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Este é o Som de o Domínio da Guerra da Rádio Observador com o Major-General José Nuno Moreira. Bom dia.

Olá, muito bom dia a todos.

Bem-vindo.

Bom dia.

Não é demais lembrar que também nos pode acompanhar com imagem através das nossas redes sociais e pelo YouTube. Esta semana, na quarta-feira, Donald Trump reuniu nos jardins da Casa Branca jornalistas de todo o mundo para dar a conhecer as tarifas a aplicar a dezenas de países. Chamou-lhe o Dia da Libertação. Pelo meio, também uma zanga com Putin e uma visita quase secreta de um enviado do Kremlin a Washington. General, uma semana intensa.

Foi muito intensa.

Que balanço vai fazer disto?

Sim, mas o Dia da Libertação marcou esta semana. Primeiro, porque teve uma enorme pompa e circunstância.

Sim.

Estávamos todos à espera de saber o que iria sair daquele anúncio.

E quem ia ficar de fora.

Exatamente. Dia da Libertação. Todos os países têm Dias da Libertação, todos os países que têm uma história conturbada, em que foram invadidos e um dia se libertaram, celebram, certamente, esse seu dia da independência. Esta libertação, o conceito é mais complicado, porque não é o final de uma guerra, mas o início de uma guerra. E portanto, o Dia da Libertação marcado como data de início de uma guerra comercial é fantástico. A ideia em si é fantástica, mas, na verdade, esta não é uma guerra como as outras. Naquelas guerras de que temos falado, há feridos, há mortos em combate. Aqui vai haver vítimas também. Não vai ter a dimensão dos mortos e dos feridos, mas vai haver certamente vítimas. Uma dessas vítimas é certamente a globalização. A globalização está atravessada naquilo que é a forma como os Estados Unidos olham para o mundo hoje em dia e o conjunto de reformas na área de natureza comercial que têm que ser feitas. O que os Estados Unidos estão a libertar? Se isto veio o Dia da Libertação é porque há um conceito qualquer de libertação associado a isto. Estão a libertar-se de quê? Estão cansados de andar com a economia global às costas. Cansados disso. Acham que os Estados Unidos têm sido prejudicados pelos aliados e por inimigos, por ambos. E estão um pouco cansados disto. Estão cansados porque naquilo que é a lógica, pelo menos da narrativa de Trump, toda esta globalização se traduziu num conjunto de desvantagens incríveis para os Estados Unidos. Por exemplo, que a globalização levou a indústria dos Estados Unidos para os outros países, mas manteve o mercado nos Estados Unidos. Isto é, os Estados Unidos já não produzem, portanto, a sua mão de obra está prejudicada, a sua indústria está prejudicada, o seu conhecimento está prejudicado, mas, na verdade, no final, os produtos regressam todos aos Estados Unidos para serem consumidos pelo povo americano. Portanto, de alguma maneira, os Estados Unidos o que dizem é: "Estão a aproveitar-se do meu enorme mercado interno. O meu enorme mercado interno está a absorver os produtos que não são produzidos nos Estados Unidos, mas são produzidos no exterior." Donald Trump espera o quê disto? Espera que uma parte industrial importante acabe por fazer contas e verificar que se calhar é mais vantajoso deslocalizar outra vez a sua indústria para dentro dos Estados Unidos para não estar afetada pelas taxas que vão ser aplicadas. Esta é a grande lógica que está subjacente a todo este processo. Mas estas contas dos Estados Unidos são contas que, do meu ponto de vista, não é que não estejam bem feitas do ponto de vista económico, é que elas não estão bem pensadas do ponto de vista político. Elas têm implicações políticas, porque isto é uma guerra e tem implicações de natureza política. E os Estados Unidos não podem pensar que isto se vai apenas resumir ou tratar no âmbito exclusivamente económico.

Claro, vai haver reações políticas.

