Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Nove da manhã. Começa aqui o Jornal das Nove, com edição do Luís Soares. Luís, começa daqui a meia hora o debate das rádios com os principais candidatos às eleições presidenciais e os protagonistas já começaram a chegar.

Para esse debate, que acontece a poucos dias do arranque oficial da campanha para as eleições presidenciais de 18 de janeiro, volta a ser organizado pela Rádio Observador, Antena Um, TSF e Rádio Renascença. Os oito principais candidatos a Belém vão debater em direto, durante duas horas. Vai ser entre as 9h30 e as 11h30, nos estúdios da RTP, onde está, já desde bem cedo, Miguel Vítor Dias, coordenador de política da Rádio Observador. E Miguel, os candidatos já começaram a chegar.

Sim, metade dos candidatos já estão nos estúdios da RTP. A primeira foi Catarina Martins, logo pouco depois das 08h15. Depois, António Filipe, candidato apoiado pelo PCP, seguido por Jorge Pinto, candidato que conta com o apoio do Livre, e agora, há pouquíssimos minutos, Henrique Gouveia e Melo também já chegou aos estúdios da RTP, numa hora que chegará também André Ventura, o candidato e líder do partido Chega. Faltam ainda alguns, mas a maioria já por aqui, para este debate das rádios que, como referi, se realiza já há uma década, embora seja a primeira vez em contexto de eleições presidenciais e que não signifique propriamente uma estreia absoluta para todos, já que alguns dos candidatos já aqui participaram no fato também de líderes partidários. Continuam a chegar até perto das 09h15 para um momento de caracterização, de maquiagem, depois uma fotografia e depois são encaminhados para o estúdio onde se vai realizar este debate moderado pelas rádios e que contará com os oito candidatos que participaram também nos frente a frentes televisivos e que aqui marcam o arranque desta campanha oficial para as eleições de 18 de janeiro.

Miguel Vítor Dias, ele que está no palco do debate das rádios para as eleições presidenciais. Pode acompanhar esse debate em direto aqui na Rádio Observador, a partir das 9h30.

Antes e já depois deste Jornal das Nove, vamos fazer uma antevisão no Explicador, que começa daqui a instantes, com os jornalistas Pedro Benevides, da TVI, e António Costa, do Eco. No Contracorrente, teremos a análise pós-debate. E os partidos com assento parlamentar apontam várias falhas na mensagem de Ano Novo do Presidente da República.

Sobretudo os partidos da oposição consideram que Marcelo Rebelo de Sousa deveria ter ido mais longe no diagnóstico que fez dos problemas do país. Apenas PSD e CDS saúdam as palavras de ontem à noite do chefe de Estado. Miguel Gato.

Os partidos que formam o governo deixaram elogios à mensagem de Marcelo Rebelo de Sousa, a começar com a vice-presidente do PSD, Leonor Beleza.

Uma palavra intensa de reconhecimento por aquilo que ele tem sido para o nosso país e uma palavra de orgulho, pela forma como ele tem vindo a servir Portugal.

E a terminar em Durval Tiago Ferreira, do CDS.

Temos que reconhecer que nestes momentos particulares e mais difíceis, ele foi para todos os portugueses um farol de responsabilidade.

Na oposição, a perspectiva é bem diferente. Mário Amorim Lopes, da Iniciativa Liberal, deixa uma questão em cima da mesa.

O que fez Marcelo Rebelo de Sousa nos últimos 10 anos para influenciar os governos, para que sejam feitas as reformas que coloca o país neste caminho?

Enquanto Isabel Mendes Lopes, do Livre, aproveita a reação ao discurso do presidente para atirar ao governo.

Os desejos de um ano com mais saúde, com mais habitação, com mais igualdade, que no nosso ponto de vista, têm sido áreas em que o governo tem falhado redondamente.

Da parte do PCP, Pedro Guerreiro diz que não basta expressar boas vontades.

É necessário que seja apontada, que está na causa dos problemas que são sentidos, os problemas e as injustiças que são sentidos pelos trabalhadores, pelo povo.

Também o Bloco de Esquerda lamenta a oportunidade perdida do Presidente da República em falar nas grandes preocupações dos portugueses. Já o PAN destaca o legado dissolvente de Marcelo Rebelo de Sousa.

Miguel Gato e as reações dos partidos com assento parlamentar ao discurso de Marcelo Rebelo de Sousa na mensagem de Ano Novo. O PS reage esta manhã pela voz do presidente do partido, Carlos César. O JPP também ainda não reagiu. Do lado do Chega, falou o candidato presidencial e líder do partido, André Ventura, que fala em falta de capacidade política de Marcelo Rebelo de Sousa.

