está marcada para às 15h. A ministra Maria do Rosário Palma Ramalho já avisou que o processo vai terminar em breve. Rui Casa Nova, o que é que podemos esperar da reunião de hoje?

É uma reunião que vai voltar a sentar à mesma mesa governo, UGT e patrões, e ainda há pontos para afinar. É o que admite a ministra do Trabalho. Ainda assim, como dizíamos, Maria do Rosário Palma Ramalho repete um aviso que o governo tem deixado várias vezes.

O governo não vai eternizar e, portanto, o processo terminará de uma forma ou de outra nos próximos dias.

O aviso repetido de Maria do Rosário Palma Ramalho, mas os trabalhadores não partilham do mesmo otimismo. Pela UGT, Mário Mourão avisa que o acordo ainda está longe.

A UGT, mais uma vez, se manifestou disponível para o diálogo e para a negociação. Não qualquer diálogo, nem qualquer negociação, mas continuamos abertos a fazer pontes, a ver se é ou não possível assumirmos compromissos.

Declarações no final da reunião de ontem na Concertação Social. Do lado dos patrões, o presidente da CAP, Álvaro Mendonça Moura, diz que é hora de cada parceiro social dizer se aceita ou não o acordo.

Eu não vejo muitas possibilidades de nós irmos muito para além do documento que está em cima da mesa. Ou seja, é preciso agora que cada um de nós assuma as suas responsabilidades, ou seja, faça uma avaliação sobre se tem condições políticas para aceitar o documento.

O Observador sabe que os patrões não estão disponíveis para negociar mais do que os dois temas, que foram alvo de uma proposta escrita por parte da UGT: a jornada contínua e o banco de horas por acordo. Tudo o resto está, no entender do governo e das confederações patronais, o mais possível consensualizado. No governo, acredita-se também, tal como o Observador já tinha noticiado, que a UGT nunca poderia justificar um sim a este acordo antes do 1º de Maio e até antes do 25 de Abril. São datas importantes para os trabalhadores fazerem demonstrações de força. Resta saber se o governo da AD está disposto a deixar arrastar o processo negocial até depois dessa altura.

Rui Casa Nova, com a antevisão da reunião de hoje entre governo, confederações patronais e UGT. É mais um dia de negociações sobre a reforma laboral, quando o governo garante que o processo vai ficar fechado nos próximos dias.

Este é um tema em destaque esta hora no site do Observador. O PS é o partido da oposição que mais está a beneficiar com o desgaste do governo. Se as eleições fossem hoje, os socialistas ganhavam. É o que mostram duas sondagens publicadas esta sexta-feira.

No Correio da Manhã e no Negócios, e também uma outra no Diário de Notícias. O Partido Socialista volta a liderar as intenções de voto no barômetro da Intercampus para o Correio da Manhã e o Jornal de Negócios, pela primeira vez desde as eleições de maio do ano passado. Ultrapassa assim o Chega e a AD, com 23,4% das intenções de voto. São mais 2,8 pontos percentuais que a AD e mais 4,4 pontos que o Chega, agora remetido para a terceira força política. Este estudo de opinião foi realizado já depois de grande parte do país ter sido assolado pelas tempestades do início do ano e também numa altura em que os portugueses enfrentam um aumento do custo de vida. Mostra também que José Luís Carneiro é o preferido dos inquiridos para liderar os destinos do país a partir do Palácio de São Bento.

E o Diário de Notícias tira a mesma conclusão. O PS está à frente nas intenções de voto, mas com uma margem ainda maior para a AD.

Os socialistas lideram com 30,6% contra 24,3% do PSD e 23,6% do Chega. O DN tira a mesma conclusão que o Negócios e o Correio da Manhã. O PS é quem mais beneficia do desgaste do governo de Luís Montenegro. Não é a primeira vez que uma sondagem da Aximage coloca o PS à frente das intenções de voto, mas é a primeira vez que os socialistas conseguem uma distância tão grande dos sociais-democratas, mais de seis pontos percentuais. A suportar o crescimento do PS está, sobretudo, o reforço da intenção do voto socialista nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto. A Aximage encontrou também cada vez mais eleitores descontentes com o governo de Montenegro. 54% dos eleitores dão uma nota má ao atual executivo, enquanto 17% dão uma nota muito má.

