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No âmbito da pandemia, a GNR regista vários tipos de burlas, várias tentativas de burlas relacionadas com a vacinação contra a Covid-19. Capitão David Ferreira, pergunto-lhe ao certo de que casos é que estamos a falar, quais são as tentativas de burlas ao certo que a GNR já identificou e às quais está atenta?
Sim, boa tarde. A Guarda Nacional Republicana encontra-se de facto a desenvolver diversas campanhas de informação, sobretudo para prevenir burlas, e aproveitando a questão das vacinações, temos também ações de prevenção para evitar que burlas nesse âmbito possam acontecer. Existem alguns métodos de que já temos algum relato, ainda que não tenhamos registo de crimes denunciados, mas temos situações em que os burlões abordam as vítimas dizendo que será vacinada ou procurando saber se a pessoa já teria sido vacinada e depois aproveitam o diálogo para dizer que as notas vão terminar e têm de ser trocadas, ou porventura dizer que as notas precisam de ser descontaminadas e aproveitam esse facto para que a pessoa incauta dê dinheiro ao burlão, que depois desaparece com esse dinheiro ou eventualmente com outros bens. São situações que a guarda tem estado a acompanhar, tem estado a alertar as pessoas, sobretudo as mais vulneráveis, para que não sejam vítimas deste tipo de crime e desconfiem sempre das pessoas que se deslocam às suas casas para eventualmente falar de alguma questão ou da vacinação contra a Covid, ou porventura desinfeção de algum espaço ou de algum objeto. Isso não existe.
Que recomendações e conselhos a GNR deixa à população para evitar que este tipo de burlas e crimes ocorram?
A guarda aconselha que, se alguém se deslocar a casa das pessoas, que não conheçam, naturalmente, para fazer um rastreio à Covid ou um agendamento de vacinação, para desconfiarem e contactarem a guarda ou posto mais próximo ou algum vizinho para que os ajude, porque relativamente à vacinação, serão contactados pelo Serviço Nacional de Saúde e também por meio das juntas de freguesia, em que a guarda também está a apoiar as pessoas que não têm possibilidade de ser contactadas por telefone ou por não terem ou por terem o número errado. E portanto, o alerta que nós damos é este, para que nunca abra a porta a desconhecidos e denuncie sempre o caso às autoridades.
E estes são casos que se registam mais principalmente em zonas isoladas, onde também há mais idosos, correto?
Sim, em princípio, os grupos mais vulneráveis, os idosos que vivem sozinhos ou que estão isolados, mas não só. Sobretudo esses, mas isto pode acontecer em qualquer área do país, em qualquer zona e, portanto, nunca é demais todas as pessoas estarem alerta, sobretudo aquelas que têm mais dificuldade de acesso à informação ou que não estão tão bem informadas. É uma campanha que a guarda tem estado a fazer e, portanto, queremos evitar que este tipo de crime ocorra e para isso o contributo de todos é importante. Denunciem o caso às autoridades se conhecerem alguma situação que ocorreu ou que esteja a decorrer.