Porque os Estados Unidos só estão a olhar para a folha Excel de que taxas é que me aplicam, que taxas é que eu vou aplicar. Ora, há mais no domínio da política global do que esta folha de Excel. É que os Estados Unidos tinham uma liderança no mundo ocidental e estão a tratar os seus amigos e aliados de uma forma que é igual à forma como tratam também os seus adversários e inimigos. Isto tem repercussões na percepção que nós fazemos, que o público ocidental faz dos Estados Unidos. Onde é que o coloca agora? É um adversário comercial, é um inimigo comercial, está do lado dos amigos e dos aliados ou definitivamente passou para o outro lado? Portanto, há também aqui implicações de natureza política que também poderiam ser contabilizadas nesta folha de Excel que está aqui. Os Estados Unidos tinham até agora também uma legitimidade na sua ação internacional dada pelas democracias liberais. As democracias liberais defendiam os Estados Unidos nas suas intervenções globais. Isto também tem um valor que extravasa aquela contabilidade do Excel. E depois também estivemos no Iraque e estivemos no Afeganistão. Andamos também com os Estados Unidos às costas, de alguma maneira. Não foram só os Estados Unidos que andaram com a economia mundial e a economia dos seus aliados às costas. Ou seja, os Estados Unidos têm alguma razão em algumas das imparidades, em algumas das enormes diferenças de taxas que são aplicadas.

Aliás, já falamos disso há muitos episódios.

Têm razões. Se esta é a forma que encontraram para o resolver e se isto vai resolver os problemas, essa já é outra discussão. Eu quando olhei para aquela tabela, vi logo que a China estava logo em primeiro lugar. Aquilo não estava por ordem alfabética, não estava por ordem nenhuma, estava pela ordem que os Estados Unidos entenderam que deviam apresentar. E a China encabeçava a lista com 34%. Depois, a seguir, só para dizer os quatro primeiros, os Estados Unidos iriam aplicar uma tarifa de 34% aos produtos vindos da China, de 20% aos europeus, de 46% ao Vietname, 32% a Taiwan, 24% ao Japão. Qual foi a lógica? Depois começámos todos a procurar perceber o algoritmo.

Que estas diferenças, não é?

Basicamente, com algumas exceções, mas o algoritmo era este: os Estados Unidos calcularam quais eram as taxas médias impostas aos produtos norte-americanos por cada um destes países e resolveram fazer em reciprocidade, aplicar metade disto. Por exemplo, a Índia aplica uma taxa aos produtos americanos média de 52%. Os Estados Unidos, então, nesta sua guerra, resolveram aplicar metade, 26%. Portanto, ainda assim, não é uma reciprocidade direta. É metade daquilo que os produtos americanos pagam em todo o mundo. Mas esta lógica do Excel tem consequências de natureza política. Primeiro, não é claro que ela produza os resultados econômicos que Donald Trump está à espera. Ontem o Wall Street teve o seu pior dia bolsista desde 2020. E depois, há uma enorme incerteza sobre a economia global, como é que isto vai afetar a economia global. A última vez que tivemos uma experiência deste gênero nos Estados Unidos foi em 1930, depois do crash do Wall Street de 1929. Portanto, foi no momento de uma crise absolutamente extraordinária que foram aplicadas estas revoluções e estas subidas brutais das tarifas. Não é claro que isto vá ter resultados econômicos visíveis, com exceção de uma ou duas coisas, porque a economia ainda continua a ser uma ciência. O público americano vai pagar mais por muitos produtos porque não os vai conseguir produzir ao mesmo preço. Que alguns produtos norte-americanos, que dependem de cadeias de valor e cadeias de abastecimento que vêm dos países asiáticos, vão encarecer para o público americano a produção de coisas que são feitas nos Estados Unidos, mas que dependem de cadeias de valor que vêm de outros locais e, portanto, há quem tema que os Estados Unidos possam entrar mesmo em recessão. Última nota. Eu quando olhei para aquela tabela, fui logo à procura da Federação Russa. Onde é que está a Federação Russa aqui nesta tabela? Não estava junto da China, não estava junto da União Europeia.

Acho que estávamos todos, não é?

Estávamos todos. Onde é que está? Não estava. Isto é, os Estados Unidos resolveram, no meio desta guerra toda, poupar a Federação Russa. Isto é uma coisa extraordinária. E depois, vendo com mais detalhe, não pouparam só a Federação Russa. A Bielorrússia também não está lá, a Coreia do Norte também não está lá. Portanto, do ponto de vista da análise política, é muito interessante.

