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Está marcada para daqui a uma hora a conferência de imprensa da Câmara de Leiria para apresentar o valor dos prejuízos causados pela tempestade Cristine. Também hoje os autarcas da região de Leiria são recebidos no Parlamento.

A conferência de imprensa vai decorrer no Castelo de Leiria, cerca de um mês depois do presidente da Câmara Municipal avançar que os prejuízos iniciais rondavam os 800 milhões de euros. Gonçalo Lopes avisou, ainda assim, que esta é uma estimativa por baixo, sendo que a maior parte dos prejuízos é verificada em empresas e depois em habitações. Também hoje, os autarcas da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria vão à Assembleia da República, têm audiências com José Pedro Aguiar-Branco e com os partidos PSD, Chega e PS. O objetivo é fazer um ponto de situação nos municípios da região e também das medidas aplicadas pelo governo para fazer face aos prejuízos.

Isto numa altura em que o ministro da Economia e da Coesão Territorial é alvo de críticas por parte dos autarcas dos territórios afetados pelas tempestades. Todos rejeitam as acusações de Manuel Castro Almeida.

O ministro da Coesão Territorial disse ontem que a distribuição de apoios à reconstrução das casas não está a correr bem e responsabilizou as autarquias pela demora. A Rádio Observador ouviu vários autarcas dos territórios afetados que rejeitam esta acusação e garantem que a culpa pela demora não é das câmaras, mas sim do governo. É o caso da presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarice Campos.

Aquela questão de introduzir-se umas fotografias e a pessoa recebe os €5.000, põem-se mais umas justificações e recebe os 10 mil e está feito, não corresponde à realidade. E portanto, era importante que se sentassem num espaço desses e tentassem fazer uma candidatura.

Clarice Campos é uma das várias autarcas ouvidas pela Rádio Observador, que mostram indignação pelas palavras do ministro da Economia e Coesão Territorial.

Manuel Castro Almeida vai responder a estas críticas esta manhã no Explicador da Rádio Observador, uma entrevista depois do jornal das 09:00. Vêm novidades ao nível da habitação. O governo prepara-se para aprovar um conjunto de alterações à lei do arrendamento. A decisão vai ser tomada hoje em Conselho de Ministros.

O governo quer introduzir a flexibilização dos despejos em situações de incumprimento reiterado. A edição de hoje do Diário de Notícias conta que a ideia é devolver a confiança aos proprietários e, dessa forma, colocar mais casas no mercado.

Ainda assim, o governo prefere falar de medidas que pretendem tornar mais céleres as decisões judiciais para inquilinos incumpridores.

Ou seja, não é facilitar despejos, é o que escreve o DN. Fontes do Executivo garantem ao Diário que os inquilinos mais vulneráveis vão ser protegidos. Já o Público adianta que o governo vai alterar a lei para que um só herdeiro possa desbloquear heranças indevidas. O objetivo é agilizar a resolução de diferendos e fazer com que mais habitações possam entrar no mercado.

No Médio Oriente, Donald Trump afirma que os Estados Unidos já venceram a guerra com o Irão, mas avisa que isso não significa o fim dos ataques e também revela que não pretende sair do país tão depressa.

O presidente dos Estados Unidos afirma que só sai do Irão quando o trabalho estiver concluído.

Não queremos sair antes da hora, não é? Temos de terminar o trabalho, certo? Nos últimos 11 dias, o nosso exército praticamente destruiu o Irão. É um país difícil. A Força Aérea iraniana desapareceu. Desapareceu totalmente. Isso levou cerca de três horas.

Donald Trump, em declarações ontem à noite num comício no estado do Kentucky, afirma ainda que os Estados Unidos destruíram todo o potencial nuclear iraniano desde a primeira hora, mas ainda assim avisa que não vai cometer o erro de sair cedo demais deste conflito.

Na análise, o especialista em Relações Internacionais, Miguel Baumgartner, considera que Donald Trump pode ser forçado a abandonar o conflito com o Irão.

Em causa, razões económicas ou mesmo políticas. Foi no gabinete de guerra desta manhã. Miguel Baumgartner diz não ter dúvidas de que esta guerra é de Israel e não dos Estados Unidos. Ainda assim, não descarta que os norte-americanos possam abandonar o conflito, até porque democratas e alguns republicanos começam a afastar-se das posições da Casa Branca.

Esta cola que unia sempre os dois partidos sobre este tema desapareceu completamente. Nós hoje temos o Partido Democrata que não apoia mais esta posição de Israel e muito menos este governo de Israel, e mesmo dentro dos republicanos, efetivamente não existe mais este apoio incondicional. Portanto, Donald Trump poderá querer sair desta guerra por razões económicas e por razões políticas, que não estão nada positivas. As pessoas estão contra a guerra nos Estados Unidos, não estão a favorecer e, portanto, ele poderá usar esta ideia que ele tem sempre, que nunca tem derrotas.

O especialista em Relações Internacionais, Miguel Baumgartner, no gabinete de guerra com a Maria João Simões. No terreno, Israel voltou a atingir Beirute nas últimas horas. Há registro de sete mortes e 21 feridos. Destaque também para um porta-contentores que foi atingido perto dos Emirados Árabes Unidos por um projétil desconhecido. Isto numa altura em que o preço do barril de Brent voltou a subir. Hoje está a negociar acima dos $100 por barril.

São agora 08:06, Carla, que outras notícias estão em destaque antes do Momentos de Glória?

António José Seguro e Luís Montenegro reúnem-se hoje pela primeira vez no Palácio de Belém. A reunião está marcada para as 16h, poucos dias depois da tomada de posse de António José Seguro. A reforma da lei laboral deverá ser um tema em cima da mesa. O governo fez ontem saber que vai voltar a chamar os parceiros sociais para discutir a lei do trabalho. Seis distritos do continente vão estar sob aviso amarelo nos próximos dois dias. É o que diz o Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Está prevista forte agitação marítima nas costas litorais dos distritos do Porto, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga. No futebol, o Sporting perdeu com o Bodø/Glimt na Noruega por 3 x 0. Com esta derrota, os Leões deixam em risco o apuramento para os quartos de final. A segunda mão está marcada para a próxima terça-feira em Alvalade.