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Contamos neste jornal em direto com o Major-General João Vieira e Borges, a quem agradeço ter aceitado o nosso convite. Major-General João Vieira e Borges, não há garantias de que os reféns a entregar pelo Hamas estejam ainda vivos. Se não estiverem, pode comprometer o acordo e como é que se processa esta troca de reféns e prisioneiros?
Muito bom dia. Não há conhecimento, efetivamente, de quem são os reféns e qual é a situação dos reféns e a minha posição, obviamente, e já o tinha transmitido, é que se efetivamente a maior parte deles, porque a expectativa da parte de Israel é que haja 34 mortos nestes 94, se houver muitos mais mortos, naturalmente que isso tem consequências. Sobretudo, já estamos a ver algumas delas, quer com o partido de Guevir, como disseram na peça, quer mesmo com o Smotrich, que também pressiona noutro sentido, é o sentido de derrubar o governo, se não ocuparem Gaza e se não criarem um governo militar em Gaza. Portanto, os extremos pressionam. Obviamente que do lado do Hamas há aqui situações que pretendem manter a governança em Gaza e isto será certamente na segunda e na terceira fase do acordo discutido. Na minha perspetiva, é inaceitável que haja da parte do Hamas essa tentação de continuar a governar. Tem que se encontrar uma solução e essa solução passará certamente pelo Hamas tornar um braço político e deixar o braço armado e a autoridade palestiniana e outro conjunto de movimentos, tal como reuniram na China, arranjarem uma solução diferente, caso contrário, vai ser muito complicado para a estabilidade na região e já nem falo na estabilidade governativa em Israel. Mas em resposta direta, certamente que vamos acompanhando agora a situação. Já sabemos que são três meninas. Estas três meninas, uma delas por acaso tinha sido ferida, não sabemos qual é a situação em que se encontra, e isso influencia a tomada de decisão.
E como é que se processa, Major-General João Vieira e Borges?
Aí agora é a Cruz Vermelha. Vai ser muito semelhante, apesar de os partidos de extrema-direita criam situações diferentes. A Cruz Vermelha, tal como foi da outra vez, em novembro, com os 105 naquela trégua. A Cruz Vermelha entrega a IDF, no fundo, as Forças Armadas estão com médicos e estão com psicólogos. Nós vamos ver isso daqui a pouco. Penso que vai ser às 16h30. Eu acho que depois vamos ter imagens, depois eles têm que ir pro hospital, terão exames e só depois então é que serão entregues às famílias, segundo eles dizem, passado duas horas. Dos vários exames que têm que fazer, obviamente não são só exames, como compreenderemos, e serão entregues. Portanto, a Cruz Vermelha aqui é que tem um papel chave