Tantas interpretações que se podem fazer.

Tantas interpretações que se podem fazer para isto. E agora uma nota de humor, depois dessa tragédia toda.

Dessa tragédia.

Quem anda mais aflito que hoje em dia são os pinguins da Ilha McDonald. São os únicos habitantes da Ilha McDonald e foi-lhes aplicada uma taxa de 10%. Coitados dos pinguins, andam desesperados. Bem, uma nota de humor depois desta miséria toda.

Entretanto, general, Donald Trump não descarta a hipótese de se candidatar a um terceiro mandato, apesar da Constituição norte-americana não o permitir. O limite são dois. Trump acha-se acima da lei e do poder dos juízes.

Hoje inauguramos aqui uma sessão que vai procurar entrar um bocadinho também numa discussão, não é de natureza filosófica, mas de natureza conceptual sobre estas questões da gestão do poder e da guerra. Porque tendo passado despercebido, nós andamos muito a ver apenas a espuma de tudo isto. E a forma errática de comunicação de Donald Trump também não nos tem ajudado a perceber que há uma doutrina que está a ser desenvolvida por setores mais intelectuais do MAGA e do Partido Republicano, que era interessante também acompanharmos. E essa doutrina que eu trago hoje para aqui chama-se o cesarismo, que vem de César.

Pois.

Vem de Júlio César Pode-nos parecer estranho que um presidente que acaba de inaugurar o seu mandato há dois meses e meio, já esteja a pensar na renovação do terceiro mandato. Mas isto faz sentido se nós começarmos a perceber aquilo que se tem escrito em muitos think tanks republicanos e em muitas redes sociais, em muitos influencers, como agora se diz, deste movimento MAGA, que têm escrito largamente sobre este assunto. E que influenciam, naturalmente, em primeiro lugar, até J.D. Vance, mais do que Donald Trump, mas nós quando olhamos para aquilo que é a política de Donald Trump, vemos que há aqui um fundo que foi estudado do ponto de vista doutrinário. Bom, então vamos olhar para isto. Nós estamos a andar para trás nas democracias liberais. As democracias liberais não têm hoje em dia o fulgor que já tiveram e houve um tempo a seguir à Guerra Fria em que acreditámos que o triunfo global era das democracias liberais, que elas não seriam mais postas em causa e que não haveria retrocessos nas democracias liberais. Mas hoje em dia vemos, lemos, ouvimos, notamos que em muitas sociedades, nas democracias liberais, há uma ânsia por líderes providenciais. Pessoas que estejam acima daquilo que é o produto da democracia liberal e que sejam capazes de ter uma visão para o determinado exercício do poder. E veem imagens destes líderes providenciais em Putin, em Xi Jinping. Estes exemplos de autocracia são inspiradores. Por quê? São pessoas que tomaram o poder, que têm uma noção daquilo que o país deve ser e dos seus interesses devem ser, e não se coíbem de exercer o poder de forma externa, mas sobretudo de forma interna, para moldar as expectativas e as realidades das pessoas para estarem de acordo com o pensamento do líder. Alguns destes pensadores fazem aquilo que na Federação Russa também está a ser feito. Na Federação Russa, já falámos aqui mais que uma vez de Alexander Dugin. Alexander Dugin é uma espécie do filósofo de serviço na Federação Russa. É o homem que traça o quadro conceptual onde se vão enquadrar depois as ações que vão ser tomadas pela Federação Russa. Portanto, é uma espécie de um líder espiritual. Ora, nos Estados Unidos estão a surgir dois destes líderes que têm tido expressão através de um instituto, o Instituto Claremont, que tem um centro, que tem um nome adequadíssimo, que é Centro para o Estilo de Vida Americana. Portanto, centrado naquilo que são os valores republicanos, conservadores, de uma América que tem saudades de um tempo que passou. Estas pessoas que estão claramente zangadas com a democracia liberal, e até mesmo com a democracia como regime, entendem que é necessário tomar o poder. Tomar o poder contra quem? Contra as universidades, que produzem o tal espírito ultraliberal que corrói as sociedades, contra os media, que propagam ideologias que são contrárias ao estilo de vida tradicional norte-americano, contra os juízes, que impõem uma determinada lei, uma determinada conceção da lei. Isto é, há aqui uma procura de encontrar mecanismos que permitam destruir aquilo que eram os mecanismos de equilíbrio de poder que existiam nos Estados Unidos. A lógica é vendida de uma forma muito simples. Isto é importante, porque as formas simples são mais fáceis de entender, apesar de não serem verdade. Mas são mais fáceis de entender, são mais fáceis de comprar quando a explicação é simples. Quando só há uma explicação para alguma coisa, é tudo muito mais simples. Infelizmente, a realidade é muitíssimo complexa e quem não seja capaz de ver a complexidade da realidade, acaba por encontrar soluções que sendo simples, depois também têm riscos e podem não funcionar. Mas a lógica que é vendida é esta: o povo elege um líder, esse líder tem um programa e depois vêm os juízes dizer que aquela pessoa que foi eleita pelo povo com aquele programa, não pode cumprir o seu programa? Mas ela foi eleita pelo povo, quem são os juízes para obstar a que o programa de uma pessoa que foi sufragada pelo povo, depois não possa ser cumprida?

