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A atualizar as notícias . Jornal das oito, com a Carla Jorge Carvalho. O ministro da Defesa Nacional defende que não há razão para não se celebrar o 25 de Novembro. Nuno Melo fala numa data definidora da democracia em Portugal.
Uma posição defendida no dia em que se celebram os 50 anos do 25 de Novembro. Nuno Melo é também o ministro que ficou com a tutela da comissão organizadora destas comemorações. Em entrevista à Rádio Observador, Nuno Melo recusa que as celebrações do dia de hoje sirvam para dividir o país.
O facto do PREC ter terminado não significa que não exista ainda aí muito PREC. Eu admito que isso tenha, a dado passo, diminuído o ímpeto que tem a ver com a intensidade da celebração do 25 de Novembro, que é realmente, para mim, uma data absolutamente definidora da democracia em Portugal. E eu não compreendo que um democrata, qualquer que seja, possa querer o 25 de Novembro esbatido, apagado, diluído. Quando se celebra a democracia e a liberdade, isso é assim mesmo, celebra-se.
Ainda assim, Nuno Melo rejeita comparar o 25 de Novembro com o 25 de Abril. Falamos de uma data que marcou o final do PREC, que é descrito como uma tentativa de golpe falhada por militares ligados à extrema-esquerda. O também presidente do CDS recorda que os centristas sempre celebraram a data e vê com bons olhos que os novos partidos da direita parlamentar também o estejam a fazer agora.
E no que tem que ver com o 25 de Novembro, o facto é que o meu partido, o CDS, celebra todos os anos, sem exceção, eu diria, praticamente há 50 anos. As polémicas, desde que sejam pela positiva e ajudem a ter o tema em destaque, não me incomodam nada. E que outros partidos mais recentes se aproximem daquilo que o CDS defendeu desde sempre, também.
Mas parece que há uma competição entre as duas datas, entre o 25 de Abril e o 25 de Novembro. Isso faz sentido?
Não há competição nenhuma, porque as datas são absolutamente complementares. Por que não há de ter uma celebração em abril e ter uma celebração em novembro? Por que uma há de excluir a outra?
Nuno Melo é o convidado da comissão de inquérito da Rádio Observador de hoje. Deixa também farpas ao Partido Socialista. Diz que há partidos que saíram vencedores do 25 de Novembro, mas que hoje parecem confrontados com a memória traumática da sua própria história.
Comissão de inquérito com Nuno Melo, que foi gravada ontem, uma vez que o ministro da Defesa Nacional vai estar hoje presente nas comemorações do 25 de Novembro. Comemorações que, Carla, têm como palco principal a Assembleia da República, mas esta manhã as atenções estão viradas também para o Terreiro do Paço, em Lisboa.
Onde daqui por uma hora vai acontecer uma parada militar. O desfile vai contar com unidades equipadas para combate, viaturas motorizadas e uma passagem de meios aéreos da Força Aérea. O governo vai estar presente em peso numa cerimônia presidida por Marcelo Rebelo de Sousa. Entre os partidos de esquerda com assento parlamentar, o PS será o único que se fará representar na parada militar. As celebrações passam depois para o Parlamento a partir das 11h. Também aqui com uma ausência, o PCP já anunciou que não vai estar presente. Os comunistas dizem que não vão compactuar com uma operação que entendem pretende menorizar o 25 de Abril. A estrutura da sessão é semelhante à que se fez há um ano para os 50 anos do 25 de Abril. Cada grupo parlamentar terá seis minutos para discursar, cada deputado único terá três. As intervenções começam por ordem crescente de representação parlamentar. Começam pelo JPP, terminam com o PSD e em vez dos cravos vermelhos, a Assembleia da República vai estar decorada com rosas brancas.
E vamos acompanhar a sessão solene a partir das 11h, aqui na Rádio Observador. Mudamos de tema para as eleições presidenciais. Jorge Pinto quer convocar Estados Gerais da Saúde, caso o governo não consiga resolver os problemas do SNS. Uma proposta criticada por João Cotrim Figueiredo, que insiste que o SNS precisa de ser reformado.
Foi um dos temas que marcou o debate de ontem na RTP. O candidato apoiado pelo Livre lembra que os problemas no Serviço Nacional de Saúde precisam de soluções rápidas e, por isso, se chegar a Belém, promete ser exigente com o governo.
Um presidente da República pode ser muito claro em relação àquilo que quer para o seu sistema e Serviço Nacional de Saúde, que é uma coisa muito simples: dizer a um governo, qualquer governo, tem um tempo limitado para dar resposta aos problemas do SNS. Não resolvem? Eu convoco os Estados Gerais da Saúde para que toda a sociedade civil, para que os médicos, para que os enfermeiros, para que os utentes, para que os partidos políticos possam discutir aprofundadamente aquilo que é o SNS e como é que nós vamos corrigir os seus problemas.
Na resposta, João Cotrim de Figueiredo acusa o candidato de esquerda de diminuir a oposição no Parlamento.
Isto é um tipo de intervencionismo do presidente da República.
Acha que sim?
Acho, não só é um tipo de intervencionismo, como diminui a oposição. Ao substituir-se àquilo que os partidos da Assembleia da República não conseguem fazer, está a fazer o quê? Está a diminuí-los. E eu vi-o queixar-se de que a esquerda em Portugal tinha-se reduzido para 32% dos votos. Nem aos 22 chegava. Com esse tipo de intervencionismo, está a tirar completamente o papel às oposições.
A troca de acusações na saúde, no frente a frente de ontem à noite. Já João Cotrim de Figueiredo continuou sem revelar quem o pressionou para que desistisse da corrida a Belém, mas assegurou que as pressões de apoiantes de Luís Marques Mendes terminaram. Os debates vão continuar hoje à noite. Luís Marques Mendes regressa à SIC para debater com André Ventura.
Debate de João Cotrim de Figueiredo e Jorge Pinto, que vai estar em destaque nas manhãs 360. No Explicador, juntam-se a nós Liliana Reis, apoiante de Cotrim de Figueiredo, e Paulo Moacho, a representar a candidatura de Jorge Pinto. Para já, são 08h06, Carla, que outras notícias estão em destaque a esta hora?
Aumentou mais de 11% o número de vítimas mulheres apoiadas pela APAV nos últimos três anos. A maioria pediu ajuda na sequência de casos de violência doméstica. São dados do relatório Vítimas no Feminino, estatísticas 2022/2024, divulgados hoje, Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres. Luís Marques Mendes promete tolerância zero contra a violência doméstica e, por isso, garante que se for eleito presidente da República, nunca vai conceder indultos presidenciais a quem tenha sido condenado por este crime. É uma promessa feita pelo candidato presidencial neste dia internacional. Precisamente por causa das celebrações do 25 de Novembro, hoje o Parlamento não vai votar o orçamento do Estado na especialidade. O dia de ontem ficou marcado pela primeira maioria negativa da oposição. O Chega mudou o sentido do voto e acabou por votar a favor de uma proposta do PS para continuar a congelar as propinas no ensino superior. Contra a vontade do governo, foi também aprovada a redução do IVA de 23 para 6% nas transações de obras de arte feitas por galerias. Pelo menos seis pessoas morreram nos ataques russos desta madrugada contra a Ucrânia. O ataque aéreo que atingiu Kiev fez também oito feridos. São números avançados pelas autoridades locais. O Ministério da Energia da Ucrânia descreveu o ataque desta noite como maciço, dirigido contra as instalações de infraestruturas energéticas do país.