O PS ainda está a decidir se insiste ou não no nome de Tiago Antunes para Provedor da Justiça. O nome indicado pelos socialistas falhou a eleição por 50 votos.

Os socialistas não se quiseram comprometer já com uma decisão depois de Tiago Antunes ter falhado a eleição. O antigo secretário de Estado do PS alcançou um resultado inferior a dois terços, tendo apenas 104 votos favoráveis num total de 230 deputados. Depois de conhecidos os resultados, a direita aplaudiu, mas o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, lembra que os socialistas cumpriram o acordo com o PSD e, por isso, o PS ainda está a refletir quanto ao futuro. Miguel Viterbo diz

O PS ainda mantém todas as opções em aberto.

Estamos a fazer essa reflexão, em primeira instância, com o senhor professor Tiago Antunes. Naturalmente, é muito cedo para apresentar qualquer decisão definitiva.

Eurico Brilhante Dias não revela se os socialistas vão insistir no nome de Tiago Antunes, mas lembra que o PS cumpriu com a palavra.

O grupo parlamentar do PS cumpriu o seu mandato e cumpriu o acordo interpartidário.

E reforça que os deputados socialistas votaram no nome indicado.

Penso que teve o conforto de ter o grupo parlamentar do Partido Socialista e, aliás, também deputados à esquerda do PS que votaram.

Deixando a farpa ao líder da bancada do PSD, Hugo Soares, por não ter conseguido fazer cumprir este acordo.

Nem todas as lideranças parlamentares têm a minha sorte.

Já André Ventura ficou contente com o resultado e aposta em convencer o PSD a retirar o PS da equação.

Este é um dado positivo, porque era, de facto, uma má escolha e uma escolha que trazia de volta tudo aquilo que foi a herança, na nossa perspectiva, negativa do José Sócrates, do costismo. Temos agora condições, penso eu, de começar um novo processo.

Mariam Mourão Lopes, da Iniciativa Liberal, prefere destacar o papel de Rui Rocha para denunciar Tiago Antunes.

Em causa não estava o seu mérito profissional ou até académico, estava aquilo que estava a ser feito nas sombras, a máquina socrática, que contaminava a opinião pública.

Mas, em defesa do nome, Rui Tavares, do LIVRE, diz que Rui Rocha não é exemplo.

Ainda há pouco tempo chamava idiota ao Presidente da República e peço desculpa pela expressão, mas ela está documentada. Se vem a distinguir agora por ter movido uma vendeta contra alguém de quem discorda, acusando essa pessoa de há 20 anos nos blogs ter escrito ou ter feito parte de blogs.

As reações dos partidos ao falhanço na eleição de Tiago Antunes para a Provedoria da Justiça.

Miguel Vito Dias, que acompanhou a votação dos deputados. Além desta votação, que terá de ser repetida, também a eleição do Conselho de Opinião da RTP foi adiada por causa de dúvidas quanto às indicações do Chega.

A eleição para o cargo de Provedor de Justiça está em manchete, a esta hora no site do Observador e é também o tema da história do dia, já disponível em podcast. O governo ainda não libertou as verbas para o Centro Interpretativo do 25 de Abril. A inauguração estava planeada para este ano, mas desde que Luís Montenegro tomou posse, o projeto não avançou.

