Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

8:03.

Nem digas!

Começamos este jornal das 20h com o conflito no Médio Oriente. Está marcada para esta hora a conferência de imprensa de Pedro Sánchez sobre as ameaças de Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos anunciou o corte de relações comerciais com a Espanha.

O presidente dos Estados Unidos não gostou que a Espanha não tivesse autorizado o exército norte-americano a usar as bases espanholas na operação contra o Irão. Trump prometeu consequências, afirma que deu instruções para acabar com todas as relações comerciais com Madri. Pedro Sánchez marcou uma conferência de imprensa sobre o conflito. Para esta hora, o presidente do governo espanhol vai falar ao país a partir do Palácio da Moncloa e vamos dar conta dessas declarações nos próximos jornais.

Entramos no quinto dia de conflito. E Carla, os ataques no Médio Oriente continuam.

No Líbano, no Irão e em Israel. Miguel Gato, quais são as mais recentes atualizações?

A Guarda Revolucionária Iraniana disparou 40 mísseis contra alvos norte-americanos e israelitas nas últimas horas. As sirenes de alerta aéreo soaram em Israel antes dos lançamentos de mísseis durante a manhã, mas não houve registro de feridos, segundo os serviços de emergência locais. Do lado de Israel, a Força Aérea realizou nas últimas horas uma série de ataques na cidade de Tierão, sem registro de feridos. O exército israelita atacou também, via aérea, Beirute e aqui há registro de pelo menos seis mortos e oito feridos. As autoridades libanesas admitem que o número de vítimas pode vir a aumentar. Os ataques continuam numa altura em que tudo aponta para que o filho de Ali Khamenei seja eleito o próximo líder supremo do Irão. É o que aponta um canal televisivo persa e também o The New York Times. A decisão, lê-se no jornal norte-americano, ainda não está oficialmente tomada, mas tudo aponta que será Mojtaba Khamenei a assumir o poder.

Miguel Gato, com o mais recente ponto de situação no Médio Oriente, estamos a entrar no quinto dia de conflito.

E tudo isto numa altura em que a Guarda Revolucionária do Irão garante que controla o Estreito de Ormuz. Esta informação contradiz os Estados Unidos.

A Casa Branca afirmou ontem que está a afundar todos os navios iranianos que passem pelo estreito. Esta instabilidade continua a fazer disparar o preço de produtos como o petróleo e o gás. Vamos à análise com o Bruno Carlos Reis. Bruno, esta questão do controle do estreito de Ormuz parece que vai tornar-se vital. A grande pressão para se resolver o conflito vai passar por aqui?

Sim, isso no fundo é uma espécie de lição de geopolítica em tempo real e com custos potencialmente bastante elevados também para as nossas carteiras, mas no fundo, na geopolítica, um conceito-chave é esta ideia dos choke points, dos pontos de estrangulamento. Ou seja, por exemplo, estreitos, que são pontos de passagem obrigatória em rotas muito importantes. Portanto, todos os navios que levam petróleo ou gás liquefeito do Golfo Pérsico têm que passar necessariamente pelo estreito Ormuz, que no seu ponto mais estreito tem à volta de 40 quilômetros e portanto isso é à volta de 20 a 25% do mercado de exportação destes produtos a nível global. Agora, a questão do controle. Bem, isso não é verdade, ou seja, no fundo, ninguém controla o estreito neste momento, esse é o problema. A questão aqui é precisamente o nível de risco que isso cria. Os Estados Unidos também estão a dizer: "Nós podemos criar um sistema de comboios". Isso já foi feito, porque este problema do Golfo já se pôs no contexto da guerra Irã-Iraque. O Irão também já tentou cortar a navegação a partir do Golfo Pérsico para fazer pressão sobre os aliados do Iraque e o próprio Iraque, e os Estados Unidos criaram um sistema de comboios nos anos 80. Mas aquilo que os especialistas também estão a dizer, os próprios norte-americanos estão a dizer é que à partida não é possível que os meios navais que estão a ser usados neste momento, sobretudo para atacar o Iraque, e que também têm que ter algumas preocupações defensivas para não ficarem demasiado vulneráveis a ataques iranianos, ao mesmo tempo estejam a ser usados para patrulhar navios. Depois, a outra questão é que um meio clássico de fazer isto é colocar minas. Isso pode ser feito com todo o tipo de navios, muito básicos, lanchas rápidas, etc. Navios tradicionais, aqueles dhow, que são uma espécie de caravelas árabes, etc. E os Estados Unidos têm muito poucos meios de desminagem. É, por exemplo, uma área em que, mais uma vez, precisam muito dos aliados, nomeadamente europeus, que têm muito mais essas capacidades, mas, por exemplo, deslocar estes navios caça-minas demoraria algum tempo. Portanto, na melhor das hipóteses, montar toda uma operação desse tipo para voltar a ter alguma segurança, provavelmente demoraria um par de semanas e não deixa de ter alguns riscos, porque apesar de tudo, basta uma mina, basta um míssil atingir um navio civil ou um navio militar, destes de escolta, para termos depois aí mais um incidente, mais um problema sério.