São as reações que surgem depois do Presidente da República deixar recados à classe política. Marcelo Rebelo de Sousa fala num país de desleixo e trapalhadas que muitas vezes fica à espera de um milagre.

Idéias essenciais daquela que é a nona e última mensagem de Ano Novo de Marcelo Rebelo de Sousa como Presidente da República. O chefe de Estado recorre à obra "A Ilustre Casa de Ramires", de Eça de Queirós, para apontar a falta de ação da classe política nos últimos anos.

O desleixo, a constante trapalhada nos negócios e sentimentos de muita honra, uns escrúpulos quase pueris. A imaginação, que leva sempre a exagerar até à mentira e, ao mesmo tempo, um espírito prático, sempre atento à realidade útil. A viveza, a facilidade em compreender, em apanhar, a esperança constante de algum milagre, no velho milagre do Ourique, que sanará todas as dificuldades.

O Presidente da República pede ainda mais saúde, habitação e justiça em 2026, também paz nos principais conflitos que afetam o mundo. Marcelo Rebelo de Sousa não fez referências diretas às eleições presidenciais, diz apenas que confia que Portugal vai ter um futuro melhor com soluções e pessoas novas.

E na análise, o editor adjunto de política do Observador entende que o discurso do Presidente da República mostra que o próprio falhou Nos últimos 10 anos. Miguel Santos Carrapatoso critica ainda o presidente da República por se ter isentado de responsabilidades pelo estado em que se encontra o país.

Não sei se era essa a intenção de Marcelo Rebelo de Sousa, aliás, suspeito que não fosse, mas esta mensagem é ou deve ser encarada como uma autocrítica. Faz também, ele próprio, um diagnóstico de como falhou no cargo. Fazendo uma crítica aos governos que teve de acompanhar, parece, no fundo, isentar-se de responsabilidades, e é uma pena que o faça. Marcelo Rebelo de Sousa tem responsabilidades e poderia ter aproveitado esta mensagem de Ano Novo, a última, para ele próprio assumir responsabilidades.

Análise do editor-adjunto de Política do Observador, Miguel Santos Carrapatoso, na edição de hoje de "E o Vencedor é". E o presidente da Assembleia da República critica os candidatos presidenciais. José Pedro Aguiar-Branco não tem gostado da forma como os possíveis sucessores de Marcelo têm abordado a revisão constitucional e a transparência dos políticos. É o que escreve José Pedro Aguiar-Branco num artigo de opinião no semanário Expresso, no qual faz um balanço de 2025. Sobre a revisão constitucional, considera que os candidatos têm discutido matérias que pertencem à competência do Parlamento. Já sobre a transparência dos candidatos, lamenta que o debate tenha resvalado para uma lógica de suspeição generalizada sobre os políticos. Aguiar-Branco não menciona nomes, deixa apenas um aviso: o escrutínio é indispensável, a desconfiança permanente, não. Nove horas e sete minutos antes do Explicador. Luiz, que outras notícias vão marcando a atualidade?

Estão hoje encerradas quatro urgências, todas de obstetrícia e ginecologia. Os hospitais afetados são das Caldas da Rainha, Vila Franca de Xira, Barreiro e Portimão. No fim de semana, há sete urgências fechadas no total, novamente todas de obstetrícia e ginecologia. O número de homicídios no ano passado foi o mais alto dos últimos sete anos. No total, foram assassinadas com dolo, pelo menos 108 pessoas. São dados do Relatório Anual de Segurança Interna, citados hoje pelo Jornal de Notícias. Donald Trump deixa um aviso ao Irão: os Estados Unidos estão armados, prontos e preparados para proteger os manifestantes iranianos nos protestos contra o regime. Aviso feito na rede social Truth Social. Ontem morreram seis pessoas em conflitos entre manifestantes e forças de segurança no quinto dia de protestos no Irão. As manifestações têm como objetivo acabar com a governação do líder supremo iraniano. As autoridades da Suíça continuam a tentar identificar as vítimas do incêndio num bar, numa estância de esqui, na passagem de ano. Cerca de 40 pessoas morreram, 115 ficaram feridas. É o mais recente balanço das autoridades, que ainda estão a investigar as causas do acidente. A Suíça vai cumprir cinco dias de luto nacional, em homenagem às vítimas do incêndio num bar desta estância de esqui. O presidente da Suíça fala numa tragédia sem comparação no país.

Foi o Jornal das Nove, com edição do Luiz Soares.