Não, está num impasse, é o que conta o Expresso. A criação do Centro Interpretativo do 25 de Abril foi anunciada em janeiro de 2024. Na altura, foi assinado um protocolo entre a Associação 25 de Abril, a Câmara de Lisboa e o Governo, ainda liderado por António Costa. O Executivo comprometia-se a ceder as atuais instalações do Ministério da Administração Interna, no Terreiro do Paço, e a financiar o projeto com custo previsto de € 5,2 milhões. O governo caiu e desde que a AD assumiu a liderança do país, o projeto não avançou. Ainda não há local para o museu e não houve transferência de verbas. O Expresso conta que Vasco Lourenço, da Associação 25 de Abril, e Maria Inácia Resola, a comissária executiva das comemorações dos 50 anos, estiveram reunidos com o presidente da República para encontrar uma solução. Resola conta ao semanário Expresso que António José Seguro se mostrou muito empenhado em resolver a questão e que vai falar com o primeiro-ministro. O Expresso perguntou ao Ministério da Presidência de que forma prevê concretizar o projeto, quando vai fazer o pagamento da primeira tranche e em que data espera inaugurar o museu, mas não obteve resposta.

O Fundo Monetário Internacional desaconselha o novo imposto sobre lucros excessivos na energia, uma posição que contraria a intenção do governo português.

Em entrevista à Lusa, o diretor do departamento da Europa, do FMI, avisa que a medida afasta investidores e é complexa de aplicar. Recorda também que, no passado, as receitas ficaram muito abaixo do esperado. O governo português, porém, mantém a pressão em Bruxelas e quer luz verde para avançar já. O FMI pede antes apoios diretos aos mais pobres, em vez de mexidas generalizadas nos impostos.

Entretanto, o presidente dos Estados Unidos volta a garantir que o conflito no Médio Oriente está prestes a terminar. Donald Trump antecipa que um acordo com o Irão pode estar para breve. São declarações do presidente norte-americano aos apoiantes em Las Vegas. Trump volta a insistir que a guerra está a correr bem. Mostra-se, por isso, confiante de que um acordo com o Irão estará para breve. Entretanto, França e Reino Unido organizam hoje uma videoconferência entre vários países para discutir a reabertura do Estreito de Ormuz, numa altura em que Israel e o Hezbollah entraram num período de cessar-fogo, conforme anunciado pelo presidente dos Estados Unidos. Trata-se de uma trégua de 10 dias. As Nações Unidas pedem que o acordo seja respeitado. São temas para analisar no domínio da guerra, sempre com o major-general Arnaud Moreira, depois da síntese das 9h30. No desporto, o Sporting de Braga está nas meias-finais da Liga Europa, 15 anos depois. A equipa minhota venceu o Betis fora de casa por 4x2.

Os bracarenses traziam de casa um empate a um golo. Ontem até perdiam por 2x0 aos 37 minutos, mas aos 53 já venciam por 3x2, com golos de Pô Victor, Lagerbielke e Ricardo Horta. Gorbi ainda fez o 4x2 para o Braga antes do apito final, que carimbou a passagem às meias-finais. O técnico espanhol Carlos Vicent destaca a conversa com os jogadores ao intervalo, quando a equipa ainda estava em desvantagem.

No intervalo falámos sobre esta oportunidade única. Estávamos à distância de um golo. Tínhamos armas para fazê-los perder. Tínhamos que insistir na pressão, insistir no nosso jogo, insistir no que queríamos dentro do campo e através dessa crença e dessa fé em nós e no nosso trabalho, chegaram as oportunidades de fazer golos. Tanto que no início da segunda parte conseguimos mesmo marcar.

Porque muito temprano conseguimos goles

E conseguiram. 12 anos depois, Portugal volta a ter uma equipe nas semifinais de uma prova da UEFA. É a segunda do Sporting de Braga, depois de ter estado na final de 2010, 2011, contra o Futebol Clube do Porto.

Que foi ontem afastado da competição, depois de perder a Inglaterra contra o Nottingham Forest por 1 x 0.