E para poder voltar tudo atrás, Bruno Carlos Reis, uma situação muito delicada, sobretudo aqui nesta questão geopolítica. Há consequências já muito concretas. O preço do petróleo Brent já subiu hoje ligeiramente, mais 2% na abertura, acumula uma subida de mais de 12% nos últimos três dias. Os mercados continuam em queda. Hoje é dia de debate quinzenal no Parlamento e o conflito no Médio Oriente, também o uso da base das Lajes pelos Estados Unidos, devem marcar a discussão.

Assinalam-se hoje os 25 anos da tragédia de Entre os Rios. Foi a 4 de março de 2001 que ruiu o tabuleiro da ponte Ínsua Ribeiro. Morreram 59 pessoas.

A ponte fazia a ligação entre Castelo de Paiva e Entre os Rios. Na noite em que colapsou, arrastou para as águas do rio Douro um autocarro onde seguiam 53 passageiros e três automóveis com seis pessoas. Não houve sobreviventes e só foram recuperados 23 corpos. 25 anos depois da tragédia, a repórter Maria Rego está em Entre os Rios e Maria, para muitas pessoas da região, ainda é difícil falar sobre este dia.

Ainda é uma dor presente e é um dia que ninguém esquece por aqui. Falamos há pouco com António Leal, proprietário de uma bomba de gasolina em Entre os Rios. Contava-nos como soube da notícia.

Não estava cá, estava no Porto. Quando vi pela televisão que a ponte tinha caído, como deve saber, foi um enorme choque saber que a ponte tinha caído e que tinha arrastado tantas vítimas, 59 vítimas que tinham falecido. Cheguei, depois estive aqui, fui lá fazer parte dos bombeiros, depois estive aqui a ajudar. Depois no outro dia vim trabalhar, eles cortaram aqui esta estrada toda. Era aqui muita gente a correr para lá. Foi uma desgraça total.

Uma desgraça total que 25 anos depois ainda não foi esquecida e a dor tanto tempo depois ainda perdura.

Ainda se sente a dor. Nós não tanto, porque nós não nos doemos. A gente de Castelo de Paiva ainda se nota uma dor muito grande.

E aprendeu-se com esse erro?

Vamos ver se se aprendeu. Acho que não. Recentemente tivemos uma situação em que parece que não se aprendeu muito com estas lições. Acho que não. Foi construções das pontes e pouco mais. E continua tudo na mesma.

Continua tudo na mesma aos olhos dos habitantes de Entre os Rios. Aqui junto ao rio, precisamente, avistamos o Anjos de Portugal, onde vemos todos os nomes das pessoas que perderam a vida nesse trágico acidente. As pessoas não esquecem e ainda há muita dor, Carla, 25 anos depois.

É o que vais registando por aí, Maria Rego, 25 anos depois da queda da ponte Indoense Ribeiro, uma data que vai ser hoje assinalada com uma missa de homenagem às vítimas, o lançamento de flores à hora do acidente junto ao rio Douro e também a inauguração de um memorial.

São agora 8:11, Carla, que outras notícias marcam esta manhã.

A PSP e a PJ estão a realizar uma operação especial de prevenção criminal no bairro da Cova da Moura, na Amadora. Em comunicado, o comando da PSP adianta que a operação decorre no âmbito de investigações relacionadas a crimes registados no Conselho. Em causa estão casos de homicídio nas formas tentadas e ofensas à integridade física. Estão também a ser realizados mandatos de buscas domiciliárias e identificação de suspeitos. No futebol, o Sporting venceu ontem à noite o Porto por 1x0, para a primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal. É um jogo que fica marcado pela polêmica. Os presidentes dos dois clubes trocaram críticas e acusações no final da partida.