Porque é um limite, não é?

Porque é um limite. Ora, isto interroga-nos profundamente. Quem tenha conhecimento da evolução da sociedade sabe por que isto é assim. Isto é assim porque senão nunca mais haverá eleições. Porque se não forem colocados limites à forma como o poder é exercido, esse poder vai garantir que não torna a haver eleições. E é por isso que a explicação parece simples, acarreta também este problema muito complexo, que é o da limitação do poder. Apesar de eleito, não tem todo o poder na sua mão. Esta é a teoria que neste momento está a surgir nos Estados Unidos, que é a teoria do cesarismo. Não é que a lei deixe de existir. A lei continua a existir para os súbditos, não existe é para César.

O presidente Trump vai conseguir.

César está acima da lei. César vai procurar três coisas. Primeira coisa: contrariar a interpretação de que os dois mandatos, afinal, só contam se forem seguidos. Se forem alternados, não contam.

Portanto, aqui já houve a interrupção.

Segunda: eleger J.D. Vance para presidente e Donald Trump como vice-presidente. Depois, J.D. Vance abdica do poder e o poder cai nas mãos de Trump.

Já sei tudo. Escrevam isto. Oiçam e escrevam.

Oiçam e escrevam. E a terceira é diminuir de tal maneira a capacidade de todos os mecanismos de contenção de poder, que Trump pura e simplesmente declare: "Daqui não saio, daqui ninguém me tira."

E continuamos a falar dos Estados Unidos. Depois de ter afirmado à Fox News que a Gronelândia não tem sido um bom aliado, J.D. Vance chefiou uma delegação norte-americana que visitou a base militar em Pituffik. Pituffik?

Sim, Pituffik.

Nessa visita, sugeriu que os habitantes da Gronelândia viveriam muito melhor se fossem, em vez da Dinamarca, cidadãos dos Estados Unidos. Mas esta cortina de fumo, General, esconde aqui uma realidade completamente diferente.

É isso. Eu vou começar por contar um segredo, vamos sair do ar agora aqui um bocadinho.

Vamos aos pinguins.

Para eu contar este segredo. Há menos de 200 militares americanos em Pituffik. E já houve 10 mil. Já houve 10 mil militares naquela base. Neste momento, são 200.

200.

Portanto, vê-se o nível de preocupação de segurança que os Estados Unidos têm por isto. Por outro lado, os Estados Unidos possuíam cerca de uma dezena de bases na Gronelândia. Neste momento, só têm uma, o que significa que a Gronelândia, do ponto de vista da defesa, não é um problema da Dinamarca. A Dinamarca forneceu todas as condições para que os Estados Unidos se instalassem militarmente na ilha e ajudassem a garantir a sua segurança.

Mas não quiseram saber.

Mas não quiseram saber. Portanto, todo este discurso é vazio, mas enfim, isto é segredo, não vale.

