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A seleção nacional portuguesa defronta hoje a Alemanha na primeira jornada da ronda principal do Europeu de Andebol. Uma seleção que traz à memória uma das mais fantásticas vitórias do andebol português nos quartos de final do Campeonato do Mundo do ano passado. Portugal venceu por 31 a 30 e agora procura nova vitória perante os germânicos, numa altura em que na memória continua o triunfo histórico perante a Dinamarca. Está conosco o presidente da Federação Portuguesa de Andebol, Miguel Laranjeiro. Muito obrigado pela disponibilidade para fazer a antevisão do jogo de hoje. E a minha primeira pergunta vai exatamente nesse sentido: qual é a previsão para o encontro que começa daqui a pouco?
O resultado ninguém sabe antes do jogo. Agora, há uma coisa que posso garantir, que é o foco, a competência, a garra e a força desta seleção, que dá todas as expectativas positivas e de confiança para um resultado a nosso favor no jogo. Agora, claro, um jogo é um jogo, mas ainda há pouco estive com a seleção e disse que o país está a acompanhar este trajeto brilhante que está a acontecer até agora, como aconteceu, aliás, há um ano no Mundial. Essas são as expectativas positivas, sabendo que estamos perante uma seleção que já foi campeã europeia no passado, que é uma grande seleção, é um grande país de andebol. E isso ainda reforça mais os nossos resultados e as nossas prestações nos diversos jogos. Vencer a Dinamarca, como aconteceu há dois dias, é absolutamente histórico. Aqui no país deles é absolutamente histórico. Isto resulta de muito trabalho, de muito foco, de uma garra imensa e tudo farão para honrar o nome de Portugal, isso todos podem ter a certeza.
Claro que sim. Jogamos agora contra a Alemanha, depois temos mais três jogos contra França, Noruega e Espanha. Qual é a expectativa para o resto do Campeonato da Europa? Acha que vai continuar a correr de feição?
Eu sou sempre reservado nisto, mas muito confiante. Reservado, como lhe disse, porque cada jogo é um jogo, cada situação é uma situação, não há dois jogos iguais, mas temos essa expectativa de poder fazer um caminho superpositivo neste Campeonato da Europa. Demos já razões para esperar isso. Agora, mais uma vez digo, temos todo o respeito por seleções. O nosso main round é provavelmente o main round mais exigente, para não dizer mais difícil, porque tem todas as seleções ou praticamente todas as seleções de grande nível europeu. E é esse nível que nós somos. Nós somos um grande nível europeu e estamos a bater com os melhores. E nesse quadro, todos os resultados são possíveis, mas sinceramente espero mais alegrias neste Campeonato da Europa.
Ganhámos contra a tetracampeã mundial. Qual é o adversário mais difícil depois disto?
Pois, essa é a questão. Enfim, sabe que nesses jogos, e o desporto é mesmo isso, tem essa magia, porque muitas vezes há jogos que não se esperavam ter e que conseguimos ultrapassar e há os outros em sentido contrário. Mas vencendo a Dinamarca da forma e da competência com que o fizemos, demonstra que Portugal hoje é top mundial a todos os níveis no que diz respeito ao andebol.
Claro que sim. O selecionador falou na antevisão do top quatro no Mundial, depois no sexto lugar no Europeu e vê-se que este processo não é algo recente. O que é que pode prever para o futuro do andebol português? Um crescimento ainda maior do que este que temos vindo a ver?
Nós nos últimos anos fomos construindo a nível nacional, com o apoio muito grande dos clubes, investimento, apoio também dos próprios clubes nacionais, mas ao nível das seleções jovens, uma aposta muito grande, com muitos jogos internacionais, com muitas competições, com muitos torneios. Muitos dos atletas que chegam à seleção principal já levam praticamente 100 jogos internacionais nas camadas mais jovens. E, portanto, há uma aposta da federação na preparação das várias seleções. Quero recordar que fomos os vice-campeões mundiais de sub-21. Não é por acaso, alguns deles já estão aqui na seleção principal. E, portanto, há uma aposta da federação no trabalho de base, na detecção de talentos, no trabalho individual de cada um, sempre em coordenação com os clubes, e permite esta renovação tranquila que tem havido ao longo dos últimos anos na seleção principal. Estou certo que continuará a ser. Isto é, temos jovens que poderão estar na seleção principal daqui a pouco tempo. Isso é importante porque é também o motor da vida, é o motor da tal mudança tranquila que eu há pouco referi, sem ruturas, aliando experiência com juventude e uma aprendizagem comum. E é isso que tem acontecido e, portanto, tenho as expectativas para que no futuro este nível de prestação continue. Aliás, recordo que daqui a dois anos somos nós a organizar o Europeu, Portugal, Espanha e Suíça, e portanto, teremos a nossa seleção a jogar em casa em 2028. Espero aí também ter todo o apoio dos adeptos portugueses, que têm sido fantásticos. Os que conseguem vir aqui, naturalmente, mas o país inteiro. Eu há pouco também dizia à seleção, Portugal está on fire com a seleção nacional, que resulta deste acompanhamento e até deste carinho que o país tem com a seleção de andebol.