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As notícias com Carla Jorge Carvalho. A diretora do Serviço de Infeciologia do Amadora-Sintra acusa a Ministra da Saúde de não estar a par da realidade do hospital. Patrícia Pacheco entende que a atuação do ministério nesta unidade de saúde tem estado aquém das expectativas. Em causa, um artigo publicado no Observador em resposta às declarações da Ministra da Saúde, logo após a demissão do Conselho de Administração do hospital, na semana passada. Ana Paula Martins referiu que o Amadora-Sintra, outrora um hospital organizado e sem urgências fechadas, foi se degradando para um serviço com camas espalhadas pelos corredores. E a diretora do Serviço de Infeciologia do hospital responde. Miguel Gato.

Patrícia Pacheco diz que as listas de espera das consultas e de cirurgias, bem como as urgências fechadas, são um cenário que se prolonga há já vários anos, tal como acontece também noutros hospitais do país. E sobre as macas nos corredores, a diretora de Infeciologia do Hospital Fernando Fonseca diz que se deve ao fato de não haver camas de internamento suficientes para dar resposta aos utentes e, em jeito de provocação, refere que os doentes são retirados dos corredores do hospital apenas quando existem visitas de ministros às instalações do Amadora-Sintra, de modo a libertar visualmente o cenário para as televisões.

E Miguel, a diretora deste serviço pede também, por isso, mais atenção da tutela para a ULS.

Patrícia Pacheco destaca que o Hospital Fernando Fonseca abrange mais de 600 mil utentes numa área geográfica com uma população que tem dificuldades econômicas e sociais, que tem das maiores carências de médicos, enfermeiros e técnicos de saúde no país. Culpa os sucessivos ministérios da Saúde por terem sido incapazes, nos últimos anos, de dirigir uma intervenção individualizada e adequada às características desta ULS. A diretora de Infeciologia do Amadora-Sintra questiona a atual tutela sobre quando vai resolver problemas, como, por exemplo, as dificuldades no serviço de cirurgia do hospital. Ana Paula Martins disse que deu todas as condições ao anterior Conselho de Administração para tratar desta situação. Ora, Patrícia Pacheco diz que tal não aconteceu, seja por negligência, incompetência ou por má-fé da anterior direção do hospital. Por isso, pede à Ministra da Saúde que a tutela intervenha e que passe dos planos para a ação. Diz a diretora de Infeciologia deste hospital, Amadora-Sintra, que a atuação do ministério tem estado muito aquém das expectativas.

Miguel Gato, com as críticas da diretora do Serviço de Infeciologia do Amadora-Sintra neste artigo publicado no Observador, numa altura em que os tempos de espera no serviço de urgência ultrapassam as 11h para doentes urgentes, doentes de pulseira amarela. Ana Paula Martins é hoje ouvida no Parlamento, a requerimento do CHEGA, do Bloco de Esquerda e do Partido Socialista na Comissão de Saúde. Portugal alcançou em 2024 o maior número de sempre de transplantes cardíacos. O coordenador nacional de Transplantação fala de um feito histórico na medicina portuguesa. Foram 60 os corações recolhidos no ano passado em Portugal, através do Serviço Nacional de Saúde. Cinquenta e oito foram transplantados no país, os outros dois em Espanha, por não terem sido encontrados receptores compatíveis em Portugal. O coordenador de Transplantação, Nuno Gaibino, elogia o trabalho que está a ser desenvolvido nesta área e destaca a importância do transplante cardíaco.

Nós estamos a comemorar um feito histórico na medicina em Portugal e na medicina da transplantação. Este número reflete essencialmente uma atividade, trabalho de equipe e da Rede Nacional de Doação e Transplantação, e nomeadamente das unidades de transplantação cardíaca, e que, neste momento, têm vindo a ter uma proficiência muito semelhante às quatro a nível nacional. Cada vez mais a transplantação cardíaca aparece como o tratamento de uma doença terminal. Sabemos que nós temos um país com uma forte carga de doença cardiovascular e a insuficiência cardíaca é efetivamente um problema que hoje temos.

O coordenador nacional de Transplantação, Nuno Gaibino, em entrevista à Agência Lusa. O especialista adianta ainda que no final do ano passado, cerca de 60 doentes aguardavam um transplante cardíaco em Portugal. O ministro dos Negócios Estrangeiros recusa comentar o plano de Donald Trump para Gaza. Paulo Rangel volta a defender a solução dos dois estados. Paulo Rangel, que continua a viagem pelo Médio Oriente, faz hoje uma visita oficial ao Líbano. Em entrevista à Sic Notícias, a partir de Israel, afirma que a posição de Portugal é clara, reitera a solução dos dois Estados e recusa avaliar a proposta de Trump para transformar Gaza na Riviera do Médio Oriente.

O governo português tem a posição de defesa dos dois Estados e, portanto, nós não temos que fazer depois declarações sobre isto ou sobre aquilo. Temos que manter o nosso caminho diplomático, que exige também, muitas vezes, prudência, contenção ou, como eu já tenho dito numa linguagem mais popular, cabeça fria. Portanto, isso é também importante, porque é preciso manter abertos os canais para todos e é preciso ter aqui uma atitude construtiva. E julgo que a afirmação dos nossos princípios é suficiente para se conhecer perfeitamente qual é a nossa posição.

Paulo Rangel, em entrevista à Sic, mostra-se ainda confiante de que o acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas vai manter-se. Isto apesar da troca de ameaças entre Donald Trump e o grupo palestiniano. O presidente dos Estados Unidos deu até ao meio-dia de sábado para que o Hamas liberte todos os reféns de uma única vez. Perante o risco do fim do cessar-fogo, já há civis palestinianos a armazenar mantimentos, preparando-se para o recomeço da guerra. São 08h06, Carla. Antes do Três Toques, que outras notícias marcam esta manhã. Portugal está ligeiramente abaixo da meta da OMS na vacinação da gripe. Quase três em cada quatro pessoas com 65 ou mais anos vacinaram-se contra a gripe este ano, o que corresponde a uma cobertura de 73,6%. É um valor que tem aumentado, mas que ainda não atinge a meta de 75% proposta pela Organização Mundial de Saúde. Pedro Nuno Santos reúne-se esta manhã com várias associações que representam a GNR. O encontro está marcado para às 10h30, na sede do partido. Relembro que as associações da GNR e os sindicatos que representam a PSP estão em negociações, desde janeiro, com o governo para discutir a tabela remuneratória, as carreiras e a revisão dos suplementos. O Benfica joga hoje no terreno do Mónaco, partida a contar para a primeira mão do playoff de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões de futebol. Já o Sporting foi derrotado em casa pelo Borussia de Dortmund