Agora voltando à antena.

Voltamos à antena. Vance foi proferir estas declarações num ambiente controlado da base aérea, não arriscou sequer a sair à rua.

Até porque ia haver a revolta dos pinguins.

Exatamente. Fui colecionar aqui um conjunto de dados sobre a questão. Índice de felicidade. Os Estados Unidos estão na 24ª posição no mundo. A Dinamarca é o número dois, a ser só ultrapassada pela Finlândia. No índice de felicidade, Estados Unidos muito atrás da Dinamarca. Qualidade da liberdade. Numa escala de um a 100, a Freedom House, em que um é péssimo e 100 é ótimo, a Dinamarca está com uma pontuação de 97 em 100. Excelente. Os Estados Unidos estão 84 em 100 e vão diminuir, certamente, este ano. Probabilidade de prisão. Um americano tem 10 vezes mais probabilidade de ser preso do que um dinamarquês. Acesso à saúde. É essencialmente gratuito na Dinamarca. Nos Estados Unidos, os seguros de saúde custam os olhos da cara. Esperança de vida. Os dinamarqueses vivem mais quatro anos que os norte-americanos. Acesso à educação universitária. Na Dinamarca, a universidade é gratuita. Nos Estados Unidos, dezenas de milhões de americanos contraíram uma dívida média de 40 mil dólares para pagar os seus estudos universitários e que irão pagar depois ao longo da sua vida profissional. Proteção à maternidade. Os pais dinamarqueses dividem entre si um ano de maternidade que é pago. Esse ano é pago. Nos Estados Unidos, só um dos pais tem direito a esta dispensa e apenas durante 12 semanas, e não é pago. Portanto, agora peçam às pessoas da Gronelândia que escolham onde é que querem viver.

General, eu estava aqui a falar dos pinguins. Eu não, a Gronelândia, na Antártida. Já devia ter chamado a atenção para isto. Hoje colocamos o nosso ponto de mira sobre Elon Musk, uma personalidade controversa que pode vir a ser afastado da administração Trump. Será? É uma possibilidade ou são só rumores? Ele veio desmentir, mas andou aí o zum-zum.

Do meu ponto de vista, os rumores são lançados de propósito para preparar o terreno. O rumor é a melhor arma que existe na comunicação política para ir preparando o terreno. Elon Musk nasceu em Pretória, na África do Sul, e tem só 53 anos. É fundador, diretor-executivo.

Um dos homens mais ricos do mundo.

É mesmo, neste momento, o mais rico, com 330 mil milhões de dólares. Elon Musk foi um ativo importante para a campanha de Donald Trump. Ele trouxe dinheiro à campanha. Ele foi um dos grandes financiadores da campanha. Trouxe juventude à campanha, porque era uma pessoa com uma idade mais jovem.

Que trouxe ainda mais irreverência.

Exatamente. Trouxe dinamismo à campanha através do controle que faz da rede social X, que é uma das grandes redes sociais do mundo. Arrastou as tecnológicas, praticamente todas, para a área do apoio a Trump. Com o seu exemplo, arrastou também as tecnológicas para o lado de Trump. Simplesmente, a certa altura, começou a entusiasmar-se pela política nacional e internacional e começou a interferir em áreas que os secretários, que correspondem aos ministros nos Estados Unidos, começaram a achar que ele estava a interferir nas respectivas áreas com o seu departamento de eficiência governamental. Ora, os republicanos não estão autorizados a atacar Trump. Mas têm Elon para atacar. E portanto, Elon passou a ser agora também o alvo e o bombo da festa. Os secretários já estão ultrapassados, as empresas têm tido quedas brutais em bolsa, e os mercados são uma forma de antecipar o futuro. Aquilo que era um ativo muito interessante para a campanha de Trump, está a transformar-se num ativo tóxico. Daí estas notícias e estes rumores de ir preparando o caminho para o afastamento de Elon Musk da Sala Oval.

General Arnaud Moreira, muito obrigada por mais um Ponto de Mira da Guerra.

É um prazer. Um bom fim de semana.

Para si também. Bom fim de semana.