Bastou o gol de Morgan Gibbs-White aos 12 minutos para decidir a eliminatória. Cinco minutos antes, o central dos Dragões, Bednarek, foi expulso com um cartão vermelho direto, depois de revisto o lance pelo vídeo-árbitro. William Gomes e Alan Varela ainda arremataram à barra, mas não conseguiram dar a volta ao resultado, que confirmou o afastamento do Porto da Liga Europa. Nada que, ainda assim, abale o orgulho do italiano Francesco Farioli.

Acho que toda gente está a questionar como poderia ter sido a segunda mão destes quartos de final, jogados 11 contra 11. No Dragão fizemos um jogo fantástico, com várias oportunidades e esta noite com 10 homens, os jogadores foram até o limite. Na segunda parte criamos boas oportunidades, duas bolas na barra, tivemos um espírito incrível. Claro que não estou feliz com o fato de estarmos fora da competição, mas estou muito orgulhoso por trabalhar com este grupo de jogadores.

O Futebol Clube do Porto despede-se desta Liga Europa com quase 24 milhões de euros arrecadados, mais oito milhões face ao valor conseguido na época passada.

São agora 07h14, Carla, que outras notícias estão em destaque nesta manhã de sexta-feira?

O Presidente da República preside hoje à primeira reunião do Conselho de Estado do mandato. A reunião vai ter como tema principal a segurança e a defesa. Seguro tem 10 novos conselheiros, cinco nomeados pelo chefe de Estado, outros cinco eleitos pelo Parlamento. Os novos conselheiros tomam hoje posse às 14h, no Palácio de Belém. A primeira reunião do Conselho de Estado, presidida por António José Seguro, está marcada para uma hora depois. O PS não vai esperar por Seguro e vai voltar a enviar a perda de nacionalidade para o Tribunal Constitucional. É o que escreve o jornal Público esta manhã. Uma fonte da bancada socialista adianta ao jornal que o PS vai enviar apenas a alteração ao Código Penal e não todo o diploma da Lei da Nacionalidade, ao contrário do que fez em novembro do ano passado. Os socialistas mantêm uma divergência clara sobre a lei, mas já não encontram inconstitucionalidades no documento. Encontram, sim, na alteração ao Código Penal, que prevê a possibilidade da perda de nacionalidade a estrangeiros que cometam certo tipo de crimes. O diretor interino do ICE dos Estados Unidos apresentou a demissão. Era o responsável pela supervisão do plano de deportação em massa do presidente norte-americano. A decisão de Todd Lyons foi antecipada pelo titular da Pasta da Segurança Interna em comunicado. Vamos agora voltar ao Titanic. Há um enorme imaginário sobre... Também.

Mas diz.

Vai ser leiloado amanhã um colete salva-vidas que foi utilizado por uma das sobreviventes do Titanic. É uma peça muito rara, 1912, foi utilizada por uma passageira de primeira classe que sobreviveu e está também assinada por vários sobreviventes da tragédia. Portanto, é mesmo uma peça única, feita de lona.

Muito caro.

É muito caro.

A família ia correr para nós, provavelmente a família estava na posse deste e agora vai leiloar. A família deve estar a querer fazer render aqui algum dinheiro. Que vai ser leiloado. Licitação base, têm alguma ideia? Uns bons centenas.

100 mil dólares.

Não, eu digo mais, é mais do que isso.

Então é mais.

Eu digo-

200 mil.

Sim, 265 mil.

Pronto, fica na virtual da Maria João. A base é 170 mil. Cinco pontos para João.

Tem que ser agora mais.

E eu já-

Não tenho aqui o martelo.

E a grande questão é saber-

Você acertou, venha jogar.

Por que a Kate Winslet não salvou o Leonardo DiCaprio? Por que ela não o deixou ir para a tábua? Essa que é a grande questão.

Era um filme.

Hã?

Ninguém te disse? É um filme.

É, é um filme.

Para ver se conseguimos.

Não digam essas coisas ao Bruno, que ele não está preparado.

Ele é inspirado em acontecimentos reais.

Reais.